Universidade do Minho

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Universidade do Minho
UM
Lema Res ipsas examinare:
versus est sciendi modus
Francisco Sanches
Fundação 11 de Agosto, 1973
Tipo de instituição Pública
Orçamento anual 75 milhões de euros [carece de fontes?]
Valor da propina 1037,20[1]
Funcionários 600[2]
Docentes 1.200[2]
Estudantes 19.000[2]
Graduandos 12.100[carece de fontes?]
Pós-graduandos 7.000[2]
Reitor(a) António M. Cunha[3]
Vice-reitores Rui Vieira de Castro, Rui L. Reis, José F. Mendes, Graciete Dias
Localização Braga (Reitoria, Campus de Gualtar, Unidade de Arqueologia, Escola de Enfermagem), Guimarães (Campus de Azurém)
Página oficial http://www.uminho.pt

A Universidade do Minho (UM) foi fundada em Braga em 1973 e integrou-se no chamado grupo das "Novas Universidades" que vieram alterar o panorama do ensino superior em Portugal. Iniciou as suas actividades académicas em 1975/76. A universidade é governada por uma reitoria, composta por um reitor e um conselho geral, e cinco unidades internas que agrupam por áreas de intervenção as várias entidades internas.

"A UMinho constitui uma referência de ensino e aprendizagem de elevada qualidade, não apenas para as universidades Portuguesas, mas também Europeias e Mundiais. (…) A Comissão de Avaliação considera que a UMinho é um dos melhores exemplos na Europa na implementação da estrutura de Bolonha."[4]

Apesar de ser uma Universidade recente, desde o inicio, foi incutida à universidade toda a tradição académica milenar, de origem religiosa, da cidade de Braga, desde os trajes académicos, as festividades do enterro da Gata e o primeiro de Dezembro, e as bibliotecas da cidade.


Em 2012, o jornal The Times coloca Universidade do Minho entre as 400 melhores academias do mundo[5] .

Unidades, Dezenas e Centenas[editar | editar código-fonte]

Unidades Orgânicas de Ensino e Investigação[editar | editar código-fonte]

As Unidades Orgânicas de Ensino e Investigação são as unidades principais da Universidade, responsáveis pelo ensino e investigação associado às unidades de ensino. Encontram-se divididas por seis escolas e quatro institutos, e estes encontram-se ainda subdivididas por departamentos (trinta e um),[6] conforme as áreas do "saber". Existe ainda o departamento autónomo de arquitectura. Estas instituições são equivalentes às tradicionais faculdades portuguesas exceptuando que não possuem a gestão dos projectos de ensino.

Edifício da Reitoria da Universidade do Minho, no Largo do Paço, em Braga.

Unidades Orgânicas de Investigação[editar | editar código-fonte]

As Unidades Orgânicas de Investigação agrupam os Centros de Investigação independentes ou financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia do governo português, espanhol e marroquino

  • Ciências: Centro de Biologia Molecular e Ambiental, Centro de Física, Centro de Matemática, Centro de Química, Núcleo de Ciências da Terra, e Núcleo de Investigação Geológica, Ordenamento e Valorização de Recursos.
  • Ciências da Saúde: Instituto de Ciências da Vida e da Saúde.
  • Ciências Sociais: Centro de Investigação em Ciências Sociais, Centro em Rede de Investigação em Antropologia (com sede no ISCTE), Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade.
  • Direito: Centro de Investigação Interdisciplinar em Direitos Humanos, e Núcleo de Estudos de Direito das Autarquias Locais.
  • Economia e Gestão: Núcleo de Estudos em Administração e Políticas Públicas, Núcleo de Estudos em Gestão, Núcleo de Investigação em Ciência Política e Relações Internacionais, Núcleo de Investigação em Economia Europeia, Internacional e Industrial, Núcleo de Investigação em Microeconomia Aplicada, e Núcleo de Investigação em Políticas Económicas.
  • Educação: Centro de Investigação em Educação, e Centro de Estudos da Criança.
  • Engenharia: Biomaterials, Biodegradables and Biomimetics Research Group - integra o Laboratório Associado IBB, Centro Algoritmi, Centro de Ciências e Tecnologias da Computação, Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil, Centro de Engenharia Biológica - integra o Laboratório Associado IBB, Centro de Tecnologias Mecânicas e de Materiais, Centro de Território, Ambiente e Construção, Centro Interdisciplinar de Tecnologias da Produção e da Energia, Institute for Sustainability and Innovation in Structural Engineering, e Instituto de Polímeros e Compósitos - integra o Laboratório Associado I3N.
  • Humanidades: Centro de Estudos Humanísticos.
  • Psicologia: Centro de Investigação em Psicologia.
  • Outros Centros de Investigação: Centro de Engenharia de Sistemas de Produção, Centro de Estudos de Direito, Centro de Investigação em Formação de Profissionais de Educação da Criança, Centro de Investigação em Interfaces e Comportamento de Superfícies, Centro de Investigação em Promoção da Literacia e Bem-Estar da Criança, Núcleo de Investigação em Enfermagem, Núcleo de Investigação em Geografia e Planeamento, Núcleo de Investigação em Marketing e Estratégia, e Instituto de Estudos de Economia e Gestão.
UM - Polo de Gualtar

