Vítor Pavão dos Santos

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Vítor Pavão dos Santos (Lisboa, 1937) é um teatrólogo, museólogo e biógrafo português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

O seu pai, José André dos Santos, era jornalista de "O Século". Aos 4 anos vence o primeiro prémio de um concurso de desenho da Sociedade de Belas Artes. Desde essa altura que se interessa por desenhar e coisas do palco.Depois do teatro ia para casa e desenhava tudo o que via.

Em 1943, tinha quatro ou cinco anos, e estava num jantar com o seu pai numa homenagem ao toureiro mexicano Gregorio Garcia, quando Amália irrompeu pela sala,vestida de azul, e cantou Carmencita, para o toureiro. A partir daí, ficou apaixonado por Amália, estado em que até hoje se mantém.

Gostava muito de desenhar para teatro, mas sempre gostou muais de História, por isso tirou o curso de História, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, acabando com uma dissertação em História de Arte, com a nota final de 15 valores. Entretanto, também mantinha o seu interesse pelo Teatro, fazendo o seu primeiro cenário para o Auto da Índia, de Gil *Vicente, em 1963, na Casa da Comédia, recém inaugurada, sob a orientação do grande mestre de teatro, dr,Fernando Amado. Nesse teatro experimental. desenhou cenários e figurinos para uma obra barroca e peças de Molière, Jean Cocteau, Almada Negreiros e o próprio Fernando Amado, tendo como interpretes Isabel Ruth, Glória de Matos, Maria do Céu Guerra,Fernanda Lapa, Santos Manuel, Filipe Ferrer, Augusto Sobral, e muitos outros. Em 1985, estreou-se a fazer cenários e figurinos para o teatro profissional,no Teatro Estúdio de Lisboa, companhia dirigida por Helena Felix e Luzia Maria Martins. Desenhou cinco espectáculos para este conjunto inovador, começando com O Pomar das Cerejeiras, de Anton Tchekov,com Helena Felix, José de Castro, João Perry, espectáculo que obteve um grande êxito. Para a Companhia Portuguesa de Comediantes desenhou As Raposas, com Eunice Muñoz, Maria Lande,João Perry, Rogério Paulo. Desenhou para a Companhia de Raul Solnado, a comédia Assassinos Associados, com Solnado, Armando Cortez, Nicolau Breynner,Madalena Sotto, Fernanda Borsatti. Desenhou A Dança da Morte em 12 Assaltos, com Carmen Dolores, Alvaro Benamor e Augusto Figueiredo. Para a Empresa Vasco Morgado, desenhou Freud. O Princípio e o Fim, com Jacinto Ramos e Lia Gama, e também,no Teatro Monumental. a farsa A Pedra no Sapato, com Armando Cortez. Ana Paula e Graça Lobo. Para a Companhia Somos 2, a peça Dois no Baloiço, com Eunice Muñoz e José de Castro. Para o Companhia Teatral de RTP, a peça Platonov, de Tchecov, com Carmen Dolores, Sinde Filipe, Lurdes Norberto,Irene Cruz, Fernanda Borsatti, Rogério Paulo. Para o Teatro Experimental do Porto, a peça O Barbeiro de Sevilha, de Beaumarchais. Mais tarde, desenhou para Filipe La Féria, o musical My Fair Lady, com Anabela, Carlos Quintas,Manuela Maria,Miguel Dias, Mariema. ; A Rainha do Ferro Velho, com Maria João Abreu, João Baião, José Raposo e Lurdes Norberto, o musical A Canção de Lisboa, com Anabela, Tiago Diogo e Artur Agostinho. Em colaboração com Henrique Feist, e direcção musical de Nuno Fiest, imaginou o espectáculo de cantigas do teatro de revista,que foi um grande sucesso,passando por vários teatros, Esta Vida É Uma Cantiga, com Henrique Feist, FF, Wanda Stuart, Simone de Oliveira, Anita Guerreiro, Anabela, Vanessa Silva, Fernanda Baptista, Rui Andrade e outros. Colaborou com Filipe La Féria na concepção do musical Amália, com Alexandra, Carlos Quintas, Liana, Gonçalo Salgueiro, que esteve 3 anos em cena. Para a RTP, concebeu os programas musicais Isto Agora É Outra Loiça, com Lia Cama, Rui Mendes, Helena Isabel, Fernanda Borsatti, Virgílio Castelo e Fernando Heitor.

