Vai-Vai

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Vai-Vai
Fundação 1 de janeiro de 1930 (89 anos)
Escola-madrinha Império do Samba[1]
Cores
Símbolo Coroa com Ramo de louros abaixo
Bairro Bixiga
Presidente Darli Silva (Neguitão)
Presidente de honra Thobias da Vai-Vai
Desfile de 2020

O Grêmio Recreativo, Cultural e Social Escola de Samba Vai-Vai é uma escola de samba fundada por um grupo de notáveis sambistas no bairro do Bixiga, pertencente ao distrito da Bela Vista, São Paulo, Brasil.[2][3]

É uma das maiores agremiações do Carnaval Brasileiro e a maior campeã do Carnaval de São Paulo com 15 títulos (1978, 1981, 1982, 1986, 1987, 1988, 1993, 1996, 1998, 1999, 2000, 2001, 2008, 2011 e 2015), além de dez vice-campeonatos (1972, 1974, 1976, 1977, 1983, 1985, 1992, 1997, 2006 e 2009).


História[editar | editar código-fonte]

No início do século XX, havia no bairro do Bixiga, na Rua Marques Leão,[4] um time de futebol chamado Cai-Cai, que utilizava as cores branco e preto, da qual fazia parte um grupo de choro e jogava no campo do Lusitana, próximo ao cruzamento das ruas Rocha e Una, na região do Rio Saracura.

Por volta de 1928, um grupo de amigos, liderados por Livinho e Benedito Sardinha, dentre eles estavam, Henrique Felipe da Costa, (Henricão), Frederico Penteado, (Fredericão), Lourival de Almeida (Seo Loro), que ajudava a animar os jogos e festas realizadas pelo Cai-Cai, porém eram sempre vistos como penetras e arruaceiros, sendo apelidados de modo jocoso como "a turma do Vae-Vae".[3] Expulsos do Cai-Cai, estes criaram o "Bloco dos Esfarrapados", e paralelamente, o 'Cordão Carnavalesco e Esportivo Vae-Vae,[2] que foi oficializado em 1930.[4]

O Vae-Vae adotou as cores preto e branco, as cores do Cai-Cai invertidas, como forma de ironizar o cordão do qual se separaram. Seu primeiro estandarte foi feito de cetim preto ornados com franjas brancas, tendo como símbolo no centro o desenho de uma Coroa com dois ramos de café e abaixo dos ramos, o nome do cordão, seguido da data de fundação.

Seu primeiro compositor foi Henrique Filipe da Costa, o Henricão, que compôs o samba de 1928: "Quem vive aborrecido distrai no Bloco Carnavalesco Vai Vai". Também de sua autoria foi o samba de 1929, que dizia "O Vai Vai na rua faz tremer a Terra / Quem está ouvindo e não vê / Chega a pensar que é guerra". Nos anos 1980, Henricão viria a ser o primeiro Rei Momo negro do carnaval paulistano.

Fredericão foi o mentor do brasão do Vae-Vae, constituído de uma coroa embasada por dois ramos de café. O primeiro desfile oficial do cordão Vai Vai ocorreu em fevereiro de 1930. Seu tema era São Paulo e o samba foi novamente composto por Henricão: “Salve São Paulo, tens o céu cor de anil/ Possui a riqueza e a grandeza, és o coração do Brasil". As fantasias eram livres, e nelas predominavam o preto e o branco. As primeiras canções executadas pela agremiação em seus desfiles foram compostas pelo trio formado por Tino, Guariba e Henricão.[4]

No segundo desfile, em 1931, foi cantado um samba exaltando o próprio cordão. O ano de 1932, devido à Revolução Constitucionalista, foi o único em que o Cordão não desfilou. Em 1933, o Vai-Vai retornou com um tema em homenagem à Marinha Brasileira, com todos os passistas vestidos de marinheiros.

Em 1934, o então GC Vae-Vae venceu a segunda edição do concurso realizado pela Frente Negra Brasileira, ao desfilar, com mais de 100 componentes, na terça-feira de Carnaval.[4]

O Vai-Vai passou a competir nos desfiles oficiais em 1935, competindo contra outras 34 agremiações, sendo 15 cordões, todas num certame único.[4] De 1935 até 1965 o Vai-Vai não possui um samba-enredo, mas sambas-exaltações, que eram cantados durante o desfile e sempre compostos por Tino e Gurariba. A partir de 1951, depois de ser batuqueiro e apitador (quando fez do toque de caixa na bateria da Vai-Vai semelhante ao da Mangueira), Sebastião Eduardo do Amaral, o famoso Pé Rachado, se torna o primeiro presidente oficial do cordão, cargo que exerceu oficialmente até 1973. No meio dos anos 60 uma briga entre Pé Rachado e Romulo, filho da Dona Iracema, causou uma dissidência na Bela Vista: o cordão Fio de Ouro. Além do Fio de Ouro, surgiu o São Geraldo, da família Penteado, e o Geraldino. A única haste que sobrevive ainda é a Barroca Zona Sul.

Djalma Branco, junto com Carioca, elaboraram grandes enredos na década de 1960, como "O segundo casamento de Dom Pedro I", em 1966. Por falta de verbas, em 1967, o cordão repetiu o enredo e levou o título, o que gerou grande confusão entre os concorrentes. Em 1968 o enredo foi: "A vinda da família real", onde o Vai-Vai teve como figurinista a mais alta patente em alta costura da época, o estilista Denner. Sua vinda revolucionou o mundo do samba paulistano. Ainda como enredos, o Vai-Vai teve, em 1969, "Aleijadinho", em 1970, "Princesa Leopoldina" - último título da entidade como cordão carnavalesco - e, em 1971, "Independência ou Morte", sendo Zé Di o compositor do último samba do tempo de cordão, que depois se consagrou no Acadêmicos do Salgueiro.

No início da década de 1970, a categoria dos cordões carnavalescos já estava decadente, e todos passaram a se transformar em escolas de samba. Em 1972, a Vai-Vai tornou-se oficialmente uma escola de samba, com a nomenclatura Grêmio Recreativo Cultural e Escola de Samba Vai-Vai, estreando no Grupo Especial. Depois da saída de Pé Rachado, Chiclé assumiu a presidência. O primeiro título como escola de samba chegou em 1978, seis anos depois da mudança. Outros títulos foram conquistados em 1981, 1982, 1986, 1987 e 1988.

