Universidade Nacional da Guiné Equatorial

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Universidade Nacional da Guiné Equatorial
Universidad Nacional de Guinea Ecuatorial
UNGE
Lema Uniuscuiusque et omnibus universitas
Universidade para todos, mesmo para as mais simples pessoas
Fundação 6 de agosto de 1943 (74 anos) Como Escola Superior
6 de janeiro de 1995 (22 anos) Como Universidade
Tipo de instituição Pública
Mantenedora Ministério da Educação e Ciências
Localização Malabo, Guiné Equatorial
Reitor(a) Filiberto Ntutumu Nguema Nchama[1]
Campi Malabo
Bata
Página oficial unge.education

A Universidade Nacional da Guiné Equatorial (UNGE; do espanhol: Universidad Nacional de Guinea Ecuatorial), é uma instituição pública de ensino superior, sendo a principal universidade da República da Guiné Equatorial na África Central.

Conta com um campus principal em Malabo, assim como uma unidade em Bata. Seu atual Reitor é Filiberto Ntutumu Nguema Nchama.

História[editar | editar código-fonte]

A tradição universitária da UNGE remonta ao período colonial espanhol, quando foram criadas as primeiras escolas superiores do país, ancoradas na preocupação espanhola diante dos diversos movimentos de descolonização que começavam a ganhar corpo no continente africano.

Do período colonial à independência[editar | editar código-fonte]

O percurso da UNGE começou com o antigo Instituto Colonial Indígena, criado em 1935, com vocação para o ensino técnico. No entanto, foi somente em 6 de agosto de 1943, quando este Instituto foi elevado a Escuela Superior Indígena (ESI), que de fato teve início o ensino superior na Guiné[2]. A partir de 1958 o ESI passa a chamar-se Escuela Superior Santo Tomás de Aquino, mudando novamente de nome, em 1959, para Escuela Superior Provincial. Nesse período o estabelecimento expedia diplomas de administração, magistério (hoje pedagogia) e comércio (hoje ciências econômicas).

Ao passo que o país tornou-se independente, sob o comando do ditador Macías Nguema, a escola foi reformulada, passando a denominar-se em 1971 de Escuela Superior "Martin Luther King" (ESMLK).[3][4]. A escola no entanto ainda não havia conseguido cumprir com um papel formador amplo, fato que só viria ocorrer na década de 1980, com a unificação da ESMLK com a Escola de Magistério de Malabo, permitindo principalmente ampliar a formação de licenciados para lecionar nos níveis primário e secundário[5].

Reformas pós-golpe de Obiang[editar | editar código-fonte]

Ao Teodoro Obiang assumir o governo por meio de um golpe de estado, em 1979, buscou expandir o acesso ao ensino supeior, por meio de uma forte cooperação com a UNESCO e com o governo espanhol[6]. Isso culminou na transformação da ESMLK, em 1984, em Escuela Universitaria de Formación del Profesorado de Malabo[5]. Além disso, criou-se, em 1987, a Escuela Nacional de Agricultura (posteriormente Escuela Universitaria de Estudios Agropecuarios, Pesca y Forestal), mediante financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento[7]. As reformas educacionais propostas pela UNESCO a Obiang deram origem também à Escuela Universitaria de Formación del Profesorado de Bata e a Escuela Universitaria de Sanidad e Medio Ambiente[8].

Formação da UNGE[editar | editar código-fonte]

Essas quatro escolas deram a possibilidade de amadurecimento do ensino superior ao país, ao passo que formaram importantes quadros técnicos. Diante disso o governo viu a necessidade de implementar uma universidade que viesse federar as instituições.

Nisso criou-se a Universidad Nacional de Guinea Ecuatorial (UNGE; Universidade Nacional da Guiné Equatorial) por meio da Lei Nº 12/1995 de 6 de janeiro de 1995[9], congregando a:

  • Escola Universitária de Formação de Professorado de Malabo;
  • Escola Universitária de Estudos Agropecuários, Pesca e Floresta
  • Escola Universitária de Formação de Professorado de Bata;
  • Escola Universitária de Sanidade e Meio Ambiente.

Em 1998 foi incorporada à estrutura da UNGE a Escola Universitária de Administração e foi criada a Faculdade de Letras e Ciências Sociais. Em 2001 foi criada a Faculdade de Ciências Médicas e a Escola Universitária de Engenharia e Técnica[8].

