Uga-Uga

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Uga-Uga
Uga-Uga (BR)
Logotipo da telenovela
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Pré-História
Drama
Romance
Duração 60 minutos
Criador(es) Carlos Lombardi
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Wolf Maya
Elenco Humberto Martins
Vivianne Pasmanter
Cláudio Heinrich
Lima Duarte
Mariana Ximenes
Danielle Winitz
Vera Holtz
Nair Bello
Marcos Pasquim
Marcello Novaes
Nívea Stelmann
Betty Lago
Heitor Martinez
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Tema de abertura "Kotahitanga" - Hinewehi Mohi
Tema de
encerramento
"Kotahitanga" - Hinewehi Mohi
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 8 de maio de 2000 - 19 de janeiro de 2001
N.º de episódios 221
Cronologia
Último
Último
Vila Madalena
Um Anjo Caiu do Céu
Próximo
Próximo
Programas relacionados Além do Horizonte
Bebê a Bordo
Perigosas Peruas
Quatro por Quatro
Bang Bang
Pé na Jaca
Kubanacan
Vereda Tropical

Uga-Uga foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 19 horas, entre 8 de maio de 2000 e 19 de janeiro de 2001, em 221 capítulos,[1] substituindo Vila Madalena e sendo substituída por Um Anjo Caiu do Céu. Foi a 60ª "novela das sete" exibida pela emissora.

Foi escrita por Carlos Lombardi, com a colaboração de Margareth Boury e Tiago Santiago, e dirigida por João Camargo e Ary Coslov, com direção geral de Wolf Maya e Alexandre Avancini, e direção de núcleo de Wolf Maya.

Contou com Humberto Martins, Vivianne Pasmanter, Cláudio Heinrich, Marcello Novaes, Danielle Winitz, Mariana Ximenes, Heitor Martinez, Nívea Stelmann, Marcos Pasquim, Betty Lago, Nair Bello, Vera Holtz e Lima Duarte nos papéis principais da trama.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Quando criança, o jovem Adriano sobreviveu a um ataque de índios que matou seus pais; foi encontrado por um cigano pajé e tem uma vida feliz rodando o país todo sob o nome de Tatu. Adriano, é encontrado pelo avô, Nikos. Depois de ser levado para a cidade, descobre ser o único herdeiro da fortuna da família após a morte de seu avô. Caberá a ele administrar os negócios do mesmo.

Porém, ele tem que enfrentar três obstáculos: seus tios, a ambiciosa e cruel Santa e o inescrupuloso Anísio e seu primo, o interesseiro Rolando, ambos de olho na herança do patriarca. Mas Tatuapú parece não demonstrar o menor interesse pelos negócios do avô e sonha poder voltar um dia para a tribo. A vida de Tatuapú cruza com a família Baldochi e encontra neles, principalmente em Bernardo Baldochi, um grande amigo e aliado para fugir das artimanhas de Santa, Anísio e Rolando.

Bernardo, mais conhecido por Baldochi, é um ex-sargento do exercito que tem uma vida alucinante e foge constantemente de bandidos que ameaçam sua família. Ele é dado como morto pela família e pela noiva que ele abandonou na igreja para salvar a vida deles. Sua noiva, Maria João, era uma mulher delicada e apaixonada por Baldochi, mas com o tempo e a notícia de sua morte, ela perde o interesse pela vida e praticamente toda sua feminilidade, vivendo sempre amargurada. Sua única diversão é ler histórias de amor em livros de coleções, onde ela se imagina a mocinha ao lado do falecido Baldochi, sem suspeitar que quem escreve as histórias na verdade é o próprio Baldochi.

Maria João mora com seu pai e com um irmão que ela cuida como se fosse um filho, e esse é um segredo da trama que é revelado quando Baldochi retorna. O irmão de Maria na verdade é filho dela com Baldochi. Maria tem um admirador que não larga do seu pé e não cansa de levar os foras que ela dá nele constantemente. Beterraba acredita que um dia Maria vai voltar a se apaixonar e espera que ele seja essa pessoa. Por isso ele não se cansa jamais de esperá-la.

