Usuário:DAR7/Testes/História da América do Sul/História do Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Nuvola apps package editors.png

Esta é uma página de testes do utilizador DAR7, uma subpágina da principal. Serve como um local de testes e espaço de desenvolvimento, desta feita não é um artigo enciclopédico. Para uma página de testes sua, crie uma aqui.

Como editar: TutorialGuia de ediçãoLivro de estiloReferência rápida

Como criar uma página: Guia passo a passoComo criarVerificabilidadeCritérios de notoriedade

A História do Brasil compreende, tradicionalmente, o período desde a chegada dos portugueses até os dias atuais, embora o seu território seja habitado continuamente desde tempos pré-históricos por povos indígenas. Após a chegada de Pedro Álvares Cabral, capitão-mor de expedição portuguesa a caminho das Índias, ao litoral sul da Bahia em 1500, a Reino de Portugal implementou uma política de colonização para a terra recém-descoberta a partir de 1530. A colonização européia se organizou por meio da distribuição de capitanias hereditárias pela Reino de Portugal a membros da nobreza e pela instalação de um governo-geral em 1548.

A economia da colônia, iniciada com o extrativismo do pau-brasil e as trocas entre os colonos e os índios, gradualmente passou a ser dominada pelo cultivo da cana-de-açúcar para fins de exportação. No início do século XVII, a Capitania de Pernambuco atinge o posto de maior e mais rica área de produção de açúcar do mundo.[1] Com a expansão dos engenhos e a ocupação de novas áreas para seu cultivo, o território brasileiro se insere nas rotas de comércio do velho mundo e passa a ser paulatinamente ocupado por senhores de terra, missionários, homens livres e largos contingentes de escravos africanos. No final do século XVII foram descobertas ricas jazidas de ouro nos atuais estados de Minas Gerais,[2] Goiás e Mato Grosso que foi determinante para o povoamento do interior do Brasil. Em 1789, quando a Reino de Portugal anunciava a Derrama, medida para cobrar supostos impostos atrasados, eclodiu em Vila Rica (atual Ouro Preto) a Inconfidência Mineira. A revolta fracassou e, em 1792, um de seus líderes, Tiradentes, morreu enforcado.[3]

Em 1808, com a transferência da corte portuguesa para o Brasil, fugindo da sua possível subjugação da França, consequência da Guerra Peninsular travada entre as tropas portuguesas e as de Napoleão Bonaparte, o Príncipe-regente Dom João de Bragança, filho da Rainha Dona Maria I, abriu os portos da então colônia, permitiu o funcionamento de fábricas e fundou o Banco do Brasil. Em 1815, o então Estado do Brasil, apenas um Vice-reino do império português, tornou-se temporariamente a sede de um enorme reino que unia todo esse império, com a nova designação oficial de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em que a então Rainha Dona Maria I foi coroada. Com a morte da mãe, em 1816, o então Príncipe-regente Dom João de Bragança foi coroado o seu rei. Logo depois volta para o Reino de Portugal, deixando seu filho mais velho, Dom Pedro de Alcântara de Bragança, o príncipe real do reino unido, como regente do Brasil.

Em 7 de setembro de 1822, Dom Pedro de Alcântara proclamou a independência do Brasil em relação ao reino unido de Portugal, Brasil e Algarves, e fundou o Império do Brasil, sendo coroado imperador como Dom Pedro I. O mesmo reinou até 1831, quando abdicou e passou a Coroa brasileira ao seu filho, Dom Pedro de Alcântara, que tinha apenas cinco anos.[4] Aos catorze anos, em 1840, Dom Pedro de Alcântara (filho) teve sua maioridade declarada, sendo coroado imperador no ano seguinte, como Dom Pedro II. No final da primeira década do Segundo Reinado, o regime estabilizou-se. As províncias foram pacificadas e a última grande insurreição, a Revolta Praieira, foi derrotada em 1849. Nesse mesmo ano, o imperador extingue o tráfico de escravos. Aos poucos, os imigrantes europeus assalariados substituíram os escravos.[5] No contexto geopolítico, o Brasil se alia à Argentina e Uruguai e entra em guerra contra o Paraguai. No final do conflito, quase dois terços da população paraguaia estava morta. A participação de negros e mestiços nas tropas brasileiras na Guerra do Paraguai deu grande impulso ao movimento abolicionista e ao declínio da monarquia. Pouco tempo depois, em 1888, a princesa imperial do Brasil, D. Isabel de Bragança, filha de Dom Pedro II, assina a Lei Áurea, que extingue a escravidão no Brasil. Ao abandonar os proprietários de escravos, sem os indenizar, o império brasileiro perde a última base de sustentação.[2]

Em 15 de novembro de 1889, ocorre a proclamação da república pelo marechal Manuel Deodoro da Fonseca e tem início a República Velha, terminada em 1930 com a chegada de Getúlio Vargas ao poder. A partir daí, a história do Brasil destaca a industrialização do Brasil e a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Estados Unidos; o movimento militar de 1964, onde o general Castelo Branco assumiu a presidência.

O Regime Militar, a pretexto de combater a subversão e a corrupção, suprimiu direitos constitucionais, perseguiu e censurou os meios de comunicação, extinguiu os partidos políticos e criou o bipartidarismo. Após o fim do regime militar, os deputados federais e senadores se reuniram , em 1988, em assembléia nacional constituinte e promulgaram a nova Constituição, que amplia os direitos individuais. O país se redemocratiza,[2][6] avança economicamente[7] e cada vez mais se insere no cenário internacional.

Índice

Periodização[editar | editar código-fonte]

A periodização tradicional divide a História do Brasil normalmente em quatro períodos gerais:

Periodização da História do Brasil[8][9][10][11]
Pré-cabralino
Colonial
Imperial
Republicano

Período pré-descobrimento (até 1500)[editar | editar código-fonte]

Mais informações: Pré-História do Brasil
Ataque de índios a uma outra aldeia indígena.

Quando descoberto pelos portugueses em 1500, estima-se que o atual território do Brasil (a costa oriental da América do sul), era habitado[12] por 2 milhões de indígenas,[13][12] do norte ao sul.

A população ameríndia era repartida em grandes nações indígenas compostas por vários grupos étnicos entre os quais se destacam os grandes grupos tupi-guarani, macro-jê e aruaque. Os primeiros eram subdivididos em guaranis, tupiniquins e tupinambás, entre inúmeros outros. Os tupis se espalhavam do atual Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte de hoje.[14] Segundo Luís da Câmara Cascudo,[15] os tupis foram «a primeira raça indígena que teve contacto com o colonizador e (…) decorrentemente a de maior presença, com influência no mameluco, no mestiço, no luso-brasileiro que nascia e no europeu que se fixava».[15] A influência tupi se deu na alimentação, no idioma, nos processos agrícolas, de caça e pesca, nas superstições, costumes, folclore, como explica Câmara Cascudo:[15]

Dança tupinambá em ilustração do livro Duas Viagens ao Brasil de Hans Staden.