No final dos anos 1990 e início dos anos 2000, a escola viveu a sua melhor fase, quando, após a conquista do título de 1996, foi tetracampeã consecutiva entre 1998 e 2001, ainda que os três últimos títulos tenham sido divididos com outras escolas.

Às vésperas do desfile de 1999, a Confederação Israelita do Brasil, a Federação Israelita do Estado de São Paulo e a B'nai B'rith do Brasil protestaram contra uma das alas da Vai-Vai, cujas fantasias apresentavam adereços com o desenho da suástica, com a intenção de representar a suposta previsão feita por Nostradamus, o personagem-título do enredo aquele ano, a respeito da ascensão do Nazismo[5], no que as entidades judaicas reconheceram uma possível apologia ao partido de Adolf Hitler. Sólon Tadeu, presidente da escola na época, pediu desculpas aos representantes das três entidades, argumentando que a escola desejara apenas representar a previsão de Nostradamus e não tivera a intenção de provocar ofensas. Ainda assim, Tadeu determinou que a Vai-Vai desfilasse com o polêmico adereço coberto por tarjas pretas, de modo a evitar interpretações negativas.

No ano seguinte, comemorando seu aniversário de 70 anos em um carnaval onde todas as escolas apresentaram temas ligados aos 500 anos do Descobrimento do Brasil, a Vai-Vai apresentou o enredo "Vai-Vai Brasil", tratando do período de 1985 a 2000. Nesse ano, obteve seu 11º título com o carnavalesco Flávio Tavares.

Em 2001 a escola foi tetracampeã com o enredo "O Caminho da Luz, a Paz Universal"

Em 2002 a escola foi a quinta a desfilar na segunda noite de desfiles com o enredo "Guardado a Sete Chaves", que mostrava lendas e superstições sobre o número 7. No ano seguinte, em 2003, foi a sexta escola a desfilar na sexta-feira com o enredo "Entre Marchas, Galopes e Cavalgadas". Nas duas ocasiões, a escola terminou em 5º lugar.

Em 2004, ano de Carnaval temático sobre o aniversário de 450 anos da cidade de São Paulo, a agremiação homenageou o bairro do Bixiga e, após alguns problemas na evolução do desfile, obteve o terceiro pior resultado de sua história: o 11º lugar.

No ano seguinte, em 2005, como a terceira escola a desfilar na sexta-feira, com o enredo "Eu também sou Imortal", a escola veio "mordida", mas terminou em quinto lugar. Naquele ano, a bateria protestou contra algumas das notas e decidiu que não estaria presente no desfile das campeãs. Depois disso, o presidente decidiu que a escola não participaria do desfile.

Em 2006, chegou mais perto do título com o enredo "São Vicente, aqui começou o Brasil", mas perdeu, por meio ponto, para a Império de Casa Verde.

Em 2007, já sob o comando de Tobias e com Vaguinho como intérprete, a Vai-Vai terminou na terceira colocação. O novo presidente, logo após o desfile, não polemizou sobre o resultado, reconhecendo a vitória da Mocidade Alegre, embora dissesse que gostaria de ver as justificativas de algumas das notas do quesito enredo.

Após o Carnaval, a escola foi impedida de continuar realizando seus ensaios nas ruas do Bixiga, como fizera até então por não possuir uma sede suficientemente grande para abrigá-los. Isso aconteceu porque um grupo de moradores, que durante anos protestara contra os transtornos trazidos pelos ensaios, conseguiu que a prefeitura proibisse a agremiação de ensaiar na rua. A permissão seria conseguia novamente alguns anos depois.

Em 2008, após sete anos sem vencer, a Vai-Vai desfilou com o enredo "Acorda Brasil, a saída é ter esperança", sobre a educação através da música no Brasil, e conquistou seu 13º título.[6]

Em 2009, a escola apostou em um desfile mais técnico do que empolgante[carece de fontes?], com o enredo "Mens sana et corpore sano - O milênio da superação", no qual abordava a história da saúde. A comissão de frente "Em busca do homem vitruviano", representou um duelo entre o bem e o mal; o Carro Abre-alas, "Peste Negra", representava a varíola; a Ala das Baianas simbolizava a "Globalização Microbiana"; e a Bateria, vinda de "Peste Negra" e de "Homem Lobo do Homem", representou as condições insalubres do Século XIV. A escola terminou em 2º lugar, com meio ponto a menos que a campeã Mocidade Alegre.

Em 2010, já sem Chico Spinosa, mas dotada de uma Comissão de Carnaval, a Vai-Vai apresentou um enredo que abordava os 80 anos da Copa do Mundo FIFA, fazendo um paralelo com os oitenta anos da própria escola. Devido às notas obtidas nos quesitos Evolução e Comissão de Frente, a escola terminou em 3º lugar, com três quartos de ponto a menos que a campeã Rosas de Ouro.

No dia 20 de Abril de 2010 o presidente da Vai-Vai, Thobias da Vai-Vai, cedeu o cargo de presidente para Darli Silva, o Neguitão, e foi nomeado presidente de honra da agremiação.[7]

Em 2011, a Vai-Vai apostou em um desfile considerado emocionante, tendo como tema "A Música Venceu", enredo que levou para o sambódromo a vida e a obra do maestro e pianista e maestro João Carlos Martins. A comissão de frente, "Delírio de Dalí", apresentou uma síntese de sua biografia, onde os 16 componentes estavam vestidos de personagens da música, da política e do futebol, como mulheres e como representantes de outros momentos de sua vida. O abre-alas simbolizava o "Cortejo Divinal - Os Deuses da Inspiração", o primeiro Casal representou Orfeu e Eurídice, as baianas representavam "Pitonísia - A Previsão do Futuro", e a bateria desfilou com a fantasia "Nossa Orquestra de Samba". A escola terminou como a campeã do carnaval de São Paulo, sendo este seu 14° título.

Para 2012 apresentou um enredo em exaltação às mulheres de modo geral. Homenageou mulheres como [Elis Regina]], a Imperatriz Leopoldina, Anita Garibaldi e Clarice Lispector, além da mítica Eva. A comissão de Frente, Cor de Rosa Choque, que fazia alusão à música homônima de Rita Lee, veio com Adriana Lessa na frente e mostrava várias personalidades femininas: Mães, Empregadas, Super-Heroínas, Escravas, entre outras. Com os carros bem acabados e fantasias superiores as do ano anterior, a escola entusiasmou o público do Anhembi, mas teve diversos problemas, ficando uma ala inteira sem o adereço de cabeça. O carnavalesco Alexandre Louzada, que no mesmo ano também assinou o enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel, declarou que a escola teve falhas e que muito do que ele criou para o enredo não foi para a pista. A Vai-Vai terminou em 3° lugar.

