Valérian

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Valérian et Laureline
Colecção
Valérian et Laureline.JPG
Valérian e Laureline
País de origem  Bélgica
Língua de origem Francês
Editora(s) Dargaud
Primeira edição 1967
Revista(s) lusófona(s) Portugal: Tintin, Flecha 2000, Jornal da BD, Selecções BD
Brasil: O Globinho Supercolorido
Número de álbuns 23
Primeira publicação Pilote
Género(s) ficção científica, space opera, viagem no tempo
Argumento Pierre Christin
Desenho Jean-Claude Mézières
Colorista(s) Évelyne Tranlé
Personagens principais Valérian
Laureline
Título(s) em português Portugal: Valérian, agente espácio-temporal
Brasil: Valérian, agente espaço-temporal
Editora(s) lusófona(s) Portugal:Meribérica/Liber
Brasil: O Globo, Sesi-SP Editora
Adaptação Valérian et Laureline (série animada)
Valérian et la Cité des mille planètes

Valérian, agente espácio-temporal, é uma série de banda desenhada franco-belga de ficção científica criado por Pierre Christin, escritor, Jean-Claude Mézières, desenhador e Évelyne Tranlé, colorista. A sua primeira aparição, surge na edição 420 da revista Pilote a 9 de Novembro de 1967, sendo posteriormente publicada em álbum pela Dargaud a partir de 1970. Esta é uma das séries francesas mais antigas.

A série enfoca as aventuras do Valérian, um agente espaço-temporal, e sua colega, Laureline, enquanto viajam o universo pelo espaço e pelo tempo. Valérian é um herói clássico, bondoso, forte e corajoso que segue as ordens de seus superiores, mesmo que sinta, no fundo, que é a coisa errada a fazer. Por outro lado, sua parceira Laureline combina sua inteligência superior, determinação e independência com sex-appeal. Influenciado pela ficção científica clássica, a série mistura a space opera com viagens no tempo. Os textos de Christin são notáveis para seu humor, complexidade e ideias políticas liberais fortemente humanistas, a arte de Mézières é caracterizada por suas descrições vívidas dos mundos e das espécies extraterrestres encontrados por Valérian e Laureline em suas aventuras. A série é considerada um marco na banda desenhada europeia e da cultura pop, e influenciou outros meios de comunicação também: vestígios de seus conceitos, histórias e desenhos podem ser encontrados em filmes de ficção científica como Star Wars e The Fifth Element.

Em 2007, no quadragésimo aniversário da criação da série, com o lançamento de L'Ordre des Pierres , a série muda de nome para Valérian et Laureline. A partir dessa data, as reimpressões dos álbuns, passaram a ter esse título.

A série Valérian e Laureline é "tanto um clássico da nona arte como uma obra prima da ficção científica"[1][2] já vendeu mais de 2.500.000 cópias. Na tradição da ficção científica, acrescenta uma dimensão especial ao género space opera[3] abrindo a porta para todas as séries atual de ficção científica, com um ambiente especial que incorpora alguns dos componentes básicos da fantasia heróica, apesar de o título fantasia não aparecer na série, abriu a porta a todas as actuais séries de ficção científica, antecipação e fantasia heróica, como disse Stan Barets na introdução do Intégrale No. 1, "a série Laureline e Valérian e é o arquétipo original a partir da qual todos os outros foram feitos".[1]

Depois de vários testes de Mézières e Christin, Valérian e Laureline ganha uma série animada em 2007, uma produção franco-japonesa inspirada em animes. foi apresentada pela primeira vez em França a 7 de Novembro de 2007, no Canal + Família, mantendo-se a continuação da série no canal France 3.

Uma adaptação cinematográfica dirigida por Luc Besson, Valérian et la Cité des mille planètes, está prevista para 2017.

Histórico[editar | editar código-fonte]

No final dos anos 1960 , época da primeira publicação de Valerian, séries de banda desenhada de ficção científica ainda eram escassos. Entre os títulos haviam raras precursoras antes da Segunda Guerra Mundial:

  • Francesas: Futuropolis de Martial Cendres e René Pellos (1937).

Depois da Segunda Guerra na França:

  • Pionniers de l'Espérance de Roger Lecureux e Raymond Poïvet (1945), Kaza le Martien de Kline (1946), Barbarella por Jean-Claude Forest (1962), Les Naufragés du temps por Jean-Claude Forest e Paul Gillon (1964) e Lone Sloane por Philippe Druillet (1966)

Durante a criação, em 1959, da revista Pilote, os seus editores tentaram cobrir todos os géneros de banda desenhada. A revista tem de fazer frente à concorrência principalmente a Le Journal de Mickey, Spirou, Le Journal de Tintin e Vaillant.[4] Assim, com um índice bastante ecléctico, o número 1, lançado a 29 de Outubro de 1959, apresentava, entre outros Asterix o gaulês, As Aventures de Michel Tanguy, Barba Ruiva, O Escoçes Jacques Le Gall e Le Petit Nicolas,[nota 1] mais tarde Bob Morane (1962) e Bluberry (1963).[6] Enquanto o editor René Goscinny,[7] procurava novos criadores para a Pilote,[8] Greg, editor da revista Tintin,[9] mas também colaborador da revista Pilote, escreveu e publicou, em Janeiro de 1967 uma história de ficção científica, Luc Orient, desenhada por Eddy Paape.[10]

Valérian apareceu pela primeira vez em 9 de Novembro de 1967 na edição 420 da revista Pilote, os primeiros doze arcos foram publicados na revista.