Do lado europeu, a descoberta do Brasil foi precedida por vários tratados entre Portugal e Espanha, estabelecendo limites e dividindo o mundo já descoberto do mundo ainda por descobrir.[16]

Destes acordos assinados à distância da terra atribuída, o Tratado de Tordesilhas (1494) é o mais importante, por definir as porções do globo que caberiam a Portugal no período em que o Brasil foi colônia portuguesa.[17] Estabeleciam suas cláusulas que as terras a leste de um meridiano imaginário que passaria a 370 léguas marítimas a oeste das ilhas de Cabo Verde pertenceriam ao rei de Portugal, enquanto as terras a oeste seriam posse dos reis de Castela (atualmente Espanha).[18] No atual território do Brasil, a linha atravessava de norte a sul, da atual cidade de Belém do Pará à atual Laguna, em Santa Catarina.[19] Quando soube do tratado, o rei de França Francisco I teria indagado qual era "a cláusula do testamento de Adão" que dividia o planeta entre os reis de Portugal e Espanha e o excluía da partilha.

Período pré-colonial (1415-1500)[editar | editar código-fonte]

Expansão marítima de Portugal
O Tratado de Tordesilhas (1494), promulgado entre Espanha e Portugal para que os países dividissem as terras que descobriram e "por descobrimento", havia definido os caminhos do passado histórico do "vindouro" Brasil.
A nau de Pedro Álvares Cabral tal como aparece em imagem ilustrativa contida no Livro das Armadas que de Portugal passaram à Índia….
Desembarque de Cabral em Porto Seguro (estudo), pintura a óleo, de autoria de Oscar Pereira da Silva, pintado em 1904. Pertence ao acervo do Museu Histórico Nacional, localizado no Rio de Janeiro.
Pormenor da A Primeira Missa no Brasil, de autoria de Victor Meirelles, pintado em (1861).
Ver artigos principais: Novo Mundo e Índias e Especiaria

Até os navegantes lusos e castelhanos descobrirem novas terras além-mar durante os séculos XV e XVI, os limites dos horizontes geográficos dos europeus não eram muito grandes. O mundo, segundo eles, andava em volta do mar Mediterrâneo. Quaisquer das regiões pouco sabidas e extensas a leste e a sudeste do mar Mediterrâneo, eram denominadas, geralmente, as Índias. O período de meses e meses era o tempo de duração das viagens das caravanas que levavam especiarias (como canela, pimenta e a cebola), panos feitos de seda e algodão, porcelanas, medicamentos, café e demais produtos que, os mercadores italianos, principalmente os venezianos e genoveses distribuíam exclusivamente para a Europa inteira. As cidades de Portugal que possuem porto, especialmente Lisboa, escalavam no caminho o qual ligava ambos os mais importantes polos comerciais da Europa: Flandres (Bélgica e Holanda) e Itália.[20][21][22][23][24][25]

Portugueses no litoral da África[editar | editar código-fonte]

No começo do século XV, Portugal era politicamente uma nação centrada, fortalecida, que voltava-se para o mercado. O empreendimento que marcou a época em se iniciou a expansão marítima de Portugal foi a tomada da cidade de Ceuta, em 1415, primeiro passo para que o norte da África fosse ocupado. Ceuta era a cidade portuária para onde partiam as caravanas de beduínos, os quais levavam, por meio do Saara, ouro, marfim, escravos, seda e demais mercadorias sudanesas e asiáticas.[20][21][22][23][24][25]

O infante D. Henrique, o Navegador, da família real portuguesa, ao voltar de Ceuta, criou em Sagres, em 1416, uma escola náutica. Esta escola pretendia explorar e conquistar o litoral oeste da África e, depois, procurar uma rota sem desvios pelo oceano Atlântico (então chamado de mar Tenebroso) até os centros asiáticos nos quais as caravanas islâmicas buscariam as especiarias.[20][21][22][23][24][25]

As contínuas expedições cravaram na costa da África (Costa do Marfim, Costa do Ouro, São Jorge da Mina) as denominadas feitorias. Os portugueses enviaram essas expedições permanentes desde 1419. Nestas feitorias armazenavam-se as mercadorias conseguidas pelos lusos das comunidades locais em permuta de produtos que traziam da Europa. As ilhas oceânicas da Madeira (1419), Açores (1439) e Cabo Verde (1456-1460), no litoral da África foram ocupadas por demais expedições. Não existiam nestas ilhas mercadorias já comercialmente dispostas. A decisão dos portugueses era a colonização pelo sistema de capitanias hereditárias (possivelmente herdadas, porém jamais cedidas), e nelas difundiram o trabalho escravo e a plantação de cana-de-açúcar. No reinado de D. João II, os portugueses se expandiram no oceano Atlântico, e isso tinha alcançado um novo impulso. Em 1488, no extremo sul da África, o Cabo das Tormentas, o qual começou a denominar-se Cabo da Boa Esperança, foi contornado por Bartolomeu Dias.[20][21][22][23][24][25]

Tratado de Tordesilhas, destino às Índias e descobrimento do Brasil[editar | editar código-fonte]

Bulas pontifícias concederam ao monarca português quaisquer das terras que descobriram ou por descobrimento até as Índias. Quando Cristóvão Colombo veio para as Américas em 1492, a jurisdição das terras longe de um meridiano a oeste das ilhas de Cabo Verde foi concedida para a Espanha pelo papa Alexandre VI, por meio das bulas Inter cætera. Sem as regiões que produziam especiarias, principalmente as ilhas Malucas (no oceano Pacífico), o Reino de Portugal, ameaçando declarar guerra, exigiu dos reis castelhanos o Tratado de Tordesilhas (1494), pelo qual o meridiano, que o papa estabeleceu, era deslocado mais a oeste, aumentando os domínios portugueses.[26][27][28][29][30][31][32][25]

No reinado de D. Manuel I, o Venturoso, o apogeu foi alcançado pela expansão marítima de Portugal. Em 1498, Vasco da Gama chegou à Índia, conversando com o samorim (governante) de Calicute. A carga de pimenta com que Vasco da Gama voltou para Lisboa, acumulou, por ele mesmo, lucros de 6 000%. Portugal acabou com o comércio das especiarias, e fazia a deslocação do eixo desse mercado do Mediterrâneo ao Atlântico.[26][27][28][29][30][31][32][25]

