Véu

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Mulher segurando um véu. figura de terracota, ca. 400–375 a.C.

Véu é um tecido ou peça de vestuário, utilizado quase exclusivamente por mulheres de diferentes culturas. O véu é usado para cobrir totalmente ou em parte a cabeça e a face. Além de seu caráter de vestimenta e adorno, há conotações religiosas por parte de várias tradições.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra "véu" é derivada do latim vēlum, que também era usada para denominar as vela das embarcações. Há duas teorias sobre a origem do termo vēlum:

  • da raiz indo-europeia *wel-, significando "cobrir";
  • da raiz indo-europeia *wegh-, que significa "carregar um veículo".

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro uso conhecido do véu para mulheres é reportado em um texto legislativo assírio do século XIII a.C., que restringia seu uso a mulheres da aristocracia e proibia prostitutas e mulheres comuns de o adotarem [1] [2] [3]. Na expansão dos povos indo-arianos pelo Iran e Índia, há o uso propagadado geralmente entre mulheres.

O termo em grego micênico a-pu-ko-wo-ko, significando "artesão de véus para cavalos", também é atestado dese cerca de 1300 a.C. na escrita silábica Linear B.[4][5] Textos gregos antigos também citam o uso do véu e a isolamento de mulheres praticada pela elite persa [carece de fontes?]. Estátuas em Persépolis retratam mulheres usando véus[carece de fontes?].

Estátuas gregas dos períodos clássico e helênico por vezes retratam mulheres gregas com a cabeça e face cobertas por véus. Ambos Caroline Galt e Lloyd Llewellyn-Joves argumentaram com base nessas representações e referências literárias que era comum entre as mulheres gregas desse período (ou pelo menos das mulheres de alto status social) o uso do véu em público[carece de fontes?].

Entre os romano esperava-se que as mulheres usassem véus como símbolo da autoridade marital. Em 166 aC, o cônsul Sulpício Galo se divorciou de sua esposa porque ela havia saído de casa, permitindo assim que todos vissem, como ele disse, o que apenas ele deveria ver. As meninas solteiras normalmente não escondiam a cabeça, mas as matronas faziam isso para mostrar modéstia e castidade, a chamada pudicitia. Pensava-se que os véus também protegiam as mulheres contra o mau-olhado. [6] Um véu chamado "flammeum" era a característica mais importante do traje usado pela noiva nos casamentos romanos.

Por muitos séculos, até por volta de 1175, mulheres anglo-saxãs e anglo-normandas, excetuando as jovens solteiras, usavam véus que cobriam totalmente os cabelos e, por vezes, o pescoço e o queixo. Apenas no período Tudor(1485), quando o uso de capuzes se tornou popular, véus desse tipo começaram a ser menos comuns [carece de fontes?].

O uso do véu entre mulheres europeias também é atestado em situações de luto e em substituto às máscaras como método de ocultação da identidade de uma mulher. De maneira mais pragmática, o véu também era usado para proteger a pele do sol, da mesma forma que o keffiyeh é usado hoje em dia [carece de fontes?].

Uso religioso do véu[editar | editar código-fonte]

No judaísmo, cristianismo e islã, o ato de cobrir a cabeça está associado a modéstia e recato. Visa estabelecer o resguardo dos concupiscências de ambos quem utiliza e quem a pode ver. A maioria dos retratos tradicionais da Virgem Maria a mostram com a cabeça velada, com a excepção talvez do seu primeiro retrato de sepultura. Cobrir os cabelos era prática comum entre mulheres ao frequentar igrejas até a década de 1960,[7] tipicamente usando véus de renda. Um tipo de véu de renda que cobrem a face ainda é usada por mulheres europeias e de diversas denominações cristãs em funerais.

No norte da Índia, mulheres hindu frequentemente se cobrem com véus em regiões rurais, particularmente em Gujarat e no Rajastão quando em situações tradicionais e diante de homens mais velhos. Este véu é denominado Ghoonghat ou Laaj.

