Usuário:DAR7/Testes/Geografia de Santa Catarina/Blumenau

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Etimologia[editar | editar código-fonte]

Como se verificará em demais vezes nesse artigo, a designação do município é uma homenagem ao seu fundador. Factualmente, em 1849, Hermann Blumenau, que nasceu em 26 de dezembro de 1819, em Hasselfelde, na Alemanha, procurador da Sociedade Protetora dos Imigrados, ali veio acompanhado de Ângelo Dias, um caboclo que conhecia a região e que guiou o fundador da cidade. Concordou em povoar o terreno, tendo obtido do presidente da Província de Santa Catarina uma doação de duas léguas cúbicas, desde Ribeirão Garcia, edificando um engenho e certos barracos. Depois, rumou para a Alemanha, retornando em 2 de setembro de 1850, com os demais 17 imigrantes trazidos por Hermann Blumenau, que chegaram com disposição para enraizar e construir a cidade, atual e imenso polo de desenvolvimento.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História de Blumenau

Origens e povoamento[editar | editar código-fonte]

Até o século XVI, a região atualmente ocupada pelo município era habitada pelos índios carijós e xokleng. Estes foram escravizados em massa pelos colonos portugueses de São Vicente.[2] A história de Blumenau, uma das cidades com melhor índice de desenvolvimento humano de Santa Catarina e do Brasil, é resultado de um exemplo de possibilidade de realização, com uma determinação que se dispunha a superar dificuldades de qualquer natureza, para depois conseguir aquilo que foi desejado. O povo oriundo de uma região de baixas temperaturas, a Alemanha, foi estabelecido em terras de fertilidade da Mata Atlântica, porém com temperaturas elevadas, um tanto tropical, como é o caso do Brasil. Os novos colonos vieram, viram, venceram. Em quase cem anos, os alemães construíram Blumenau, um centro de desenvolvimento econômico e social dinâmico e conhecido em todo o Brasil.[3]

Hermann Bruno Otto Blumenau, fundador da cidade.

Esse sucesso é devido, primeiramente, ao imigrante que aí se radicou. Depois, ao trabalho do doutor em filosofia e farmacêutico amador, Hermann Blumenau, de quem a cidade recebeu o nome.[3]

Tendo interesse pelos problemas enfrentados pelos imigrantes europeus, em 1845 se entendeu com a Sociedade de Proteção aos Imigrantes Alemães e rumou ao Brasil, objetivando instalar novas colônias e, ao mesmo tempo, fazer a verificação da situação das que já existiam. Deslocou-se pelo Rio Grande do Sul, e em seguida, em Santa Catarina, onde fez uma visitação à colônia alemã de São Pedro de Alcântara. Ciente de comentários a respeito do vale do Itajaí, explorou-o detalhadamente, associando ao seu compatriota Ferdinand Hackradt, já que a Sociedade acima mencionada se dissolveu.[3]

Percorreram o rio Itajaí serra acima a bordo de canoas, conduzidos pelo caboclo Ângelo Dias. Após três dias viajando, atingiram a desembocadura dos ribeirões Garcia e Velha. Foi a região cuja colonização foi decisiva para o povoamento inicial da cidade que leva o sobrenome de seu fundador.[3] Depois da tomada de certas precauções, rumou para a Alemanha, para buscar colonizadores. E em 2 de setembro de 1850, Hermann Blumenau chegou na zona que ele escolheu, com os dezessete imigrantes iniciais. A este momento, já se dissolveu a sociedade feita entre Hermann Blumenau e Ferdinand Hackradt. Assim, Blumenau começou a ser povoada. Porém, os obstáculos foram grandes e Hermann solicitou a ajuda do governo imperial. Pedro II do Brasil adquiriu por pagamento em contos de réis a colônia e indicou-o diretor da mesma, em 1860.[3] A despeito das enchentes, das brigas no sertão selvagem, com os animais e mesmo com os indígenas, por obra do Dr. Blumenau, e dos imigrantes dispostos a entrar continuamente em quantidades mais numerosas, a colônia prosperou.[3] Por uma série de anos somente existia um só meio de transporte: o rio Itajaí, por onde navegaram canoas e navios de menor tamanho.[3]

Formação administrativa e história recente[editar | editar código-fonte]

Blumenau se elevou à categoria de distrito em 1873.[3] É importante neste contexto a menção, de que, no tempo da Guerra do Paraguai, houve um grande número de moradores em Blumenau que foram apresentados como voluntários e rumaram para a guerra, defendendo o país que adotaram como sua nova residência.[3]

No dia 4 de fevereiro de 1880, criou-se o município de Blumenau, composto de cerca de 13 000 moradores.[3] A instalação do município de Blumenau data de 10 de janeiro de 1880. Em 1881, apareceu o primeiro jornal, o Blumenauer Zeitung que, sem interrupção, ficou em circulação até os últimos dias de 1938.[3]

Dentre os imigrantes chegaram pessoas famosas, como o estudioso e biólogo, que colaborou com as ideias de Charles Darwin, o senhor Fritz Müller.[3] E é essa a Blumenau da atualidade: com os produtos manufaturados; com sua natureza, suas edificações, suas casas (muitas inteiramente inspiradas pela arquitetura alemã) de enormes jardins, o avanço da educação, dispondo, também de universidade, sua emissora de televisão e atrativos de qualquer tipo.[3]

