Utinga (Bahia)
Utinga | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | utinguense |
| Mapa de Utinga | |
| Coordenadas | 12° 04′ 55″ S, 41° 05′ 38″ O |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Bahia |
| Municípios limítrofes | Bonito, Morro do Chapéu, Mundo Novo, Rui Barbosa e Wagner. |
| Distância até a capital | km |
| Fundação | 27/04/1953 |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Atila Sant Ana Karaoglan (Átila)[1][2] (Partido da Social Democracia Brasileira [PSDB], 2025– ) |
| Área | |
| • Total [3] | 633,760 km² |
| População | |
| • Total (Censo de 2022) [4] | 16 277 hab. |
| • Estimativa (2024[4]) | 16 691 hab. |
| Densidade | 25,7 hab./km² |
| Clima | Não disponível |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| IDH (PNUD/2010[5]) | 0,590 — baixo |
| PIB (IBGE/2016[6]) | R$ 150 627 mil |
| • Per capita (IBGE/2016[6]) | R$ 7 650,68 |
Utinga é um município brasileiro do estado da Bahia.
Topônimo
[editar | editar código]A palavra Utinga é variação do vocábulo de origem tupi y-tinga e significa "águas claras" ou “rio branco”, através da junção dos termos y ("água") e ting ("branco").[7]
História
[editar | editar código]Povoamento
[editar | editar código]O Vale do Rio Utinga resultou no povoamento da região graças a chegada de portugueses refugiados da perseguição dos nacionais quando das lutas de independência do Brasil e no aparecimento de fazendas de criação. Depois da descoberta das minas de diamantes na atual cidade de Lençóis em Estiva, em 1840, o local passou a servir de pouso aos viajantes que demandavam às Lavras Diamantinas, formando-se um povoado com o nome de Palha, às margens do Rio Mocambo, servindo de pouso aos viajantes que iam para as Lavras Diamantinas ou de lá voltavam com o destino a Jacobina ou Morro do Chapéu.[8]
Financiado pelo Instituto de Geografia do Rio de Janeiro, de dezembro de 1843 a janeiro de 1846 o cônego Benigno José de Carvalho e Cunha, sacerdote português nascido na Freguesia de Santa Maria Maior da Vila de Chaves, na província portuguesa dos Trás-os-Montes, viajou com uma comitiva de vinte e duas pessoas por todo o Vale do Rio Utinga com a finalidade de exploração. Teve como objetivo principal encontrar uma cidade perdida na Serra do Sincorá, na Chapada Diamantina, que teria sido abandonada por seus moradores devido aos terremotos ou grandes chuvas. Porém, tudo o que conseguiu encontrar foram muitos quilombos de negros fugidos das fazendas e que povoavam e cultivavam o Vale do Rio Mocambo.[9]
Emancipação
[editar | editar código]Foi criado o distrito com a denominação de Bela Vista de Utinga pela lei municipal n.º 97 e aprovada pela lei estadual nº 1209 em 2 de Agosto de 1917, pertencendo ao município de Morro do Chapéu, simplificado para Bela Vista pelo decreto-lei estadual nº 11089 em 30 de Novembro de 1938 e só em 31 de Dezembro de 1943 pelo decreto-lei estadual nº 141, retificado pelo decreto estadual nº 12978, de 1 de Junho de 1944, o distrito de Bela Vista passou a denominar-se Utinga.
A necessidade de melhoramentos e falta de escolas fizeram com que, em 1945, surgisse a ideia de emancipação pelo vigário local. Foi elevado a categoria e município em 27 de Abril de 1953, pela lei estadual nº 550, desmembrados território do município de Morro do Chapéu.[10]
Referências
- ↑ «Prefeito de Utinga (BA) toma posse nesta quarta (1º); veja lista de vereadores eleitos». g1. 31 de dezembro de 2024. Consultado em 30 de julho de 2025
- ↑ «Eleições 2024 – Perfil do Prefeito Eleito Átila». O Tempo. Consultado em 30 de julho de 2025
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010
- ↑ a b «Cidades e Estados | Utinga». IBGE. Consultado em 30 de julho de 2025
- ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 24 de agosto de 2013
- ↑ a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 a 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 4 de maio de 2019
- ↑ [1]
- ↑ Bahia.com.br. «Utinga». Consultado em 15 de Abril de 2016
- ↑ Scielo Brasil (10 de Fevereiro de 2002). «A Cidade Perdida da Bahia: mito e arqueologia no Brasil Império». Consultado em 15 de Abril de 2016
- ↑ IBGE. «Utinga Bahia - BA Histórico» (PDF). Consultado em 15 de Abril de 2016


