Universidade Mandume ya Ndemufayo

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Universidade Mandume ya Ndemufayo
UMN
Lema Sapiência e Integridade
Fundação 10 de junho de 1974 (44 anos)[1]
Tipo de instituição Pública
Mantenedora Emblem of Angola.svg Ministério do Ensino Superior
Localização Lubango,  Angola
Reitor(a) Orlando Manuel José Fernandes da Mata[2]
Total de estudantes 5.380[3]
Campi Lubango
Moçâmedes
Página oficial www.umn.ed.ao

A Universidade Mandume ya Ndemufayo (UMN) é uma universidade pública angolana, multicampi, sediada na cidade de Lubango.

A universidade surgiu do desmembramento do campus Lubango da Universidade Agostinho Neto em meio as reformas no ensino superior angolano ocorridas nos anos de 2008 e 2009.[1]

Tem sua área de atuação restrita ás províncias de Huíla e Namibe.[4]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A universidade homenageia Mandume Ya Ndemufayo (1894-1917), o último rei dos cuanhamas, um povo pertencente ao grupo etnolonguístico dos ovambo do sul de Angola e norte da Namíbia.[5]

Histórico[editar | editar código-fonte]

A tradição histórica da UMN está interligada com a criação dos "Estudos Gerais Universitários de Angola" (iniciados em Luanda em 1962). Com o intuito de expandir sua abrangência é promulgado, a 5 de Agosto de 1963, a criação de um campus em Lubango (então Sá da Bandeira). Contudo as aulas do campus só começariam de fato em 4 de Novembro deste mesmo ano, com início das aulas do curso de Ciências Pedagógicas.[1]

Em 1966 o campus de Lubango passa a ser "Delegação dos Estudos Gerais de Angola em Sá da Bandeira", ofertando os cursos universitários de preparação de professores do 8º e 11º grupos do Ensino Superior.[6] Posteriormente os cursos de preparação foram extintos para dar lugar a faculdades livres. Em 1968 a Delegação de Sá da Bandeira passa a ser vinculada a "Universidade de Luanda".[1]

Em junho de 1974 o Alto-Comissário Silva Cardoso e o então Ministro da Educação do Governo de Transição desdobram a Universidade de Luanda em três universidades, com a delegação local transformando-se em Universidade de Sá da Bandeira. Foi nomeado para ficar à frente da nova universidade como reitor o doutor em geografia José Guilherme Fernandes e como vice-reitor o engenheiro Abílio Fernandes, porém essa configuração durou pouco tempo.[1]

A partir de 1976 a "Delegação do Lubango" passa a ser vinculada a nova Universidade de Angola (atual Universidade Agostinho Neto), já no bojo da independência do país. Neste mesmo ano perde a faculdade de Matemática, e o campus do Lubango fica somente com a Faculdade de Letras.[1]

A faculdade de Letras é extinta em 1980 para dar lugar ao Instituto Superior de Ciência de Educação (ISCED) no Lubango, por decreto nº 95 de 30 de Agosto do Conselho de Ministros.[1]

Em 2008/2009 no âmbito do programa do Governo de Angola para o ensino superior, de acordo com o artigo 16º do decreto nº 7/09 de 12 de maio, é criada a Universidade Mandume ya Ndemufayo (UMN), como Instituição Pública de Ensino Superior, a partir da elevação do ISCED do Lubango.[1]

A própria UMN pôde passa por um processo de gestar uma nova instituição de ensino superior, quando, pelo decreto-lei n° 188/14, de 4 de agosto de 2014 aprovado pelo Conselho de Ministros, foi criada a Universidade Cuíto Cuanavale, a partir da elevação do antigo campus (e faculdade) desta na localidade de Cuito Cuanavale.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

A UMN encontra-se estruturada em unidades orgânicas (Faculdades, Institutos e Escolas), estas por sua vez organizadas em departamentos de ensino e investigação onde são ministrados vários cursos e especialidades em diversas áreas do saber científico, ao nível da graduação (licenciatura).

Campus do Lubango[editar | editar código-fonte]

  • Faculdade de Direito
  • Faculdade de Economia
  • Faculdade de Medicina
  • Instituto Superior Politécnico da Huíla

Campus de Moçâmedes[editar | editar código-fonte]

  • Escola Superior Politécnica do Namibe (ESPtN)
  • Escola Superior Pedagógica do Namibe(ESPdN)

Referências

  1. a b c d e f g h Tradição histórica - Portal UMN
  2. Boas Vindas do Reitor da UMN - Portal UMN
  3. BARRETO, M. A.; COSTA, A. B. II Coopedu Africa e o Mundo: Livro de Atas. Lisboa: ISCTE-IUL/CEA/ESECS-IPL, 2012.
  4. VICTORINO, Samuel Carlos. O papel da educação na reconstrução nacional da República de Angola - Revista Dialogos: pesquisa em extensão universitária. IV Congresso Internacional de Pedagogia Social: domínio sociopolítico. Brasília, v.17, n.1, jun, 2012
  5. LIMA, Maria Helena Figueiredo. Nação Ovambo, Lisboa: Aster, 1977
  6. SOUSA, Marília Teixeira de. Estudos Gerais Universitários de Angola - 50 Anos - História e Memórias. Lisboa: Colibri, 2014