Unidos de Vila Maria

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Unidos de Vila Maria
Fundação 10 de janeiro de 1954 (66 anos)
Escola-madrinha Unidos do Peruche [1]
Cores
Símbolo Um escudo. Na parte superior esquerda, instrumentos de percussão; na superior direita, a figura de um homem e uma mulher; e na parte inferior, um aperto de mão entre uma mão negra e uma mão branca.
Bairro Jardim Japão
Distrito da Vila Maria
Presidente Adilson José de Souza
www.unidosdevilamaria.com.br

O Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Unidos de Vila Maria é uma escola de samba do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, sediada no bairro do Jardim Japão, no distrito da Vila Maria. É uma das agremiações mais tradicionais dos festejos paulistanos. Com uma comunidade participativa e apaixonada pela escola, a entidade possui um amplo projeto social chamado "Vila Maria - Um Caso de Amor". Por ano são quase 11 mil pessoas atendidas em sua quadra social. Iniciado em 2001, apenas com escolinha de futebol, hoje conta com inúmeros cursos profissionalizantes e no segmento cultural, além de atendimentos de saúde. Nos quase 19 anos do projeto, já foram beneficiados mais de 180 mil pessoas, muitas delas de outros bairros e cidades.

Este projeto oferece gratuitamente serviços de saúde como odontopediatria, terapia, psicologia, equoterapia e fisioterapia. Possui também cursos profissionalizantes de assentador de piso, pedreiro, encanador, padaria artesanal, corte costura e modelagem, cabeleireiro, decoração e adereços, áudio e som, fotografia, cursos de incentivo à arte como teatro, dança (ballet, samba, samba-rock e zumba), música (musicalização infantil, canto, violão, cavaquinho) e de esportes com aulas de capoeira, karatê e uma escolinha de futebol, que reúne cerca de 200 crianças e adolescentes.[2]

A bateria da Unidos de Vila Maria, batizada de Cadência da Vila é uma das mais conhecidas e bem pontuadas nos últimos carnavais. Sua escolinha é uma das mais procuradas por aqueles que querem aprender a tocar um instrumento e fazer parte da bateria.

A agremiação possui também uma escola de samba mirim, a Mulekada da Vila, com time de canto, comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira, passistas e bateria. O elenco é formado por crianças que aprendem e dão os primeiros passos no mundo do carnaval.[3] A velha-guarda da escola é formado por grandes baluartes do samba paulistano e possuem um grupo que se apresentam em eventos e shows externos e na quadra. Entre as músicas do grupo, destacam-se "Não vivo do passado" e "Velha Guarda, uma luz que não se apaga".

História[editar | editar código-fonte]

A Unidos de Vila Maria foi fundada em 1954, a partir de um grupo de amigos que moravam na parte alta do distrito de Vila Maria e imediações, que se reuniam para brincar o carnaval pelas ruas do bairro, da Vila Munhoz até a Vista Alegre. Assim, surgiu em 1950 a escola de samba Unidos do Morro da Vila Maria (nome que permaneceria até 1971), sendo oficializada em 10 de janeiro de 1954. Neste primeiro ano, a Vila Maria ficou em segundo lugar no primeiro concurso do qual participou.

Inicialmente, como as demais escolas da cidade, a Vila Maria não desfilava com alas formalizadas, saindo pelas ruas, tais como a Avenida Celso Garcia, no Brás, e a Avenida São João, no Centro, com sua bateria, o baliza Zé Caxambu e Claudete, uma passista que “escandalizava” por sair de maiô frente à bateria.

Sua primeira sede foi a casa de Mané Sabino, e os escassos recursos eram obtidos através de contribuições dos comerciantes da região e dos próprios associados para a compra de tecidos para as fantasias. Uma figura importante na história da escola é João Franco, o Xangô da Vila Maria, ator, cantor, compositor, um dos primeiros componentes da escola, um dos primeiros artistas a aderir ao movimento negro, e um dos homenageados por Leci Brandão na música "Me perdoa poeta" (no disco "Dignidade", de 1987) de autoria desta com Reinaldo "o Príncipe do Pagode".