Unidades Culturais[editar | editar código-fonte]

As Unidades Culturais promovem a cultura não só no meio académico como também para toda comunidade.

Unidades de Apoio e Serviços[editar | editar código-fonte]

As Unidades de Apoio e Serviços reúnem todas as entidades de serviços e apoio à comunidade académica. Desde as bibliotecas internas, apoio social, serviços técnicos, transportes, relações públicas, entre outros e mesmo outras

Bibliotecas internas[editar | editar código-fonte]

A Universidade do Minho tem duas Bibliotecas principais, uma em cada Campus, perfazendo um total de livros superior a meio milhão. A Biblioteca da UM é também depositária das publicações da ONU e do INE, Instituto Nacional de Estatística.

Além desta, existe em cada Departamento e Escola/Instituto uma biblioteca especializada em livros infantis e de crianças.

Dentro do edifício sede da Escola de Economia e Gestão está sediado um Centro de Informação da União Europeia.

Unidades Diferenciadas[editar | editar código-fonte]

As Unidades Diferenciadas distinguem-se das restantes unidades por resultarem de parcerias com entidades externas à Universidade.

Instalações[editar | editar código-fonte]

As instalações da Universidade do Minho estão divididas pelas cidades de Braga e Guimarães. Na cidade de Braga está instalada a reitoria no Largo do Paço. Ainda nesta cidade a universidade possuiu o campus de Gualtar, Convento dos Congregados, excepto a basílica deste, Edificio da rua do Castelo, um edifico na rua do Forno (antigo SAS), edifícios na rua D. Pedro V (actual BA), complexo residencial de Santa Tecla e complexo residencial Lloyd Braga. Na cidade de Guimarães possuiu o campus de Azurém e o complexo residencial dos Combatentes.

Os cursos do Instituto de Estudos da Criança, Instituto de Letras e Ciências Humanas, Escola de Economia e Gestão, Enfermagem, Medicina, Direito, Engenharia Informática, Engenharia Biológica, Engenharia Biomédica, e a maior parte dos cursos da Escola de Ciências e do Instituto de Ciências Sociais são leccionados em Braga, enquanto Arquitectura, Geografia, Estatística Aplicada e a maior parte dos cursos de Engenharia são leccionados em Guimarães.

Ensino[editar | editar código-fonte]

Licenciaturas[editar | editar código-fonte]

A UM integra, entre outras, a rede Erasmus, o que permite receber alunos oriundos de toda a Europa para efectuarem estudos nesta Universidade.

Hino da Universidade do Minho[editar | editar código-fonte]

História do Hino[editar | editar código-fonte]

A ideia de criar um hino para a Universidade do Minho partiu da Associação Académica da Universidade do Minho em 1995, num momento de particular vitalidade da nova academia minhota. O poeta José Manuel Mendes e o compositor Fernando C. Lapa foram os autores contratados. Assim nasceu o Hino da Academia, o qual tomou a designação de Hino da Universidade do Minho após a sua aprovação pelo Senado Universitário, no dia 17 de Janeiro de 2004, como hino oficial da universidade. Mais do que a exaltação à instituição, é uma feliz expressão dessa experiência marcante que constitui, para muitos jovens, a passagem pela universidade. O Hino da Universidade do Minho foi gravado pelo Coro Académico da Universidade do Minho em 1995, figurando na abertura do CD Estes Anos São Viagem editado pela Rádio Universitária do Minho. Foi nessa ocasião ensaiado também pela Azeituna e pela Tuna Universitária do Minho, sendo interpretado por essas tunas e pelo coro em diversas ocasiões. Foi gravado em 2001 pelo Coro Académico, com acompanhamento de piano, sendo a peça de abertura do CD Vozes e Espaços. Foi também gravado novamente em 2003, no projecto do CD Coro sobre Azul, em que é tocado pela Azeituna e cantado pelo CAUM.