O irmão de Baldochi, Casemiro, mais conhecido como Van Damme, era um jovem apaixonado pela vida no estilo crianção, que vive fazendo bicos aqui e ali até ir trabalhar de salva-vidas, onde conhece a fogosa e atrapalhada Tati, que a princípio se apaixona por Baldochi, mas depois se rende ao amor de Van Damme. Tati era completamente destrambelhada e vivia a mando do seu namorado Rolando para prejudicar a vida de Tatuapú. É prima de Bionda, filha de Felipe e Vitória Arruda, um casal meio complicado e à beira da falência. Bionda, sempre muito mimada, tinha mania de arranjar casamento e fugir na hora do "sim", deixando todos surpresos e os seus pais desesperados.

A situação começa a mudar um pouco quando Bionda conhece Tatuapú e se apaixona por ele. Mas ela teria que enfrentar a concorrência de Gui, filha do mordomo de Nikos e apaixonada realmente pelo garoto a ponto de largar tudo e ir viver com ele na tribo. Mas Gui esperaria muito por Tatuapú. Ele e Bionda ainda marcariam casamento, só que dessa vez ao invés de Bionda fugir da igreja foi a vez de Tatuapú, que a abandonou e fugiu com Guinevere.

Produção[editar | editar código-fonte]

  • Carlos Lombardi conta que a ideia inicial de Uga Uga surgiu a partir de uma notícia de jornal. Em Belém do Pará, um posseiro queria a ajuda das autoridades para encontrar seu filho. No passado, ele havia se envolvido em uma disputa de terras com uma tribo de índios que incendiaram seu sítio e dizimaram parte da sua família. Ele escapara com dois filhos mais velhos, mas seu filho menor fora levado pelos índios. Agora ele queria localizar um menino branco que havia sido visto em uma tribo. A essa ideia o autor uniu também a lenda urbana do fim do século XIX do indivíduo criado pelos selvagens que, mais tarde, retorna à civilização, que gerou livros como Tarzan, O Filho das Selvas (1912), de Edgar Rice Burroughs, e O Livro das Selvas (1894), de Rudyard Kipling; e filmes como O Enigma de Kaspar Hauser (1974), de Werner Herzog.
  • Desde a concepção da trama, Carlos Lombardi queria que Tatuapu fosse loiro, para que ele não pudesse de forma alguma ser confundido com um índio legítimo. O escolhido para o papel foi Cláudio Heinrich, ex-ator de Malhação que estreava em novelas. Para compor o personagem, ele passou uma semana convivendo com os índios da tribo Uailapiti, no Xingu. Ele usava apenas uma tanga em cena, com o corpo coberto de urucum.
  • Para não vincular a identidade da tribo de Tatuapu com a de qualquer outra tribo de índios brasileiros, Carlos Lombardi decidiu que o índio não falaria nenhum idioma do tronco tupi-guarani. O autor inventou, ele próprio, uma língua imaginária, baseada no som do idioma falado no Taiti.
  • Uga Uga foi vendida para vários países, entre eles Chile, Equador, México, Portugal, Panamá e Venezuela. Nos Estados Unidos, onde foi exibida pela rede Telemundo, foi um sucesso entre o público de língua hispânica, como já havia acontecido antes com Terra Nostra (1999) e Força de um Desejo (1999). Antes da estreia, Cláudio Heinrich, Humberto Martins e Vivianne Pasmanter participaram de ações promocionais em Miami, Los Angeles e Nova York.
  • No Projac, foi construída uma cidade cenográfica que reproduzia um quarteirão do bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, onde morava o núcleo pobre da novela. Para reproduzir um acampamento, a equipe de produção de arte de Cristina Médicis pesquisou cerimônias ciganas, e o ritual envolvendo o cachimbo da paz. A pesquisa e a produção duraram três meses, e os ciganos, bem como livros relacionados ao assunto, serviram de inspiração para a criação deste acampamento. A figurinista, Marília Carneiro, tentou criar um cigano que fosse o mais semelhante possível.
