Ursula K. Le Guin

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Ursula Kroeber Le Guin
Ursula K. Le Guin numa livraria, em Julho de 2004
Data de nascimento 21 de outubro de 1929 (86 anos)
Local de nascimento Berkeley, Califórnia
Estados Unidos Estados Unidos
Nacionalidade americana
Gênero(s) Literatura fantástica, ficção Científica, fantasia
Ocupação escritora
Magnum opus The Wizard of Earthsea
A Mão Esquerda da Escuridão
Cônjuge Charles Le Guin (1953–presente)
Influenciados Christopher Paolini, Neil Gaiman, Salman Rushdie, David Mitchell, Michael Chabon, Jonathan Lethem, Kelly Link[1] , Susanna Clarke, Iain Banks, Hayao Miyazaki, Paolo Bacigalupi
Prémios National Book Award (1973)

Prémio Jupiter (1977)
Prémio Rhysling (1982)

Ursula Kroeber Le Guin (Berkeley, Califórnia, Estados Unidos, 21 de Outubro de 1929) é uma escritora norte-americana. Escreveu romances, ensaios, contos, poesia e literatura infantil, destacando-se na Fantasia e na Ficção Científica. Os seus primeiros trabalhos foram publicados em 1960 e, desde aí, as suas obras exploram, nomeadamente, aspectos do taoísmo, anarquismo, etnografia, feminismo, psicologia e sociologia.

Suas obras mais conhecidas são o Ciclo de Terramar, composto por cinco volumes — O Feiticeiro e a Sombra (1968), Os Túmulos de Atuan (1971), A Praia mais Longínqua (1972), Tehanu, o nome da estrela (1990) e Num Vento Diferente (2001) — e o romance A Mão Esquerda da Escuridão, parte do Ciclo de Hainish, outra de suas séries de alta fantasia.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ursula K. Le Guin nasceu em Berkeley, na Califórnia, a 21 de Outubro de 1929. Seu pai era o eminente antropólogo Alfred L. Kroeber e sua mãe era a escritora e, também, antropóloga, Theodora Kracaw Kroeber Quinn. Desde pequena, Le Guin foi educada num ambiente de interesse por mitos e lendas. Seu interesse pela literatura foi precoce: aos 11 anos de idade, enviou o seu primeiro conto para a revista Astounding Science Fiction, que foi recusado. Por volta de 1960, mostrou interesse pela Ficção Científica, começando a publicar regularmente. Em 1970, conseguiu reconhecimento mundial com a obra A Mão Esquerda da Escuridão, vencedora dos prémios Hugo e Nebula.

Graduou-se no Radcliffe College, em 1951, e no ano seguinte especializou-se em línguas latinas pela Columbia University. Mais tarde, foi estudar para França, onde conheceu o historiador Charles A. Le Guin, com quem viria a casar em 1953.

De volta aos EUA, ensinou francês em várias universidades antes de se dedicar por completo à literatura. Para além das dezenas de títulos publicados, Le Guin também já realizou algumas traduções e contribuiu com inúmeros contos em várias revistas.

Hoje em dia, é considerada uma das melhores autoras vivas do gênero. Ao longo da sua carreira, Le Guin foi distinguida diversas vezes. Recebeu, nomeadamente, cinco prémios Hugo, seis prémios Nebula[2] e nove prémios Locus, mais do que qualquer outro autor.[3]

Em 2014, recebeu o National Book Foundation Medal for Distinguished Contribution to American Letters, um prémio carreira atribuído anualmente pela National Book Foundation. [4] [5]

Desde 1958, vive em Portland, no Oregon. Tem três filhos e quatro netos.