No dia 9 de março de 1500, partiu de Lisboa a maior esquadra que Portugal até então formou. Pedro Álvares Cabral comandava essa frota, que dispunha dos mais entendidos pilotos do reino que participaram dela. Tinha como objetivo atingir Calicute e conseguir, mesmo que pela força, a autorização para construir naquele lugar um entreposto comercial e pregar o catolicismo. A frota tinha que averiguar se existem terras ao lado da linha de Tordesilhas, na porção ocidental do oceano Atlântico.[33][34][35][36][37][38][39][40][41][25]

No dia 22 de abril, a costa da terra, a qual chegaria a ser o Brasil, foi descoberta pela armada do navegador português Pedro Álvares Cabral. Um dia depois, o desembarque foi efetuado. No domingo, 26 de abril, a primeira missa no Brasil foi rezada oficialmente pelo frei Henrique Soares.[25] Na segunda missa, celebrada em 1.º de maio, Cabral assumiu o território em defesa do monarca lusitano, denominando-a de Ilha de Vera Cruz. Até o prosseguimento da viagem para Calicute, Cabral mandou novidades para o soberano através de Gaspar de Lemos, cujo navio voltou para Lisboa. As cartas de Mestre João e de Pero Vaz de Caminha contavam sobre a descoberta e descreviam em detalhes suas visões a respeito da terra e de seu povo.[33][34][35][36][37][38][39][40][41][42][43]

Período colonial (1500-1815)[editar | editar código-fonte]

A expansão marítima de Portugal destinava-se especialmente à permuta, e não à manufatura de produtos. No Brasil (denominação pela qual começou a ser conhecida, desde o ano de 1503, a terra que se descobriu recentemente), produtos altamente valiosos e comercialmente dispostos, como as especiarias, não foram encontradas imediatamente pelos portugueses, que sequer teriam visto vestígios de metais preciosos. A colônia foi, então, relativamente abandonada entre 1500 e 1530, na época em que as energias e atenções do Reino de Portugal foram concentradas por três coisas: o comércio com a Índia, o ouro da Guiné e os conflitos no Marrocos. O Brasil era um bocado superior que um mero ponto de aguada, em que as embarcações que se dirigiam ao Oriente eram reabastecidas de água e faziam consertos antes de viajar.[42]

Período pré-colonização (1500-1530)[editar | editar código-fonte]

Período pré-colonização
(1500-1530)
Pormenor do mapa "Terra Brasilis", contido no Atlas Miller, publicado em 1519). Hoje pertence ao acervo bibliográfico da Biblioteca Nacional de França
Devastação do pau-brasil em imagem ilustrativa contida na Cosmografia Universal de autoria de André Thevet, publicado em 1575.

Expedições exploradoras e suposto motivo do descobrimento do Brasil[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Expedições no Brasil Colônia

Em 1501, uma expedição, com a finalidade de exploração do litoral da nova terra, de verificação de seu tamanho e de avaliação de suas riquezas, foi enviada por D. Manuel I. Um ano depois, Gaspar de Lemos voltou à Lisboa com dois dados de importância: não era uma ilha a terra que Cabral descobriu, e só existia uma riqueza que se podia aproveitar para o comércio: o pau-brasil, conhecida pelos índios como ibirapitanga. Do seu caule era extraído uma tinta rubra utilizada para pintar panos de todos os tipos e também para fazer tintas de escrever.[42]

A exploração do pau-brasil foi arrendada pelo Reino de Portugal para uma agrupamento de vendedores liderado por Fernão de Noronha.[42] Em 1503, uma expedição foi mandada por Fernão de Noronha, para quem, um ano depois, a ilha de São João da Quaresma, hoje Fernando de Noronha, a mais antiga capitania brasileira, foi concedida pelo monarca lusitano.[44]

Em 1500, o principal motivo, apontado por alguns historiadores, sobre o descobrimento do Brasil era mais por motivos religiosos que financeiros, uma vez que os portugueses construíram uma grande cruz de madeira na praia de Coroa Vermelha momentos antes da primeira missa no país com o objetivo de aculturação evangelizadora do povo indígena tupiniquim para que estes adotassem a religião e a língua trazidas pelos exploradores.[45] Outra razão, talvez menos ou nada esclarecedora, é o lucro financeiro com a venda de pau-brasil.[46]

Extração de pau-brasil e ataques de piratas[editar | editar código-fonte]

O pau-brasil sustentou a economia da colônia, de 1500 até 1530. Fazia-se sua exploração por meio do próprio regime de feitorias. O sistema de feitorias foi utilizado pelos portugueses no litoral africano e no Oriente. Continuamente situadas na costa marítima, a feitorias brasileiras constituíam-se em barracões rodeados por muralhas feitas de pau a pique e uma pequena aldeia de casas feitas de taipa. Aí eram hospedados os portugueses os quais, de meses em meses, aguardavam pelas embarcações vindas de Portugal para procurar pau-brasil. Os indígenas cortavam, desgalhavam e transportavam as árvores até as feitorias. Então, o escambo (troca) da madeira era feito por facas, pentes, guizos e contas de vidro.[47]

Piratas da França, da Holanda e da Inglaterra, os quais também foram procurar pau-brasil, frequentavam a costa marítima do Brasil. Os piratas atacavam os navios, os barcos, as naus e as feitorias de Portugal, ou estabeleciam suas feitorias com o auxílio de tribos com as que relacionavam-se. Depois que os embaixadores e cônsules protestaram contra as cortes da Europa, o Reino de Portugal utilizou-se da violência. Mandaram-se ambas as expedições guarda-costas (1516-1519 e 1526-1528), lideradas por Cristóvão Jacques para o Brasil com a finalidade de policiamento da costa marítima, de repressão ao roubo de pau-brasil e de castigo aos índios os quais contribuíam com os piratas. Mas, a costa marítima do Brasil se estendia muito para se proteger desse jeito. Descobriram-se metais preciosos nas colônias da Espanha. Ao saber dessa descoberta, D. João III de Portugal seguiu os conselhos de Cristóvão Jacques e começou a povoar suas terras na América.[47]

Primeira etapa de colonização[editar | editar código-fonte]