Em 2013, a escola contratou Cahê Rodrigues e trouxe como enredo "Sangue da terra, videira da vida: Um brinde de amor em plena avenida - vinhos do Brasil" sobre o vinho, com patrocínio de produtores de vinho do Brasil. A escola acabou em 7° lugar.

Em 2014 foi anunciada a volta do carnavalesco Chico Spinoza e do intérprete Thobias da Vai-Vai, que inicialmente faria dupla com Bruno Ribas, que, demitido, foi eventualmente substituído pelo jovem Márcio Alexandre. O enredo abordou o cinquentenário da cidade de Paulínia. Embora a escola tenha sido elogiada por conseguir desenvolver a história da cidade do interior paulista na avenida, a Vai-Vai recebeu notas muito menores do que o esperado. Acabou com um nono Lugar, sua pior colocação desde o carnaval de 2004. Logo depois do fraco desfile, foram convocadas novas eleições para diretoria da escola. Neguitão foi reeleito presidente em um chapa conjunta, que tinha Thobias da Vai-Vai como vice-presidente, Caio de Souza Santos como diretor financeiro e Fátima Acre como diretora secretária. A agremiação também contratou Alexandre Louzada como carnavalesco para o Carnaval 2015.

Em 2015, a Vai-Vai fez uma homenagem a uma das grandes cantoras da MPB, Elis Regina. Penúltima escola do segundo dia de desfiles do Grupo Especial, a escola realizou um desfile de harmonia e evolução perfeitas e gerou fortes reações nas arquibancadas, com um samba-enredo contendo partes das músicas da Pimentinha, e terminando o percurso aos gritos de "É campeã!". Efetivamente, a escola conquistou naquele ano seu 15° título.

Em 2016, a Vai-Vai desfilou com um enredo sobre a França, desenvolvido pelos carnavalescos Renato e Márcia Lage, que também assinaram o carnaval da Acadêmicos do Salgueiro, do Rio de Janeiro. Embora houvesse muita expectativa sobre o desfile, a escola, ao contrário do ano anterior, teve problemas nos quesitos Samba-Enredo, Evolução e Bateria, ficando em quarto Lugar na classificação geral.

Em 2017, a escola trouxe o enredo "No Xirê do Anhembi, a Oxum mais bonita surgiu... Menininha, mãe da Bahia - Ialorixá do Brasil" assinado pelos carnavalescos Alexandre Louzada, André Marins e Júnior Schall, que contava a história de Mãe Menininha do Gantois e sua relação com orixás das religiões africanas. A agremiação fez um desfile grandioso, mas foi marcado por atraso que fez com que a escola acelerasse para terminar seu desfile dentro do tempo regulamentado. Perdeu pontos essenciais nos quesitos Fantasia e Alegorias e Adereços e recebeu o terceiro lugar.

Em 2018, a escola homenageou o cantor e compositor Gilberto Gil. Através do enredo "Sambar com Fé eu vou", contou a história de vida e de carreira do artista, além de relembrar as composições de Gilberto Gil. Reforçou o carro de som contratando o experiente Wantuir e a cantora Grazzi Brasil, revelação do carnaval paulistano em 2017. Em setembro, Wantuir rompeu o contrato com a Vai-Vai, deixando Grazzi como intérprete oficial, acompanhada do cantor Belo e de Gilsinho. A escola envolveu o público do Anhembi com samba-enredo poderoso, fez um desfile luxuoso, assinado novamente por Alexandre Louzada, com a colaboração de Chico Spinoza, Júnior Schall, Delmo de Moraes e Fernando Barata, mas perdeu pontos nos quesitos evolução, fantasia, comissão de frente e alegorias e adereços. Terminou, assim, na décima posição.

Em 2019, a agremiação do Bixiga levou para o Sambódromo o enredo: "Vai-Vai: o quilombo do futuro", discorrendo sobre o sofrimento, a resistência e o empoderamento dos negros com uma perspectiva utópica de re-cobrança do domínio tecnológico durante a história. O enredo foi assinado pelos carnavalescos Roberto Monteiros e Hernani Siqueira. A escola foi a quarta a desfilar no sábado de Carnaval. A Vai-Vai terminou na décima quarta posição, e foi automaticamente rebaixada ao Grupo de Acesso pela primeira vez em 89 anos de história.

Em 13 de agosto, a agremiação finalmente divulgou o enredo para o Carnaval de 2020, quando a Escola do Povo completará noventa anos de fundação. O Vai-Vai levará para o Sambódromo do Anhembi o enredo: Vai-Vai: de corpo e álamo. A escola ainda confirmou o retorno de Chico Spinoza como carnavalesco. Com Chico como carnavalesco, o Vai-Vai conquistou os títulos de 1998, 1999 e 2008, além do vice-campeonato em 1997 e 2009, o terceiro lugar em 2007 e a nona posição em 2014, quando homenageou os cinquenta anos da cidade de Paulínia.

Segmentos[editar | editar código-fonte]

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Ref.
Seu Livinho 1930 - 1951
Sebastião Eduardo do Amaral "Pé Rachado" 1951 - 1972
José Jambo Filho "Seu Chiclé" 1972 - 1992
Sólon Tadeu Pereira 1992 - 2007
Thobias da Vai-Vai 2007 - 2010 [7]
Darly Silva "Neguitão" 2010 - 2019 [7][8]

Presidente de honra[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato
Thobias da Vai-Vai julho de 2010 - atualidade

Intérpretes[editar | editar código-fonte]

Carnavais Intérprete oficial Ref.
1976-1977 Sol e Odair
1978 Carlão
1979-1980 Almir Guineto
1981 Denilson
1982 Aldo Bueno
1983-1984 Chuveiro
1985 Sol
1986-1993 Thobias da Vai-Vai
1994 Agnaldo Amaral
1995-1998 Thobias da Vai-Vai
1999 Thobias da Vai-Vai, Wantuir e Agnaldo Amaral [9][10]
2000 Thobias da Vai-Vai e Agnaldo Amaral [9]
2001 Gilsinho [11]
2002 Benson e Gilsinho
2003 René Sobral [12]
2004-2006 Agnaldo Amaral [9]
2007 Vaguinho [13]
2008-2009 Carlos Júnior [14]
2010 Gilsinho [11]
2011-2013 Wander Pires [15]
2014 Márcio Alexandre [16]
2015 Márcio Alexandre e Gilsinho [11]
2016-2017 Wander Pires [15]
2018 Grazzi Brasil e Gilsinho [11][17]
2019 Grazzi Brasil [17]
2020 Luiz Felipe e Washington