  • A abertura da novela, que mostrava um gibi sendo folheado, foi criada por Gustavo Garnier, assistente de Hans Donner, que utilizou uma técnica que misturava fotografias e ilustrações. Os desenhos foram feitos à mão e registrados por uma câmera virtual que percorria as páginas de uma revista de quadrinhos. Depois, a história era transferida para o computador. A mesma técnica foi usada nas imagens que marcavam o final de cada bloco. Antes dos comerciais, a imagem final era congelada e sobre ela era projetado um desenho.[2]
  • Um desafio da equipe de produção foi a cena do casamento de Bionda (Mariana Ximenes), em Angra dos Reis. A igreja estava abandonada, e como tal a produção teve que levar toda a decoração, incluindo toalhas, castiçais e santos. A produção teve também que encontrar animais, como jacarés e araras, para compor o cenário da floresta. Só os 12 primeiros capítulos, contaram com 140 cenas que necessitaram de efeitos especiais.
  • A personagem de Betty Lago foi alvo de protestos por parte do Sindicato Nacional dos Aeronautas, que reclamaram do comportamento pouco ortodoxo da mesma.[3]
  • Para não vincular a identidade da tribo de Tatuapú (Cláudio Heinrich), com a de qualquer outra tribo de índios brasileiros, Carlos Lombardi, decidiu que Tatuapú não iria falar tupi-guarani. Em vez disso, Lombardi criou um idioma próprio, baseado na sonoridade do idioma falado no Taiti.[2]
  • O Ministério da Justiça interferiu na novela, obrigando a reedição de dois capítulos, por cenas de violência. O Ministério ainda advertiu a Rede Globo pelo excesso de cenas de nudez e imediatamente após o final da trama reclassificou-a como imprópria para menores de 12 anos, de modo que ela não poderá ser reprisada antes das 20h00. Tal decisão explica o motivo da trama não ter sido reprisada no Vale a Pena Ver de Novo, até então. ou se for reprisada no Canal Viva.[4]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator Personagem
Cláudio Heinrich Adriano Karabastos (Tatu)
Mariana Ximenes Bionda Arruda Prado
Vera Holtz Santra Karabastos
Humberto Martins Bernardo Baldochi / Bento (Kala Kalú)
Viviane Pasmanter Maria João Portela
Lima Duarte Nikos Karabastos
Marcello Novaes Beterraba (Darcy)
Danielle Winits Tati (Tatiana Prado) Santa Karabastos
Marcos Pasquim Casemiro Baldochi (Van Damme)
Lúcia Veríssimo Maria Louca Pellegrino
Sílvia Pfeifer Vitória Arruda Prado
Heitor Martinez Rolando Karabastos
Tato Gabus Mendes Anísio Karabastos
Wolf Maya Felipe Prado
Nair Bello Pierina Baldochi
Marcos Frota Nikolaos Karabastos Júnior (Nikos Jr.)
Ângelo Paes Leme Salomão
Françoise Forton Larissa Guerra
Oswaldo Loureiro Querubim
Roberto Bonfim Pajé
Nívea Stelmann Gui (Guinivere)
Rita Guedes Stella
Joana Limaverde Bruna Arruda Prado
Matheus Rocha Ari
Juliana Baroni Shiva Maria Pomeranz
Geórgia Gomide Gherda
Luiz Guilherme Turco
Alexandre Lemos Dinho Portela Baldochi
Delano Avelar Antônio Argel
Vanessa Nunes Penélope
Alexandre Schumacher Zen
Vick Militello Dominatrix
Tatyane Goulart Lilith Pomeranz
Beth Lamas Madá
Hugo Gross Barbosa
Mônica Mattos Tânia
Betty Lago Brigitte/ Alice
Mário Gomes Ladislau Pomeranz
John Herbert Veludo
Stepan Nercessian João Guerra Portella
Jorge Pontual Mutuca
Marcelo Faria Ramon Rà Pomeranz
Maria Ceiça Rosa
Denise Fraga Mag
Luiz Fernando Guimarães Varella
João Carlos Barroso Pereirinha
Luciano Szafir Pepê
Edwin Luisi Francis
Cássia Linhares Lulú
Nelson Freitas Nilo
Clarice Niskier Amélia
Bianca Castanho Ametista
Silvia Nobre Crocoká
Taís Araújo Emilinha
Cláudia Lira Suzi
Norma Geraldy Norma
Oswaldo Louzada Dr Moretti
Lolita Rodrigues Carmen
Gabriel Braga Nunes Otacílio
Paula Burlamaqui Kate
Elias Gleizer Ceguinho
Isadora Ribeiro Marlene
Ewerton de Castro Marido nervoso
Daniele Suzuki Sarah
Marcos Breda Gumercindo
Betty Erthal Violeta
Sokram Sommar Índio Tupã
Sérgio Loroza Pimpão
George Bezerra Zeca
Osvaldo Mil Geraldão
João Camargo Padre Zeca
Moacir Alves Antiquário
Fernanda Lobo Gorda na lanchonete
Alexandre Zacchia Jambo
Berta Loran passageira do avião de Varella
Miriam Pires Cecília
Marcela Rafea Dóris
Junior Prata Pescador

Audiência[editar | editar código-fonte]

Estreou com 40 pontos e picos de 47.[5]

Seu último capítulo também registrou os mesmos 40 pontos.