O comando da expedição por Martim Afonso de Sousa, entre 1530 e 1532, marcou o início da colonização lusitana em território brasileiro. Ademais da exploração da costa e do combate aos piratas, Martim Afonso criou núcleos de povoamento e tinha distribuído o que era importante para o estabelecimento de colonos: terras, sementes e ferramentas. Ambas as cidades mais antigas, Santo André da Borda do Campo e São Vicente, na região Sudeste, foram construídas por Martim Afonso. Ele inaugurou o mais antigo engenho canavieiro do Brasil, com cana-de-açúcar que vinha da ilha da Madeira em vários produtos.[47]

Capitanias hereditárias, Governo-Geral e primeira invasão francesa[editar | editar código-fonte]

O regime político usado para colonizar e povoar o Brasil foi o das capitanias hereditárias, já adotado, sucessivamente, nas ilhas que Portugal colonizou no século XV. De 1534 até 1536, D. João III de Portugal, o Colonizador, decidiu subdividir o Brasil em 15 capitanias hereditárias e resolveu doá-las para 12 capitães, também denominados governadores ou donatários. A apresentação das consequências deste experimento, baseado somente na iniciativa privada, não foi muito boa no Brasil. O maior problema enfrentado pelos donatários foi esse: faltou dinheiro. As comunicações ainda eram difíceis, os índios atacavam e os piratas investiam frequentemente. Entre todas as 15 capitanias que o monarca doou, somente as de Pernambuco e São Vicente se desenvolveram.[47]

Desejava-se fazer a centralização da administração da colônia inteira, e isso motivou que o Reino de Portugal criasse o governo geral. Durante o falecimento do donatário da capitania da Bahia de Todos os Santos, D. João III de Portugal comprou-a de seus herdeiros, elevando-a à categoria de capitania real mais antiga do Brasil. O primeiro governador-geral escolhido por nomeação real foi Tomé de Sousa. Ele criou a a mais antiga capital do Brasil, Salvador, e nela estabeleceu a sede do governo geral.[47]

Competia ao governador-geral a promoção de expedições para o sertão à procura de metais preciosos; as relações e o início da catequização das tribos companheiras; organização da proteção contrária aos piratas; fiscalização e visitação diária das capitanias. Três funcionários ajudavam o governador-geral: capitão-mor (assuntos militares), ouvidor-mor (assuntos jurídicos) e provedor-mor (finanças).[47]

Embora o governo fosse criado, os piratas, principalmente franceses, frequentavam continuamente a costa do Brasil. Em 1555, veio para a baía da Guanabara, a expedição do fidalgo francês Nicolau Durand de Villegaignon, com mais de 600 indivíduos, com a finalidade de criação de uma colônia, a França Antártica. Na ilha de Serijipe, uma fortaleza foi erguida pelos franceses, ajudados pelos tamoios, que antigamente forneciam pau-brasil aos piratas da França. Os portugueses, liderados por Mem de Sá, somente começaram a reagir em 1560. Em 1º de março de 1565, o Estácio de Sá, cujo tio foi Mem de Sá, criou a cidade de Rio de Janeiro, e começou a usá-la como base das lutas contrárias aos franceses, mandados embora do Brasil dois anos seguintes. A cidade do Rio de Janeiro tornou-se capital da segunda capitania real brasileira.[47]

Cana-de-açúcar e pecuária bovina[editar | editar código-fonte]

A cana-de-açúcar foi o mais antigo produto econômico brasileiro de base, entre os séculos XVI e XVII. Difundida desde o começo na capitania de São Vicente no Sudeste, a cultura da cana-de-açúcar achou condições ideais para ser expandida na costa da região Nordeste, principalmente em Pernambuco e no Recôncavo Baiano. A capitania de Pernambuco foi transformada, em curto período de tempo, no mais importante centro canavieiro da América Portuguesa: tinha em 1550, cinco engenhos, em 1570, 30 e, em 1584, 33. Entre os 230 engenhos que se espalhavam pela costa do Brasil em meados do século XVII, 190 estavam situados no Nordeste, dos que 144 em território pernambucano na época.[48]

A pecuária bovina se iniciou como atividade que complementava os engenhos canavieiros. Ademais do fornecimento de couro e de carne, utilizavam-se os animais para mover os movidos e para levar a cana. Seu contato com os rebanhos, ocupantes dos terrenos para a plantação e invasores dos cultivos, foi impossibilitada pela expansão dos canaviais. Os rebanhos foram separados dos engenhos e transportados para o interior, acompanhando o trajeto dos rios, especialmente do popular Velho Chico, apelido do rio São Francisco, chamado de rio dos Currais. Dessa forma, foram colonizadas e ocupadas grandes dimensões das regiões Norte e Nordeste.[48]

Escravidão de índios e negros[editar | editar código-fonte]

Os colonizadores de Portugal e os indígenas relacionaram-se amigavelmente, desde que a base para isso era o escambo de pau-brasil. Mas, após 1530, os canaviais que estavam se expandindo desalojaram os povos indígenas, habitantes da costa do Brasil, e transformaram em escravos. É por isso que a colonização brasileira, nos séculos XVI e XVII, foi marcada por guerras permanentes e cruéis entre os índios e os colonos. Os portugueses estimulavam os combates entre os povos indígenas com ambas as finalidades: desfortalecer a resistência indígena e ser abastecido de escravos, porque conseguiam das tribos as quais naquele momento se juntaram aos índios perseguidos nas lutas entre os povos indígenas.[49]

Os índios os quais tinham conseguido escapar da transmissão de enfermidades que os europeus traziam (varíola, exemplificando) ou dos combates militares fugiam para o sertão, pois talvez fosse uma região silenciosa e calma. As expedições as quais saíam de uma grande variedade de pontos do litoral, principalmente São Vicente, à captura de escravos, perseguiam os indígenas, que, no momento em que eram trazidos contra a sua vontade aos engenhos, refugiavam-se nas florestas ou faleciam. As imensas regiões canavieiras do Nordeste começaram, então, a comprar negros da África como escravos, com a finalidade de atender às demandas de mão-de-obra que cresciam.[49]

Os negros eram importados para o Brasil, e isso somente persistiu após 1559. Naquele ano, o governador da ilha de São Tomé, na África, foi autorizado pela rainha D. Catarina, a dar permissão para 120 negros congoleses saírem para cada senhor de engenho do Brasil. Os navios negreiros aportavam na colônia, em geral, de 10 a 15 mil escravos anualmente. Número mais ou menos igual a esse falecia quando viajava, porque as situações em que se fazia o transporte não eram muito boas. A maior parte dos negros atraídos ao Brasil eram provenientes de São Paulo de Luanda, em Angola e do litoral da Guiné e do Congo. As comunidades fornecedoras de negros escravizados da África para as feitorias portuguesas ganhavam, em permuta, tabaco e aguardente feitos no Brasil. O tabaco era plantado especialmente na costa da Bahia e de Alagoas.[49] A origem do preconceito contra os afro-descendentes possui duas vertentes: primeiro, o negro era visto como uma mercadoria utilizada para trabalhos braçais e escambo, mas não como um ser humano;[50] A Igreja Católica dizia que os escravos africanos eram pessoas sem alma, filhos de Lúcifer, quando na religião deles não há demônio, um conceito cristão.[51][52]

