Ulisses (James Joyce)

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Ulysses
Ulisses
Capa da primeira edição de Ulisses
Autor (es) James Joyce
Idioma inglês
Género Romance modernista
Editora Sylvia Beach
Lançamento 2 de fevereiro de 1922
Edição portuguesa
Tradução António Houaiss
Editora Círculo de Leitores
Lançamento 1983
Páginas 550
Edição brasileira
Tradução Antonio Houaiss
Editora Abril Cultural
Lançamento 1983

Ulisses (Ulysses no original), é um romance do escritor irlandês James Joyce. Foi composto entre 1914 e 1921 em Trieste (Itália), Zurique (Suíça) e Paris (França) e publicado no ano seguinte nesta cidade. Por descrever, em diversos pontos, aspectos da fisiologia humana então considerados impublicáveis, o livro foi censurado em diversos países, como nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Ulisses adapta a Odisseia de Homero, condensando a viagem de Odisseu (na pessoa do agente de publicidade Leopold Bloom) em 18 horas, no dia 16 de junho de 1904 e início da madrugada do dia seguinte.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Joyce dividiu Ulisses em 18 episódios. À primeira vista, grande parte do livro pode parecer desestruturada e caótica; Joyce disse uma vez que "colocara nele tantos enigmas e quebra-cabeças que irão manter os professores ocupados durante séculos discutindo sobre o que eu quis dizer", o que levaria à imortalidade do romance.[1] Os dois esquemas de análise que Stuart Gilbert e Herbert Gorman publicaram após o lançamento de Ulisses para ilibar Joyce das acusações de obscenidade tornaram claras as ligações à Odisseia, e explicaram também a estrutura interna da obra.

Cada episódio de Ulisses tem um tema, uma técnica e uma correspondência entre os seus personagens e os da Odisseia. O texto original não tinha estes títulos de episódios e as correspondências; tiveram origem nos esquemas de análise de Linati e de Gilbert. Joyce referia-se aos episódios pelos seus títulos homéricos nas suas cartas. Ele tomou a atribuição idiossincrática de alguns dos títulos, p.e. "Nausícaa" e "Telemaquia", da obra "Les Phéniciens et l'Odyssée" de Victor Bérard, que consultou em 1918 na Biblioteca Central de Zurique.

Telemaquia[editar | editar código-fonte]

Os três primeiros episódios de Ulisses correspondem à Telemaquia da Odisseia e fazem a ligação entre Retrato do Artista quando Jovem e as aventuras de Leopold Bloom no dia 16 de Junho de 1904,[2]:29 o que foi esclarecido pelo esquema que o próprio James Joyce elaborou em 1920 para ajudar o seu amigo Carlo Linati na leitura da obra, o qual desde então se designa por Esquema Linati para Ulisses.[3][4]

Episódio 1 (Telêmaco)[editar | editar código-fonte]

São 8.00 horas e Buck Mulligan, um estudante de medicina turbulento, chama Stephen Dedalus (um jovem escritor que aparece como o tema principal de Retrato do Artista quando Jovem) para subir ao telhado da Torre Sandycove Martello onde ambos residem. Há tensão entre Stephen e Mulligan, decorrente de uma observação cruel que Stephen ouviu de Mulligan sobre a morte de sua mãe, May Dedalus, (Oh, é apenas o Dedalus cuja mãe bateu a bota, como uma besta), e pelo fato de Mulligan ter convidado um estudante inglês, Haines, para morar com eles. Os três homens tomam o pequeno-almoço e caminham até a praia, onde Mulligan pede a Stephen a chave da torre e algum dinheiro. Ao partir, Stephen decide que não voltará à torre naquela noite, porque Mulligan, o "usurpador", tomou conta dela.[2]

Quarto de James Joyce na Torre e Museu James Joyce na atualidade

De acordo com o Esquema Linati, este primeiro episódio decorre entre as 8.00 e as 9.00 horas, tem como técnicas o Diálogo de duas, três e quatro pessoas, a Narração e o Solilóquio, tem como temas principais Hamlet, Irlanda e Catolicismo, como Ciência/Arte a Teologia, e as cores são dourado, branco e verde.[2]:29

Episódio 2 (Nestor)[editar | editar código-fonte]