Diretores[editar | editar código-fonte]

Ano Diretor de Carnaval Diretor geral de harmonia Mestre de bateria Ref
2014 Lourival Almeida e Janaina Decarli Fernando Penteado Tadeu [18]
2015-2016 Janaína Decarli Fernando Penteado e Wagner Amancio Tadeu e Beto [19]
2017 Janaína Decarli Edison "Buiu", Fernando Penteado, Caique, Lourival e Wagner Amâncio Tadeu e Beto
2018 Janaína Decarli Fernando Penteado/Lourival/Vela/Buiu e Caique Tadeu e Beto
2019 Lourival e Marcelo Casa Nossa Edison Buiu Tadeu e Beto

Coreógrafo[editar | editar código-fonte]

Período Nome Ref.
2013 Jarbas Homem de Mello [20]
2014-2015 Jhean Allex [18]
2016 Steven Harper e Adriana Salomão [21]
2017 Roberta Melo
2018 Thiago Chodrawí
2019- Chris Brasil

Casal de Mestre-sala e Porta-bandeira[editar | editar código-fonte]

Período Nome Ref.
1990 Urco e Cleuza
1991-1993 Élcio e Eneidir
1994-1997 Paulinho e Eneidir
1998-2005 Renatinho e Fabíola
2006-atualidade Pingo e Paulinha Penteado [18]

História da Bateria[editar | editar código-fonte]

Não demorou muito para o Cordão Vai Vai passar a ser respeitado por todos, sua bateria tinha uma batida inconfundível, com seus surdos que eram tocados com duas baquetas e zabumbas. À sua frente vinha seu Livinho que, primeiro apitador, mestre da bateria e do cordão até a metade dos anos 1940. Entre os nomes de destaque desta bateria está Sebastião Eduardo do Amaral, mais conhecido como Pé Rachado, que depois da saída de Seu Livinho, tornou-se presidente do cordão. Pé Rachado comandou a bateria do Vai-Vai por três anos, antes de passar o comando para Wálter Gomes de Oliveira, o Pato n'Água, e por duas décadas e meia presidiu a entidade.

Com vistas a atender modificações que surgiam no cenário do samba paulistano, no início da década de 1970, o presidente do Cordão Vai Vai, Pé Rachado, busca reforços, trazendo do Fio de Ouro, o apitador Feijoada, que antes de ir comandar a bateria do Fio de Ouro, saía no Vai-Vai como batuqueiro sendo um dos discípulos de Pato n'Água. Com ele também vieram grandes batuqueiros para reforçar a bateria do Vai-Vai, dentre eles o Tadeu (Neguinho), que mais tarde viria se tornar um dos grandes mestres de bateria do carnaval paulistano.

Após Pé Rachado passar o comando para Pato n'Água, este por sua vez comandou a bateria até a metade dos anos 1950 e que até os dias de hoje é considerado como o apitador dos apitadores. Depois tivemos outros grandes nomes no apito, como Flavinho, Wanderlei, Louzazinho, Bolinha (ganhador do apito de ouro no Ibirapuera em 1968) e Feijoada, que foi o último apitador da era cordão.

Dentre os grandes batuqueiros desta época podemos destacar seu José Jambo Filho, mais conhecido como Seu Chiclé, que levou para a bateria o repenique na metade dos anos 1960; Tinho, que no Ibirapuera, ganhou como melhor batuqueiro solando no repenique a música Pata-Pata, de Miriam Makeba, em 1970.

A escola teve também outros grandes batuqueiros como Silas, Agadir, Polenta, Muru, Jacaré, Fala-Grosso, Didi, Tempestade, Evércio, Caveira, Baby Clóvis, Grim, Seu Amaro, Zé Pires, Jotai, Sabino, Bira, Netinho, Esquerdinha, Os Bombeiros, Balbino, Chinês, Ademir Parafuso, Caloi, Mamelão, Zé Carlos, Robertinho, Vadinho, Atilão, Testinha, Pelego, Zé da Ilha, Vilela, Mário Porpeta, Tomás, Dois e Quinhentos, Cinco Merréis, Dez Merréis, Borrão, Os Irmãos Corvos, Muru, São-Paulino, Tacun, Pneu, Paulo Porqueira, Bentinho, Flanela, Gurdura, Pesão, Iza, João Mãozinha, Nelsinho Branca de Neve, Zé Carlinhos, Pastel, Pastelzinho, Zé Pires, entre outros, valendo destaque para Roberto de Almeida, conhecido por Geribá; Russinho, que se especializou em tocar pratos à frente da bateria e foi sucesso até a metade dos anos 1980.

Mestre Tadeu

No comando da bateria desde o carnaval de 1973 está Antônio Carlos Tadeu, mais conhecido como mestre Tadeu, considerado patrimônio vivo do Vai-Vai e do carnaval paulistano. Mestre Tadeu chegou ao Vai-Vai no final da década de 1960, vindo da escola de samba Lavapés, uma das mais antigas do carnaval de São Paulo, e pouco tempo depois assumiria o posto de mestre de bateria, onde permanece desde então.[22] Mestre Tadeu tem ao todo 16 títulos de campeão do carnaval, o primeiro como ritmista quando em 1970 o Vai-Vai se consagraria campeão do grupo dos cordões, e os outros 15 como mestre de bateria da escola no grupo de elite do carnaval paulistano. Participou de todos os títulos da história do Vai-Vai depois que está se tornou escola de samba em 1972, uma marca invejável que faz dele o maior colecionador de títulos do carnaval. Há 44 anos como mestre de bateria da escola,[23] Tadeu também detém o recorde de mestre a mais tempo comandando uma mesma bateria na história do carnaval tanto de São Paulo quanto do Rio de Janeiro. Das suas mãos e dessa bateria sairam varios diretores de bateria de São Paulo como Magui, Tornado, Negativo, Thiago Praxedes, Beto Repinique entre outros.