Conquista do Norte e do Nordeste[editar | editar código-fonte]

União das coroas ibéricas, conquista do litoral do Nordeste e colonização francesa no Maranhão[editar | editar código-fonte]

Em 1578, o monarca português D. Sebastião I faleceu na batalha de Alcácer-Quibir, sem que deixasse descendência direta. O resultado disso foi esse: uma terrível carência de linha sucessória. Em 1580, o monarca espanhol Felipe II foi aclamado também monarca português como o nome de Felipe I. Esse fato histórico resultou diretamente para o Brasil numa coisa: a América Portuguesa foi atacada fortemente pelos piratas dos países que lutavam contra a Espanha. A região mais atingida era o nordeste do colônia, da qual o domínio e a colonização ainda não se arriscaram.[49]

Para dominarem o litoral nordeste, os portugueses precisaram guerrear contra os piratas da França, dos Países Baixos e da Inglaterra, e chocar-se dentre os povos indígenas locais (principalmente potiguaras, tabajaras e caetés) e as frentes economicamente expansivas. Atrás das expedições de guerra, atacavam as propriedades pecuaristas e os engenhos de cana-de-açúcar. Em mais de uma duzentena de anos, dominaram Sergipe (1590), Alagoas (1591), Paraíba (1584), Rio Grande do Norte (1598) e Ceará (1603).[49]

Os franceses tinham fundado uma colônia a qual chegaria a denominar-se França Equinocial. Ligado a demais membros da nobreza e mercadores, o francês Daniel de La Touche, senhor de La Ravardiére, aportou em 1612 na ilha de Upaon-Açu com mais de 500 voluntários. Auxiliado pelo povo indígena tupinambá, criou em 1612 a fortaleza e a cidade de São Luís. Em 1615, as forças combinadas de Jerônimo de Albuquerque e de Alexandre de Moura, capitão-mor de Pernambuco, expulsaram os franceses.[49]

Ocupação do Amazonas, holandeses no Brasil e primeira invasão holandesa no Brasil[editar | editar código-fonte]

Após um ano da tomada de São Luís, em 1616, a desembocadura do rio Amazonas foi ocupada pelos portugueses, que, na foz do mesmo rio, criaram o forte do Presépio, o qual originaria a cidade de Nossa Senhora de Belém, capital da Capitania do Grão-Pará.

Para defender mais eficientemente o norte da colônia, ela se dividiu em ambos os estados: o Estado do Brasil e o Estado do Maranhão. Esse era composto das capitanias reais do Maranhão, do Ceará e do Grão-Pará, e sua capital era a cidade de São Luís.

A principal fonte de renda da ocupação da Amazônia foi o extrativismo de produtos florestais (como cravo, canela, castanha-do-pará, cacau, ademais de plantas medicinais e aromáticas), a que se verifica a denominação genérica de drogas do sertão. A mão-de-obra usada era somente dos índios. Na exploração da Amazônia mereceu destaque Pedro Teixeira, o qual organizou grande expedição entre 1637 e 1639, a qual o conduziu em direção ao Peru. As ordens religiosas, dentre as quais as dos padres da Companhia de Jesus e da Ordem dos Carmelitas Descalços, possuíam função de grande importância em desbravar a região amazônica, principalmente desde meados do século XVII.

Em 1581, a República das Províncias Unidas foi constituída pela Holanda e seis demais províncias dos denominados Países Baixos Espanhóis, que tinham continuado a guerra de independência contrária à Espanha em 1572. As Províncias Unidas formavam a mais poderosa potência marítima e comercial do mundo daquela época. A Holanda era a principal província, e sua designação começou a denominar a República inteira.

A participação dos comerciantes da Holanda tinha sido ativa na estrutura da cultura do açúcar na região Nordeste do Brasil, fazendo-se empréstimos de dinheiro para os senhores de engenho, realizando-se o transporte do açúcar em seus navios e fazendo-se a distribuição do produto, que os mercadores holandeses refinavam, na Europa. Após o estabelecimento da União das Coroas Ibéricas, em 1580, Portugal proibiu que as embarcações das Províncias Unidas acessassem as suas colônias. Os holandeses, que decidiram ocupar as regiões que produziam açúcar e demais gêneros, criaram a Companhia das Índias Orientais, em 1602, e a Companhia das Índias Ocidentais, em 1621. As invasões neerlandesas no Brasil pertenciam à guerra de proporções internacionais que as Províncias Unidas declararam contra os impérios português e espanhol. Ao mesmo tempo da ocupação da região produtora de açúcar no Brasil, os neerlandeses atacaram Portugal, após terríveis batalhas navais, as regiões que produziam açúcar no Pacífico, os entrepostos de comércio no oceano Índico e as feitorias na África.

A primeira invasão holandesa no Brasil, que se dirigiu contra a Bahia (1624-1625), não deu certo. Os neerlandeses se ilharam em Salvador e foram mandados embora num período inferior a um ano. Mas, em 1627, Na costa do Recôncavo baiano, muitos navios cheios de açúcar, tabaco, algodão e pau-brasil foram saqueadas pelo pirata holandês Piet Heyn. Após dois anos, ele saqueou nas Antilhas a armada da Espanha a qual levava a produção anual inteira de ouro e prata das minas das Américas. Os enriquecimentos gigantescos adquiridos nestas expedições possibilitaram à Companhia das Índias Ocidentais o financiamento da segunda invasão holandesa, feita, com sucesso, em Pernambuco.

