Ulmo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ulmo
Personagem da Terra Média
Raça Ainur
Divisão Valar e Aratar
Tiítulos Senhor das Águas
Outros Nomes Ullubôz, Ulubôz
Data de Nascimento Antes da criação de Arda
Primeira aparição
em Livro
O Silmarillion
Personagems Criados por J.R.R. Tolkien


Ulmo é um personagem fictício da obra O Silmarillion, de J. R. R. Tolkien. É um dos quatorze Valar, o mais poderoso depois de Manwë e Varda. Ele é um dos Ainur que participou da composição da "grande música" de Eru Ilúvatar, que permitiu a criação de Arda, onde tem lugar todas as aventuras do legendário de Tolkien.[1]

Ele foi penetrado mais do que qualquer outro pela música de Eru Ilúvatar. Então ele virou-se para as "vozes do Mar", que ainda tem ecos da Grande Música.[1] Era o segundo dos Aratar e tinha uma amizade muito estreita com Manwë.[2] É também chamado de o Rei dos Mares.[3]

Conceito e criação[editar | editar código-fonte]

Ulmo e Voronwë.

Algumas passagens relativas a Ulmo não fazem parte das primeiras versões de O Silmarillion. Os últimos lançamentos e a publicação de The Book of Lost Tales permite saber mais informações sobre o personagem. A aliança explícita de Manwë e Ulmo não estava presente nos textos. Mais tarde, foi adicionado em versões posteriores.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

“Ulmo é o Senhor das Águas. Ele vive só. Não mora em lugar algum por muito tempo, mas se movimenta à vontade em todas as águas profundas da Terra ou debaixo dela. Seu poder só é inferior ao de Manwë; e, antes da criação de Valinor, era seu melhor amigo. [...] não gosta de caminhar sobre a terra e raramente se dispõe a se apresentar num corpo, como fazem seus pares. Quando os Filhos de Eru o avistavam, eram dominados por intenso pavor; pois a chegada do Rei dos Mares era terrível, como uma onda que se agiganta e avança sobre a terra, com elmo escuro e crista de espuma, e cota de malha cintilando do prateado a matizes do verde. As trompas de Manwë são estridentes, mas a voz de Ulmo é profunda, como as profundezas do oceano que só ele viu. [...] Ulmo ama elfos e homens e nunca os abandonou, [...] subindo por braços de mar para aí criar música com suas grandes trompas, as Ulumúri, que são feitas de concha branca pelo maia Salmar; e aqueles que a escutam, passam a ouvi-la para sempre em seu coração, e o anseio pelo mar nunca mais os abandona.”

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Nome e etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Ulmo é composta do Quenya ou Sindarin, uma linguagem ficcional criada pelos Elfos de Tolkien. É constituído de raiz ulu que significa "vazamento, que flui rapidamente." Em rascunhos de Tolkien, foi nomeado Linquil, mas o nome foi posteriormente corrigido.[5] Ulmo também é outro nome para Santo Elmo, que, (coincidentemente ou não) é o santo padroeiro dos marinheiros.[6]

Caráter[editar | editar código-fonte]

Ulmo não tem companheira, mas dois servos: o ardente Ossë e a tranquila Uinen. Ele sempre viaja sozinho nos oceanos, não demora muito tempo e raramente vai para Valinor para participar de conselhos liderados por seu amigo Valar Manwë Súlimo, com o qual tem maior afinidade.[3] Ele raramente toma a aparência de um corpo físico e sua aparência é terrível:

Cquote1.svg [...] como uma onda que se agiganta e avança sobre a terra, com elmo escuro e crista de espuma, e cota de malha cintilando do prateado a matizes do verde. Cquote2.svg
J. R. R. Tolkien[3]

Pode mover-se mais para o interior, graças aos lagos e rios e por isso conhece todas as necessidades e dor de Arda.[3]

Ele também é o Vala mais próximo dos povos de Arda, como os Elfos e Homens da Primeira Era,[3] o único que ajuda os Noldor exilados. Ele aprendeu muito com os Teleri e graças a eles que a vida poderia continuar a crescer, apesar dos males de Melkor.[7] Após a chegada dos Elfos, em um conselho dos Valar, deixou os elfos fazerem suas próprias escolhas e não transportá-los para Valinor.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b O Silmarillion, "Ainulindalë"
  2. O Silmarillion, pp. 16–17
  3. a b c d e O Silmarillion, "Valaquenta"
  4. The Book of Lost Tales, "A Música dos Ainur", nota 6
  5. The Book of Lost Tales, "A Música dos Ainur".
  6. St. Ulmo's light (em inglês). Lexico Publishing Group, LLC. Definitions from Dictionary.com. Página visitada em 21 de jnaeiro de 2014.
  7. O Silmarillion, "Nos dias iniciais"

Bibliografia[editar | editar código-fonte]