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Como ler uma infocaixa de taxonomiaGato-maracajá
Tika2009Jan24.jpg
Estado de conservação
Quase ameaçada
Quase ameaçada (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Género: Leopardus
Espécie: L. wiedii
Nome binomial
Leopardus wiedii
( Schinz, 1821)
Distribuição geográfica
Margay area.png
Sinónimos
Felis wiedii

O gato-maracajá ou simplesmente maracajá (nome científico: Leopardus wiedii) é um felino nativo da América Central e América do Sul. Tem, como característica, uma cauda mais longa do que seus membros posteriores. Os seus pelos são amarelo-escuros nas partes superiores do corpo e na parte externa dos membros. Tem manchas sob a forma de rosetas com uma região central amarela por todo o corpo, da cabeça à cauda. Uma característica da espécie são seus olhos bem grandes e protuberantes, como também, focinho saliente, patas grandes e cauda bastante comprida.

É um animal de hábitos noturnos e solitário. Possui uma grande habilidade arborícola, porém sua locomoção se dá a maior parte do tempo pelo chão. Seu tempo gestacional ainda é desconhecido, tendo assim poucos dados sobre. Sabe-se que o seu período de gestação dura em média em torno de 81 a 84 dias, onde nasce apenas um único filhote.

A espécie se encontra listada como "quase ameaçada" pela IUCN, por sua ampla distribuição geográfica, sendo encontrada desde a zona costeira do México até o norte do Uruguai e Argentina e em todo o Brasil (com exceção do Ceará e sul do Rio Grande do Sul). Estima-se que nos próximos 15 anos a população sofrerá um declínio de pelo menos 10%, principalmente pela perda e fragmentação de habitat relacionadas a expansão agrícola. Entretanto, nacionalmente, a espécie já se encontra na lista vermelha do Estado da Bahia.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Maracajá" é um termo oriundo do tupi mbaraka'ya.[2] O gato-maracajá também é conhecido como gato-do-mato, gato-peludo, maracajá peludo (português), caucel, chiví, cunaguaro, gato brasileño, gato tigre grande, tigrillo, tirica malla grande, tigre gallinero, burricón, gato pintado, mbaracayá miní (espanhol), margay (inglês).[3]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Dentre suas habilidades, o gato-maracajá pode caminhar nas pontas dos galhos dos arbustos. Também possui grande capacidade de salto e suas garras são proporcionalmente mais longas do que as da jaguatirica. O período de gestação é de 81 a 84 dias, e a expectativa de vida é de cerca de 13 anos. Tem capacidade de virar em 180 graus as articulações do tornozelo, o que o possibilita transitar com facilidade entre troncos e árvores. Seus hábitos são noturnos e alimenta-se de pequenos roedores e aves, que caça nas árvores.

Ele consegue imitar o som de suas presas para atraí-las, como o chamado de filhotes de saguis da espécie Saguinus bicolor (soim-de-coleira), atraindo, dessa forma, os adultos para uma emboscada.[4][5] Recentemente, cientistas descobriram que ele também consegue imitar os sons de alguns pássaros e roedores. No Brasil, o gato-maracajá pode ser encontrado com mais frequência na Floresta Amazônica.

Subespécies[editar | editar código-fonte]

Distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

O gato-maracajá é encontrado desde a zona costeira do México até o norte do Uruguai e Argentina e em todo o Brasil.[3]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

É encontrado em quase todo o território brasileiro, com exceção do estado do Ceará e metade do sul do estado do Rio Grande do Sul. No estado do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Sergipe é encontrado apenas na Mata Atlântica costeira.[3]

Habitat e ecologia[editar | editar código-fonte]

O gato-maracajá possui uma grande habilidade arborícola.

O gato-maracajá ocorre em todos os biomas do Brasil, mas está principalmente associado a ambiente de floresta, sendo desde formações densas contínuas a pequenos fragmentos em ecossistemas savânicos, de matas primitivas a degradadas. Na Caatinga, sua distribuição é mais restrita a áreas de transição vegetacional e cânions de mata densa. [3]

A espécie possui características que se assemelham a jaguatirica (Leopardus pardalis) embora possua um porte menor. O comprimento de sua cabeça e corpo varia de 705 e 970 mm de comprimento para machos e entre 425 a 780 mm para fêmeas. Apresenta olhos bem grandes e protuberantes, sendo uma das características da espécie, como também a presença de um focinho saliente, patas grandes e uma cauda bastante comprida. Sua coloração varia entre amarelo-acinzentado e castanho-amarelado, com tonalidades intermediárias.[3]

O período de gestação dura em torno de 81 a 84 dias, após o qual nasce um único filhote. O tempo geracional é desconhecido, sendo os únicos dados disponíveis da Fundação Zoológica de São Paulo, onde os animais foram manejados após a reprodução aos três anos. Seus hábitos são solitários e noturnos. Possui uma grande habilidade arborícola, embora grande parte de sua locomoção se dê pelo chão. Na dieta predominam pequenos mamíferos (roedores e marsupiais), mas também inclui mamíferos de médio porte, aves e lagartos.[3]

Conservação[editar | editar código-fonte]

Atualmente, é classificada como "quase ameaçada" visto sua ampla distribuição geográfica, pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais.[6] O gato-maracajá é regulado pelo Appêndice I da CITES: todo comércio internacional de gato-maracajá é proibido.[7]

Estima-se que nos próximos 15 anos (3 gerações) deva ocorrer um declínio na população de cerca de 10%, devido a perda e fragmentação de habitats relacionadas à expansão agrícola.[3]