Ocupação holandesa do Nordeste e crise na economia açucareira[editar | editar código-fonte]

A conquista holandesa do Nordeste abrangeu três etapas: a etapa da ocupação começou depois que os holandeses desembarcaram na periferia de Olinda, em 1630, e acabou, em 1635, após eles capitularem o Arraial do Bom Jesus, em que concentraram-se as forças de resistência lideradas por Matias de Albuquerque. A segunda etapa (1637-1645) equivaleu ao governo do holandês João Maurício de Nassau-Siegen, indicado governador das terras ocupadas pela Companhia. Acomodou os senhores de engenho e os holandeses. Ademais de fazer o financiamento para reconstruir os engenhos brasileiros, os holandeses conquistaram São Paulo de Luanda, em Angola, e a ilha de São Tomé, iniciando o controle do fornecimento de escravos africanos para a região Nordeste do Brasil. Nacionais e holandeses voltaram a brigar, durante a decisão da Companhia no confisco das fazendas dos senhores de engenho que não pagaram os empréstimos que contraíram quando começou a conquista. Iniciou-se, na época, a denominada Insurreição Pernambucana. Após repetidas derrotas (batalha do Monte das Tabocas, em 1645, e ambas as batalhas dos Guararapes, em 1648 e 1649). Os holandeses tinham capitulado, tendo assinado, em 1654, a rendição da Campina da Taborda. Apesar de serem mandados embora do Brasil, somente em 1661 tinham reconhecido que perderam a costa da região Nordeste do Brasil, durante a assinatura da Paz de Haia com Portugal. Em permuta, a Holanda foi vultosamente indenizada e assumiu as suas ocupações no Oriente.

Em 1640, Portugal restaurou sua independência, depois de ser subordinada ao Reino de Castela durante 60 anos. Portugal deixou a União das Coroas Ibéricas com sua economia falida. Existia somente uma só colônia importante que lhe sobrava do Tratado de Haia: o Brasil. De qualquer forma, a situação econômica dessa colônia era escassa: os holandeses iniciaram o cultivo de cana-de-açúcar nas Antilhas, e causaram a crise da cultura de açúcar da região Nordeste do Brasil. A domínio da metrópole passou a ser mais rígido. Dom João IV de Portugal tinhaproibido, na colônia, que fossem produzidos gêneros que concorressem com os portugueses e o mercado com embarcações de outros países, e criou as Companhias de Comércio. Uma das quais foi a Companhia do Comércio do Estado do Maranhão, fundada em 1682, tendo direito, durante 20 anos, de monopolizar o comércio com a região Norte do Brasil. Contrária aos abusos que essa companhia cometeu, revoltaram-se, em 1684, os colonizadores do Maranhão liderados pelo senhor de engenho português radicado no Brasil Manuel Beckman. A coroa interferiu igualmente nas câmaras municipais, que abrigava o poderio dos grandes fazendeiros, indicando juízes de fora para chefiar suas reuniões e permitindo que mercadores de Portugal entrassem nas mesmas. Em Pernambuco, essa medida originou a Guerra dos Mascates, em que os senhores de engenho, em dificuldades financeiras e incapazes de pagar as suas dívidas, se encontraram com os seus credores, os mercadores recifenses.

Desenvolvimento do Centro e do Leste[editar | editar código-fonte]

Capitania de São Vicente, caça ao índio e descobrimento das minas[editar | editar código-fonte]

A cultura da cana-de-açúcar difundida por Martim Afonso de Sousa em São Vicente enfraqueceu depois de 1550. Pouco a pouco, os núcleos de povoamento criados na costa da capitania foram esquecidos. Os colonizadores atravessaram a Serra do Mar e se fixaram no planalto, ao redor da vila de São Paulo de Piratininga, que tinha surgido no histórico Colégio de São Paulo, criado pelos religiosos da Companhia de Jesus, em 1554.

No século XVII, São Vicente foi transformada no centro mais importante de direcionamento das entradas e bandeiras, expedições armadas as quais viajavam por grandes áreas extensas do território do Brasil à procura de índios e de riquezas minerais.

A caça ao índio tornou-se atividade principalmente enriquecedora durante a ocupação holandesa do Nordeste brasileiro e dos núcleos que forneciam escravos africanos, tendo sido feito pelos holandeses o monopólio de seus produtos importados ao Brasil. Os senhores de engenho das regiões não conquistadas pelos holandeses, principalmente os da Bahia e do Rio de Janeiro, passaram a ser dependentes dos indígenas caçados e comercializados pelos bandeirantes paulistas para atender suas demandas de mão-de-obra. A mais importante mira das bandeiras paulistas daquela época foram as reduções (povoações) jesuíticas da Espanha que existiam na República de Guairá, a oeste do estado brasileiro do Paraná de hoje. Estas reduções reuniam em grupo muitos indígenas que se habituavam aos trabalhos na agricultura. Estima-se de 1628 até 1631 a caça de mais de 60 mil indígenas pelos paulistas naquela área.

As reduções do Guairá foram destruídas, e isso motivou os religiosos da Companhia de Jesus a se fixarem em Itatins, no hoje estado brasileiro de Mato Grosso do Sul. Em 1638, os religiosos da Companhia de Jesus conseguiram do monarca lusitano e castelhano permissão para fornecer armas aos indígenas nas aldeias, o que lhes tinha permitido certas vitórias de importância contrárias aos bandeirantes de São Paulo. A caça ao indígena fracassou depois que os portugueses retomaram, em 1648, São Paulo de Luanda e após ser normalizado o tráfico negreiro ao Brasil.

Em meados do século XVII, a busca de ouro, prata e pedras preciosas transformou-se na mais importante finalidade dos bandeirantes de São Paulo. As expedições daquela etapa dispuseram da aprovação dos monarcas de Portugal. Dentre estas bandeiras destacou-se a de Fernão Dias Pais. Em sete anos (1674-1681), Fernão Dias andou por Minas Gerais, construindo rotas que seriam usadas por demais bandeirantes. Em 1694, foram descobertas jazidas de ouro no sertão de Cataguases e, em 1700, em Sabará.

Corrida do ouro, primeiros diamantes e mineração[editar | editar código-fonte]

A novidade dos descobrimentos se espalhou, trazendo à região de Minas Gerais uma grande quantidade de pessoas em busca de riquezas. Numa pequena quantidade de tempo, nasceram mais de dez vilas e povoações, entre as quais Nossa Senhora da Conceição do Sabará, São João del-Rei, Mariana, Vila Rica de Albuquerque (hoje Ouro Preto). Os paulistas, os quais se diziam ter mais direitos em cima das minas, lutaram rapidamente contra um grupo de forasteiros os quais foram em direção à região, que os paulistas denominavam de emboabas. Esses conflitos resultaram na Guerra dos Emboabas. Após o apaziguamento da luta, as autoridades do rei de Portugal fundaram, em 1709, a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, que desmembrou-se da Capitania do Rio de Janeiro. Os paulistas tinham desviado, na época, suas procuras em direção à Mato Grosso e Goiás, em que foi encontrado ouro, em 1719 e 1725, nessa ordem.

