Ursula Vidal

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Ursula Vidal
Secretária de Estado de Cultura do Pará
Período 1 de janeiro de 2019
até atualmente
Governador Helder Barbalho
Dados pessoais
Nome completo Ursula Vidal Santiago de Mendonça
Nascimento 26 de janeiro de 1972 (49 anos)
Recife, Pernambuco
Alma mater Faculdades Integradas Hélio Alonso
Partido PPS (2013-2015)
REDE (2015-2018)
PSOL (2018)
PODE (2020-2021)
REDE (2021-atual)
Ocupação jornalista
cineasta

Ursula Vidal Santiago de Mendonça (Recife, 26 de janeiro de 1972) é uma jornalista, cineasta e ativista política brasileira, filiada a Rede Sustentabilidade. Atualmente é secretária de Cultura do Estado do Pará e presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Cultura.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Natural do município de Recife, Pernambuco, Ursula Vidal mudou-se para Belém do Pará aos dois anos de idade. Seus pais, João e Elisabeth, eram militantes na Aliança Nacional Libertadora (ANL) durante a Ditadura militar brasileira.[1]

Com quinze anos de idade, Ursula passou a trabalhar como locutora da Rádio Liberal FM e outras duas rádios locais e, com apenas dezessete anos, teve sua primeira experiência na televisão como apresentadora do Jornal Cultura da TV Cultura de Belém.[1][2]

Ainda jovem, iniciou a graduação em jornalismo na Universidade Federal do Pará (UFPA), mas concluiu o curso no Rio de Janeiro, na Faculdade Hélio Alonso. Durante os oito anos em que morou na cidade do Rio, trabalhou como repórter, apresentadora e editora nos programas Fantástico e Rede Globo News, ambos da TV Globo, e nos canais por assinatura Telecine e TV Educativa.[1][2]

Após realizar alguns cursos intensivos com os cineastas Eduardo Coutinho, João Moreira Salles e Walter Lima Jr., em 1999 Ursula Vidal dirigiu seu primeiro documentário, intitulado Marias e Josés de Nazaré, que trata de uma das maiores festas religiosas do país, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré.[3] A obra foi transmitida em diversos festivais e exibido em emissoras do Brasil e de Portugal.[1] Ainda no mesmo ano, Ursula recebeu um prêmio da Fundação Itaú Cultural com o projeto A Caravana do Brega.[1][3]

No ano de 2000, Ursula Vidal retornou a Belém e, em 2001, assumiu como apresentadora e redatora da edição regional do Jornal do SBT Pará, onde permaneceu por mais de dez anos,[2] embora não tenha interrompido seus trabalhos como cineasta. Em 2004, Ursula dirigiu o curta-metragem Aparência Nada + e, em 2014, dirigiu o filme Catadores de Sonhos ao lado de Homero Flávio, que conta a história dos quase dois mil catadores que trabalhavam no Lixão do Aurá, o segundo maior lixão a céu aberto do Brasil, em Belém.[1][4][3]

Em 2012, Ursula Vidal cursou pós-graduação em Sustentabilidade na Fundação Dom Cabral,[3] em Minas Gerais, e em 2015 foi eleita entre os +Admirados Jornalistas Brasileiros, destacando-se pela quinta posição dos dez mais admirados da Região Norte.[1][5]

Atuação política[editar | editar código-fonte]

No ano de 2014, Ursula Vidal recebeu o convite do Partido Popular Socialista (PPS), com apoio do Rede Sustentabilidade (REDE), para disputar a candidatura a Deputada Estadual do Pará,[1] mas, apesar de obter um total de 5.653 votos, não conseguiu ser eleita.[6] Dois anos depois, em 2016, Ursula concorreu à prefeitura de Belém pelo REDE[7] e chegou a receber 79.968 votos, ficando na quarta posição do pleito.[8]

Em 2018, então filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Ursula Vidal concorreu ao cargo de Senadora pelo estado do Pará[9] e obteve a soma de 585.344 votos.[10] Não conseguindo eleger-se na disputa pelo Senado, Ursula aceitou o convite do governador eleito Helder Barbalho (MDB) para assumir a Secretaria de Cultura do Estado do Pará (SECULT), decisão que levou à sua desfiliação do partido, uma vez que o PSOL colocou-se como oposição ao governo do MDB.[11][12] Durante a gestão na secretaria de cultura, foi eleita presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura para o biênio 2019-2020.[13]

Em abril de 2020, Ursula Vidal anunciou sua filiação ao Podemos (PODE) como pré-candidata à prefeitura de Belém.[14] Em julho do mesmo ano, porém, manifestou a decisão de não se candidatar ao cargo.[15] Já em abril de 2021, anunciou seu retorno ao REDE.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]