Segundo arquivos pessoais do próprio Xangô, uma característica da escola, levantada por alguns dos componentes mais antigos, é que durante muito tempo, apenas negros faziam parte da Vila Maria. Alguns dizem que isso acontecia porque os brancos não queriam misturar-se a este tipo de folia, enquanto outros pregam que havia mesmo preconceito por parte dos negros. Mas essa prática foi logo abandonada e todos aqueles que queriam, eram acolhidos como uma comunidade.

Durante toda a década de 50 e parte da década de 60, a escola desfilou em pequenos cortejos pelas ruas do bairro e de algumas regiões da cidade. Com o aumento de popularidade da festa, alguns membros das escolas existentes na época, procuraram o poder público para que pedir apoio e realizar desfiles mais estruturados. A década de 60 foi onde muitas agremiações mostraram crescimento, com grande destaque no cenário paulistano para a Unidos do Morro de Vila Maria. No ano de 1965, o carnaval dá o primeiro passo à profissionalização: com a adesão de Moraes Sarmento, os desfiles passam a ser transmitidos e comentado nas rádios e ganham o respeito e espaço nas instituições de cultura da cidade. Em meados de 1967, o então prefeito José Vicente Faria Lima (carioca, nascido em Vila Isabel e apreciador de samba) regulariza os desfiles para a Avenida São João, e, em 1968, oficializa a festa assinando a Lei nº 7.100/67, destinada a regular a promoção do Carnaval pela Prefeitura Municipal de São Paulo, e regulamentada pelo Decreto nº 7.663/68. Nos três anos seguintes, mais um tricampeonato da Nenê de Vila Matilde.

Em 1968, no primeiro desfile oficial da cidade, a Vila Maria conquista o título do Grupo 2 (atual Grupo de Acesso), com um enredo que falava sobre Villa Lobos. A escola desfilou com 300 componentes e mais uma ala mirim.

Ainda na década de 1960, a Vila Maria foi premiada pelo prefeito Faria Lima com o Apito de Ouro, prêmio concedido às melhores baterias das escolas. Na ocasião, o Mestre responsável pela bateria era Mestre Batucada, outro grande nome do samba paulistano. Em 1976, já com 600 componentes, e sob a presidência de Benedito Nascimento, a escola ganha uma nova quadra. Porém, é apenas na década de 1990, quando o hoje presidente de honra da Velha Guarda, Vadinho, e alguns amigos resolvem assumir a escola é que a Vila voltou a obter bons resultados. Por muitos anos, a escola manteve sua quadra na Rua Kaneda, no Jardim Japão.

No ano de 1993 a escola saiu com 410 componentes (70 ritmistas). Em 1998, com o enredo “Uma viagem a Atlântida”, a Vila consegue o título do Grupo 2 (atual Grupo 1 da UESP) e com isso em 1999 desfila no Grupo 1 da UESP. No ano de 2000, a agremiação conquista o vice-campeonato e garante uma vaga no Grupo de Acesso. Em 2001, sob a presidência de Marcelo Müller, vem finalmente, o título do Grupo de Acesso, o que lhe concedeu o direito de figurar entre as grandes escolas no ano seguinte. O ano de 2001 ela tem como tema do desfile as novelas.

A estréia no Grupo Especial foi em 2002, apresentando o tema "Intolerância Não! Viva e Deixe Viver" terminando em 11º lugar e garantindo a permanência no Grupo Especial. O samba, considerado um dos antológicos do Carnaval Paulistano, é cantado em seus ensaios e chama a atenção pela letra que prega a igualdade.

No ano de 2003 a escola falou da rodovia Presidente Dutra, que liga a cidade de São Paulo ao Rio de Janeiro. O desfile abordou os diversos aspectos do trajeto. A comissão de frente foi destaque, com os componentes representando guardas de trânsito.