Os primeiros diamantes foram descobertos, em 1729, na região do Arraial do Tijuco (hoje Diamantina), em Minas Gerais. De 1740 até 1771, isolou-se o território ao redor de Diamantina, começando a denominar-se Distrito Diamantino. Os direitos de explorar diamantes, em permuta do crédito de uma quantidade permanente, havia sido concedido pelo Reino de Portugal a algumas pessoas — os contratadores. Desde 1771, uma junta, que pertencia direto a Lisboa, começou a fazer a exploração dos diamantes.

Ouro para a Inglaterra, mudança da capital, declínio do ouro e algodão[editar | editar código-fonte]

Ocupação do Sul[editar | editar código-fonte]

Administração colonial no século XVIII[editar | editar código-fonte]

Processo de independência, revoltas separatistas, chegada da família real e abertura dos portos (1789-1815)[editar | editar código-fonte]

Reino (1815-1822)[editar | editar código-fonte]

Elevação a Reino Unido e Revolução Pernambucana e Revolução do Porto[editar | editar código-fonte]

Retorno de Dom João VI e proclamação da independência[editar | editar código-fonte]

Império (1822-1889)[editar | editar código-fonte]

Primeiro reinado[editar | editar código-fonte]

Assembleia constituinte, primeira constituição do Brasil e reconhecimento da independência[editar | editar código-fonte]

Guerra da Cisplatina, crise político-econômica, Sucessão em Portugal e Abdicação de Dom Pedro I[editar | editar código-fonte]

Período regencial[editar | editar código-fonte]

Correntes políticas e Regência Trina Permanente[editar | editar código-fonte]

Ato adicional de 1834 e Regência Una[editar | editar código-fonte]

Segundo reinado[editar | editar código-fonte]

Parlamentarismo, lavoura do café e predomínio paulista[editar | editar código-fonte]

Tráfico negreiro, extinção do tráfico e atividades urbanas[editar | editar código-fonte]

Intervenções no Prata[editar | editar código-fonte]

Abolicionismo e republicanismo[editar | editar código-fonte]

República (1889-presente)[editar | editar código-fonte]

Primeira República (1889-1930)[editar | editar código-fonte]

Duas correntes e primeira constituição republicana[editar | editar código-fonte]

Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto e governos civis[editar | editar código-fonte]

Primeira campanha eleitoral e crises político-sociais[editar | editar código-fonte]

Era Vargas (1930-1945)[editar | editar código-fonte]

Revolução de 1930, Getúlio Vargas e Revolução Constitucionalista de 1932[editar | editar código-fonte]

Constituição de 1934, direitistas e comunistas e Estado Novo[editar | editar código-fonte]

República Nova (1945-1964)[editar | editar código-fonte]

Regime Militar (1964-1985)[editar | editar código-fonte]

Nova República (1985-presente)[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikilivros Livros e manuais no Wikilivros
Wikiquote Citações no Wikiquote
Wikisource Textos originais no Wikisource
Commons Imagens e media no Commons
Portal A Wikipédia possui o
Portal do Brasil

Listas[editar | editar código-fonte]

Generalidades[editar | editar código-fonte]

Regionais[editar | editar código-fonte]