Desmoronamento no Morro do Centenário em 2008

O município é pertencente à Mesorregião do Vale do Itajaí (o rio que cruza a cidade, servindo-a de enfeite) e sua área é de 519,8 km². Porém, de sua velha extensão territorial foram apartados mais de dez municípios. Blumenau é sede de uma série de acontecimentos históricos e muitas de suas características podem ser encontradas em mais de dez cidades do Vale do Itajaí. Desmembrou-se de Itajaí. Sua população é de 334 002 habitantes. Além do distrito-sede, há outros dois: Vila Itoupava e Grande Garcia.[3]

A maioria dos imigrantes originais é proveniente de pequenas aldeias alemãs, como Pahnstangen, na Turíngia.[4]

Nos últimos anos, Blumenau passa por um processo de revitalização de suas principais ruas, seguindo padrões estéticos, com a utilização de paver com piso tátil para deficientes visuais e mobiliários padronizados. Iniciou-se com a Rua 15 de Novembro, logo a Beira-Rio e, em 2008, a Rua Amazonas e a Rua Curt Hering.[5]

Ainda em 2008, a rápida ascensão do nível do Rio Itajaí-Açu devido aos dias de chuva constante na região, em um aumento de 350 por cento em comparação com o ano anterior,[6] provocaram alagamentos e desmoronamentos em diversas partes da cidade.[7] As aulas foram suspensas e o ano letivo terminado antecipadamente,[8] enquanto o serviço de ônibus, temporariamente paralisado devido a interrupções no percurso,[9] voltou a funcionar poucos dias depois.[10] Após ter decretado estado de emergência dois dias antes,[11] o prefeito Kleinübing decretou estado de calamidade pública em 24 de novembro.[12][13] O nível do Itajaí-Açu se encontra em declínio, tendo chegado a 11,52 m na madrugada de 23 de novembro.[14][15] Vinte e quatro pessoas morreram em um total de 50 mil pessoas que foram atingidas pela enchente no município.[16] Após dois dias sem chuvas, novo temporal provocou novos deslizamentos de terra e inundou parcialmente o centro histórico da cidade em 3 de dezembro.[17] Com o final das chuvas, Blumenau começou a receber ajuda do governo do Estado para a reconstrução de ruas e pontes afetadas.[18]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. Carneiro 2006, p. 45-46.
  2. BUENO, E. Brasil: uma história. Segunda edição revista. São Paulo. Ática. 2003. p. 18-19.
  3. a b c d e f g h i j k l m n El-Khatib 1970, p. 19-20.
  4. «Famílias Knoch e Hadlich: de Reuss, Thuringia, para Blumenau». Germano Knoch: Genealogia. Consultado em 8 de junho de 2009 
  5. Obra de revitalização da rua Curt Hering começou hoje, dia 12 . Prefeitura Municipal de Blumenau (12/05/08). Retirado em 17 de maio de 2008.
  6. Estação das chuvas este ano teve aumento de 350% no volume de água em Blumenau. Prefeitura Municipal de Blumenau (30/11/08). Página visitada em 3 de dezembro de 2008.
  7. Escandiuzzi, Fabrício. Governador de SC: chão está derretendo como sorvete. Terra (23/11/08). Página visitada em 24 de novembro de 2008.
  8. Educação divulga decisões sobre o final do ano letivo. Prefeitura Municipal de Blumenau (28/11/08). Página visitada em 3 de dezembro de 208.
  9. Avendano, Jaime. Ônibus param devido a interrupções de percurso. Prefeitura Municipal de Blumenau (23/11/08). Página visitada em 23 de novembro de 2008.
  10. Apenas ônibus voltam a circular em mais dois terminais. Prefeitura Municipal de Blumenau (27/11/08). Página visitada em 3 de dezembro de 2008.
  11. Avendano, Jaime. Prefeito decreta situação de emergência em toda a cidade. Prefeitura Municipal de Blumenau (22/11/08). Página visitada em 23 de novembro de 2008.
  12. Escandiuzzi, Fabrício. Blumenau decreta estado de calamidade pública. Terra (24/11/08). Página visitada em 24 de novembro de 2008.
  13. Avendano, Jaime. Prefeito decreta estado de calamidade em Blumenau. Prefeitura Municipal de Blumenau (24/11/08). Página visitada em 24 de novembro de 2008.
  14. SC: sol deve voltar a regiões afetadas apenas na 4ª. Terra (24/11/08). Página visitada em 24 de novembro de 2008.
  15. Cai nível do rio para 10 metros, às 8 horas. Prefeitura Municipal de Blumenau (24/11/08). Página visitada em 24 de novembro de 2008.
  16. Voigt, Julia. Último balanço da tragédia em Blumenau - Atualizado 11h30min. Prefeitura Municipal de Blumenau (29/11/08). Página visitada em 3 de dezembro de 2008.
  17. Assis, Francisco de. Chuva volta a provocar estragos em Blumenau. Terra (03/12/08). Página visitada em 3 de dezembro de 2008.
  18. «Prefeitura consegue R$ 38,1 milhões em obras junto ao Governo do Estado». Prefeitura Municipal de Blumenau. 19 de fevereiro de 2009. Consultado em 19 de fevereiro de 2009 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]