Após a sua primeira colaborações na revista[nota 2] Jean-Claude Mézières e Pierre Christin buscavam um género para publicar na revista, Mezieres foi atraído pelo western, , tendo ele próprio vivido como cowboy no Estados Unidos,[11] contudo, o género género já estava representado[12][13] em séries como Blueberry de Moebius, Lucky Luke de René Goscinny e Morris e Jerry Spring de Jijé. Depois de pensarem uma história medieval, ou uma história no século XIX na linha de Arsène Lupin[14]ou Sherlock Holmes,[12] concordaram no gênero ficção científica,[13] sendo ambos leitores[12] de revistas como Fiction e Galaxy Science Fiction.[15][16]


Christin cita os autores John Wyndham, A. E. van Vogt, Isaac Asimov, Poul Anderson, Jack Vance, Dan Simmons,[15] Ray Bradbury, René Barjavel e Theodore Sturgeon.[14] Mezieres é um menor leitor regular do gênero, mas ele leu todos os clássicos, como Isaac Asimov, A. E. van Vogt[14], Philip K. Dick ou Jack Vance.[15] O nome Valérian veio de Valéran, prince des ténèbres, herói do livro de Nathalie Henneberg, o último publicado na coleção Le Rayon Fantastique.[14]


O primeiro arco a ser reunido em um álbum pela Dargaud foi La Cité des Eaux Mouvantes, o décimo-terceiro arco, Sur les frontières foi publicado diretamente no formato álbum.[nota 3] Sete histórias curtas foram publicados entre 1969 e 1970 na revista Super Pilote, uma revista em formatinho, essas histórias foram reunidas em um álbum chamado Par Les Chemins De l’Espace, publicado em 1997. A série foi originalmente publicada sob o título Valérian, agent spatio-temporel, no entanto, com a publicação do álbum L'Ordre des Pierres em 2007, a série passou a se chamar Valérian et Laureline. Em outubro de 2009, foi publicado o romance ilustrado Valérian et Laureline : Lininil a disparu, escrito por Christin e ilustrador por Mézières.[17]


Em 22 de Janeiro de 2010, foi publicado o último álbum, L'OuvreTemps.

Depois de terminar a série, os criadores permitiram que os outros autores produzissem histórias, contudo, essas não deveriam ser continuações da série, mas sim releituras, chamada de Valérian Vu Par, o primeiro volume foi L'Armure du Jakolass de Manu Larcernet, publicado em 2011,[18] o segundo volume ilustrado por Mathieu Lauffray e roteirizado por Wilfried Lupano, será publicado em agosto de 2017.

Autores[editar | editar código-fonte]

Criadores de Valérian: Eveline Tranlé (colorista), Pierre Christin (roteirista), Jean-Claude Mézières (ilustrador)

Esta série nasceu através da colaboração de dois amigos e com a ajuda da irmã de um deles.

  • Jean-Claude Mézières
Ver artigo principal: Jean-Claude Mézières

Desenhador e ilustrador, criou para a revista Pilote, com Pierre Christin, a série Valerian e Laureline.[19]

  • Pierre Christin
Ver artigo principal: Pierre Christin

Argumentista, amigo de infância de Jean-Claude Mézières.[20][21] Jean-Claude Mézières e Pierre Christin moravam na mesma rua em Saint-Mandé e tiveram a oportunidade de se conhecer na infância, na cave em que ficavam alojados durante os alertas de raides aéreos (1943/44) durante a II Guerra Mundial. Algum tempo depois, Christin enviou cartas de amor com belos desenhos à irmã de Mézières, Evelyn, que se tornou oa colorista da série. Já eram adolescentes quando ambos se reencontraram quando estudavam em Paris, Mézières e Jean Giraud em Artes Aplicadas e Christin na Faculdade de Letras. Mudaram-se, então, para os EUA, onde começou a sua colaboração nos anos 1965/66 para nunca mais parar. Criou com Mézières a série Valérian e Laureline para a Pilote. E trabalha assiduamente com Enki Bilal, Annie Goetzinger, André Juillard e Jacques Tardi. Também é professor honorário e romancista[22]

