Universidade Federal do Acre

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UFAC
Universidade Federal do Acre
Brasão da UFAC.png
Fundação Como Faculdade de Direito: 25 de março de 1964 (51 anos);
como UFAC: 5 de abril de 1974 (41 anos)
Tipo de instituição Pública e Federal
Mantenedora Coat of arms of Brazil.svg Ministério da Educação
Orçamento anual R$ 227.595.551,21 (dados de 2014)
Reitor(a) Minoru Martins Kimpara[1]
Vice-reitor(a) Margarida de Aquino Cunha[2]
Sede Rio Branco
Campi Brasão de Rio Branco.svg Rio Branco

Brasão de Cruzeiro do Sul.jpg Cruzeiro do Sul

Estado  Acre
Afiliações CRUB, RENEX
Página oficial www.ufac.br
RioBranco UFAC.JPG
Instituições de ensino superior do Brasil Brasil

A Universidade Federal do Acre (UFAC) é a única universidade pública do estado brasileiro do Acre. Seus campi ficam nas cidades de Rio Branco[3] , Cruzeiro do Sul[4] e Brasileia.

História[editar | editar código-fonte]

No dia 25 de março de 1964, por meio do Decreto Estadual n.º 187, publicado no Diário Oficial do Estado, de 4 de abril do mesmo ano, nasceu a Faculdade de Direito (Lei Estadual n.º 15, de 8 de setembro de 1964), que seria reconhecida pelo Parecer n.º 660, de 4 de setembro de 1970, do Conselho Federal de Educação, e pelo Decreto Presidencial n.º 67.534, de 11 de novembro de 1970[5] .

Quatro anos depois, em 1968, foi criada a Faculdade de Ciências Econômicas.[2] Em seguida, vieram os cursos de Letras, Pedagogia, Matemática (licenciatura plena) e Estudos Sociais (curta duração). Oficializou-se, assim, em 3 de março de 1970, o Centro Universitário do Acre, que congregava esses cinco cursos.

O Centro Universitário do Acre transformou-se em Universidade do Acre no dia 22 de janeiro de 1971, sob regime de Fundação, sendo integrado pelas Faculdades de Direito e de Ciências Econômicas. A federalização da Universidade do Acre seria concretizada no dia 5 de abril de 1974, por meio da Lei n.º 6.025.[6]

Os movimentos estudantil e comunitário da década de 1960 foram expressivos aliados para a criação de uma universidade em Rio Branco, capital do Estado do Acre. Esses grupos reivindicavam a necessidade de uma instituição de ensino superior destinada a qualificar a mão de obra local e atender a demanda de profissionais dispostos a contribuir com o então nascente Estado.

Desse modo, surgiu, em 25 de março de 1964, a Faculdade de Direito. Após quatro anos, surgiu a Faculdade de Ciências Econômicas. Em seguida, vieram os cursos de Letras, Pedagogia, Matemática e Estudos Sociais, culminando no que se chamava Centro Universitário do Acre, depois transformado em Universidade do Acre. No dia 5 de abril de 1974, essa universidade tornou-se federal, aglutinando esses seis cursos.

Surgia, então, a Universidade Federal do Acre (Ufac), uma instituição pública e gratuita cujo objetivo é produzir e difundir o conhecimento. Na época em que foi criada, contava com 857 estudantes matriculados. Mas, com o tempo, foi se expandindo em espaço físico e cursos de graduação.

Cursos oferecidos[editar | editar código-fonte]

Graduação[editar | editar código-fonte]

Mestrado e doutorado[editar | editar código-fonte]

A política de pesquisa e pós-graduação adotada pela Ufac norteia-se pelo crescimento socioeconômico e cultural da Amazônia e, por extensão, da sociedade brasileira. O cumprimento desse objetivo está no estímulo à produção de pesquisas científicas e tecnológicas com elevados padrões de qualidade internacionais, bem como na formação de profissionais preparados para atuar em diferentes setores da comunidade, contribuindo, assim, para a modernização do país.