Foi convidado para integrar, na Fundação Calouste Gulbenkian, o grupo de investigadores que constituiam o grupo Documentos Para A História de Arte em Portugal, onde permaneceu 8 anos, colaborando com Professor Doutor António Henrique de Oliveira Marques, arquitecto Raul Lino, Professor Mario Chicó, entre outros investigadores. Em 1965,foi convidado para integrar a Direcção-Geral do entrar para a Direcção-Geral do Ensino Superior de Belas Artes. onde, através de várias denominações, permaneceu até 1982, determinando as principais directrizes dos Museus, Palácios e Fundações de Portugal, integrando-se no Instituto Português do Património Cultural, colaborando estreitamente com a sua Presidente, Dra.Natália Correia Guedes.dirigindo o Departamento de Museus.

Fez parte da Comissão Organizadora do Museu Nnacional do Trage, com a Dra Maria José de Mendonça, Dra Natália Correia Guedes, grande impulsionadora desta iniciativa, e Dra Ana Brandão, sendo o Museu inaugurada, em 1976, no Parque do Monteiro Mór.

Em 1978, fez uma proposta para a criação do Museu Nacional do Teatro. Em 1979, para apresentar a ideia do Museu, ergueu a exposição A Companhia Rosas & Brasão (1880 - 1898). e em 1979 organizou-se, no Museu do Traje, a primeira exposição para dar uma ideia do que se pretendia. Começou então a organizar as colecções do Museu,a partir do zero, contando com a preciosa colaboração de Amélia Rey Colaço. Para instalar o novo Museu, foi totalmente recuperado, sob sua orientação, o setencentista Palácio do Monte Mor, no Lumiar. Em 1962, o Museu foi criado por Decreto, já com vastas colecções, e foi tornado director do Museu, cargo em que se manteve durante 19 anos. O Museu foi inaugurado, em 1985, com a exposição : Gente do Palco, para apresentar o Museu ao público e o público ao Museu. Em 1987, foi erguida uma exposição de grande envergadura, exigindo larga investigação, como depois sempre aconteceria : A Companhia Rey Colaço Robles Monteiro (1921 - 1974 ).

Em 1982 foi convidado para director do Museu do Teatro. Um Museu que procurou sempre estar atento a tudo o que se passava no teatro e a tudo o que se passava no palco. Algumas das primeiras exposições foram "Gente do Palco", "Gente do Palco- II Acto" (com fotografias de Silva Nogueira), ou a exposição sobre a "Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro". Foram erguidas exposições comemorando os 50 anos de carreira de Amália Rodrigues, e depois de Eunice Muñoz. Foram organizadas as Exposições Desenhar a Revista, O Grande Teatro do Mundo, Verde Gaio. Uma Companhia Portuguesa de Bailado, O Teaero Vai Ao Cinema, De Itália, foi recebida a grande ezposição Vestir O Sonho, a Colecção Tirelli. O Museu obteve vários prémios internacionais no Reino Unido e no Brasil.


Além de várias obras académicas e de investigação, publicou, 1986, A Revista À Portuguesa, primeiro estudo sobre tão importante género teatral. Em 1987, publicou "Amália.Uma Biografia", produto de vasta investigação e longas conversas com a própria Amália, primeira obra investigada sobre Amália. Sobre esta artista publicou Amália. Uma Estranha Forma de Vida,a fotobiografia, O Fado da Tua Voz, sobre a relação entre Amália e os seus poetas, e muitos escritos dispersos. Publicou também O Veneno do Teatro, conversas com Amélia Rey Colaço, e Acima de Tudo Amar A Vida, conversas com Eunice Muñoz. Em colaboração com Carmen Dolores, ultima o livro : Os Comediantes de Lisboa (1944-1950). O livro sobre Amália era o primeiro de uma trilogia que incluirá também os nomes de Amélia Rey Colaço e Eunice Muñoz.

Amália[editar | editar código-fonte]

"Mais do que a mulher do fado, hoje sinto o desaparecimento de uma grande amiga. Conheço a Amália desde miúdo mas só em 1982 surgiu a ideia de fazermos o livro. Já muitos tinham tentado mas nunca ninguém tinha conseguido. Para me atrever ao trabalho fiz muita pesquisa nos arquivos de Roma, Nova Iorque e Paris. Li tanta coisa que ela costumava perguntar-me, a brincar, durante as nossas conversas: 'Para que é que precisa de vir falar comigo se você é que me vem cá contar a minha vida?' " (VPS, Público, 7 de outubro de 1999)

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Teatro de Revista
  • Amália - uma Biografia, Ed. Contexto, 1987
  • Amália: UMA ESTRANHA FORMA DE VIDA (Fotobiografia), Verbo, 1992
  • Versos, Cotovia, 1997
  • Amália Rodrigues - Retratos Fotográficos de Silva Nogueira, 1999
  • O Veneno do Teatro, Bertrand, 2015.
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