Ultranacionalismo

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Ultranacionalismo ou nacionalismo extremo é uma forma extrema de nacionalismo em que um país afirma ou mantém hegemonia prejudicial, supremacia ou controle sobre outros países (geralmente através de coerção) para perseguir seus interesses.[1] O ultranacionalismo é um aspecto do fascismo.[2]

Preâmbulo[editar | editar código-fonte]

Segundo Janusz Bugajski, "em suas formas mais extremas ou desenvolvidas, o ultranacionalismo assemelha-se ao fascismo, marcado por um desdém xenófobo de outras nações, apoio a arranjos políticos autoritários beirando o totalitarismo e uma ênfase mítica na 'unidade orgânica' entre um líder carismático, um partido do tipo movimento organizacionalmente amorfo e a nação".[3]

Roger Griffin afirma que o ultranacionalismo é essencialmente xenófobo e é conhecido por se legitimar "através de narrativas profundamente mitificadas de períodos culturais ou políticos passados ​​de grandeza histórica ou de velhas contas a acertar contra supostos inimigos". Também pode recorrer a "formas vulgares de antropologia física, genética e eugenia para racionalizar ideias de superioridade e destino nacional, de degeneração e sub-humanidade".[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ultranationalism. Oxford English Dictionary. Retrieved 29 June 2017.
  2. Roger Griffin, "Nationalism" in Cyprian Blamires, ed., World Fascism: A Historical Encyclopedia, vol. 2 (Santa Barbara, California: ABC-CLIO, 2006), pp. 451–53.
  3. The Politics of National Minority Participation in Post-communist Europe. EastWest Institute. p.65. Section author - Janusz Bugajski. Book edited by Johnathan P.Stein. Published by M.E. Sharpe. Published in New York in 2000. Retrieved via Google Books.
  4. Blamires, Cyprian (2006). World fascism: a historical encyclopedia. [S.l.: s.n.] p. 452. ISBN 9781576079409