Observe, em detalhes, os princípios da pós-graduação da Ufac:

• Consolidação e melhoria do desempenho dos cursos de pós-graduação stricto sensu;

• Manutenção e fortalecimento do atual perfil dos cursos de pós-graduação;

• Expansão de cursos de mestrado para novas áreas do conhecimento;

• Implantação de cursos de doutorado e de mestrado profissionalizante nas diversas áreas do conhecimento, além de ações que possam elevar os índices de excelência acadêmica, resultando na ampliação da produção bibliográfica relevante e na geração de novas tecnologias;

• Fortalecimento dos programas de pós-graduação stricto sensu, próprios e integrados com os diferentes níveis de governo;

• Ampliação de captação de recursos públicos para o fortalecimento do ensino de pós-graduação;

• Reformulação e aprimoramento da gestão institucional de pesquisa e pós-graduação em novos formatos, de acordo com a interdisciplinaridade;

• Incentivo ao intercâmbio com programas de pós-graduação stricto sensu de outros estados e países.

A Ufac possui dois cursos próprios de doutorado, exigência mínima, conforme lei, que lhe outorga, junto ao Ministério da Educação (MEC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o status de universidade. São eles: Produção Vegetal e Saúde Coletiva. Além disso, destaca-se com nove cursos de mestrado. Confira-os a seguir:

Ecologia e Manejo de Recursos Naturais: trata-se de um mestrado importante para o desenvolvimento sustentável, pois seu objetivo primordial é a capacitação de profissionais para a pesquisa sobre temas que são estratégicos para o desenvolvimento da região. Suas linhas de pesquisa são: manejo de recursos naturais, sociedade e meio ambiente. 

Desenvolvimento Regional: representou uma expansão da oferta de pós-graduação na Ufac, em caráter multidisciplinar. Propicia formação técnico-científica à comunidade acadêmica, com aprofundamento na pesquisa para solucionar problemas da região.

Produção Vegetal: seu principal objetivo é proporcionar aprofundamento científico a profissionais da área de ciências agrárias, sobretudo em atividades de ensino e pesquisa com espécies vegetais nativas ou exóticas, cultivadas ou com potencial agrícola para a Amazônia.

Letras: Linguagem e Identidade: consolida pesquisas na área da linguagem e sua inserção no contexto regional. Divide-se em três linhas de pesquisa: análise e descrição linguística, cultura e sociedade, linguagem e escola.

Saúde Coletiva: funciona em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). É um curso bienal, com o objetivo maior de aprofundar a pesquisa na área de saúde, além de buscar soluções para enfrentar problemas de saúde pública.

Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia: oferece a profissionais da área uma formação com perfil inovador, no sentido de torná-los atualizados com novos saberes de teor interdisciplinar, no tocante à geração de processos e produtos tecnológicos de elevado valor científico.

Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia Ocidental: busca o aprimoramento de profissionais relacionados à área, atualizando-os e qualificando-os com um perfil diferenciado e inovador.

Educação: seu objetivo principal é promover a formação de mestres em educação de acordo com os princípios de construção de uma escola pública democrática e de qualidade social, além de promover e estimular a cooperação entre pesquisadores da região Norte com o restante do país.

 • Profissional em Ensino de Ciência e Matemática: busca aprimorar a formação continuada dos professores por meio de atividades de pesquisa aplicada e do desenvolvimento da prática pedagógica, fomentado a reflexão sobre o exercício da profissão e o processo de ensino e aprendizagem.

Especialização[editar | editar código-fonte]

  • Especialização em Economia do Setor Público
  • Especialização em Educação Infantil
  • Especialização em Enfermagem Obstétrica
  • Especialização em Gestão Escolar
  • Especialização em Língua Portuguesa
  • Especialização em Literatura Comparada
  • Especialização em Metodologia do Ensino da Geografia
  • Especialização em Planejamento e Gerência de Projetos
  • Especialização em Tecnologia de Alimentos
  • Especialização em Saúde
  • Especialização em Planejamento e Meio Ambiente
  • Especialização em Matemática

Curso de Medicina[editar | editar código-fonte]

Histórico[editar | editar código-fonte]