Em 2004, já figurando entre as principais escolas do carnaval paulistano, a Vila Maria ganhou uma nova quadra, a maior das escolas de samba de São Paulo. Infelizmente neste mesmo ano, antes do carnaval, a escola e a comunidade perderam um dos diretores da agremiação, Eriverto Sabino de França, conhecido como Veto, assassinado no dia 11 de janeiro de 2004.[4] Veto é de uma família tradicional na escola de samba da Vila Maria sendo que seu filho, Herik Lopes de França, atualmente ocupa o cargo de diretor deixado pelo pai. Apesar deste revés a escola se apresentou bem e ficou em 6º lugar na disputa do Carnaval.

Em 2007, com um enredo sobre o renascimento ecológico da cidade de Cubatão, a Vila Maria surpreendeu o público com um desfile grandioso e um samba enredo empolgante, considerado por muitos o melhor samba enredo do ano, conquistando o vice-campeonato, melhor colocação de sua história.

Em 2008, com um enredo sobre os 100 anos de Imigração Japonesa no Brasil, a escola quebrou o recorde de alegoria mais comprida do Carnaval (120 metros) e era uma das favoritas para o título e caso tivesse recebido pelo menos duas notas 10 no quesito mestre-sala e porta-bandeira, a escola teria sido campeã no critério desempate,[5] porém o casal recebeu apenas uma nota 10 e duas notas 9,75, e a escola terminou na 3ª colocação.[6]

Em 2009, a escola trouxe o enredo Da sobrevivência a luxúria,da ilusão a alucinação. Dinheiro, mito, história e realidade, terminando na 8ª colocação.

No ano de 2010, a escola apresentou um enredo sobre o minério de ferro; "A indústria que manipula o ferro, é a mãe de todas as outras" de autoria do carnavalesco Fábio Borges. Esperava-se um grandioso desfile da escola, com alegorias de grandes proporções atingindo o limite máximo de altura do Sambódromo do Anhembi, porém, a escola obteve um resultado aquém do esperado, o samba enredo que sofreu sérias críticas ao ser escolhido, não colaborou no desempenho da escola sendo um dos fatores de grande peso no insucesso da escola neste ano.

Em 2011 desfilou com um enredo sobre o Teatro Amazonas e sobre a cidade de Manaus, dentro de um contexto histórico que englobou passado, presente e futuro, intitulado "Teatro Amazonas - Manaus em Cena" de autoria do carnavalesco Fábio Borges, com um dos melhores desfiles da noite conseguiu um 3° lugar atrás da surpreendente Tucuruvi e da campeã Vai-Vai.

Para o Carnaval de 2012, a escola contou com um novo carnavalesco, o experiente Chico Spinosa que veio substituir Fábio Borges. Chegou também o consagrado intérprete carioca Nêgo. A escola desfilou com o enredo : 'A Força Infinita da Criação - Vila Maria Feita a Mão', conseguindo o 5° lugar.

No ano seguinte Chico Spinosa permaneceu na escola preparou o enredo sobre os 50 anos de Imigração Coreana no Brasil. O desfile foi muito luxuoso e a escola foi cotada como uma das favoritas, mas devido a questões externas o carnavalesco não desfilou com a escola. Durante a apuração a escola recebeu notas muito baixas em vários quesitos, como Mestre-Sala e Porta-Bandeira, e acabou ficando em 14º lugar (última colocação), sofrendo descenso para o Grupo de Acesso, após doze carnavais lutando pelo o título do Grupo Especial (2002 a 2013).

No ano de 2014 a Vila Maria mostrou a história dos brinquedos levando personagens clássicos que marcaram a memória de muita gente, o enredo "Nos meus 60 Anos de Alegria - Sou Vila Maria, e Faço a Festa Resgatando do Passado Brinquedos e Brincadeiras do Tempo de Criança". Foi a Campeã do Grupo de Acesso, obtendo a pontuação máxima de 270 pontos, voltando assim ao Grupo Especial do Carnaval em 2015.