Corte da Bateria[editar | editar código-fonte]

Período Rainha de Bateria Madrinha de Bateria Ref.
2005 Elizabeth Santos Luciana Gimenez [24][25]
2006 Elizabeth Santos [24][25]
2007 Daniela Rodrigues Scheila Carvalho [26][27]
2008 Ivi Mesquita Amanda Françozo
2009-2010 Camila Silva Amanda Françozo [28][29]
2011 Camila Silva Maria Rita [30][31]
2012- presente Camila Silva [18]

Grandes personalidades[editar | editar código-fonte]

Estão entre os fundadores da Vai-Vai: Livinho, Frederico Penteado (Fredericão), Henricão, Tino, Lourival de Almeida(Loro), Lazinho, Lolo, João Penteado (Joãozinho), Lousa, Tonico, Biau, Zé Negrão, Fumaça, Zico, Isqueirinho, Argemiro, Zui, Ditinho Cristo(que foi o primeiro baliza do cordão), Guariba (sucessor de Ditinho Cristo na baliza), Genésio(sucessor de Guariba, marido da Dona Otede), Moacir Arrelia, Moacir Mãe d'Água, Leco, Dona Castorina, Dona Iracema, Maria Preta, Ana Penteado, Dona Florinda (mãe de dona Sinhá), Dona Iría (esposa de seu Livinho e mãe da Dinha), Iara, Vó Anacleta (mãe de ditinho Cristo e Vó de Pato n'Água), Dona Maria, Lucíola, Pitica, Clarinda, Ondina, Nizete, Vitorina, Olga, Sinhá (que foi à primeira contra baliza do cordão), Dona Nina, Odila (a primeira dama de preto), Dirce, Antonieta Penteado - Nêta - (a primeira rainha do cordão), Dona Iracema, Diamantino (Seu Nenê), Paulo Geremias (Seu Portela), Frederico Penteado Jr.(Ico), Moleque, Acácio, Carneirinho, Seo Anselmo, Sr José Antônio entre muitos outros.

Também é importante destacar outras personalidades importantes da história da escola, tais como: Bentinho da Cuíca,Tininha, Lucíola, Tica, Cida Pato, Cassimira, Regina Maura, Maria do Carmo, Arlindo Motorista, Djalma, Penteado, Julinho, Normando, Roberto Fardinha, Bolinha, Tigüera, Zé Roberto, Osvaldinho, Chimbó, Carmem, Fátima, Eliana, Sandrinha, Dona Paula, Mafalda, Niltes, Marrom, Nilton Baltazar, Walter Preto, Volnei, Peba , Éda, Rosely, Chicletinho, Zuccaro, Nelsinho, Dema Grapeti, Demã, Roberto Cartola, Serjão, Nino, Nena, Peru, Cleuza Amarante, Pato Roco, Cidinha Tergal, Sueli, Thune, Guaraná, Armando, Paulo Valentim, Boi, Santão, Amiginho, Miltom, Chapéu, Téti, Chuá, Carlão, Sol, Pedro Carneiro, Silvinho (Bacalhau), Lobão, Cizo, Zé Antônio e Dona Penha.

Dona Olímpia foi responsável por mais de duas décadas pela corte do Cordão, onde Teléco e Claudete ostentaram o cargo de rei e rainha por muito tempo, e tinham como princesas na corte, Cleuza, que mais tarde teria sua glória como porta bandeira e sua irmã Clélia, que nos anos 1950 saia à frente da bateria com trajes de bailarina dançando “balé” em ritmo de samba. Cleuzí vinha de baronesa e China, ou melhor, Chininha, como era carinhosamente chamada na época, era Duquesa e chegou no Vai-Vai nos anos 1960, compondo a corte do cordão juntamente com: Dita, Laura, Dilma, Dinha, Iolanda, Marilia, Mercedes, Cidinha, Ditinha e Odila que vinha na corte como dama de preto.

Carioca, além de enredista, também era grande compositor, sendo os sambas de 1966 a 1970 de sua autoria. Com a volta dos enredos em 1966, surge no cordão à figura da porta bandeira na pessoa de Clélia e o mestre sala Neno, passando o Vai-Vai a desfilar com pavilhão e estandarte, conduzido por Elisabete, isso até a transição do cordão para escola de samba.

A primeira ala show do Cordão Vai Vai foi criada em 1968, liderada por Clodoaldo (Tida), que tinha o nome de Ala Show Cuíca de Ouro, entre seus precursores tinha Bagulé (cidadão samba de 2005), Edney (antigo mestre sala), Selma e Edna, que em 1968 em no 2º Simpósio do Samba realizado no Município de Santos,no litoral paulista, ganhou o título de melhor passista no concurso "Sandália de Prata", vencendo grandes passistas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Em 1971, Edna viria a ser a rainha da bateria do cordão e depois da escola de samba. Bagulé, Tida e Edney, antes de montarem a ala show já eram passistas consagrados no mundo do samba, há muito já venham mostrando seus talentos como passistas à frente da Nossa Ala, que tinha como líder a sambista Cleusí.

Nessa época os figurinos ficavam por conta do saudoso "Madruga". No início dos anos 1970,surge no cordão a primeira ala de estudantes, faziam parte desta ala, dois jovens e futuros arquitetos Caio e Bia, que se juntaram ao Madruga, para desenharem os figurinos e as alegorias do cordão para o carnaval de 1971 o convite a Ângelo Careca, Alemão e Serginho(Pé), que tinham dado uma força para o Pé Rachado no carnaval de 1970 e também, estendeu o convite a Dona Paulina (mãe da Bia).

Faziam parte deste grupo nomes que viriam a se tornar sambistas de primeira, como: Bolinha, Penteado, Julinho, Zé Roberto, Walter Preto, Eliana, Normanda, Tiguera, Didi e Feijoada, e com esse grupo, estava instituída a primeira comissão de carnaval do Vai-Vai e do Carnaval Paulista que seria responsável também, pela transformação do Cordão em Escola de Samba.

Outros grandes nomes também fizeram parte deste grande Cordão, como: Armandinho(do Museu do Bixiga), Seu Neno(do Bar do Petisco), Seu Mário (da farmácia) Ziniqui, Esquerdinha (do Lusitana), Rui Policia, Vicente Cucce (grandes colaboradores do cordão).

