Urutu

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Bothrops alternatus no Rio Grande do Sul, no Brasil.

Bothrops alternatus no Rio Grande do Sul, no Brasil.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes
Família: Viperidae
Género: Bothrops
Espécie: B. alternatus
Nome binomial
Bothrops alternatus
(Duméril, Bibron & Duméril, 1854)
Sinónimos
  • Craspedocephalus Brasiliensis (non Lacépède) Gray, 1849
  • Bothrops alternatus A.M.C. Duméril, Bibron & A.H.A. Duméril, 1854
  • Trigonocephalus alternatus
    Jan, 1859
  • Lachesis alternatus
    Boulenger, 1896
  • Lachesis alternata Boettger, 1898
  • Lachesis inaequalis Magalhaes, 1925
  • Bothrops alternata Amaral, 1925
  • Lachesis (Bothrops) alternata
    – Gliesch, 1931
  • Trimeresurus alternatus
    Pope, 1944
  • Bothrops alternatus
    J.A. Peters & Orejas-Miranda, 1970[1]
  • Rhinocerophis alternatus
    – Fenwick et al., 2009[2]

Bothrops alternatus, conhecido popularmente como urutu, urutu-cruzeiro, cruzeiro e cruzeira[3], é um réptil ofídio da família Viperidae, a mesma da jararaca, cascavel e surucucu, que ocorre no Centro-Oeste e no Sul do Brasil, como também no Uruguai, Paraguai e Argentina. É classificada na série solenóglifa, quanto ao tipo de dentição, por ter as presas inoculadoras de veneno varadas por canais para a condução do veneno produzido em glândulas. Seu veneno é o mais tóxico dentre as jararacas, com a exceção da jararaca-ilhoa, três vezes mais peçonhenta. Foi imortalizado na música "Urutu Cruzeiro", de Tião Carreiro & Pardinho.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Urutu" é oriundo do tupi uru'tu[4]. "Urutu-cruzeiro", "cruzeiro" e "cruzeira" são referências à mancha cruciforme presente na cabeça dos indivíduos da espécie[5].

Características[editar | editar código-fonte]

O alimento preferido da urutu são preás e outros pequenos roedores. Frequentemente encontrada em banhados e brejos, a urutu, que é ovovípara, produz, em cada parto, de 10 a 15 filhotes, que já nascem bem desenvolvidos, embora ainda encerrados em membranas ovulares. A incubação dos ovos processa-se no interior do organismo materno.

Ágil nos botes e muito peçonhenta, a urutu chama a atenção pelo padrão que lhe adorna a pele: manchas em forma de ferradura dispõem-se em sequência sob o fundo castanho-escuro do dorso, enquanto a parte inferior de seu corpo é esbranquiçada ou creme.

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Referências

  1. McDiarmid RW, Campbell JA, Touré T. 1999. Snake Species of the World: A Taxonomic and Geographic Reference, Volume 1. Herpetologists' League. 511 pp. ISBN 1-893777-00-6 (series). ISBN 1-893777-01-4 (volume).
  2. The Reptile Database. www.reptile-database.org.
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 744
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 744
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 744

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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