Influências[editar | editar código-fonte]

Le Guin foi influenciada por escritores de fantasia, incluindo J. R. R. Tolkien, por escritores de ficção científica, incluindo Philip K. Dick (com quem estudou no colégio, embora não se conhecessem),[6] [7] [8] por figuras centrais da literatura ocidetal como Leon Tolstói, Virgílio e as irmãs Brontë, por escritores feministas como Virginia Woolf, pela literatura infantil, como Alice no País das Maravilhas, O Vento nos Salgueiros, Livro da Selva, pela mitologia nórdica e por livros da tradição oriental, como o Tao Te Ching.[9] [10] [11] [12]

Quando indagada sobre suas influências, ela respondeu:

"Assim que aprendi a ler, eu li de tudo. Eu li todas as fantasias famosas - Alice no País das Maravilhas e O Vento nos Salgueiros e Kipling. Eu amava o Livro da Selva. E, então, quando fiquei mais velha, descori Lord Dunsany. Ele abriu um novo mundo para mim - o mundo da pura fantasia. E... o livro Worm Ouroboros. Novamente, pura fantasia. Muito, muito nutritivo. Daí, meu irmão e eu tropeçamos na ficção científica quando eu tinha 11 ou 12 anos. As primeiras obras de Asimov, coisas desse tipo. Mas isso não teve muito efeito sobre mim. Não foi até quando eu retornei à ficção científica e descobri Sturgeon - mas, especialmente, Cordwainer Smith. ...Eu li a história "Alpha Ralpha Boulevard", e ela me fez pensar "Uau! Isso é tão belo, e tão estranho, e eu quero fazer algo assim."[13]

No meio dos anos 50, ela leu O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, que teve um impacto enorme sobre ela. Mas, ao invés de repetir o que Tolkien fez, o livro simplesmete mostrou a ela o que era possível de ser feito com o gênero da fantasia.[14]

Temas[editar | editar código-fonte]

Le Guin explora a flexibilidade criativa dos gêneros de ficção científica e fantasia para explorar minuciosamente as dimensões social e psicológica da identidade e estruturas sociais e culturais mais amplas. Ao fazer isto, ela se baseia na sociologia, na antropologia e na psicologia, levando alguns críticos a categorizarem seu trabalho como ficção científica soft.[15] Ela se opôs a esta classificação de sua escrita, argumentando que o termo é controverso e sugere uma visão estreita do que constituiria uma ficção científica válida.[16] Além disso, há também as ideias subjacentes do anarquismo e do ambientalismo, que fazem reiteradas aparições por toda a obra de Le Guin.

Em 2014, a autora foi indagada se escritores de ficção científica deveriam se esforçar para prever com precisão o mundo do futuro. Ela respondeu:

" ... o trabalho da ficção científica não é prever o futuro. Ao invés disso, ela contempla possíveis futuros. Escritores podem achar o futuro atraente precisamente por ele não poder ser conhecido, uma caixa preta na qual pode-se dizer que qualquer coisa é passível de acontecer, sem medo da contradição de um nativo. O futuro é um laboratório seguro e estéril para testar ideias, um meio de pensar acerca da realidade, um método."[17]

Sociologia, antropologia e psicologia[editar | editar código-fonte]

A Mão Esquerda da Escuridão, juntamente com The Dispossessed e The Telling, são romances dentro do Ciclo de Hainish, o qual utiliza uma civilização galática do futuro, vagamente inspirada num corpo organizacional conhecido como os Ekumen, para refletir sobre as consequências do contato entre diferentes mundos e culturas. Diferente daqueles na maioria do mainstream da ficção científica, a civilização do Ciclo de Hainish não possui a capacidade de viajar mais rápido que a luz, embora possua a tecnologia para se comunicar instantaneamente. Isto permite à autora imaginar uma ampla coleção de sociedades de várias espécies humanas, que vivem, em grande parte, isoladas uma da outra, fornecendo o cenário para suas explorações de encontros interculturais. A ideia da comunicação instantânea de Le Guin foi utilzada por vários autores conhecidos. Alguns, como Orson Scott Card, chegaram até a utilizar o próprio nome do dispositivo de comunicação ("ansible").[18]

O impacto social e cultural da chegada dos emissários Ekumen (conhecidos como mobiles) em planetas remotos e o choque cultural que os emissários sentem constituem grandes temas em A Mão Esqueda da Escuridão.

