Universidade da França

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A Universidade da França, também conhecida como a Universidade imperial e principalmente chamada de A Universidade, era o nome da administração francesa do século XIX encarregada da educação na França.

A Universidade imperial[editar | editar código-fonte]

Napoleão Bonaparte

A Universidade foi idealizada por Napoleão que queria desta forma reorganizar completamente o sistema educacional francês. [1] A lei do 10 de maio de 1806, estabeleceu: "Ela será formado, sob o nome de Universidade imperial, uma corporação encarregada exclusivamente do ensino e da educação pública em todo Império".[nota 1]

O decreto do 17 de março de 1808[2] fixa o funcionamento da Universidade. Ela assume todas organizações do ensino, e nenhum professor poderia ensinar sem autorização do grão-mestre, e tampouco sem fazer parte da Universidade. O texto previa seis categorias de escola:

As escolas de direito, medicina, teologia, letras e de ciências criadas no fim da Revolução são integradas à Universidade. O decreto define a organização geral desses ensinos, dos diplomas (com o trio baccalauréat, licence, doutorado) e das provas. Ele também define quatorze hierarquias de funcionários administrativos e cinco hierarquias de professores, além de determinar os diplomas necessários para fazer parte das diversas hierarquias.

Segundo o decreto imperial do 17 de março de 1808 que fixou a organização da Universidade, deveria-se estabelecer em Paris um Internato Normal (hoje a École normal superior da rua Ulm), destinado a receber até 300 jovens que se formavam como professores de letras e ciências. O número de alunos foi fixado em cem no primeiro ano. Eles deveriam ter no máximo dezessete anos, e serem autorizados por seu pai ou tutor a seguir a carreira da Universidade. Eles só poderiam ser aceitos pela escola se concordassem em trabalhar no mínimo dez anos como professores. Foram escolhidos através de exames pelos inspetores-gerais da Universidade. A primeira turma de 54 alunos foi feita pela Sua Excelência o grão-mestre da Universidade imperial.[3]

No plano administrativo, a Universidade era confiada a um grão-mestre (Jean-Pierre Louis Fontanes) nomeado e revogado pelo Imperador, e assistido de um tesoureiro e um chanceler (Jean-Chrysostôme de Villaret). O decreto previa igualmente um conselho da Universidade, composto de trinta membros repartidos em cinco sessões, e composto exclusivamente de administradores da Universidade.


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Notas[editar | editar código-fonte]

  1. (em francês) "Il sera formé, sous le nom d'Université impériale, un corps chargé exclusivement de l'enseignement et de l'éducation publiques dans tout l'Empire".

Referências

  1. A. Léon, P. Roche. Histoire de l'enseignement en France. [S.l.: s.n.] pp. 65–66 
  2. (em francês) «Décret portant organisation de l'Université». Consultado em 6 de setembro de 2013 
  3. (em francês) Annales périodiques de la ville d'Orléans. Col: 599 6 ed. [S.l.: s.n.] Mercredi 27 septembre 1809,. pp. 219, 220  Verifique data em: |ano= (ajuda)