Stephen está a dar uma aula de história sobre as vitórias de Pirro no Epiro. Os alunos estão visivelmente aborrecidos, ignorantes da matéria e indisciplinados. Antes de saírem da classe, Stephen conta um enigma complicado sobre uma raposa que enterra a sua avó debaixo de um azevinho. No fim da aula, um dos alunos, Cyril Sargent, fica para trás para que Stephen lhe explique a resolução de problemas aritméticos. Stephen fica agradado, mas observa-o fixando a sua aparência pouco atraente e tenta imaginar o amor da mãe dele. A seguir, Stephen encontra Garrett Deasy, o director anti-semita da escola, de quem recebe o salário e uma carta que deverá levar aos editores do jornal, a fim de ser publicada. Deasy discorre sobre a satisfação de ganhar dinheiro através do trabalho e a importância da gestão eficiente de poupança. Repele a visão parcial que o Deasy tem sobre os eventos passados, que usa para justificar os seus preconceitos. No final do episódio, Deasy faz outra observação incendiária contra os judeus, dizendo que a Irlanda nunca teve de perseguir os judeus, porque nunca os deixou entrar. Esta cena contem algumas das frases mais famosas do romance, como as que Dedalus diz que "A história é um pesadelo do qual estou a tentar acordar" e que Deus é "Um grito na rua".[2]:51:64

De acordo com o Esquema Linati, este segundo episódio decorre entre as 9.00 e as 10.00 horas, tem lugar na Escola, tem como técnicas o Diálogo de duas pessoas, a Narração e o Solilóquio, tem como temas principais Ulster, Mulher, Antissemitismo e o "sentido prático da vida", como símbolo o Cavalo, como Ciência/Arte a História, e a cor o castanho.[2]:52

Episódio 3 (Proteu)[editar | editar código-fonte]

Praia de Sandymount vendo-se a Baía de Dublin com a península de Howth ao fundo

Stephen dirige-se para a praia de Sandymount e deambula nela por algum tempo, refletindo sobre vários conceitos filosóficos e sobre a sua família, a sua vida de estudante em Paris, e, de novo, a morte da sua mãe. Enquanto relembra e medita, Stephen deita-se sobre pedras e observa um casal que passeia com um cão. Escreve algumas ideias para a poesia, e no fim, de forma prosaica, "depositou cuidadosamente o ranho seco tirado de uma narina no gume de uma rocha",[2]:80 porque não tem lenço. Este capítulo é caracterizado por um estilo narrativo de Fluxo de consciência mudando incessantemente de temas. A formação de Stephen é refletida nas muitas referências obscuras e frases estranhas que se encontram neste episódio, que lhe deram a reputação de ser um dos capítulos mais difíceis do livro.[2]:65:80

Algumas frases: Estas pesadas areias são linguagem que a maré e o vento sedimentaram aqui.[2]:73; "Achas as minhas palavras obscuras. A obscuridade está nas nossas almas, não achas? As nossas almas feridas de vergonha pelos nossos pecados, unem-se a nós ainda mais, uma mulher agarrando-se ao amante, mais e mais".[2]:77

Seguindo o Esquema Linati, e segundo Palma-Ferreira, o terceiro episódio, dito de Proteu, ocorre entre as 10.00 e as 11.00 horas na praia perto da Torre Martello onde vive Stephen, tendo como técnicas a Narração e principalmente o Monólogo. O símbolo é o mar, a cor é o verde e a Ciência/Arte é a Filologia, devido ao uso determinado do virtuosismo de linguagem. Quase não tem ação sendo totalmente preenchido pelos pensamentos de Stephen. Tem semelhanças não formais com o episódio da captura de Proteu por Menelau relatado no Livro/Canto IV da Odisseia.[2]:65

Odisseia[editar | editar código-fonte]

Episódio 4 (Calipso)[editar | editar código-fonte]

A narrativa muda abruptamente. Voltam a ser 8 da manhã e a ação transpõe-se para a residência num dos bairros de Dublin e centra-se no segundo (e principal) protagonista do livro, Leopold Bloom, um publicista judeu que vive no número 7 da rua Eccles (inexistente actualmente) e que está a preparar o pequeno-almoço (tal como Mulligan na torre, no primeiro episódio), para si e para a sua mulher Molly Bloom que ainda está deitada. Entretanto vai ao talho para comprar rim de porco que depois cozinha e, já em casa, leva a bandeja da comida e uma carta (do organizador de concertos Blazes Boylan) à mulher, cujo verdadeiro nome é Marion. Antes lê uma carta que também recebeu da sua filha Milly. O capítulo termina com a ida de Bloom à retrete no quintal onde defeca enquanto lê uma história de um jornal.[2]:83:100