Por ser tão influenciada pelas perspectivas das ciências sociais acerca de identidade e gênero, Le Guin trata raça e gênero de maneira bastante deliberada. A maioria de seus protagonistas são pessoas de cor, uma escolha feita para refletir a maioria dos humanos, que não é branca (uma escolha que ela acredita ser a fonte da frequente ausência de ilustrações de personagens nas capas de seus livros).[19] Sua escrita geralmente se utiliza de culturas alienígenas (isto é, culturas humanas, mas não terrestres) para examinar características estruturais da cultura e sociedade humana e seu impacto no indivíduo. Em A Mão Esquerda da Escuridão, por exemplo, ela implicitamente explora as consequências sociais, culturais e pessoais da identidade sexual através de um romance que envolve o encontro de um humano com uma raça imprevisivelmente andrógina.[20]

Este tema proeminente de interação cultural se deve, provavelmente, ao fato de Le Guin ter crescido numa casa de antropólogos, onde ela entrou em contato com o caso de Ishi—um índio americano conhecido em sua época como o "último índio selvagem"—e sua interação com o mundo do homem branco. O pai de Le Guin era diretor do Museu de Antropologia da Universidade da Califórnia, onde Ishi foi estudado e trabalhou como assistente de pesquisa. Sua mãe escreveu o bestseller Ishi em dois mundos. Elementos similares perpassam muitas das histórias da autora — desde Planet of Exile e City of Illusion até The Word for World Is Forest e The Dispossessed.[21]

A escrita de Le Guin utiliza, em particular, as ações e transações comuns da vida cotidina, esclarecendo como estas atividades diárias mergulham indivíduos num contexto de relação com o mundo físico e com uns aos outros, como no romance Tehanu, onde é central o envolvimento dos protagonistas com a atividade diária de cuidar de animais, cuidar de jardins e realizar tarefas domésticas.

Temas da psicologia jungiana também se destacam em sua escrita.[22]

Ambientalismo[editar | editar código-fonte]

Le Guin "identifica o atual sistema socio-político dominante como problemático e destrutivo à saúde e à vida do mundo natural, da humanidade e às suas interrelações."[23] Esta ideia ocorre em diversas obras da autora, mas especialmente em A Mão Esquerda da Escuridão (1969), The Word for World Is Forest (1972), The Dispossessed (1974), The Eye of the Heron (1978), Always Coming Home (1985) e “Buffalo Gals, Won't You Come Out Tonight” (1987). Todos estes livros se centram ao redor de ideias relativas a organizações socio-políticas e experimentos de value-system tanto em utopias como em distopias[23] . Como explica McDowell, "embora muitos dos livros de Le Guin sejam exercícios da imaginação fantástica, eles também são exercícios da imaginação política.[23]

Além de sua ficção, o livro de Le Guin, Out Here: Poems and Images from Steens Mountain Country, uma colaboração com o artista Roger Dorband, é um claro testemunho ambientalista à beleza natural da área oriental do Oregon.

Anarquismo e Taoísmo[editar | editar código-fonte]

Os sentimentos de Le Guin acerca do anarquismo estão intimamente ligados às suas crenças taoístas e ambas as ideias aparecem em sua obra: "Taoísmo e anarquismo se encaixam de maneiras bem interessantes e eu sou taoísta desde quando aprendi o que era o taoísmo."[24] Ela participou de diversas marchas pela paz e, embora não se chame de anarquista, já que não vive o estilo de vida, ela acredita que a "democracia é boa, mas não é a única maneira de alcançar justiça e fair share."[25] Le Guin disse: The Dispossessed é um romance utópico anarquista. Suas ideias vem da tradição Anarquista Pacifista - Kropotkin etc. Assim como algumas das ideias da suposta contracultura dos anos sessenta e setenta."[26] Ela também disse que o anarquismo "é, no mínimo, um ideal necessário. É um ideal sem o qual nós não podemos continuar. Se você estiver me perguntando se o anarquismo é, neste momento, um movimento prático, bem, então você adentra na questão de onde se tenta implementá-lo e quem está vivendo na sua fronteira."