Para o carnaval 2015, a escola trouxe o enredo "Só os diamantes são eternos na química divina!" de autoria do carnavalesco Lucas Pinto. A escola terminou em 10° lugar, permanecendo na elite do carnaval paulista.[7]

Em 2016, a escola homenageou o município insular de Ilhabela, localizado no litoral norte do Estado de São Paulo, desenrolando contos sobre a história da cidade até a atualidade, com o enredo: "A Vila Famosa é mais Bela, Ilhabela da Fantasia". Fez um desfile sofisticado, técnico e impecável garantindo um 5º Lugar.

Em 2017 a escola desfilou com o tema sobre o terceiro centenário da aparição da imagem de Nossa Senhora no rio Paraíba em 1717.[8] Tendo tido o aval da igreja para prestar a homenagem a escola de samba precisou se comprometer em se apresentar na avenida atendendo a alguns requisitos tais como: não permitir a nudez, não falar sobre o sincretismo religioso e permitir a supervisão da Arquidiocese de São Paulo durante todo o processo.[9] A escolha do tema foi muito bem recebida pela comunidade e pela grande maioria dos devotos, apesar de ter criado também protestos de uma minoria.[10] A escola efetuou um bom desfile de maneira geral, mas deixou a desejar em alguns quesitos como Alegoria e Comissão de Frente que juntos somaram a perda de 0,8 pontos deixando a escola em 7º lugar na classificação geral.[11]

Para 2018 a escola da Zona Norte escolheu levar para avenida o México, mostrando os povos maias e aztecas, a arte de Frida Kahlo e passagens importantes da história do país, e terá também uma homenagem a Roberto Bolaños e seus personagens, entre os destaques estão a turma do Chaves e o Chapolin Colorado.[12] Problemas com a fantasia do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira[13], e notas baixas nos quesitos, comissão de frente e enredo, deixaram a escola com apenas o 9º lugar no concurso.

Em 2019 homenageou o Peru no carnaval com o enredo "Nas asas do grande pássaro, o voo da Vila ao império do Sol", o tema vai mostrar a cultura e as belezas naturais do país sul americano. Para o desenvolvimento da história trouxe o carnavalesco Cristiano Bara. A escola terminou em 4 lugar.

Em 2020 a homenagem foi a China, uma gigante e milenar nação. O desfile foi muito elogiado pela plástica. Sem dúvida foi um dos maiores desfiles da história. A escola, que em seus 66 anos de história conquistou o respeito do “mundo” do Carnaval, teve na força de sua comunidade a oportunidade de voltar nos desfiles das campeãs, com o 5º lugar.

Para o Carnaval 2021, ela traz um dos ingredientes fundamentais da existência humana. O amor em suas várias formas de amar (o amor de pai e mãe, amor mútuo entre os seres e o amor cibernético dos tempos modernos).

Segmentos[editar | editar código-fonte]

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Ref.
João Franco (Xangô) 1954-1975
Benedito Nascimento 1976
João Franco (Xangô) 1977-1982
Ester Cocco 1983-1998
Osvaldo Antônio Domingos 1999
Marcelo Müller 2000-2002
Márcio Alves 2003-2005
Paulo Sérgio Ferreira (Serginho) 2006-2014 [14]
Adilson José de Souza 2015-Atual [15]

Intérpretes[editar | editar código-fonte]

Carnavais Intérprete Oficial Referências
1969 Carmélia Alves
1996 Odelise de Camargo
1999 Reginaldo
2000-2003 André Pantera
2004 Darlan Alves
2005 Gilsinho
2006 Fernandinho SP
2007 Fernandinho SP e Baby
2008-2010 Fernandinho SP, Baby e Quinho
2011 Baby e Agnaldo Amaral
2012 Nêgo
2013 Fernandinho SP e Edmar Guiã
2014-2017 Clóvis Pê
2018-Atual Wander Pires [16]

Diretores[editar | editar código-fonte]