A novela teve média geral de 38 pontos.[6]

Está na lista das novelas das sete mais assistidas nos últimos anos.

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Trilha sonora nacional[editar | editar código-fonte]

Uga-Uga Nacional
Trilha sonora de vários intérpretes
Lançamento 2000
Gênero(s) Vários
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre
Produção André Sperling
Cronologia de vários intérpretes
Último
Último
-
Uga-Uga Internacional
Próximo
Próximo
  • Capa: gravuras da abertura
  1. "Viralata de Raça" - Ney Matogrosso (Tema de Rolando)
  2. "Metamorfose Ambulante" - Primo Johnny (Tema de Bionda)
  3. "Kotahitanga" - Hinewehi Mohi (Tema de abertura)
  4. "Se eu Não te Amasse Tanto Assim" - Ivete Sangalo (Tema de Maria João)
  5. "Aquela" - Raimundos (Tema de Beterraba)
  6. "Fogueira" - Sandra de Sá (Tema de Maria João e Beterraba)
  7. "Tô Sem Grana" - Elétrika (Tema de Baldochi)
  8. "Vem" - Patrícia Coelho (Tema de Van Damme)
  9. "Deixa o Amor Acontecer" - Roupa Nova (Tema de Gui)
  10. "Não Tô Entendendo" - P.O.Box (Tema de Tatiana)
  11. "Uma Antiga Manhã" - Marina Lima (Tema de Stella)
  12. "Feelings" - Morris Albert (Tema de Nikos)
  13. "Killing me Softly With His Song" - Milton Nascimento (Tema de Vitória)
  14. "Minha Timidez" - Fat Family (Tema de Salomão)
  15. "Amar, Amar" - João Bosco (Tema de Brigite)

Trilha sonora internacional[editar | editar código-fonte]

Uga-Uga Internacional
Trilha sonora de vários intérpretes
Lançamento 2000
Gênero(s) Vários
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre
Produção André Sperling
Cronologia de vários intérpretes
Último
Último
Uga-Uga Nacional
-
Próximo
Próximo
  1. "I Turn To You" - Christina Aguilera (Tema de Maria João e Baldochi)
  2. "You Sang to me" - Marc Anthony (Tema de Vitória)
  3. "Hold Me Tight" - Michael Allen (Tema de Locação: Rio de Janeiro)
  4. "Kayomani" - Kundalini Rising (Tema de Tatuapu)
  5. "I Try" - Macy Gray (Tema de Brigite)
  6. "Back At One" - Brian McKnight (Tema de Van Damme e Tati)
  7. "Lovin' You" - Fernanda (Tema de Gui)
  8. "Are You Still Having Fun?" - Eagle-Eye Cherry (Tema de Locação: Rio de Janeiro)
  9. "Northern Star" - Melanie C (Tema em geral)
  10. "Thank You For Loving Me" - Bon Jovi (Tema de Aamon Rá)
  11. "I'll Be Holding On" - Romeo (Tema romântico geral)
  12. "Breathless" - The Corrs (Tema de Bionda)
  13. "I Wanna Be With You" - Mandy Moore (Tema romântico geral)
  14. "Back For Good" - Giselle Haller (Tema em de Alice)
  15. "Where Are You?" - Bosson (Tema em geral)
  16. "Anything You Want" - Bengaloo (Tema de Beterraba)

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Prêmio Millenium

Melhor Atriz: Mariana Ximenes

Atriz Revelação: Mariana Ximenes

  • Prêmio Magnífico

Melhor Atriz: Mariana Ximenes

Melhor Atriz: Mariana Ximenes

Melhor Atriz: Mariana Ximenes

Referências

  1. Memória Globo. Uga-Uga - Ficha Técnica. Visitado em 19 de janeiro de 2001.
  2. a b Memória Globo.com.
  3. Turbulência no ar - Veja On-Line 21-06-2000.
  4. Topless no ar - Veja On-Line 07-06-2000.
  5. Feltrin, Ricardo. “Uga Uga” estréia com boa audiência, mas Record naufraga. Folha Online. 9 de maio de 2000 (visitado em 13-1-2010).
  6. Feltrin, Ricardo. Ibope de novelas desaba na Globo; veja a queda. "Ooops", UOL. 18 de setembro de 2008 (visitado em 13-1-2010).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]