O Curso de Medicina da Universidade Federal do Acre foi criado pela Resolução N0 CONSU/17, de 29 de novembro de 2001 e autorizado pela Portaria Ministerial D0 MEC/763, de 20 de março de 2002, sendo o primeiro exame vestibular realizado em maio de 2002, com 40 vagas, com o primeiro semestre letivo se iniciando em junho. As principais justificativas para a criação de um Curso de Medicina no Estado basearam-se no acentuado déficit de médicos, em torno de 220 no ano de 2002, situação esta que se traduz numa baixa cobertura na área médica, principalmente no tocante a algumas especialidades, o que impõe que grande número de pessoas seja encaminhado para tratamento fora do domicílio em outras unidades da Federação, o que tem elevado substancialmente o custo da assistência médica prestada à população. Por outro lado, a carência de médicos sujeita o Estado a conviver, permanentemente, com profissionais graduados nos países limítrofes (Bolívia e Peru), muitos dos quais sem o devido registro profissional e/ou com formação médica sem a adequada avaliação do sistema de ensino e, não raro, com manifesta dificuldade de comunicação linguística com os pacientes. O déficit de médicos provoca ainda o desinteresse por parte de outros profissionais da área da saúde, que não se sentem atraídos para o Estado, especialmente odontólogos, bioquímicos e psicólogos. A criação do Curso de Medicina, além de contribuir para o fortalecimento dos outros cursos da área de saúde existentes na Universidade (Enfermagem e Educação Física), propicia a implementação das atividades de pesquisa em saúde, hoje pontualmente desenvolvidas por alguns docentes do Curso de Enfermagem, principalmente no que se refere aos agravos de maior prevalência no Estado. Nesse contexto, vários agravos à saúde ainda estão inexplorados por falta de motivação para a pesquisa científica, outro relevante papel dos docentes e discentes do Curso de Medicina. A esse respeito, o Instituto Evandro Chagas reconhece ser o Acre uma região da Amazônia com várias lacunas no conhecimento sobre os arbovírus circulantes, sobre a cadeia de transmissão de vírus hepatotrópicos, sobre a circulação provável de diversas cepas, espécies e subespécies de Leishmania e sobre o impacto da Doença de Jorge Lobo, entre outros agravos prevalentes no trópico úmido. Outra razão encontrada para a criação do Curso é o grande número de jovens acrianos cursando medicina em Universidades bolivianas e cubanas, o que implica forte pressão sobre o Estado para resolver a pendência da convalidação dos diplomas, de vez que a qualidade dos médicos formados nas escolas bolivianas tem sido questionada em todo o Brasil. Em 1999, por exemplo, dos 17 acrianos formados na Bolívia entre 1998 a 1999, somente quatro tinham diploma convalidado por ocasião do concurso público para médico da Secretaria de Estado de Saúde e Saneamento e somente um deles foi aprovado no concurso. Apesar disso, a demanda de estudantes acreanos pelos cursos médicos oferecidos na Bolívia tem aumentado ano a ano e essa dependência externa só será reduzida ou mesmo eliminada, na medida em que se consolide o Curso de Medicina da Universidade Federal do Acre.[7] .

Desempenho[editar | editar código-fonte]

O curso de Medicina foi criado no ano de 2001, sendo, em pouco tempo, um dos melhores da região Norte, já que obteve a maior nota no conceito preliminar de curso no ENADE (3) entre as faculdades federais de medicina da região Norte, superando até mesmo, de acordo com as notas do ENADE, os cursos de medicina da UFAM, UFRR, UNIR e UFPA. Existem convênios com o Hospital das Clínicas do Acre, Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB), Hospital da Criança, Hospital do Idoso, Hospital do Câncer, CECON(Centro de Controle em Oncologia do Acre), Hemoacre, Maternidade Bárbara Heliodora, UPA-2ºDistrito, UPA-Tucumã, Hospital de Saúde Mental do Acre, Módulo de Saúde do Bairro Primavera, Módulo de Saúde do Bairro Mocinha Magalhães, Módulo de Saúde do Bairro Rui Lino, Módulo de Saúde do Bairro Universitário e Módulo de Saúde na cidade de Plácido de Castro, onde se realiza o estágio rural, além de outros convênios em fase de negociação.[8] .

Lista de pessoas da UFAC[editar | editar código-fonte]

Marina Silva

Ex-alunos notáveis[editar | editar código-fonte]

Professores notáveis[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]