Seguindo o Esquema Linati, Palma-Ferreira refere que este quarto episódio, apelidado de Calipso, decorre entre as 8.00 e as 9.00 horas, predominantemente em casa dos protagonistas, tem como técnicas o Diálogo de duas pessoas, a Narração e o Solilóquio, tem como temas principais Exílio, Mitologia e Israel, como órgão o Rim, como Ciência/Arte a Economia (criação de gado, plantação silvestre), e a cor o laranja. O drama de Bloom e Marion começa a ser aludido com a chegada da carta de Boylan.[2]:83

Frases: "Ela entregou-lhe uma moeda, sorrindo, atrevida, com o espesso punho estendido"; [2]:88 "Metempsicose,- disse ele - é como os gregos antigos lhe chamavam. Costumavam crer que te podias transformar num animal, ou numa árvore, por exemplo. O que chamavam ninfas por exemplo".[2]:93:94

Episódio 5 (Lotófagos)[editar | editar código-fonte]

Bloom prossegue a sua jornada dirigindo-se à estação de correio (tomando intencionalmente um trajecto mais longo), onde levanta uma carta de amor de "Marta Clifford" dirigida ao seu pseudónimo, "Henry Flower". Compra um jornal diário e encontra um conhecido, M'Coy (personagem que vem de Dubliners). Enquanto conversam, Bloom procura desfrutar da breve visão das meias de uma mulher a subir para uma carruagem, mas a passagem de um eléctrico obsta a esse voyeurismo. A seguir, numa rua pouco movimentada, lê a carta e destrói o envelope em pedaços ("Os pedaços de papel esvoaçaram, tombaram no ar húmido: um branco esvoaçar, depois todos se abateram").[2]:109 Entra depois numa igreja católica e enquanto decorre a missa divaga sobre teologia. O padre tem nas costas a sigla I.N.R.I., ou IHS, e Bloom lembra-se da explicação inventada por Molly para estas iniciais.[2]:111 Entra depois numa drogaria para aviar um pedido de Molly, e como a receita não está ainda disponível sai de lá com um sabonete de limão, encontrando Bantam Lyons (outra personagem que vem de Dubliners), que lhe pede para consultar o jornal sobre apostas na corridas de cavalos de Ascot, e que percebendo erradamente uma frase de Bloom, "deitar fora ("throw away") o jornal", irá apostar no cavalo Throwaway.[5] Finalmente, Bloom dirige-se à "mesquita dos banhos", terminando o episódio na antevisão de "pêlo flutuante da corrente em torno do flácido pai de milhares, lânguida flor flutuante".[2]:100:117

Usando o Esquema Linati, o quinto episódio, dito dos Lotófagos por comparação com a Odisseia, decorre entre as 9.00 e as 10.00 horas, ocorre na rua, numa igreja, numa drogaria e finalmente num estabelecimento de banhos públicos, tem como técnicas o Diálogo, a Oração e o Monólogo, tem como temas principais flores, Mulher, Religião, Corpo humano, como símbolo a Eucaristia, como Ciência/Arte a Química/Botânica, e a cor o castanho escuro.[2]:100:101

Episódio 6 (Hades)[editar | editar código-fonte]

O episódio começa numa carruagem puxada a cavalos do cortejo fúnebre do funeral de Paddy Dignam que leva quatro passageiro entre eles Bloom e o pai de Stephen Dedalus, Simon, cortejo que atravessa Dublin até ao cemitério Glasvenin. No percurso, a carruagem passa por Stephen Dedalus[2]:119 e Blazes Boylan,[2]:124 entretendo-se os viajantes a conversar sobre vários assuntos, designadamente sobre as distintas formas de morte e de funeral, e vindo à memória de Bloom a morte do seu filho Rudy e o suicídio do seu pai. Assistem depois numa capela à missa e acompanham a carreta com o ataúde até ao enterro do falecido. Bloom prossegue a meditação sobre a morte, mas quase ao final do episódio expulsa os pensamentos mórbidos "Ainda há muito para ver, para ouvir, para sentir....vida quente cheia de sangue".[2]:147 Por fim, os conhecidos, aliviados, despedem-se nos portões: "Que grandes estamos esta manhã!"[2]:148 Fica-se a conhecer a profissão de Bloom: "Ele é um angariador de anúncios".[2]:138

Frases: "Uma manada solta de reses marcadas a ferro passava pelas janelas, mugindo, caminhando de cabeça caída, sobre cascos almofadados, espanando com as caudas, lentamente, as ossudas e enlameadas garupas";[2]:129 "As rodas de metal esmagaram o saibro com um áspero e dissonante clamor e o grupo de botas seguiu o carrinho ao longo de uma alameda de sepulcros".[2]:136