Carnavais Diretor de Carnaval Diretor Geral de Harmonia Mestre de Bateria Ref.
1993 Vadinho Mestre Pulguinha
1994-1999 Mestre Pulguinha
2000 Mestre Reinaldo
2001-2004 Mestre Colorado
2004 Mestre Divino
2004-2010 Mercadoria Mestre Mi
2011-2012 Carlos Pires (Carlão) Mestre Mi [17]
2013-2014 Paulo Sérgio Ferreira (Serginho) Carlos Pires (Carlão) Mestre Rodrigo Moleza [17]
2015 Mario Giangiacomo Antônio Vicente (Toninho) Mestre Rodrigo Moleza [15]
2016-2017 Marcelo Müller Demis Roberto Mestre Rodrigo Moleza [18][19][20][21][22]
2018-2019 Marcelo Müller Antônio Vicente (Toninho), César de Oliveira (Cesinha) e Lima Mestre Rodrigo Moleza
2020 Comissão de Carnaval: Dorival Fernandes (Purrum), Marcelo Muller, Edilson Pereira, Tarcila Falleiros, Mario Giangiacomo, Claudia Ribeiro e Antonio Francisco de Barros Junior César de Oliveira (Cesinha) Mestre Rodrigo Moleza [16]
2021 Comissão de Carnaval: Dorival Fernandes (Purrum), Marcelo Muller, Edilson Pereira, Tarcila Falleiros, Mario Giangiacomo, Claudia Ribeiro e Antonio Francisco de Barros Junior César de Oliveira (Cesinha) Mestre Rodrigo Moleza
Dani Bolina, madrinha da bateria Cadência da Vila.

Coreógrafo[editar | editar código-fonte]

Carnavais Nome Ref.
2001-2014 Sérgio Cardoso [23][24]
2015-2016 Renan Banov [25][26]
2017 Sérgio Cardoso [24]
2018-2021 Renan Banov [27][16]

Casal de Mestre-sala e Porta-bandeira[editar | editar código-fonte]

Carnavais Nome Ref.
2000 Everson e Magal
2002 Everson e Roseli
2003 Everson e Milena
2004 Everson e Roseli
2005-2009 Everson e Cyntia
2010-2015 Rodrigo Antônio e Marina Lazzari [28][29]
2016-2017 Edgar Carobina e Laís Moreira [30][31]
2018-2019 Everson Sena e Laís Moreira [32] [33]
2020 Brunno Mathias e Tatiana dos Santos [34]
2021 Edgar Carobina e Laís Moreira

Cortes da Bateria[editar | editar código-fonte]

Carnavais Rainha de Bateria Madrinha de Bateria Musa da Bateria Princesa da Bateria Ref
1998 Beatriz de Lima Daniela Regina Luzia Katiane Ferreira
1999 Daniela Regina Valéria Katiane Ferreira Luzia
2000 Katiane Ferreira Valéria
2001 Beatriz de Lima Valéria Patrícia Cruz Luana Tarquino
2002 Silmara Oliveira Adriana Alves Patrícia Cruz Beatriz de Lima
2003 Patrícia Cruz Luísa Mell Gláucia Franco Beatriz de Lima
2004 Patrícia Cruz Luísa Mell Aline Rufino Beatriz de Lima
2005 Beatriz de Lima Adriana Alves Aline Rufino
2006 Adriana Alves Cláudia Barbosa Maressa Alves Aline Rufino
2007 Valeska Reis Nana Gouvêa Rita de Cássia Monalisa Marques e Patrícia Cruz
2008 Monalisa Marques Yuka Chan Rita de Cássia Giseli Alves
2009 Monalisa Marques Sheila Carvalho Juliane Silvério Giseli Alves
2010 Priscila Bonifácio Sheila Carvalho Monalisa Marques Thatiana Oleinik
2011 Priscila Bonifácio Sheila Carvalho Monalisa Marques Ana Paula Costa
2012 Priscila Bonifácio Quitéria Chagas Monalisa Marques
2013 Cristiane Cuozzo Elen Pinheiro Monalisa Marques Marcia Freire
2014 Cristiane Cuozzo Dani Bolina Marcia Freire
2015 Márcia Freire Dani Bolina Bruna Fonseca [35]
2016 Bruna Fonseca Dani Bolina [35][36]
2017 Dani Bolina [20]
2018-2021 Sávia David Dani Bolina [37] [16]

