Ulmo

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Ulmo
Personagem da Terra Média
Raça Ainur
Divisão Valar e Aratar
Tiítulos Senhor das Águas
Outros Nomes Ullubôz, Ulubôz
Data de Nascimento Antes da criação de Arda
Primeira aparição
em Livro
O Silmarillion
Personagems Criados por J.R.R. Tolkien


Ulmo é um personagem fictício da obra O Silmarillion, de J. R. R. Tolkien. É um dos quatorze Valar, o mais poderoso depois de Manwë e Varda. Ele é um dos Ainur que participou da composição da "grande música" de Eru Ilúvatar, que permitiu a criação de Arda, onde tem lugar todas as aventuras do legendário de Tolkien.[1]

Ele foi penetrado mais do que qualquer outro pela música de Eru Ilúvatar. Então ele virou-se para as "vozes do Mar", que ainda tem ecos da Grande Música.[1] Era o segundo dos Aratar e tinha uma amizade muito estreita com Manwë.[2] É também chamado de o Rei dos Mares.[3]

Conceito e criação[editar | editar código-fonte]

Ulmo e Voronwë.

Algumas passagens relativas a Ulmo não fazem parte das primeiras versões de O Silmarillion. Os últimos lançamentos e a publicação de The Book of Lost Tales permite saber mais informações sobre o personagem. A aliança explícita de Manwë e Ulmo não estava presente nos textos. Mais tarde, foi adicionado em versões posteriores.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

“Ulmo é o Senhor das Águas. Ele vive só. Não mora em lugar algum por muito tempo, mas se movimenta à vontade em todas as águas profundas da Terra ou debaixo dela. Seu poder só é inferior ao de Manwë; e, antes da criação de Valinor, era seu melhor amigo. [...] não gosta de caminhar sobre a terra e raramente se dispõe a se apresentar num corpo, como fazem seus pares. Quando os Filhos de Eru o avistavam, eram dominados por intenso pavor; pois a chegada do Rei dos Mares era terrível, como uma onda que se agiganta e avança sobre a terra, com elmo escuro e crista de espuma, e cota de malha cintilando do prateado a matizes do verde. As trompas de Manwë são estridentes, mas a voz de Ulmo é profunda, como as profundezas do oceano que só ele viu. [...] Ulmo ama elfos e homens e nunca os abandonou, [...] subindo por braços de mar para aí criar música com suas grandes trompas, as Ulumúri, que são feitas de concha branca pelo maia Salmar; e aqueles que a escutam, passam a ouvi-la para sempre em seu coração, e o anseio pelo mar nunca mais os abandona.”

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Nome e etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Ulmo é composta do Quenya ou Sindarin, uma linguagem ficcional criada pelos Elfos de Tolkien. É constituído de raiz ulu que significa "vazamento, que flui rapidamente." Em rascunhos de Tolkien, foi nomeado Linquil, mas o nome foi posteriormente corrigido.[5] Ulmo também é outro nome para Santo Elmo, que, (coincidentemente ou não) é o santo padroeiro dos marinheiros.[6]

Caráter[editar | editar código-fonte]

Ulmo não tem companheira, mas dois servos: o ardente Ossë e a tranquila Uinen. Ele sempre viaja sozinho nos oceanos, não demora muito tempo e raramente vai para Valinor para participar de conselhos liderados por seu amigo Valar Manwë Súlimo, com o qual tem maior afinidade.[3] Ele raramente toma a aparência de um corpo físico e sua aparência é terrível:

Cquote1.svg [...] como uma onda que se agiganta e avança sobre a terra, com elmo escuro e crista de espuma, e cota de malha cintilando do prateado a matizes do verde. Cquote2.svg
J. R. R. Tolkien[3]

Pode mover-se mais para o interior, graças aos lagos e rios e por isso conhece todas as necessidades e dor de Arda.[3]

Ele também é o Vala mais próximo dos povos de Arda, como os Elfos e Homens da Primeira Era,[3] o único que ajuda os Noldor exilados. Ele aprendeu muito com os Teleri e graças a eles que a vida poderia continuar a crescer, apesar dos males de Melkor.[7] Após a chegada dos Elfos, em um conselho dos Valar, deixou os elfos fazerem suas próprias escolhas e não transportá-los para Valinor.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b O Silmarillion, "Ainulindalë"
  2. O Silmarillion, pp. 16–17
  3. a b c d e O Silmarillion, "Valaquenta"
  4. The Book of Lost Tales, "A Música dos Ainur", nota 6
  5. The Book of Lost Tales, "A Música dos Ainur".
  6. St. Ulmo's light (em inglês) Lexico Publishing Group, LLC Definitions from Dictionary.com. Visitado em 21 de jnaeiro de 2014.
  7. O Silmarillion, "Nos dias iniciais"

Bibliografia[editar | editar código-fonte]