Usina Hidrelétrica Henry Borden

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O complexo Henry Borden, localizado no sopé da Serra do Mar, em Cubatão, é composto por duas usinas de alta queda (720 m), denominadas de Externa e Subterrânea, com 14 grupos de geradores acionados por turbinas Pelton (turbina essa específica para altas quedas, diferente da maioria das hidroelétricas, como Itaipu, que utilizam turbinas Francis), perfazendo uma capacidade instalada de 889 MW, para uma vazão de 157m³/s. O fornecimento de água é feito mudando o curso natural das águas da bacia do alto Tietê, que corre para o interior, para descer a Serra do Mar. As águas do Rio Pinheiros, na cidade de São Paulo,eram bombeadas para a Represa Billings que por sua vez desagua águas por túneis abertos na serra até a usina em Cubatão, Baixada Santista.

Usina externa[editar | editar código-fonte]

A mais antiga das usinas possui oito condutos forçados externos e uma casa de força convencional. A primeira unidade foi inaugurada em 1926, as demais instaladas até 1950, num total de oito grupo geradores, com capacidade instalada de 469 MW.

Cada gerador é movido por duas turbinas tipo Pelton, acionadas pelas águas conduzidas do Reservatório do Rio das Pedras que atingem a Casa de Válvulas onde, após passarem por duas válvulas borboletas através de condutos forçados, descem a encosta atingindo as suas respectivas turbinas, perfazendo uma distância de aproximadamente 1.500 m. [1]

Usina subterrânea[editar | editar código-fonte]

A usina é composta de seis grupos geradores, instalados no interior do maciço rochoso da Serra do Mar, em uma caverna de 120 m de comprimento, 21 m de largura e 39 m de altura, cuja capacidade instalada é de 420MW. O primeiro grupo gerador entrou em operação em 1956. Cada gerador é movido por uma turbina Pelton acionada por quatro jatos d'água. [2]

Restrições de operação[editar | editar código-fonte]

"Desde outubro de 1992, a operação desse sistema vem atendendo às condições estabelecidas na Resolução Conjunta SMA/SES 03/92, de 04/10/92, atualizada pela Resolução SMA-SSE-02, de 19/02/2010, que só permite o bombeamento das águas do Rio Pinheiros para o Reservatório Billings para controle de cheias, reduzindo em 75% aproximadamente a energia produzida em Henry Borden. [3]

Ou seja, há décadas a usina produz muito menos que sua capacidade máxima, ou apenas 200 MW, por razões ecológicas: reduzir o acumulo de poluição na Represa Billings, direcionando o fluxo da água e a poluição em direção ao interior do estado.

Escassez de água na cidade de São Paulo[editar | editar código-fonte]

A Represa Billings também atende ao fornecimento de água a cidade de São Paulo e como o período de funcionamento da usina Henry Borden coincide com o período de seca dos reservatórios, o uso da água para fornecimento de energia é, atualmente, posto em cheque e visto como pouco eficiente.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]