Carnavais[editar | editar código-fonte]

Unidos de Vila Maria
Ano Colocação Grupo Enredo Carnavalesco Ref.
1968 Campeã Acesso Homenagem à Villa Lobos João Franco (Xangô)
1969 4º lugar Especial Quatro Histórias de Amor

Compositores: João Franco (Xangô) e Bob Júnior

João Franco (Xangô)
1970 5º lugar Especial Histórias da Carochinha Talismã
1971 6º lugar Especial Uma Noite no Rio

Compositores: Talismã e Mara

Talismã
1972 5º lugar Especial São Paulo de Ontem, São Paulo de Hoje
Compositores: Toniquinho Batuqueiro e Evaristo de Carvalho.
Talismã [38]
1973 10º lugar Especial Quando Chega a Primavera Talismã
1974 4º lugar Acesso Lendas Marinhas
Compositor: Daniel da Ilha
Waldemar dos Santos e Nilsa Salino
1975 5º lugar Acesso A Coroa de Chico Rei Waldemar dos Santos e Nilsa Salino
1976 9º lugar Acesso Cobra Grande

Compositores: Bulau, Pelado e Penteado

João Franco (Xangô)
1977 Vice-campeã 1-UESP Piollin, Alegria do Povo

Compositores: Atanazio Nunes Pereira (Tazi) e Nair Fraga (Nena)

João Franco (Xangô)
1978 9º lugar Acesso Francisco das Chagas, o Cabra
Compositor: Luiz Roberto Alves
Joãozinho Mestre [39]
1979 8º lugar Acesso Estou Falando de Brasil Fernando Penteado
1980 8º lugar Acesso Carro de Boi

Compositores: Talismã, Tatu e Viana

Talismã
1981 12º lugar Acesso O Eldorado e as Amazonas

Compositores: Café, Nair Fraga (Nena), Toinho e Zé Fernandes

Nilis Hantignieri Filho
1982 7º lugar 1-UESP Feitiço da Vida

Compositor: Luiz Roberto Alves (Vovô)

Sônia Ferreira Cortez
1983 4º lugar 1-UESP Encontro das Três Raças

Compositores: Elisbão do Cavaco, Penteado e Tadeu Mazzei

Tito Arantes
1984 Vice-campeã 1-UESP Carnaval, Festa do Povo Fernando Penteado
1985 10º lugar Acesso Pindorama Aye - Uma Viagem Encantada Tito Arantes
1986 6º lugar 1-UESP Ah! Que Saudade Que eu Tenho Cláudio Aparecido Lima
1987 8º lugar 1-UESP João e Maria

Compositores: Helenir Lopes e Talismã

Talismã
1988 8º lugar 1-UESP Arrelia, 82 Anos de Alegria

Compositores: Ademir Pintado, Don Richard e Osvaldo César

Dona Nena
1989 6º lugar 1-UESP O Mundo Encantado de Monteiro Lobato

Compositores: Ademir Pintado, Chico Siqueira, Don Richard, Oswaldo Babão

Dirceu Lippi
1990 8º lugar 1-UESP 82 Anos de Samba

Compositores: Ademir Pintado, Don Richard, Oswaldo Babão

Osvaldo Antônio Domingos
1991 10º lugar 1-UESP Manhas, Manias e Mandingas Ademir Pintado
1992 9º lugar 2-UESP S.O.S. Ecologia

Compositores: Ademir Pintado, Ataliba, Mauro Sérgio e Luiz Roberto Alves (Vovô)

Luiz Roberto Alves e Ataliba
1993 4º lugar 3-UESP Gandaia - Um Dia de Folia

Compositores: Carlinhos de Jesus, Manequim do Cavaco

Tito Arantes
1994 3º lugar 2-UESP A Lenda da Noite

Compositores: Ivan da Mocidade, Maurício e Rubão

Marcelo Muller e Edílson Pereira
1995 3º lugar 2-UESP Lá Vem o Circo

Compositores: Dão, Martins e Xinxa

Marcelo Muller e Edílson Pereira
1996 10º lugar 1-UESP Jorge Amado - de Piranji à Literatura Brasileira