Com o apoio do Esquema Linati, o episódio Seis, dito de Hades, decorre entre as 11.00 e as 12.00 horas, e ocorre a caminho e no cemitério, tendo como técnicas o Diálogo e a Narração. Os temas principais são Religião, Mulher, Saúde, o órgão é o Coração, como Ciência/Arte a Religião, e a cor o branco e negro. As personagens que acompanham Bloom no trem foram utilizadas por Joyce noutras obras e no trajeto aludem ainda a episódios da história irlandesa, a personagens míticas, cumprindo o ritual dos funerais.[2]:118

Episódio 7 (Éolo)[editar | editar código-fonte]

O sétimo episódio, dito de Éolo por associação à Odisseia, retrata o ambiente alvoroçado da redação de um jornal tendo Joyce escolhido o Freeman´s Journal and National Press.[6] Bloom dirigiu-se lá para colocar um anúncio que apesar do incentivo inicial do director, Myles Crawford, não se concretizará. Stephen chega com a carta de Deasy (2º episódio) sobre a febre aftosa, mas não se cruza com Bloom. Stephen desafia Crawford e os outros a ir um bar, e no caminho conta-lhes uma anedota sobre "duas vestais de Dublin". O episódio está fragmentado em pequenas secções, cada uma com um título em estilo jornalístico, caracterizando-se pela abundância de figuras e técnicas de retórica: metonímia, metáfora, anáfora, entimema, onomatopeia, apóstrofe, apócope, síncope, etc., o que se presta à leitura.[2]:150

Cabeçalho do Freeman's Journal (que deixou de ser publicado) em cuja redação decorre parte do episódio 7

Seguindo o Esquema Linati e as notas do Tradutor, este episódio, dito de Éolo, ocorre às 12.00 horas, tem como temas máquinas, vento, fama, papagaios de papel, destinos falhados, imprensa, mutabilidade, e como técnica o Silogismo. O órgão é o pulmão, a Ciência/Arte a Retórica, e a cor o vermelho.[2]:150

Frases: "O sucesso para nós é a morte do intelecto e da imaginação. Nunca fomos leais aos que tiveram êxito";[2]:166 Acerca do Moisés de Michelangelo: "Essa pétrea efígie em música gelada, com cornos e terrível, da humana forma divina, esse símbolo eterno de sabedoria e de profecia que se algo há, transfigurado pela alma e transfigurador da alma, que a imaginação ou a mão do escultor tenha talhado em mármore para o fazer merecer viver, merece viver".[2]:173

Episódio 8 (Lestrigões)[editar | editar código-fonte]

Imagem recente do bar Davy Byrne’s, onde Bloom come uma sanduíche de queijo gorgonzola e bebe um copo de borgonha

Seguindo o Esquema Linati, o episódio 8 é dito dos Lestrigões porque enquanto na Odisseia Ulisses chega à ilha destes seres antropófagos, neste episódio Bloom irá almoçar, mas antes, durante e depois da refeição, irá divagar sobre muitos assuntos, para além de comida. Encontra um amor antigo, Josie Breen, que lhe conta o difícil do trabalho de parto de Mina Purefoy, amiga de Molly, que já dura há três dias.[2]:192 Entra no restaurante do hotel Burton, donde sai com asco ao ver pessoas a comer como animais. "O fedor prendeu-lhe a respiração fremente: penetrante molho de carne, imundície de verduras. Ver alimentar os animais".[2]:202 Dirige-se a seguir ao bar de Davy Byrne, onde encontra Nosey Flinn.[2]:204 Come uma sanduíche de queijo gorgonzola e uma taça de borgonha,[2]:205 e reflete sobre a fase inicial da sua relação com Molly e como o relacionamento se deteriorou: "Beijava, e ela beijava-me. A mim. E eu agora."[2]:210 Quando Bloom abandona o restaurante, Nosey Flynn fala com Davy Byrne sobre o carácter sóbrio de Bloom sugerindo que é maçónico.[2]:211 Este, ao sair do bar, pensa no que deusas e deuses comem e bebem e pondera se as estátuas das deusas gregas no Museu Nacional da Irlanda têm ânus como o comum dos mortais.[2]:210 Caminha para o museu, mas ao ver Boylan, o amante de Molly, no outro lado da rua, e levado pelo pânico de o encontrar, entra apressado no museu.[2]:217

Seguindo o Esquema Linati e as notas do Tradutor, este episódio que decorre entre as 13.00 e as 14.00 horas, dito dos Lestrigões, tem como temas base Sacrifício humano, alimento e vergonha e sempre a religião. O órgão é o esófago e a técnica fundamenta-se nos processos de nutrição, movimentos peristálticos ou contrações musculares que impelem a matéria nutritiva pelos canais em que circula, ou seja uma prosa peristáltica.[2]:184

