Vaghe stelle dell'Orsa...

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Vaghe stelle dell'Orsa...
Sandra (PT)
Vagas estrelas da Ursa / Vagas estrelas da Ursa Maior (BR)
 Itália /  França /  Estados Unidos
1965 •  p&b •  95 min 
Direção Luchino Visconti
Roteiro Suso Cecchi d'Amico / Enrico Medioli / Luchino Visconti
Elenco Claudia Cardinale
Jean Sorel
Género drama
Idioma italiano
Página no IMDb (em inglês)

Vaghe stelle dell'Orsa... (br: Vagas estrelas da Ursa/Vagas estrelas da Ursa Maior; pt: Sandra) é uma produção cinematográfica italiana de 1965, do gênero drama, dirigida por Luchino Visconti. O filme é considerado uma releitura moderna dos mitos de Electra e Orestes.

Elenco[editar | editar código-fonte]

  • Claudia Cardinale .... Sandra Dawson
  • Jean Sorel .... Gianni Wald-Luzzati, irmão de Sandra
  • Michael Craig .... Andrew Dawson, marido de Sandra
  • Renzo Ricci .... Antonio Gilardini, padrasto de Sandra
  • Fred Williams .... Pietro Formari, médico e ex-namorado de Sandra
  • Amalia Troiani .... Fosca, a doméstica
  • Marie Bell .... mãe de Sandra

Sinopse[editar | editar código-fonte]

A bela Sandra se casa com o norte-americano Andrew durante uma viagem dele à Europa para investigar histórias sobre o campo de concentração nazista Auschwitz. Antes de se mudarem para os Estados Unidos, o casal resolve viajar à terra natal de Sandra, Volterra na Toscânia, para participar de uma cerimônia em homenagem ao falecido pai dela e também para que Andrews conheça a família da esposa. Ao chegar na antiga mansão da família, o casal é recepcionado pela idosa criada Fosca e Sandra se decepciona ao saber que seus parentes não virão. Para sua surpresa, contudo, o irmão Gianni está em casa e lhe conta que escreveu um romance sobre a vida deles. Andrews logo fica sabendo dos traumas e dramas da vida da esposa, como a mãe ex-pianista famosa que sofre de enfermidade mental, ou sobre a morte do pai dela que fora um cientista judeu capturado pelos nazistas em 1942, do padrasto que sofre com as acusações dos irmãos sobre ter denunciado o pai para se casar com a mãe, e da relação ambígua e incestuosa de Sandra e Gianni.

Luchino Visconti : à propósito do filme[editar | editar código-fonte]

Traduções livres a partir da versão francesa:

  • Citação: O que sempre me interessou são essas situações extremas, os momentos únicos de tensão anormal que revelam a verdade dos seres humanos. (Sipario, junho de 1965).
  • Citação: Eu escolhi o tema do incesto por ser o último tabu da sociedade contemporânea (Sipario, outubro de 1965).
  • Citação: Nas famílias provavelmente é onde se encontram os últimos tabus que permanecem, as recentes proibições sociais e morais, os últimos amores impossíveis. A família representa uma espécie de fatalismo, um destino do qual é impossível fugir. (Citado por Anna Bosi para Speciale sabato, 1981).
  • Citação: (...) Portanto em meu filme existem mortos presumíveis como culpados, mas quem são os verdadeiros culpados e as verdadeiras vítimas, isso não é dito. (...) A ambiguidade é o verdadeiro aspecto de todos os personagens do filme exceto um, o de Andrew, o marido de Sandra. (Vaghe stelle dell'Orsa di Luchino Visconti, Bologna, Pietro Bianchi Ed., 1965, pg. 31-34).
  • Citação: Claudia (Cardinale, intérprete de Sandra) por vezes da uma impressão estática, mas é o que me permite aproveitar sua aparência, a pele, os olhos, o sorriso. Melhor, o personagem fora escrito para ela, não apenas porque sua aparente simplicidade esconde algo enigmático, mas também pela aderência somática de sua figura (a cabeça em particular) como as mulheres etruscas se viram para nós (Citado por Laurence Schifano, Visconti : une vie exposée, Paris, Gallimard, 2009).

Citação[editar | editar código-fonte]

O título original foi retirado do poema "Le ricordanze"[1] de Giacomo Leopardi e o trecho referenciado é declamado pelo personagem de Jean Sorel em uma cena, quando declara pretender dar o nome (o mesmo do filme) a seu romance:

Em italiano:

Vaghe stelle dell'Orsa, io non credea
Tornare ancor per uso a contemplarvi
Sul paterno giardino scintillanti,
E ragionar con voi dalle finestre
Di questo albergo ove abitai fanciullo,
E delle gioie mie vidi la fine.(...)

Tradução livre em português:

Vagas estrelas da Ursa Maior, eu não acreditava
Voltar e poder novamente contemplá-las
Brilhando e iluminando o jardim de meu pai,
Ou conversar com você da janela
Nessa casa onde vivi minha infância
E vi a última alegria da minha vida se desvanecer

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Festival de Veneza 1965 (Itália)

Referências

  1. Texto completo do poema em [1]