Utopia (livro)

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De Optimo Reipublicae Statu deque Nova Insula Utopia
Utopia
Xilogravura por Ambrosius Holbein de uma edição de 1518 de Utopia
Autor (es) Thomas Morus
Idioma Latim
Género Política
Lançamento 1516

De Optimo Reipublicae Statu deque Nova Insula Utopia (em português, Sobre o Melhor Estado de uma República que Existe na Nova Ilha Utopia) ou simplesmente Utopia é um livro de 1516 escrito por Tomás Moro (Thomas Morus 1480-1535). Escrito em latim, foi sua principal obra literária. O nome da obra, se originou do grego: onde "u" é um advérbio de negação e "tópos" significa lugar, portanto, refere-se a um "Não lugar", portanto, um lugar inexistente, foi esse o modo irônico como o pensador batizou sua sociedade perfeita. A partir dessa obra, a palavra "utopia" tornou-se sinônimo de uma sociedade ideal, embora de existência impossível, ou uma ideia generosa, porém, impraticável, dando uso mais amplo do então neologismo "utopia".

Visão geral[editar | editar código-fonte]

Trata-se de obra em parte inspirada no livro "A República" de Platão.

Divide-se em dois livros: no primeiro, existe uma crítica à Inglaterra da época em que o autor vivia; no segundo, apresenta uma sociedade alternativa.

O personagem principal é Rafael Hitlodeu que narra sua viagem à Utopia e descreve a sociedade que viu.

No primeira livro, há crítica da época na qual os camponeses estavam sendo expulsos do campo para as cidades, portanto, há:

  • bandos de ladrões;
  • uma justiça cega e cruel;
  • uma realeza ávida de riquezas e sempre pronta para a guerra;
  • perseguições religiosas;
  • um povo oprimido pelo trabalho incessante para manter o exército, a corte e uma multidão de ociosos;
  • a sede de dinheiro dos reis, dos nobres e dos grandes burgueses eram a causa da miséria da maioria;
  • aumentava cada vez mais o abismo entre as classes sociais, o que transformava os juízes em carrascos e as penas em castigos pavorosos.

Esses problemas não existiriam na "República de Utopia", lugar onde:

  • não se podia prejudicar ninguém em nome da religião;
  • a intolerância e o fanatismo eram punidos com o exílio e a servidão;
  • o povo pode escolher suas crenças e os vários cultos podiam coexistir em harmonia ecumênica;
  • desfrutava-se dos benefícios da paz (uma crítica a Henrique VIII que travou diversas guerras por ganânca ou por paixão pela glória militar, e a guerra que naquela época servia para enriquecer os nobres e à burguesia);
  • o parlamento zelava pelo bem do povo, e descobriu que a propriedade individual e o dinheiro são incompatíveis com a felicidade[1].

Livro primeiro[editar | editar código-fonte]

Estrutura as questões analisadas no livro segundo

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Discute-se:

  • Algumas decisões que afetam a Europa;
  • Tendência dos reis para começar as guerras (em consequência gastam muito dinheiro)
  • Discutem o julgamento que dão ao roubo

Vai revelar os problemas das “enclousers” e por consequência a pobreza e as mortes provocadas pela fome (a quem são recusadas terras)

Thomas More tenta ainda convencer Rafael Hitlodeu a encontrar trabalho na corte como Conselheiro. Apesar de portador de grande sabedoria, Rafael recusa referindo que a sua visão é demasiado radical e não seria ouvido. Os jovens cedo seriam infectados com corrupção e más opiniões.

More contempla o papel dos filósofos no trabalho de situações reais.

Parafrasea Mateus: “O que vos digo em voz baixa e ao ouvido pregai-o em voz alta e abertamente”

Repercussão[editar | editar código-fonte]

A obra inspirou socialistas do Século XIX, como Pierre Proudhom (1809-1865), Charles Fourier (1772-1837), Robert Owen (1771-1858) e Saint-Simon (1760-1825), que ficaram conhecidos como socialistas utópicos[1].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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Referências