Apesar da religião ser comumente indicada como a razão para o uso do véu, essa prática também reflete situações políticas e alegam de pretexto também serve como meio para a exposição pública das convicções ideológicas da pessoa que o usa.[8]

O Véu no Judaísmo[editar | editar código-fonte]

Mulher judia orando enquanto usa um Tichel

O uso do véu entre mulheres judias casadas é, segundo formas mais restritas do Judaísmo ortodoxo, uma expressão da devoção e amor exclusivos de uma mulher pelo seu marido. Dessa forma, o Tichel e outras formas de cobertura para os cabelos, considerado uma parte sensual do corpo, são recomendados a mulheres judias de tradições mais ortodoxas como um ato de modéstia. E torna próprio a devoção religiosa da mulher judaica.

O uso de cobertura para o cabelo é referido na Torah (Números 5:18), onde a cerimônia de punição a mulheres acusadas de adultério se inicia pela remoção dessa cobertura por um sacerdote. A Mishna(Ketuboth 7:6) e o Talmud (Ketuboth 72) também se referem à cobertura dos cabelos como uma obrigação feminina. Tanto a Torah (Cântico dos Cânticos 4:1) como o Talmud (Berakhot 24a) se referem aos cabelos como objeto de erotismo e sexualidade (ervah).

Véus bordados também são usados de forma simbólica como coberturas para a arca que contém os rolos da Torah nas sinagogas. Essa cortina ou véu chamado parochet, é uma herança do véu do tabernáculo e dos véus que originalmente cobriam a Arca da Aliança e o Santo dos Santos (Kodesh Hakodashim) no Templo de Jerusalém. Esses véus separam fisicamente aqueles espaços considerados particularmente sagrado de outros espaços, e limitam o acesso a esses espaços.

O Véu no Cristianismo[editar | editar código-fonte]

Véus litúrgicos[editar | editar código-fonte]

Véu eucarístico cobrindo o cálice e a pátena.

Dentre as igrejas cristãs que possuem tradições litúrgicas, diferentes tipos de véus são usados. Muitos desses véus estão associados ao véu do Tabernáculo do deserto e ao véu do Santo dos Santos do Templo de Salomão. O propósito desses véus é, em geral, proteger os objetos mais sacros, em particular a Eucaristia:

  • o Véu do Tabernáculo, usado para cobrir o Sacrário, usado particularmente na liturgia Católica Romana, mas também em outras tradições, é usado quando a Eucaristia está dentro do sacrário;
  • o Cibório, o cálice onde as hóstias são armazenadas na tradição Católica, é protegido por um véu quando as hóstias que armazena foram consagradas; antes parte obrigatória da liturgia, hoje são considerados opcionais;
  • o cálice e pátena contendo o vinho e o pão eucarísticos são também cobertos com um véu para evitar que os materiais sejam contaminados ou derramados. Na tradição católica um único véu é usado para ambos os materiais; nas igrejas orientais três véus são usados: um para o cálice, outro para a pátena e um terceiro, o Aër, para cobrir os dois anteriores;
  • o Véu umeral é uma veste litúrgica utilizada no Rito romano, bem como em algumas igrejas Anglicana e Luterana durante a exposição do Santíssimo Sacramento;
  • durante a quaresma, muitas igrejas velam seus crucifixos com véus de cor roxa, vermelha ou preta, a depender da tradição litúrgica, para demonstrar luto pela morte de Cristo.

Véu feminino[editar | editar código-fonte]

Freiras usando véu.

Tradicionalmente no cristianismo, as mulheres eram encorajadas a cobrir suas cabeças dentro das igrejas, bem como era (e ainda é, em muitos lugares) costume entre os homens descobrir as cabeças em sinal de respeito. Essa prática é baseada no texto bíblico da primeira epístola aos Coríntios atribuída a Paulo de Tarso:

Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta desonra a sua cabeça; e toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça; pois é como se a tivesse rapada. Se a mulher não cobre a cabeça, deve também cortar o cabelo; se, porém, é vergonhoso para a mulher ter o cabelo cortado ou rapado, ela deve cobrir a cabeça. O homem não deve cobrir a cabeça, visto que ele é imagem e glória de Deus; mas a mulher é glória do homem. Pois o homem não se originou da mulher, mas a mulher do homem; além disso, o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Por essa razão e por causa dos anjos, a mulher deve ter sobre a cabeça um sinal de autoridade. No Senhor, todavia, a mulher não é independente do homem, nem o homem independente da mulher. Pois, assim como a mulher proveio do homem, também o homem nasce da mulher. Mas tudo provém de Deus. Julguem entre vocês mesmos: é apropriado a uma mulher orar a Deus com a cabeça descoberta? A própria natureza das coisas não lhes ensina que é uma desonra para o homem ter cabelo comprido, e que o cabelo comprido é uma glória para a mulher? Pois o cabelo comprido foi lhe dado como manto. Mas se alguém quiser fazer polêmica a esse respeito, nós não temos esse costume, nem as igrejas de Deus. (1 Coríntios 11:4-16, tradução Nova Versão Internacional)

Enquanto a autoria dessa carta é quase unanimemente atribuída a Paulo de Tarso, o trecho acima entretanto é considerado por diversos estudiosos bíblicos como uma adição posterior, contemporânea das epístolas pastorais, por ter estilo e doutrina em geral divergentes do defendido em outros trechos atribuídos a Paulo.[9]

Durante a Antiguidade Tardia, Idade Média e Idade Moderna a maioria das mulheres europeias e bizantinas casadas cobriam suas cabeças com uma variedade de tipos diferentes de véus. [10]

Nas Igreja Ortodoxa, Igrejas Ortodoxas Orientais e em algumas igrejas Protestantes o costume de cobrir a cabeça nas igrejas, ou mesmo em orações privadas em casa, ainda é mantido. Na Igreja Católica, era costumeiro na maioria das localidades a cobertura da cabeça por véus, capas, estolas, echarpes e barretes, até a década de 1960. O costume, apesar de não mais obrigatório, continua em locais onde é considerado um prática de etiqueta, cortesia ou elegância. tradicionalistas católicos porém ainda mantém a prática. O uso de cobertura para a cabeça foi pela primeira vez tornado obrigatório e universal na Igreja Latina pelo Código de Direito Canônico de 1917[11] que foi revogado pelo atual Código de Direito Canônico de 1983.[12] apesar de muitos tradicionalistas católicos disputarem a respeito da legalidade da revogação.

Um véu sobre o cabelo faz parte do vestuário e hábito da maioria das ordens de freiras e irmãs religiosas na Igreja Católica e em algumas ordens religiosas femininas Anglicanas. Na era medieval, mulheres casadas normalmente cobriam a cabeça com véus, depois copiados pelo vestuário das freiras, indicando sua posição como "noivas de Cristo". Em muitas ordens um véu branco, o véu da provação, é usado durante o noviciado e um véu preto, o véu da profissão, depois que os votos são tomados. As cores no entanto variam entre as diferentes ordens. Em certas Igrejas Católicas Orientais e algumas Igrejas Ortodoxas, um véu chamado em grego επανωκαλύμμαυχο epanokalimafko)[13][14] é usado por religiosos de ambos os sexos (monges e freiras), cobrindo um chapéu denominado καλυμμαύχι (kalimafki).[15][16]

O reformador Martinho Lutero, o Reformador Protestante, incentivou as esposas a usarem um véu no culto público.[17] Tal prática é comum entre pietistas e laestadianos na Escandinávia, Alemanha (principalmente entre diaconisas e membros da Irmandade Evangélica de Maria), luteranos conservadores da América do Norte, e em geral entre as igrejas luteranas da África, Oriente Médio e sul da Ásia.

Outros reformadores como João Calvino e John Knox também entendiam quem as mulheres deveriam cobrir a cabeça no culto público. [18][19] Similar posição tinha John Wesley, o fundador do Metodismo.[20]

No Brasil denominações cristãs como a Congregação Cristã no Brasil,[21], católicos tradicionalistas como a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, Casa de Oração dentre outras adotam o uso de véus durante serviços religiosos e orações.

Os Menonitas e outras religiões americanas [22][23] também adotam o uso do véu nos contextos de culto ou até mesmo no cotidiano.

No Reino Unido, é comum as mulheres usarem uma cobertura de cabeça cristã enquanto frequentam serviços religiosos formais, como casamentos na igreja.