Compositores: Iracema, Martins, Sandra e Xinxa

Marcelo Muller e Edílson Pereira
1997 3º lugar 3-UESP Praça XI. Quantas Saudades

Compositores: Big, Nenê da Alegria e Paraíba

Marcelo Muller e Edílson Pereira
1998 Campeã 2-UESP Uma Viagem à Atlântida

Compositores: Celso Cabelo, Cocada, Dão, Filé, Martins

Marcelo Muller e Edílson Pereira
1999 4º lugar 1-UESP Espia Só a Vila Maria

Compositores: Eliana Big e Nenê da Vila

Marcelo Muller e Edílson Pereira
2000 Vice-campeã 1-UESP Air Vila Maria, a Volta ao Mundo em 50 Minutos

Compositores: Big, Eliana e Nenê da Vila

Nelsinho Carioca
2001 Campeã Acesso Vila Maria: A Seguir As Cenas dos Próximos Capítulos
Compositores: Moleque Pará, Nivaldo, Cocada, Martins e Dão
Wagner Santos
2002 11º lugar Especial Intolerância Não! Viva e Deixe Viver!
Compositores: Carlinhos de Jesus, Dilai, Maurinho de Jesus, Marcinho Swing e Minho
Wagner Santos
2003 9º lugar Especial De Volta ao Passado, Uma Viagem Pela Rodovia do Futuro
Compositores: Marcinho Swing, Minho e Xandão.
Wagner Santos
2004 6º lugar Especial São Paulo no Coração do Brasil. Parabéns Pra Você
Compositores: Carlinhos de Jesus, Maurinho de Jesus e Milo
Wagner Santos
2005 4° lugar Especial Sonho, realidade: No Circo da Vida
Compositores: Paulo da Magia, Vitor Santos, Makumba, Paulinho Chiclete e Toninho 44
Wagner Santos
2006 4° lugar Especial Transportando o Brasil Estradeiro, Coração Batuqueiro, Coração Brasileiro
Compositores: Panda, Edmilson Silva, Rick Ramos e Dom Álvaro
Wagner Santos
2007 Vice-campeã Especial Vila Maria: Canta, Encanta Com Minha História: Cubatão Rainha das Serras
Compositores: Panda, Edmilson Silva, Dom Álvaro e Rick Ramos
Wagner Santos
2008 3° lugar Especial Irashai-Mase, Milênios de Cultura e Sabedoria no Centenário da Imigração Japonesa
Compositores: Dão, Véia, Martins, Nando e Moleque Pará
Wagner Santos
2009 8º lugar Especial Da Sobrevivência ao Luxo, da Ilusão à Alucinação. Dinheiro, Mito, História e Realidade
Compositores: Panda, Edmilson Silva e Jorge Zanin
Wagner Santos
2010 6º lugar Especial A Indústria que Manipula o Ferro é a Mãe de Todas as Outras
Compositores: Minho, Xandão e Marcinho Swing
Fábio Borges
2011 3º lugar Especial Teatro Amazonas. Manaus em Cena
Compositores: Alemão do Pandeiro, Claude Ribeiro, Ricardo Gutierrez, Tchello Lima, Anderson Salgadinho, Kevyn Rodrigues e Wally Santos
Fábio Borges
2012 5º lugar Especial A força Infinita da Criação, Vila Maria Feita a Mão
Compositores: Nininho, Yhai, Professor Wal, Russo e Moleque Pará
Chico Spinosa
2013 14º lugar Especial Made in Korea
Compositores: Jorge Zanin, Leandro Coringa, Rafael Babú, Fabinho Sampa e Renato Mooca
Chico Spinosa
2014 Campeã Acesso Nos Meus 60 Anos de Alegria - Sou Vila Maria, e Faço a Festa Resgatando do Passado Brinquedos e Brincadeiras de Criança
Compositores: Alemão do Pandeiro, Ítalo Rubbin, Professor Wal, Russo, Paulo Senna, Anderson Magrão, Tadeu Gomes, Nininho, Wagner Yhai e Pepê Niterói
Lucas Pinto
2015 10º lugar Especial Só os Diamantes São Eternos, na Química Divina
Compositores:Paulo Senna, Alemão do Pandeiro, Anderson Magrão, Jonas Mizael e Tadeu Gomes
Lucas Pinto [40][41]
[42]
2016 5º lugar Especial A Vila Famosa é Mais Bela, Ilhabela da Fantasia
Compositores: Dudu Nobre, Rafa do Cavaco, Turko, Maradona, Paulinho Miranda, Diego Nicolau, Garoto Bom e Nenê da Vila
Alexandre Louzada [36]
2017 7° lugar Especial Aparecida - A Rainha do Brasil. 300 Anos de Amor e Fé no Coração do Povo Brasileiro
Compositores: Leandro Rato, Zé Paulo Sierra, Almir Mendonça, Vinicius Ferreira, Zé Boy e Silas Augusto
Sidnei França [43]
2018 9° lugar Especial Aproveitam-se de Minha Nobreza, Você Não Soube, Não te Contaram? Suspeitei Desde o Principio! Não Contavam com Minha Astúcia! Arriba Bolaños, Arriba Vila, Arriba México
Compositores: Dudu Nobre, Rafa do Cavaco, Pepe Niterói, Turko, Maradona, Diego Nicolau, Marcelo Nunes, Evandro Bocão e André Diniz
Fran Sérgio e Cristiano Bara [44]
2019 4° lugar Especial Nas Asas do Grande Pássaro o Voo da Vila Maria ao Império do Sol
Compositores: Aquiles da Vila, Rapha SP, Marcus Boldrini, Salgado Luz e Leandro Flecha
Alexandre Louzada e Cristiano Bara [45][46]
2020 5º lugar Especial China, O Sonho de Um Povo Embala o Samba e Faz a Vila Sonhar
Compositores: Cacá Camargo, Tim Cardoso, Acerola de Angola, Sérgio Carmo, Renan Takacs, Xuxu do Cavaco, Bruno Pelé, Marcos Thiago, André Luiz, Luiz Jacaré e Rapha Maslionis
Cristiano Bara
2021 Especial O Mundo Precisa de Cada Um de Nós
Compositores: Dudu Nobre, Zé Paulo Sierra e Diego Nicolau
Cristiano Bara
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Títulos[editar | editar código-fonte]