Estrutura orgânica[editar | editar código-fonte]

Em 2015 a universidade se organizava de acordo com a seguinte estrutura orgânica:

  • Faculdade de Meio Ambiente;
  • Faculdade de Letras e Ciências Sociais;
  • Faculdade de Ciências da Educação de Malabo;
  • Faculdade de Ciências da Educação de Bata;
  • Faculdade de Arquitetura e Engenharia de Bata;
  • Faculdade de Ciências Médicas;
  • Faculdade de Humanidades e Ciências Religiosas;

A UNGE ainda é composta por 3 escolas universitárias filiadas:

  • Escola Universitária de Estudos Agropecuários, Pesca e Floresta "Obiang Nguema Mbasogo" (Faculdade de Engenharias de Malabo);
  • Escola Universitária de Administração;
  • Escola Universitária de Sanidade e Meio Ambiente.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

O Campus Principal, em Malabo, se encontra na Avenida Hassan II. A edificação sede da reitoria foi construída em 1949 e faz parte do patrimônio arquitetônico da nação. A residência do campus da Malabo tem uma capacidade de 200 lugares.

A universidade possui uma subsede da reitoria em Bata.

A universidade ainda é uma das responsáveis pela Reserva Científica da Caldeira de Luba, desenvolvendo muitos projetos investigativos ali, principalmente sobre a população de primatas do local.

Cooperação internacional[editar | editar código-fonte]

A UNGE tem assinado vários acordos com várias universidades espanholas, como a Universidade Nacional de Educação à Distância, a Universidade Miguel Hernández de Elche e a Universidade de Alcalá de Henares.

Reitores[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Afiliação Forma de eleição
Maria Teresa Avoro Nguema Ebana[10] 6 de janeiro de 1995 - 1996 Escola Universitária de Formação de Professorado de Malabo Indicação presidencial
Federico Edjo Ovono[11] 1996 - 20 de agosto de 2003 Escola Universitária de Estudos Agropecuários, Pesca e Floresta Indicação presidencial
Carlos Nse Nsuga[12] 20 de agosto de 2003 a 9 de abril de 2015 Faculdade de Ciências da Educação de Malabo Indicação presidencial
Filiberto Ntutumu Nguema Nchama[13] 9 de abril de 2015 a atualidade Escola Universitária de Estudos Agropecuários, Pesca e Floresta Indicação presidencial

Pessoas notáveis[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Guiné Equatorial: Presidente destitui a direcção da Universidade Nacional - Portal Angop
  2. LINIGER-GOUMAZ, Max. Connaître la Guinee Equatoriale. Peuples Noirs Peuples Africains no. 46 (1985) 27-92
  3. Olegario Negrín Fajardo, España en África subsahariana. Legislación educativa y aculturación coloniales en la Guinea Española (1857- 1959) (Madrid: Ediciones UNED-Dykinson, 2013), 113.
  4. "Resolución general del tercer congreso del Partido Único de Trabajadores de la república de Guinea Ecuatorial” (Bata), 13 de julio, 1973. Art. Resolutorios del 24 al 34
  5. a b Diana E. Soto Arango, María T. Avoro Nguema, Adiela Ruiz Cabezas, Antonio Medina Rivilla. Formación de docentes en Guinea Ecuatorial. Historias de vida de maestras en prospectiva al 2020. Rev. hist.edu.latinoam - Vol. 18 No. 27, julio - diciembre 2016 - ISSN: 0122-7238 - pp. 67 - 94
  6. Santiago Bivini Mangue. Breve historia de la Reforma Educativa de Guinea Ecuatorial. Malabo, dez. 2010
  7. Escuela Universitaria de Estudios Agropecuarios, Pesca y Forestal “OBIANG NGUEMA MBASOGO” - Portal UNGE
  8. a b Evolución de los centros académicos - Portal UNGE
  9. Acta Final del Seminario MEC-UNESCO-OASTI: Formulación de Instrumentos de Política de Ciencia, Tecnología e Innovación (ESCTI) y Educación Superior para el Desarrollo Sostenible en Guinea Ecuatorial. Baney, 21-22 junio 2016
  10. La educación superior en el siglo XXI: Visión y acción - UNESCO, París, 5 – 9 de outubro de 1998
  11. Y. BLAZQUEZ. Un seminario descubre la influencia de África en América Latina: Encuentro en la Casa América sobre el sur - El País - Madri, 27 de fevereiro de 1997
  12. La Universidad Nacional de Guinea Ecuatorial (UNGE) cuenta con un nuevo Rector - Guinea-Ecuatorial.net - Foro Solidario por Guinea - 2003
  13. Filiberto Ntutumu Nguema Nchama nuevo Rector Magnifico de la Universidad Nacional de Guinea Ecuatorial - Revista Digital - Fundación Sur - 2015