Temáticas[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. Recife — cidade que surgiu do açúcar
  2. a b c Encarta Brazil
  3. AQUINO, Rubim Santos Leão de; BELLO, Marco Antônio Bueno; DOMINGUES, Gilson Magalhães. Um sonho de liberdade: a conjuração de Minas. São Paulo: Editora Moderna, 1998. 176p. il. ISBN 85-16-02100-9
  4. BESOUCHET, Lidia, Pedro II e o século XIX, Nova Fronteira, 1979
  5. UOL Vestibular Café atrai imigrante europeu para o Brasil
  6. UOL Vestibular Democracia volta com a campanha das 'Diretas já'
  7. Brazil Country Brief World Bank
  8. «História do Brasil - Resumo da História do Brasil por Períodos». Portal Sua Escola. 23 de novembro de 2016. Consultado em 29 de junho de 2018. 
  9. Fernandes, Cláudio. «História do Brasil: o desenvolvimento histórico da sociedade brasileira». Brasil Escola. Consultado em 29 de junho de 2018. 
  10. Silva Júnior, Demercino José. «História do Brasil - Colônia, Império e República». Alunos Online. Consultado em 29 de junho de 2018. 
  11. «História do Brasil. Seção História do Brasil». Mundo Educação. Consultado em 29 de junho de 2018. 
  12. a b Fausto 2010, p. 38.
  13. Colégio São Francisco História do Brasil
  14. Fausto 2010, p. 37.
  15. a b c Cascudo, p. 883.
  16. Almanaque Abril. ALMANAQUE ABRIL 95: a enciclopédia em multimídia. Abril, São Paulo, 1995.
  17. LIMA, Oliveira. Descobrimento do Brasil. in: Livro do Centenário (1500-1900) (v. III). Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1902.
  18. Holanda 1997, p. 41.
  19. BUENO, Eduardo. Capitães do Brasil: a saga dos primeiros colonizadores. [Rio de Janeiro, RJ]: Objetiva, 1999. (Terra Brasilis; 3)
  20. a b c d Sousa, Rainer Gonçalves (2018). «A expansão marítima portuguesa». Mundo Educação. Consultado em 28 de abril de 2018. 
  21. a b c d História do Mundo (2018). «Expansão marítima portuguesa». Consultado em 28 de abril de 2018. 
  22. a b c d Pinto, Tales (2018). «Expansão marítima portuguesa». Escola Kids. Consultado em 28 de abril de 2018. 
  23. a b c d Faber, Marcos Emílio Ekman (2018). «A EXPANSÃO MARÍTIMA PORTUGUESA». História Livre. Consultado em 28 de abril de 2018. 
  24. a b c d Fernandes, Cláudio (2018). «Expansão Marítima Portuguesa». Alunos Online. Consultado em 28 de abril de 2018. 
  25. a b c d e f g h Arruda 1988, p. 1460.
  26. a b História do Brasil (2005). «Tratado de Tordesilhas - 1494, resumo, o que foi». Consultado em 28 de abril de 2018. 
  27. a b Pissurno, Fernanda Paixão (2018). «Tratado de Tordesilhas». Info Escola. Consultado em 28 de abril de 2018. 
  28. a b Toda Matéria (2018). «Tratado de Tordesilhas». Consultado em 28 de abril de 2018. 
  29. a b Estudo Prático (2018). «O que foi o Tratado de Tordesilhas?». Consultado em 28 de abril de 2018. 
  30. a b Bacelar, Jonildo (2018). «O Tratado de Tordesilhas». Guia Geográfico. Consultado em 28 de abril de 2018. 
  31. a b Britannica Escola (2018). «Tratado de Tordesilhas». Consultado em 28 de abril de 2018. 
  32. a b Sousa, Rainer (2018). «Tratado de Tordesilhas». Brasil Escola. Consultado em 28 de abril de 2018. 
  33. a b História do Brasil (2018). «Descobrimento do Brasil». Consultado em 28 de abril de 2018. 
  34. a b Calendarr (2018). «Descobrimento do Brasil». Consultado em 28 de abril de 2018. 
  35. a b Sua Pesquisa (2018). «Descobrimento do Brasil - Resumo». Consultado em 28 de abril de 2018. 
  36. a b Toda Matéria (2018). «Descobrimento do Brasil». Consultado em 28 de abril de 2018. 
  37. a b Estudo Kids (2018). «Descobrimento do Brasil». Consultado em 28 de abril de 2018. 
  38. a b Tales dos Santos, Pinto (2018). «Conquista ou descobrimento do Brasil?». Mundo Educação. Consultado em 28 de abril de 2014. 
  39. a b Brito, Karine Ferreira (2018). «Descobrimento do Brasil». Info Escola. Consultado em 28 de abril de 2018. 
  40. a b Descobrimento do Brasil (2018). «Descobrimento do Brasil». Consultado em 28 de abril de 2018. 
  41. a b História do Brasil (2018). «O Descobrimento do Brasil». Guia Geográfico. Consultado em 28 de abril de 2018. 
  42. a b c d Arruda 1988, p. 1461.
  43. Arruda 1998, p. 1461.
  44. Arruda 1988, pp. 1461-1462.
  45. Matos, Henrique Cristiano José (2001). Nossa História: 500 anos de presença da Igreja Católica no Brasil. São Paulo: Paulinas 
  46. Bueno 2012, pp. 33-34
  47. a b c d e f g Arruda 1988, p. 1462.
  48. a b Arruda 1988, pp. 1462-1463.
  49. a b c d e f Arruda 1998, p. 1463.
  50. Bueno 2003, pp. 112-123.
  51. Tatiana Cavalcante de Oliveira Botosso (2012). Ação Educativa, ed. «Racismo no Brasil» (PDF). Consultado em 4 de maio de 2015. 
  52. Ribeiro, Darcy (2003). O Povo Brasileiro. São Paulo: Companhia de Bolso. pp. 435– 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Arruda, Ana (1988). «Brasil: História». Enciclopédia Delta Universal. 3. Rio de Janeiro: Delta 
  • Civita, Roberto (2007). Almanaque Abril. São Paulo: Abril 
  • Civita, Roberto (2008). Almanaque Abril. São Paulo: Abril 
  • Civita, Roberto (2009). Almanaque Abril. São Paulo: Abril 
  • Civita, Roberto (2010). Almanaque Abril. São Paulo: Abril 
  • Civita, Roberto (2011). Almanaque Abril. São Paulo: Abril 
  • Civita, Roberto (2012). Almanaque Abril. São Paulo: Abril 
  • Civita, Roberto (2013). Almanaque Abril. São Paulo: Abril 
  • Civita Neto, Victor (2014). Almanaque Abril. São Paulo: Abril 
  • Civita Neto, Victor (2015). Almanaque Abril. São Paulo: Abril 
  • Garschagen, Donaldson M. (1981). Livro do ano Barsa 1981: eventos de 1980. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1982). Livro do ano Barsa 1982: eventos de 1981. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1982). Livro do ano Barsa 1983: eventos de 1982. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1984). Livro do ano Barsa 1984: eventos de 1983. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1985). Livro do ano Barsa 1985: eventos de 1984. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1986). Livro do ano Barsa 1986: eventos de 1985. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1987). Livro do ano Barsa 1987: eventos de 1986. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1988). Livro do ano Barsa 1988: eventos de 1987. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1989). Livro do ano Barsa 1989: eventos de 1988. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1990). Livro do ano Barsa 1990: eventos de 1989. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1991). Livro do ano Barsa 1991: eventos de 1990. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1992). Livro do ano Barsa 1992: eventos de 1991. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1993). Livro do ano Barsa 1993: eventos de 1992. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1994). Livro do ano Barsa 1994: eventos de 1993. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1995). Livro do ano Barsa 1995: eventos de 1994. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1996). Livro do ano Barsa 1996: eventos de 1995. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1997). Livro do ano Barsa 1997: eventos de 1996. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1998). Livro do ano Barsa 1998: eventos de 1997. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (1999). Livro do ano Barsa 1999: eventos de 1998. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil 
  • Garschagen, Donaldson M. (2000). Livro do ano Barsa 2000: eventos de 1999. São Paulo: Barsa Planeta Internacional 
  • Garschagen, Donaldson M. (2001). Livro do ano Barsa 2001: eventos de 2000. São Paulo: Barsa Planeta Internacional 
  • Garschagen, Donaldson M. (2002). Livro do ano Barsa 2002: eventos de 2001. São Paulo: Barsa Planeta Internacional 
  • Garschagen, Donaldson M. (2003). Livro do ano Barsa 2003: eventos de 2002. São Paulo: Barsa Planeta Internacional 
  • Garschagen, Donaldson M. (2004). Livro do ano Barsa 2004: eventos de 2003. São Paulo: Barsa Planeta Internacional 
  • Garschagen, Donaldson M. (2005). Livro do ano Barsa 2005: eventos de 2004. São Paulo: Barsa Planeta Internacional 
  • Garschagen, Donaldson M. (2006). Livro do ano Barsa 2006: eventos de 2005. São Paulo: Barsa Planeta Internacional 
  • Verano, Paulo Nascimento (2007). Livro do ano Barsa 2007: eventos de 2006. São Paulo: Barsa Planeta Internacional 
  • Verano, Paulo Nascimento (2008). Livro do ano Barsa 2008: eventos de 2007. São Paulo: Barsa Planeta Internacional 
  • Verano, Paulo Nascimento (2009). Livro do ano Barsa 2009: eventos de 2008. São Paulo: Barsa Planeta Internacional 
  • Verano, Paulo Nascimento (2010). Livro do ano Barsa 2010: eventos de 2009. São Paulo: Barsa Planeta Internacional 
  • Verano, Paulo Nascimento (2011). Livro do ano Barsa 2011: eventos de 2010. São Paulo: Barsa Planeta Internacional 
  • Verano, Paulo Nascimento (2012). Livro do ano Barsa 2012: eventos de 2011. São Paulo: Barsa Planeta Internacional 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]