Le Guin tem sido creditada por ajudar a popularizar o anarquismo pela maneira que sua obra "resgata o anarquismo do gueto cultural ao qual ele foi relegado [e] introduz a visão anarquista…ao grande público do discurso intelectual." De fato, suas obras exerceram influência no desenvolvimento de uma nova maneira anarquista de pensar; uma maneira pós-moderna que é mais adaptável e examina uma variedade mais ampla de problemas.[27]

Bibliografia (incompleta)[editar | editar código-fonte]

Títulos traduzidos para o português[editar | editar código-fonte]

Portugal[editar | editar código-fonte]

Ciclo de Terramar[editar | editar código-fonte]
  • A Wizard of Earthsea (O Feiticeiro e a Sombra), 1968
  • The Tombs of Atuan (Os Túmulos de Atuan), 1971
  • The Farthest Shore (A Praia mais Longínqua), 1972 (Vencedor do National Book Award)
  • Tehanu: The Last Book of Earthsea (Tehanu, o nome da estrela), 1990 (vencedor do prémio Nebula, em 1990[28] , e do prémio Locus, em 1991[29] )
  • The Other Wind (Num Vento Diferente), 2001 (vencedor do World Fantasy Award, em 2002[30]
Ciclo de Hainish (Ecuménio)[editar | editar código-fonte]
  • Rocannon's World (O Mundo de Rocannon), 1966
  • Planet of Exile (Planeta do Exílio), 1966
  • City of Illusions (A Cidade das Ilusões), 1967
  • The Left Hand of Darkness (A Mão Esquerda da Escuridão), 1969 (vencedor do prémio Hugo, em 1969[31] , e do prémio Nebula, em 1970[32] )
  • The Dispossessed: An Ambiguous Utopia (Os Despossuídos), 1974 (vencedor do prémio Nebula, em 1974[33] , e dos prémios Hugo e Locus, em 1975[34] )
  • The Word for World is Forest (Floresta é o Nome do Mundo), 1976 (vencedor do prémio Hugo)
  • Four Ways to Forgiveness (O Dia do Perdão), 1995 (composto por quarto contos interligados que têm lugar nos planetas Yeowe e Werel)
Outra obras[editar | editar código-fonte]
  • The Lathe of Heaven (O Tormento das Trevas), 1971 (vencedor do prémio Locus, em 1972; adaptado para TV, em longa metragem, em 1980 e 2002)
  • The Beginning Place (Tembreabrezi - o Lugar do Início), 1980
  • The Compass Rose (A Rosa-dos-Ventos), 1982
  • Lavinia (Lavínia), 2008 (vencedor do prémio Locus, em 2009[35] )

Brasil[editar | editar código-fonte]

Colecção Catwings[editar | editar código-fonte]
  • Catwings (Gatos Alados), 1988
  • Catwings Return (Volta dos Gatos Alados), 1989
Outras obras[editar | editar código-fonte]
  • The Left Hand of Darkness (A Mão Esquerda da Escuridão), 1969 (vencedor dos prémios Hugo e Nebula)
  • The Dispossessed (Os Despossuídos), 1974 (vencedor dos prémios Hugo e Nebula)
  • The Ones Who Walk Away from Omelas (Os que se afastam de Omelas), 1974 (conto vencedor do Prémio Hugo e integrante da colectânea The Wind's Twelve Quarters - As Doze Quadras do Vento)