O Véu no Islã[editar | editar código-fonte]

Mulher usando um véu e vestuário compatível com o hijab

Uma variedade de peças de vestuário para a cabeça são usados por mulheres e meninas muçulmanos de acordo com o hijab (o princípio da modéstia no vestuário), normalmente sendo referidos no ocidente como véus. O principal objetivo do véu muçulmano é ocultar aquilo que poderia ser considerado sexualmente atraente para os homens. Muitas dessas peças de vestuário cobrem os cabelos, orelhas e garganta, mas não a face.

  • O khimar é uma espécie de lenço para a cabeça.
  • O nicabe e a burca são véus que cobre toda a face, exceto uma pequena fresta para os olhos. A burca afegã cobre o corpo todo, ocultando totalmente a face, exceto por uma rede que permite que a mulher que a está usando possa enxergar.
  • A boshiya é um véu que pode ser usado como um lenço sobre a cabeça, que cobre toda a face com um tecido translúcido [carece de fontes?].

É sugerido que a prática do uso do véu, incomum entre os árabes antes do surgimento do Islã, se originou no Império Bizantino e se espalhou posteriormente na região.[24][25]

O uso de véus e coberturas para a face por mulheres muçulmanos levantou questões políticas em países do ocidente, especialmente em Quebeque, na França e no Reino Unido. Há também um acalorado debate na Turquia, país secular de maioria islâmica, onde os véus foram banidos em universidades e prédios do governo por serem considerados um símbolo de militância política de grupos Islamistas.


Usos não religiosos do véu[editar | editar código-fonte]

Chapéus[editar | editar código-fonte]

Véus como parte de chapéus sobreviveram às mudanças na moda europeia ao longo dos séculos e ainda são usados eventualmente em ocasiões formais. Esse tipo de véu é normalmente feito de redes, não objetivando esconder o rosto totalmente.

Véus de noiva[editar | editar código-fonte]

Véus também são parte integrante do vestuário das noivas em grande parte das culturas ocidentais. Véus compridos, cobrindo o cabelo e a face, substituíram o uso do cabelo longo e solto como símbolo da virgindade da noiva e a resguarda ao noivo, bem como é enfeito e uso estético a uma virgem de aparência simples ou semelhante outra mulher. O véu que cobria a face era normalmente removido ao apresentar a noiva ao noivo, ato que nos casamentos modernos é ignorado. Na tradição judaica a noiva era desvelada apenas antes da consumação do casamento.

Não é claro que o uso do véu no casamento é um uso não-religioso, uma vez que na tradição ocidental casamentos quase sempre acontecem em situações religiosas. Entretanto, o uso do véu no casamento predata a associação da cerimônia do casamento com a religião cristã. Noivas romanas usavam véus coloridos para espantar maus espíritos e posteriormente esse véu foi adotado nas cerimônias cristãs. O véu, uma vez tornado símbolo de virgindade, passou a ser adotado também por mulheres cristãs que consagravam sua virgindade a Cristo.

Véus masculinos[editar | editar código-fonte]

Entre certos grupos de povos tuaregues, songhai, hauçás, fulas e mouros, mulheres não usam véus tradicionalmente, mas os homens sim. O uso dos véus masculinos está associado à proteção contra maus espíritos, mas muito provavelmente tem origem em usos mais pragmáticos, como proteger a face das condições rigorosas do deserto. Os homens passam a usar aos 25 anos de idade um tipo de véu que cobre toda a face, exceto os olhos, e não o removem mesmo junto aos membros de sua família.

Interpretações socioculturais[editar | editar código-fonte]

Uma visão é a de que se trata de um item religioso, usado para honrar um local ou objeto de culto. As funções socioculturais, psicológicas e sociosexuais do véu, entretanto, não foram extensamente estudadas, mas provavelmente também incluem a manutenção de uma distance social, a comunicação de status social e identidade cultural [26][27]. Em sociedades islâmicas, várias formas de véus foram adotadas da cultura árabe onde o Islã nasceu.[carece de fontes?].