A perda e fragmentação de seu habitat é, sem dúvida, a principal ameaça a espécie no Brasil. Certamente a Mata Atlântica e a Amazônia são os biomas em que a espécie recebe maior pressão, como também, o abate de animais para o controle de predação de aves domésticas e atropelamentos podem representar ameaças nas regiões Sul e Sudeste, podendo ser uma das principais causas da mortalidade da espécie, da mesma forma com a transmissão de doenças por carnívoros domésticos.[3][8]

Conservação no Brasil[editar | editar código-fonte]

A população de gato-maracajá assim como as demais espécies de felinos de pequeno-médio porte do Brasil (exceção de Leopardus pardalis), é relativamente pequena. As densidades variam entre 0.01-0.05 animais/km2, chegando a 0.1-0.25 indivíduos/km2 apenas nas áreas consideradas de alta densidade, sendo encontradas em poucas localidades de densidade elevada e sempre onde Leopardus pardalis está ausente ou em números consideravelmente baixos. Já foi demonstrado que o gato-maracajá é afetado de forma negativa pela espécie Leopardus pardalis, por conta do seu potencial de predação intraguilda (Efeito pardalis) afetando assim, significativamente seus números.[3]

A Mata Atlântica, no Brasil, é um dos biomas onde a espécie é bastante presente, principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Este felino é particularmente mais abundante em ambientes florestados da Mata Atlântica (região Sul e Sudeste) e, especialmente, da Amazônia. No Cerrado é encontrada apenas em áreas de matas de galeria ou vegetação mais densa, sendo assim, seu número bastante restrito, como no Complexo do Pantanal, onde apresenta densidades bem inferiores a 0.01/km2.[3]

Sua população efetiva foi estimada de 4.700 a 20.000 indivíduos. Uma estimativa muito conservadora do desmatamento nos dois principais biomas (Mata Atlântica e Amazônia) onde a espécie ocorre, indicam uma perda de no mínimo 5% do seu habitat na área atual, nos próximos 15 anos ou três gerações, prevendo assim uma perda populacional de cerca de 10% para a espécie.[3]

Dado está situação, o gato-maracajá é encontrando na lista vermelha do Estado da Bahia.[9] Sendo a espécie considerada como ameaçada de extinção na Mata Atlântica do sul da Bahia, devido a caça e desmatamento que ocorre na região, evidenciando assim a prioridade em esforços de conservação da espécie nesse bioma.[10]

O "Projeto Gatos do Mato - Brasil" coordenado pelo Instituto Pró-Carnívoros e com participação de 10 outras instituições e equipe multidisciplinar, iniciado em 2004 com financiamento do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), vem obtendo uma série de informações sobre a biologia e a história natural da espécie e de todos os outros pequenos felinos encontrados no Brasil, contribuindo assim para à sua conservação.[3][11]

Referências

  1. de Oliveira, T., Paviolo, A., Schipper, J., Bianchi, R., Payan, E. & Carvajal, S.V. (2015). Leopardus wiedii (em Inglês). IUCN 2015. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2017 Versão 2. Página visitada em 6 de novembro de 2017.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 088.
  3. a b c d e f g h i j k l Tortato, Marcos Adriano; Oliveira, Tadeu Gomes de; Almeida, Lílian Bonjorne de; Beisiegel, Beatriz de Mello (30 de junho de 2013). «Avaliação do risco de extinção do gato-maracajá Leopardus wiedii (Schinz, 1821) no Brasil». Biodiversidade Brasileira. 0 (1): 76–83. ISSN 2236-2886 
  4. Calleia, F. O.; Rohe, F.; Gordo, M. (junho de 2009). «Hunting Strategy of the Margay (Leopardus wiedii) to Attract the Wild Pied Tamarin (Saguinus bicolor (PDF). Conservation International. Neotropical Primates. 16 (1): 32–34. ISSN 1413-4705. doi:10.1896/044.016.0107. Consultado em 18 de julho de 2010. 
  5. Dell'Amore, Christine (13 de julho de 2010). «Jungle Cat Mimics Monkey to Lure Prey—A First». National Geographic Daily News. National Geographic Society. Consultado em 18 de julho de 2010. 
  6. «Leopardus wiedii (Margay, Tree Ocelot)». www.iucnredlist.org. Consultado em 11 de maio de 2018. 
  7. «Appendices | CITES». cites.org (em inglês). Consultado em 11 de maio de 2018. 
  8. Cherem, Jorge J.; Kammers, Marcelo; Ghizoni-Jr, Ivo R.; Martins, Anderson (1 de janeiro de 2007). «Mamíferos de médio e grande porte atropelados em rodovias do Estado de Santa Catarina, sul do Brasil». Biotemas. 20 (3): 81–96. ISSN 2175-7925. doi:10.5007/%x 
  9. «Mamiferos DO ESTADO DA BAHIA - Lista vermelha da Bahia». www.listavermelhabahia.org.br (em inglês). Consultado em 16 de maio de 2018. 
  10. de Moura, R.T (2003). «Distribuição e ocorrência de mamíferos na Mata Atlântica do Sul da Bahia» (PDF). Instituto de Estudos Sócio Ambientais do Sul da Bahia e Conservation International do Brasil. Consultado em 16 de maio de 2018. 
  11. «Gato-maracajá (Leopardus wiedii)». Instituto Pró-Carnívoros. 15 de janeiro de 2015 
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