Referências

  1. Timberg, Scott (10 de março de 2009). «Ursula K. Le Guin's work still resonates with readers» (em inglês) (Portland [s.n.]). Consultado em 9 de março de 2016. 
  2. «Index to SF Awards: Ursula Le Guin».  Texto "Locus " ignorado (Ajuda)
  3. «The Locus Index to SF Awards: Locus Awards Records and Tallies». 
  4. «2014 National Book Awards». National Book Foundation. 
  5. «“We Will Need Writers Who Can Remember Freedom”: Ursula Le Guin and Last Night’s N.B.A.s». The New Yorker. 
  6. Wray, John. «Interviews: Ursula K. Le Guin, The Art of Fiction No. 221». The Paris Review. Consultado em 10 de março de 2016. 
  7. «Ursula K. Le Guin: Still Battling the Powers That Be». WIRED. 25 July 2014. Consultado em 10 de março de 2016. 
  8. Britt, Ryan (1 October 2013). «Ursula K. Le Guin Encourages Stealing, Went to High School With Philip K. Dick». Tor.com. Consultado em 11 de novembro de 2014. 
  9. Timberg, Scott (May 10, 2009). «Ursula K. Le Guin's work still resonates with readers». Los Angeles Times [S.l.: s.n.] Consultado em 5 de junho de 2012. 
  10. Rotella, Carlo (19 de julho de 2009). «The Genre Artist». The New York Times [S.l.: s.n.] 
  11. Le Guin, Ursula (4 janeiro 2011). «On Prospero's Island». Book View Cafe. Consultado em 10 março 2016. 
  12. Le Guin, Ursula. «A Wizard of Earthsea: Reader's Guide». The Big Read. Consultado em 10 de março de 2016. 
  13. Wilson, Mark. «Interview: Ursula K. Le Guin». About.com. Consultado em 10 de março de 2016. 
  14. "Ursula Le Guin discusses Lord of the Rings" no YouTube (audio/video).
  15. Spivack, Charlotte. "'Only in Dying, Life': The Dynamics of Old Age in the Fiction of Ursula Le Guin". Modern Language Studies, Vol. 14, No. 3. (Summer, 1984), pp. 43–53
  16. Lafrenier, Steve (December 2008). «Ursula K. Le Guin [interview]». Vice (vice.com). Consultado em April 22, 2010. 
  17. Smithsonian magazine, How America's Leading SF Authors Are Shaping Your Future (May 2014)
  18. Quinion, Michael. «Ansible». World Wide Words. 
  19. Justice, Faith L. (January 23, 2001). «Ursula K. Le Guin». Salon. Consultado em April 22, 2010. 
  20. Marilyn Strathern, "Gender as It Might Be: A Review Article" RAIN, No. 28. (October 1978), pp. 4–7
  21. Justice, Faith. «Ursula K Le Guin». Salon. Consultado em November 22, 2013. 
  22. Rochelle, W. (2001) Communities of the Heart: the Rhetoric of Myth in the Fiction of Ursula K. Le Guin. Liverpool: Liverpool University Press.
  23. a b c McDowell, Elizabeth (1992). Power and Environmentalism in Recent Writings by Barbara Kingsolver, Ursula K. Le Guin, Alica Walker, and Terry Tempest Williams (Eugene, OR: University of Oregon). p. 4. 
  24. Roberts, Dmae. «Ursula K. Le Guin: "Out Here"». KBOO: Stage and Studio. Consultado em November 8, 2013. 
  25. Baker, Jeff. «http://www.oregonlive.com/books/index.ssf/2010/02/northwest_writers_at_work_ursu.html». Northwest Writers at Work: Ursula K. Le Guin is 80 and taking on Google. The Oregonian. Consultado em October 26, 2013.  Ligação externa em |title= (Ajuda)
  26. «Chronicles of Earthsea: Edited Transcript of Le Guin's Online Q&A». The Guardian. Consultado em November 10, 2013. 
  27. Call, Lewis. «Postmodern Anarchism in the Novels of Ursula K. Le Guin». The Anarchist Library. Consultado em November 25, 2013. 
  28. «1990 Award Winners & Nominees». Worlds Without End. Consultado em 2009-05-04. 
  29. «1991 Award Winners & Nominees». Worlds Without End. Consultado em 2009-05-04. 
  30. «2002 Award Winners & Nominees». Worlds Without End. Consultado em 2009-05-04. 
  31. «1969 Award Winners & Nominees». Worlds Without End. Consultado em 2009-05-04. 
  32. «1970 Award Winners & Nominees». Worlds Without End. Consultado em 2009-05-04. 
  33. «1974 Award Winners & Nominees». Worlds Without End. Consultado em 2009-05-04. 
  34. «1975 Award Winners & Nominees». Worlds Without End. Consultado em 2009-05-04. 
  35. «2009 Award Winners & Nominees». Worlds Without End. Consultado em 2009-05-04. 

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