Referências

  1. Ahmed, Leila (1992). Women and Gender in Islam. New Haven: Yale University Press. p. 15 
  2. Graeber, David (2011). Debt: The First 5000 Years. Brooklyn, NY: Melville House. p. 184. ISBN 9781933633862. LCCN 2012462122  Verifique o valor de |url-access=registration (ajuda)
  3. El Guindi, Fadwa; Sherifa Zahur (2009). Hijab. [S.l.]: The Oxford Encyclopedia of the Islamic World. ISBN 9780195305135. doi:10.1093/acref/9780195305135.001.0001 
  4. «Palaeolexicon». Word study tool of ancient languages 
  5. Jose L. Melena. «Index of Mycenaean words» 
  6. Sebesta, Judith Lynn. "Symbolism in the Costume of the Roman Woman", pp. 46-53 in Judith Lynn Sebesta & Larissa Bonfante, The World of Roman Costume, University of Wisconsin Press 2001, p.48
  7. Enciclopédia brasileira Mérito. 20. [S.l.: s.n.] 318 páginas 
  8. Secor, A. (2002). «The Veil and Urban Space in Istanbul: Women's Dress, Mobility and Islamic Knowledge.». Gender, Place and Culture. 9 (1): 5-22 
  9. John Barton; John Muddiman (2001). The Oxford Bible Commentary. "It is full of awkward argumentation, so awkward that a few scholars even consider it a later addition to the letter by another hand.". New York: Oxford University Press Inc. 1125 páginas. ISBN 978-0-19-875500-5 
  10. SHANK, Tom. Let Her Be Veiled,(Eureka, Montana. 1992.
  11. «1917 Codex Iuris Canonici». Canon 1262, Section 2 
  12. «Canon 6 §1 of the Code of Canon Law» 
  13. Ελληνικό Λεξικό (Dicionário Grego): Επανωκαλύμμαυχο
  14. «Επανωκαλύμμαυχα» ]
  15. Igreja ortodoxa em Bruxelas: Terminologia religiosa
  16. Leo Rosten, Religions of America (Simon and Schuster 1975), p. 122
  17. Susan C. Karant-Nunn, Merry E. Wiesner (ed.). Luther on Women: A Sourcebook. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 31. Otherwise and aside from that, the wife should put on a veil, just as a pious wife is duty-bound to help bear her husband's accident, illness, and misfortune on account of the evil flesh. 
  18. John Knox, "The first blast of the trumpet against the monstruous regiment of women", Works of John Knox, David Laing, ed. (Edinburgh: Printed for the Bannatyne Club, IV:377
  19. Seth Skolnitsky, trans., Men, Women and Order in the Church: Three Sermons by John Calvin (Dallas, TX: Presbyterian Heritage Publications, 1992), pp. 12,13.
  20. Wesley, John. Wesley's Notes on the Bible (em English). [S.l.]: Christian Classics Ethereal Library. p. 570. ISBN 9781610252577. Therefore if a woman is not covered — If she will throw off the badge of subjection, let her appear with her hair cut like a man's. But if it be shameful far a woman to appear thus in public, especially in a religious assembly, let her, for the same reason, keep on her veil. 
  21. Regina Novaes (1985). Os Escolhidos de Deus. [S.l.: s.n.] pp. 60–61 
  22. Frank Spencer Mead (1961). Handbook of denominations in the United States. [S.l.: s.n.] 57 páginas 
  23. Wenger, John C. and Elmer S. Yoder. (1989). «Prayer Veil. Global Anabaptist Mennonite Encyclopedia Online». Consultado em 27 de Março de 2012 
  24. Review of Herrin book and Michael Angold. Church and Society in Byzantium Under the Comneni, 1081-1261. [S.l.]: Cambridge University Press. pp. 426–7 & ff;1995. ISBN 0521269865 
  25. John Esposito (2005). Islam: The Straight Path 3rd ed. [S.l.]: Oxford University Press. 98 páginas 
  26. Murphy, R.F. (1964). «Social Distance and the Veil.». American Anthropologist, New Series. 66 (6): 1257-1274 
  27. Brenner, S. (1996). «Reconstructing Self and Society: Javanese Muslim Women and "The Veil".». American Ethnologist. 23 (4): 673-697 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]