Lucíola outra grande expoente do cordão, por ter uma voz potente e aguda comandava o canto do Cordão nos ensaios até a início dos anos 1960, passando o cargo para Tininha,e atualmente quem exerce o cargo é Cleuzí Penteado,que também acumula o cargo de diretora da ala das crianças por mais de 30 anos . O Cordão Vai Vai, era pioneiro em tudo e uma das suas façanhas foi que em 1968 no bairro do Jaçanã na casa da Dona Paula (mãe do Normando) foi fundado o Vai Vai do Amanhã,a primeira ala infantil de São Paulo e desta ala saíram grandes sambistas, a exemplo da carnavalesca Vaníria Nejelschi .

Quando se fala em cordão não se deixa de falar em Genésio, “O Baliza”, apesar de sua estatura pequenina se tornava um gigante à frente do cordão e fazia grande malabarismo com a baliza,teve sua realeza até os primórdios dos anos 1970, hoje sua memória é guardada por todos e principalmente por sua família que tem à frente a grande matriarca e sambista Dona Odete,que por várias décadas fez parte da corte do nosso cordão, onde se destacava com seus belos trajes de baronesa.

"Que barulho, que barulho é aquele, que barulho é aquele que vem lá?": foi assim que Tino fez sua entrada no cordão na metade dos anos 1930 e depois junto com Leco formaram uma parceria que rendeu grandes sambas e que se perpetuam até os dias de hoje. Uma outra grande arma do Cordão foi Baiano, músico profissional e morador do Bixiga, vinha à frente do cordão tocando seu clarim anunciando a chegada do Vai Vai: - “Saiam a Janela Venham Espiar O Vai Vai Passar”- e como num passe de mágica a rua ficava cheia para ver o cordão querido.

Outra grande dama foi Dona Ana Penteado que, desde da época do cordão, desfilou de baiana e mais tarde seria a baiana símbolo da escola de samba Vai–Vai.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Os ramos de café foram escolhidos com o intuito de representar a cultura do café, que era uma das fontes de riqueza do país na época.[3]

Já a Coroa simboliza a realeza e a magnitude da raça negra, naquela época era comum o negro se tratarem carinhosamente de “Oi Meu Rei, Oi Minha Rainha” (esta forma de tratamento se deriva dos tempos da escravidão), pois grande parte dos negros e negras que vieram para cá como escravos, eram Reis e Rainhas em suas terras, (assim uma justa homenagem à família negra paulistana e bixiguenta).

O símbolo foi idealizado por Fredericão, desenhado por Sardinha (sendo que a coroa foi tomada por base a coroa da corte portuguesa) e confeccionado por Dona Iracema. O estandarte passou a ser a representação máxima do cordão e logo trataram de arrumar uma pessoa para conduzi-lo e a primazia foi dada a Pitica, que passou a glória para Iara, que foi sucedida por Dona Iracema que antes sucedeu Antonieta como rainha do cordão.

O apelido saracura era dado por causa do rio Saracura que margeava a Bela Vista,[3] tornado-se pejorativo; mas graças aos títulos conquistados, tal apelido tornou-se motivo de orgulho, lembrado até hoje.

Carnavais[editar | editar código-fonte]

Desfiles da Vai-Vai
Ano Colocação Divisão Enredo Carnavalesco Ref.
1930 5º lugar Cordão Salve São Paulo, tens o céu cor de anil. Possui a riqueza e a grandeza, és o coração do Brasil
Compositor: Henrique Filipe da Costa "Henricão"
Carlos Júnior [4]
1931 3º lugar Cordão Samba em exaltação ao cordão Vai-Vai Comissão de Carnaval [4]
1932 Não desfilou
1933 4º lugar Cordão Samba em homenagem à Marinha Brasileira Comissão de Carnaval [4]
1934 Campeã Cordão II Taça Arthur Friendenreich Comissão de Carnaval
1935 6º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1936 4º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1937 4º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1938 5º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1939 9º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1940 Campeã Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1941 Campeã Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1942 Campeã Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1943 Campeã Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1944 Campeã Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1945 Vice-Campeã Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1946 Vice-Campeã Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1947 Campeã Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1948 Vice-Campeã Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1949 Vice-Campeã Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1950 Vice-Campeã Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1951 5º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1952 4º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1953 4º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1954 3º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1955 5º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1956 5º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1957 Vice-Campeã Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1958 3º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1959 5º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1960 4º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1961 4º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1962 3º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1963 3º lugar Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1964 Vice-Campeã Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1965 Vice-Campeã Cordão Samba Exaltação Comissão de Carnaval
1966 3º lugar Cordão O segundo casamento de Dom Pedro I Comissão de Carnaval
1967 Campeã Cordão O segundo casamento de Dom Pedro I Comissão de Carnaval
1968 Vice-Campeã Cordão Exaltação à Família Real Comissão de Carnaval
1969 Vice-Campeã Cordão Aleijadinho Comissão de Carnaval
1970 Campeã Cordão Princesa Leopoldina Comissão de Carnaval
1971 Vice-Campeã Cordão Independência ou Morte Comissão de Carnaval
1972 Vice-Campeã Cordão Passeando pelo Brasil o samba mostra o que é seu Comissão de Carnaval
1973 3º lugar Grupo 1 Lamartine Babo - Hino ao Carnaval Brasileiro Comissão de Carnaval
1974 Vice-Campeã Grupo 1 Samba, Frevo e Maracatu Comissão de Carnaval
1975 5º lugar Grupo 1 O Guarani Comissão de Carnaval
1976 Vice-Campeã Grupo 1 Solano Trindade, o Menino do Recife Comissão de Carnaval
1977 Vice-Campeã Grupo 1 Padre José Maurício Comissão de Carnaval
1978 Campeã Grupo 1 Na Arca de Noel quem entrou não saiu mais Comissão de Carnaval
1979 4º lugar Grupo 1 Festa de um Povo em Sonho e Fantasia Comissão de Carnaval
1980 3º lugar Grupo 1 Orgulho da Saracura Comissão de Carnaval
1981 Campeã Grupo 1 Acredite se quiser Comissão de Carnaval
1982 Campeã Grupo 1 Orun Aiyê - O Eterno Amanhecer Comissão de Carnaval [32]
1983 Vice-Campeã Grupo 1 Se a Moda pega... Comissão de Carnaval
1984 4º lugar Grupo 1 Ao Sol da Onça Caetana ou Miragens do Sertão Caio, Minoru e Tina
1985 Vice-Campeã Grupo 1 Água de Cheiro Caio, Minoru e Tina
1986 Campeã Grupo 1 Do jeito que a gente gosta Andrés Wilches
1987 Campeã Grupo 1 A Volta ao Mundo em 80 Minutos Ciro Nascimento
1988 Campeã Grupo 1 Amado Jorge, a História de uma Raça Brasileira Ulysses Cruz
1989 4º lugar Grupo 1 Escreveu não leu o Palco é meu Ulysses Cruz
1990 4º lugar Grupo 1 60 Anos no Reino das Bananas Fábio Brando e Luís Rossi
1991 3º lugar Grupo 1 O Negro em Forma de Arte Rui Ricardo Oliveira
1992 Vice-Campeã

