Ulisses Cortês

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Ulisses Cortês.
Assinatura de Ulisses Cortês

Ulisses Cruz de Aguiar Cortês (em grafia antiga Ulisses Cruz de Aguiar Cortez) GCC (Castanheira de Pera, Castanheira de Pera, 1900 - 1975) foi um Ministro das Finanças português, entre 1965 e 1968.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Mais novo de cinco filhos e filhas de Manuel Fernandes Cortês (Lousã, Serpins - ?) e de sua mulher (Castanheira de Pera, Castanheira de Pera) Maria Arminda Morais da Cruz Aguiar (Castanheira de Pêra, Castanheira de Pera, Bolo, 2 de Março de 1875 - ?), Ulisses Cortês licenciou-se em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Exerceu advocacia, tanto em Coimbra como na vila da Lousã, tendo sido Administrador do Concelho e Vice-Presidente da Câmara Municipal desta última.

Casou em Lisboa, Benfica, a 10 de Julho de 1937 com Maria Helena Franco Bebiano Correia (Caldas da Rainha, Nossa Senhora do Pópulo, 6 de Abril de 1916 - ?), bisneta do 1.º Visconde de Castanheira de Pera, com geração.

Foi membro da comissão executiva da União Nacional e chefe do gabinete do Ministro da Justiça Manuel Rodrigues; assumiu, também, as funções de director-geral e secretário-geral (1942) deste ministério, e foi Deputado da Assembleia Nacional.

Em 2 de Agosto de 1950, Ulisses Cortês substitui Castro Fernandes na pasta da Economia, até 14 de Agosto de 1958. Liberal, Cortês defende uma política de liberalização de preços, que tinha oposição junto do subsecretário de Estado do Comércio e Indústria, Jorge Jardim.

Entre 1953 e 1958, executou o 1.º Plano do Fomento, considerado uma iniciativa modernizadora da Lei de Reconstituição Económica (1935); promove a construção da Siderurgia Nacional e projecta uma desburocratização dos serviços públicos ministeriais.

A 2 de Junho de 1956 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.[1]

Em 1959, Ulisses Cortês é o novo administrador-geral da Caixa Geral de Depósitos, chegando a presidente do Conselho de Administração dessa entidade bancária.

De 14 de Junho de 1965 a 19 de Agosto de 1968, Cortês regressa à vida política como Ministro das Finanças.

Recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, Ordem do Mérito (Alemanha) e Ordem de Rio Branco (Brasil).

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Tabela dos Emolumentos Judiciais (1939)
  • Acção do Ministério da Economia (1955)
  • Impérios e Ritmos Mundiais de Crescimento Económico (1963)

Referências

  1. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Ulisses Cruz de Aguiar Cortez". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 18 de março de 2016 
  • Redacção Quidnovi, com coordenação de José Hermano Saraiva, História de Portugal, Dicionário de Personalidades, Volume XIV, Ed. QN-Edição e Conteúdos,S.A., 2004

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
António Manuel Pinto Barbosa
Ministro das Finanças
1965- 1968
Sucedido por
João Augusto Dias Rosas
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