Títulos Unidos de Vila Maria
Divisão Total Ano
Trophy (transp. Simón Bolívar Cup).png Grupo de Acesso 3 1968, 2001 e 2014
Trophy (transp. Simón Bolívar Cup).png Grupo 2-UESP 1 1998

Referências

  1. Dados da Vila Maria no SASP
  2. Maria, Site - G.R.C.S.E.S. Unidos de Vila. «Um Caso de Amor». www.unidosdevilamaria.com.br. Consultado em 9 de março de 2017 
  3. Maria, Site - G.R.C.S.E.S. Unidos de Vila. «Cultura e Lazer». www.unidosdevilamaria.com.br. Consultado em 9 de março de 2017 
  4. Diretor de escola de samba morre em briga na zona Norte
  5. Zanchetta, Diego (6 de fevereiro de 2008). «Fantasia da porta-bandeira pode ter levado Vila Maria à derrota». O Estado de São Paulo. Consultado em 15 de março de 2017 
  6. Com desfile imponente, Vila Maria homenageia imigração japonesa
  7. SRZD-Carnaval/SP (24 de março de 2014). «Exclusivo: Conheça o enredo da Vila Maria para 2015». 12h20 
  8. «Unidos de Vila Maria vai cantar os 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora». G1 
  9. «Nossa Senhora Aparecida no Carnaval». Arquidiocese de São Paulo (em inglês) 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]