(Empatado com Camisa Verde e Branco)

Grupo Especial Por Mares nunca dantes navegados Fábio Brando e Luís Rossi
1993 Campeã

(Dividido com a Camisa Verde e branco)

Grupo Especial Nem tudo que reluz é Ouro Comissão de Carnaval
(Fábio Brando, Luís Rossi e Renato Teobaldo)
1994 8º lugar Grupo Especial Inã-Guê: pegando Fogo Fábio Brando e Luís Rossi
1995 4º lugar Grupo Especial Deu Poesia na Terra da Garoa Fábio Brando e Luís Rossi
1996 Campeã Grupo Especial A Rainha, a Noite tudo transforma Frank Gal
1997 Vice-Campeã Grupo Especial Liberdade ainda que Vai-Vai Chico Spinoza
1998 Campeã Grupo Especial Banzai! Vai-Vai
Compositores:Zeca, Zé Carlinhos e Afonsinho
Chico Spinoza
1999 Campeã

(Dividido com a Gaviões da Fiel)

Grupo Especial Nostradamus
Compositores:Zeca, Zé Carlinhos e Afonsinho
Chico Spinoza
2000 Campeã

(Dividido com a X-9 paulistana)

Grupo Especial Vai-Vai Brasil
Compositores:Zeca, Zé Carlinhos e Naio Denay
Flavio Tavares
2001 Campeã

(Dividido com a Nenê de Vila Matilde)

Grupo Especial O Caminho da Luz, a Paz Universal
Compositores:Zeca, Zé Carlinhos, Naio Denay e Ronaldinho FDQ
Ilvamar Magalhães
2002 5º lugar Grupo Especial Guardado a sete chaves
Compositores:Zeca, Zé Carlinhos, Naio Denay, Ronaldinho FDQ
Ilvamar Magalhães
2003 5º lugar Grupo Especial Entre Marchas, Galopes e Cavalgadas
Compositores:Danilo Alves, Régis, Vágner Almeida
Ilvamar Magalhães
2004 11º lugar Grupo Especial Quer conhecer São Paulo? Vem pro Bixiga para ver...
Compositores:Zeca do Cavaco, Zé Carlinhos e Naio Denay
Lane Santana
2005 5º lugar Grupo Especial Eu também sou imortal
Compositores:Danilo Alves, Marquito, Estevan, Vagner Almeida, Mineiro, Régis, Frá e Japole
Raul Diniz
2006 Vice-Campeã Grupo Especial São Vicente aqui começou o Brasil
Compositores:Zé Carlinhos, Naio Denay, Benson, Wagner Almeida, Marcinho Z.S. e Loirinho do Cavaco
Raul Diniz
2007 3º lugar Grupo Especial O 4º Reino, O Reino do Absurdo
Compositores:Zé Carlinhos, Nayo Denai, Vagner Almeida e Danilo Alves
Chico Spinoza
2008 Campeã Grupo Especial Vai-Vai acorda Brasil, a saída é ter esperança
Compositores:Zé Carlinhos, Naio Denay, Vagner Almeida, Dalino Alves
Chico Spinoza
2009 Vice-Campeã Grupo Especial Mens Sana et Corpore Sano - O Milênio da Superação
Compositores:Zé Carlinhos, Naio Denay, Danilo Alves e Vagner Almeida.
Chico Spinoza
2010 3º lugar Grupo Especial 80 Anos de Arte e Euforia, "É Bom no Samba, É Bom no Couro". Salve o Duplo Jubileu de Carvalho
Compositores:Zeca do Cavaco, Afonsinho Bv, Fábio Henrique e Ronaldinho FDQ.
Comissão de Carnaval
(Lourival Almeida, Janaína, Neguitão, Renato Maluf, Adailson Jr., Claudio Norberto,

Buiú, Miguel Bionde, Fernando Penteado, Lane Santana e Marcos Januário)

2011 Campeã Grupo Especial A Música Venceu
Compositores:Zeca do Cavaco, Ronaldinho FQ, Fábio Henrique e Afonsinho.
Alexandre Louzada
2012 3º lugar Grupo Especial Mulheres que brilham - A Força Feminina no Progresso Social e Cultural do País
Compositores: Afonsinho BV, Evaldo Sean Connory, Ronaldinho FDQ, Valter Camargo e Zeca do Cavaco.
Alexandre Louzada
2013 7º lugar Grupo Especial Sangue da terra, videira da vida: Um brinde de amor em plena avenida - vinhos do Brasil!
Compositores:Evaldo Rodrigues, Osvaldinho Da Cuíca, Ronaldinho FQ, Valter Camargo e Zeca do Cavaco
Cahê Rodrigues
2014 9º lugar Grupo Especial Nas chamas da Vai-Vai, 50 anos de Paulínia
Compositores:Vagner Almeida, Mineiro, Marcinho Zona Sul, Loirinho e Edinho Gomes.
Chico Spinoza [18]
2015 Campeã Grupo Especial Simplesmente Elis. A Fábula de uma Voz na Transversal do Tempo
Compositores: Zeca do Cavaco, Zé Carlinhos e Ronaldinho FQD.
Comissão de Carnaval
(Alexandre Louzada, Eduardo Caetano e André Marins)
[19]
2016 4º lugar Grupo Especial Je Suis Vai-Vai - Bem-vindos à França
Compositores:Zeca do Cavaco, Zé Carlinhos, Ronaldinho FDQ e Dodo Monteiro
Renato Lage e Márcia Lage
2017 3º lugar Grupo Especial No Xirê do Anhembi, a Oxum mais bonita surgiu... Menininha, mãe da Bahia - Ialorixá do Brasil
Compositores: Edegar Cirillo, Marcelo Casa Nossa, André Ricardo, Dema, Leonardo Rocha e Rodolfo Minuetto
Comissão de Carnaval
(Alexandre Louzada, André Marins e Júnior Schall)
2018 10° lugar Grupo Especial Sambar com fé eu vou
Compositores: Edegar Cirillo, Marcelo Casa Nossa, André Ricardo, Dema, Gui Cruz, Rodolfo Minuetto, Rodrigo Minuetto e Kz
Comissão de Carnaval
(Alexandre Louzada, Júnior Schall, Chico Spinoza, Delmo de Moraes e Fernando Barata)
[33][34]
2019 14º lugar