Frases: "E se tu estás a olhar para o nada põem-se logo vinte à tua volta. Não há quem não queira meter o bedelho. As mulheres também. Curiosidade. Estátua de sal".[2]:187 "Dizem que foi uma freira que inventou o arame farpado".[2]:188 "A natureza abomina o vazio".[2]:198 "Dizem que davam sopa às crianças pobres para as fazer protestantes, na época da falta de batatas. Mais além a sociedade onde ia o papá para a conversão de judeus pobres".[2]:214

Episódio 9 - Cila e Caribdis[editar | editar código-fonte]

Episódio 10 - Os rochedos falantes[editar | editar código-fonte]

Episódio 11 - As sereias[editar | editar código-fonte]

Episódio 12 - Ciclope[editar | editar código-fonte]

Episódio 13 - Nausícaa[editar | editar código-fonte]

Episódio 14 - O gado do sol[editar | editar código-fonte]

Episódio 15 - Circe[editar | editar código-fonte]

Ulisses, na revista Egoist Press, onde foi publicado parcialmente em folhetins em 1922.

Nostos[editar | editar código-fonte]

Episódio 16 - Eumeu[editar | editar código-fonte]

Episódio 17 - Ítaca[editar | editar código-fonte]

Episódio 18 - Penélope[editar | editar código-fonte]

Traduções em português[editar | editar código-fonte]

Traduzir o romance de Joyce é uma tarefa considerada de extrema dificuldade, devido à presença de diversos trocadilhos, jogos de palavras, citações, neologismos, referências históricas e literárias. Além disso, o autor se utiliza de estilos variados, transformando o texto num intricado quebra-cabeça literário, com um vocabulário de mais de 30.000 palavras.

No Brasil, a primeira tradução foi feita por Antônio Houaiss e publicada em 1966. Uma segunda versão, por Bernardina da Silva Pinheiro, foi publicada em 2005. A terceira edição (com o titulo de Ulysses), assinada por Caetano Galindo, foi publicada em 2012, pela Penguin-Companhia, e recebeu alguns dos principais prêmios de tradução no país, como o APCA, ABL e Prêmio Jabuti.

A primeira edição da obra em Portugal, em 1983, pela Difel, foi uma adaptação do texto de Houaiss, com alteração apenas ortográfica. Em 1989 foi publicada uma tradução portuguesa, assinada por João Palma-Ferreira[7], na editora Livros do Brasil. Antes disso, já António Augusto de Souza-PInto, Mário-Henrique Leiria e Jorge de Sena tinham iniciado traduções. Em finais de 2013, a editora Relógio d'Água, publicou nova tradução da obra, agora por conta de Jorge Vaz de Carvalho.

Bloomsday[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Bloomsday

O culto ao livro de Joyce levou à criação do Bloomsday, comemoração celebrada na Irlanda e em várias outras partes do mundo no dia 16 de junho. Em Dublin, os fãs da obra refazem o percurso dos personagens Stephen Dedalus e Leopold Bloom pelas ruas da cidade conforme descritas por Joyce.

No Brasil, o Bloomsday é comemorado desde 1994 em várias cidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Natal, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e Santa Maria (Rio Grande do Sul)[8].

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Ulisses (James Joyce)

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «The bookies' Booker...». The Observer (London [s.n.]). 5 November 2000. 
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an ao ap aq Joyce, James, Ulisses, Tradução e Notas de João Palma-Ferreira, Livros do Brasil, Lisboa, 1989, pags. 29-50
  3. Richard Ellmann, Ulysses on the Liffey, Nova Yorque, 1972, pp. 186
  4. Don Gifford, Ulysses Annotated, University of California Press, Londres, 1989, pp.12
  5. Throwaway foi efectivamente o nome do cavalo vencedor da Taça de Ouro de Ascot de 1904
  6. Este jornal foi incendiado quando de um levantamento popular, em 1916, tendo deixado de se publicar no início dos anos 1920´s após uma existência de mais de 150 anos, conforme Nota de João Palma Ferreira, obra citada, pag. 149
  7. Vivina A. C. de Campos Figueiredo, Joyce em Português Europeu, Abril 2005, Centro Virtual Camões, Instituto Camões, [1]
  8. Dia do Bloom (Bloom’s Day) 2012, em Blog da Psicologia da Educação, a 16 de Junho de 2012, [2]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]