Letra do Hino[editar | editar código-fonte]

Estes anos são viagem
Entre a água e o acontecer
Ramo de astros sobre a margem
Barco ainda por haver

É no vento a nossa casa
Chão aberto a quem chegar
São mil asas numa asa
Da canção a partilhar

Novo tempo e já memória
Dias breves em devir
É o arder na própria história
Todo o destino é partir

Estes anos são passagem
Entre a água e o acontecer
Um amor de mar e margem
Na euforia de viver

É no vento a nossa casa
Chão aberto a quem chegar
São mil asas numa asa
Da canção a partilhar

Novo tempo e já memória
Dias breves em devir
É o arder na própria história
Todo o destino é partir.

Traje dos Estudantes da Universidade do Minho[editar | editar código-fonte]

O Presidente da Direcção da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) entre 1988 e 1991, Luís Novais – estudante com profundas ligações ao CAUM – foi o responsável pela introdução do actual traje na academia minhota. No desenrolar de um trabalho do seu percurso académico, consultou um manuscritos do século XVIII, as memórias de Ignácio José Peixoto[7] , que fora secretário do arcebispo de Braga. Num dos trechos do manuscrito, o seu autor refere o período anterior à expulsão dos jesuítas pelo Marquês de Pombal, dizendo que "Braga era uma Universidade", provavelmente numa alusão ao antigo colégio de São Paulo, que pertenceu à Companhia de Jesus e que, na verdade, nunca foi de estudos universitários. Prossegue: "Direi agora como trajavam os estudantes…" . Seguia-se a descrição dum traje que a direção da Associação Académica da Universidade do Minho decidiu recriar em 1989.

O traje atual foi desenhado por uma estilista de Braga, com base na descrição de Ignácio José Peixoto e nos painéis de azulejo do século XVIII que existem na escadaria do Paço Episcopal Bracarense, situado no Largo do Paço, atual Reitoria da Universidade do Minho.

Trata-se duma adesão livre dos estudantes da Universidade do Minho, que nunca foi alvo de decisão reitoral, nem consta dos respetivos estatutos. Depois de aprovado pela Associação Académica, viria posteriormente a ser regulamentado pelo "Cabido dos Cardeais", que, segundo o respetivo estatuto, regula os assuntos relativos à praxe nesta academia.

Para diferenciar os estudantes trajados, foram criadas as Insígnias, isto é, as fitas de diversas cores e larguras que são colocadas na manga direita do casaco, presas sob o símbolo da AAUM ou da UM.

Cada cor (ou conjunto de duas cores) representa o curso.

O número de fitas representa o número de inscrições na Universidade.

A largura das fitas representa o ano curricular em que está matriculado, sendo que cada ano representa um centímetro.

As fitas são mudadas oficialmente na Imposição de Insígnias, mas os alunos mudam de estatuto na altura em que efetuam a respetiva inscrição.

Este traje foi uma adesão livre dos estudantes, que o adotaram, primeiro por uma decisão da Direção da Associação Académica, e depois por regulamento do Cabido de Cardeais, que é o orgão que nesta universidade se encarrega dos assuntos relativos à praxe académica.

Este traje é conhecido como tricórnio, devido ao chapéu de três bicos que o compõe.


Composição do Traje dos Estudantes da UM, o "Tricórnio":

É composto por sapatos pretos, com fivela; meias pretas, lisas (de vidro para as senhoras); bermudas pretas (para os homens) ou saia preta (para as senhoras); camisa branca de gola alta e apertada pelas costas; casaco preto; capa preta; chapéu (que é o Tricórnio propriamente dito).

Para diferenciar os estudantes trajados, o Cabido de Cardeais criou as Insígnias, isto é, as fitas de diversas cores e larguras que são colocadas na manga direita do casaco, presas sob o símbolo da AAUM ou da UM.

Cada cor (ou conjunto de duas cores) representa o curso.

O número de fitas representa o número de inscrições na Universidade.

A largura das fitas representa o ano curricular em que está matriculado, sendo que cada centímetro representa um ano.

As fitas são mudadas oficialmente na Imposição de Insígnias, mas os alunos mudam de estatuto na altura em que efectuam a respectiva inscrição.

Lista de Reitores da Universidade do Minho[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]