Umel Caabe

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Umel Caabe
أم القعاب‎
Vista geral, com centenas de cacos cerâmicos
Localização atual
Umel Caabe está localizado em: Egito
Umel Caabe
Localização de Umel Caabe no Egito
Coordenadas 26° 11' N 31° 55' E
País  Egito
Dados históricos
Fundação Nacada IIIa
Abandono I dinastia

Umel Caabe ou Umel Gaabe (em árabe: أم القعاب‎; transl.: Umm el-Qa'ab/Umm el Ga'ab , lit. "Mãe dos Potes[1]) é uma necrópole do Antigo Egito em Abidos que foi usada de Nacada IIIa (3300–3200 a.C.) até a I dinastia (3100–2890 a.C.) como cemitério de reis. No nordeste, os túmulos menores e menos elaborados (grupo B) foram escavados por Flinders Petrie no fim do século XIX e começo do XX, e mais recentemente por Werner Kaiser e Günter Dreyer. Vários deles foram identificados como pertencentes a três reis da Dinastia 0 (Iri-Hor, e Narmer) e o primeiro rei da I dinastia (Atótis). Um túmulo (U-j) também foi escavado aqui com mais de 400 vasos importados da Palestina e muitos rótulos de ossos com os primeiros hieróglifos conhecidos.[2]

Sítio[editar | editar código-fonte]

O sítio de Umel Caabe está a 1,5 quilômetro da terra cultivada no deserto inferior. A leste há o grande uádi de Com Sultão que termina perto do assentamento de Abidos, perto de grandes recintos funerários da I e II dinastias. O cemitério se desenvolveu de norte a sul e consiste em três partes: Cemitério U (pré-dinástico) ao norte; Cemitério B com tumbas da dinastia 0 e começo da I dinastia no meio; complexos tumulares de seis reis e uma rainha da I dinastia e dois reis da II ao sul.[3]

Foram escavados pela primeira vez por Émile Amélineau em 1895-8. Flinders Petrie continuou a escavação do Cemitério B e os complexos posteriores em 1899-1900. Algumas partes foram investigadas novamente em 1911-12 por Thomas Eric Peet e Edouard Naville. Desde 1973, o Instituto Alemão de Arqueologia (DAI) do Cairo vem reexaminando o sítio. Até hoje, partes do Cemitério U, do Cemitério B e dos complexos de Usafedo e Bienequés foram reescavadas, e investigações mais limitadas dos túmulos subsidiários de Quenquenés e nos complexos de Uenefés e Quenerés foram conduzidas.[3]

Desde a Antiguidade, as tumbas foram saqueadas muitas vezes e na maioria das da I dinastia há vestígios de incêndios. As descobertas das primeiras escavações foram em parte vendidas (por Amélineau) e distribuídas para muitas coleções. As mais importantes estão em Berlim, Bruxelas, Cairo, Châteaudun, Chicago (Instituo Oriental), Londres (Universidade Colégio, Museu Britânico), Nova Iorque (Museu Metropolitano de Arte), Oxônia, Paris (Louvre) e Filadélfia (Museu da Filadélfia). Os artefatos encontrados pela missão alemã são armazenados em Abidos.[3]

Referências

  1. Naville 2014, p. 87.
  2. Bard 1999, p. 27.
  3. a b c Dreyer 1999, p. 121.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bard, Kathryn A. (1999). «Predynastic period». In: Bard, Kathryn A. Encyclopedia of the Archaeology of Ancient Egypt. Nova Iorque e Londres: Routledge 
  • Dreyer, Günter (1999). «Abydos, Umm el-Qa'ab». In: Bard, Kathryn A. Encyclopedia of the Archaeology of Ancient Egypt. Nova Iorque e Londres: Routledge 
  • Naville, Édouard; Loat, W. L. S.; Peet, T. Eric (2014). The Cemeteries of Abydos. Cambrígia: Cambridge University Press. ISBN 1108061311