(Rebaixada)

Grupo Especial Vai-Vai: o quilombo do futuro
Compositores: Edegar Cirillo, Marcelo Casa Nossa, André Ricardo, Dema, Gui Cruz, Rodolfo Minuetto, Rodrigo Minuetto e KZ.
Roberto Monteiros e Hernani Siqueira [35][36]
2020 Grupo de Acesso 1 Vai-Vai de corpo & Álamo Chico Spinoza
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Títulos[editar | editar código-fonte]

Títulos da Vai-Vai
Divisão Total Ano
WikiCup Trophy Gold.png Grupo Especial 15 1978, 1981, 1982, 1986, 1987, 1988, 1993, 1996, 1998, 1999, 2000, 2001, 2008, 2011 e 2015
Trophy (transp. Simón Bolívar Cup).png Cordão 9 1934, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1947, 1967 e 1970

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Sasp. «História». Consultado em 15 de janeiro de 2016 
  2. a b Diogo Vargas, para a Jovem Pan (8 de setembro de 2010). «Vai-Vai conta sua história em exposição». Consultado em 15 de janeiro de 2011 [ligação inativa]
  3. a b c d SASP. «História». Consultado em 27 de abril de 2014 
  4. a b c d e f g h Zélia Lopes da Silva (dezembro de 2012). «A memória dos carnavais afro-paulistanos na cidade de São Paulo nas décadas de 20 e 30 do século XX» (PDF). Dialogos - Revista do Departamento de Historia e do Programa de Pós-Graduação em História, vol. 16, Universidade Estadual de Maringá. pp. 37–68. Consultado em 10 de maio de 2014. Cópia arquivada (PDF) em 10 de maio de 2014 
  5. Msn.com (6 de março de 2012). «Vai-Vai - Colecionando 14 títulos no Grupo Especial, a escola de samba do Bixiga fala das mulheres». Consultado em 27 de abril de 2014 
  6. Diário On Line (5 de fevereiro de 2008). «Vai-Vai confirma favoritismo é a campeã do Carnaval paulista». Consultado em 15 de janeiro de 2011 
  7. a b c Vermelho.org (8 de fevereiro de 2013). «O sambista do Bixiga». Consultado em 27 de abril de 2014 
  8. Terra (12 de julho de 2010). «Vai-Vai apresenta nova diretoria após derrotas no Carnaval de SP». Consultado em 27 de abril de 2014 
  9. a b c «Agnaldo Amaral». Sambario Carnaval. Consultado em 21 de outubro de 2018 
  10. «Wantuir». Sambario Carnaval. Consultado em 21 de outubro de 2018 
  11. a b c d «Gilsinho». Sambario Carnaval. Consultado em 21 de outubro de 2018 
  12. «René Sobral». Sambario Carnaval. Consultado em 21 de outubro de 2018 
  13. «Vaguinho». Sambario Carnaval. Consultado em 21 de outubro de 2018 
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  15. a b «Wander Pires». Sambario Carnaval. Consultado em 21 de outubro de 2018 
  16. SRZD (4 de novembro de 2013). «Vai-Vai: conheça o novo intérprete oficial». Consultado em 21 de outubro de 2018 
  17. a b «Grazzi Brasil». Sambario Carnaval. Consultado em 21 de outubro de 2018 
  18. a b c d e SASP. «Dados». Consultado em 27 de abril de 2014 
  19. a b Jovem Pan (26 de janeiro de 2015). «Ficha Técnica: Vai-Vai 2015». 13h34 
  20. Ego (22 de outubro de 2012). «Namorado de Claudia Raia estreia como coreógrafo da Vai-Vai» 
  21. Vai-Vai, Comunicação (24 de novembro de 2015). «Vai-Vai anuncia seus novos coreógrafos: Steven Harper e Adriana Salomão». Vai-Vai. Consultado em 23 de janeiro de 2019 
  22. «Mestre completa 40 anos na bateria da Vai-Vai e diz que tem 'ritmo próprio'». Carnaval 2013 em São Paulo. 6 de janeiro de 2013 
  23. «Linha dura da Vai-Vai, Mestre Tadeu coleciona 10 na bateria há 43 anos - Notícias - UOL Carnaval 2016». UOL Carnaval 2016 
  24. a b Isto É. «A folia de casada de Luciana Gimenez» 
  25. a b R7 (1 de janeiro de 2009). «AS BELAS DO CARNAVAL DE SP». 00h01 
  26. G1 (11 de janeiro de 2007). «Scheila Carvalho estréia como madrinha de bateria em SP». 23h55 
  27. Terra (17 de fevereiro de 2007). «Com Scheila Carvalho, Vai-Vai "recicla" avenida». 23h44 
  28. G1 (19 de janeiro de 2010). «Designer de joias prepara fantasia da madrinha de bateria da Vai-Vai». 08h00 
  29. Área Vip (2 de outubro de 2010). «Amanda Françozo não é mais madrinha de bateria da Vai-Vai». 09h39 
  30. UOL (4 de outubro de 2010). «Maria Rita será a madrinha de bateria pela Vai-Vai». 15h00 
  31. Ego (5 de março de 2011). «Muito nervosa, Maria Rita estreia como madrinha de bateria da Vai-Vai». 05h51 
  32. https://vejasp.abril.com.br/cidades/samba-enredo-vai-vai-sao-paulo/
  33. Site Carnavalesco (10 de maio de 2017). «Alexandre Louzada revela que fará com Chico Spinoza o enredo sobre Gilberto Gil no Vai-Vai» 
  34. Caras (29 de junho de 2017). «"Sambar com fé eu vou": Vai-Vai anuncia enredo em homenagem a Gilberto Gil». 14h06 
  35. SASP (19 de junho de 2018). «"Vai-Vai, O Quilombo Do Futuro!" – Escola Do Povo Define Seu Enredo Para 2019» 
  36. G1 (20 de junho de 2018). «Vai-Vai terá enredo sobre lutas do povo negro no carnaval de SP em 2019» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]