  • Évelyne Tranlé
Ver artigo principal: Évelyne Tranlé

Colorista, é a irmã de Jean-Claude Mézières[21][23] e é quem define a cor nas aventuras de Valérian e Laureline. No entanto o seu trabalho, só é creditado a partir do álbum O Império dos mil planetas.[24] Évelyne Tranlé é também a colorista de outros grandes nomes da banda desenhada como Cabu, Fred, Jean Giraud, Gérard Lauzier e Albert Uderzo.[23][25]


No Brasil[editar | editar código-fonte]

A série foi publicada nos anos 80, como tira no suplemento O Globinho do jornal O Globo.[26][27] Durante a Comic Con Experience de 2016, a distribuidora Diamond Films presentou visitantes com uma revista exclusiva da série, além disso, o quadrinhista Flávio Luiz Nogueira produziu caricaturas de visitantes com base na série. [28]

Em maio de 2017, em decorrência do lançamento do filme, a série foi publicada pela primeira vez no formato álbum pela Sesi-SP Editora,[29] cada volume contém três álbuns, a série terá seis volumes.[30]


Álbuns[editar | editar código-fonte]

Editados em Portugal[editar | editar código-fonte]

Meribérica/Liber Colecção "Válerian agente espácio-temporal".


  • Maus Sonhos [1990] Primeira aparição de Valérian em 1967, publicada na primeira série da revista Selecções da BD (Nºs 26 a 28). Inédito em álbum
  • 1980 A Cidade das Águas Movediças ISBN 972-45-0-166-3 (La Cité des eaux mouvantes, 1970)
  • 1980 Benvindo a Alflolol (Bienvenue sur Alflolol, 1972)
  • 1981 O País sem estrelas ISBN 972-45-0572-3 (Le Pays sans étoiles, 1972)
  • 1981 Os Pássaros do Senhor (Les Oiseaux du maître, 1973)
  • 1982 Nas Terras Programadas (Sur les terres truquées, 1977)
  • 1983 Os Heróis do Equinócio ISBN 972-45-0417-4 (Les Héros de l'Equinoxe, 1978)
  • 1983 Metro Chatelet, Direcção Cassiopeia (Métro Châtelet Direction Cassiopée, 1980)
  • 1983 Pelos Caminhos do Espaço (Par les Chemins de l'Espace, 1979)
  • 1984 Estação Brooklyn, Terminal Cosmos (Brooklyn Station Terminus Cosmos, 1981)
  • 1986 Os Fantasmas de Inverloch (Les spectres d'Inverloch, 1984)
  • 1986 As Iras de Hypsis (Les foudres d'Hypsis, 1985)
  • 1989 Sobre as Fronteiras (Sur les frontières, 1988)
  • 1990 O Império dos Mil Planetas (L'Empire des mille planètes, 1971)
  • 1991 Armas Vivas ISBN 972-45-0094-2 (Les armes vivantes, 1990)
  • 1992 Os Habitantes do Céu (Les Habitants du Ciel, 1991)
  • 1993 O Embaixador das Sombras (L'Ambassadeur des Ombres, 1975)
  • 1995 Os Círculos do Poder ISBN 972-45-1180-4 (Les cercles du pouvoir, 1994)
  • 1997 Reféns do Ultralum ISBN 972-45-1261-4 (Les otages de l'Ultralum, 1996)
  • 1999 O Órfão dos Astros ISBN 972-45-1428-5 (L'orphelin des astres, 1998)
  • 2001 Por Tempos Incertos ISBN 972-45-1688-1 (Par des temps incertains, 2001)
Fora de Colecção
  • Pelos Caminhos do Espaço (1984) Colecção 16x22 #12)

Asa

  • 2011 Nas Imediações do Grande Nada + "#21 O Abre Tempo Edição especial em Album Duplo - Coleção Os Incontornáveis Da Banda Desenhada - em distribuição conjunta com o Jornal Diário Público


Asa/Público Lançada em 2017 por conta do lançamento do filme Valerian e a Cidade dos Mil Planetas.[31]

  • Sonhos Maus / A Cidade das Águas Movediças
  • O Império dos Mil Planetas / O País sem Estrela
  • Bem-Vindos a Alflolol / Os Pássaros do Mestre
  • O Embaixador das Sombras / Em Terras Fictícias
  • Os Heróis do Equinócio / Metro de Châtelet – Direcção Cassiopeia
  • Estação de Brooklyn – Terminal do Cosmos / Os Espectros de Inverloch
  • A Ira de Hypsis / A Grande Fronteira
  • As Armas Vivas / Os Círculos do Poder
  • Reféns do Ultralum / O Órfão dos Astros
  • Tempos Incertos / Nas Imediações do Grande Nada
  • A Ordem das Pedras / O AbreTempo
  • Recordações de Futuros (álbum single)
Livro Ilustrado

Os Habitantes do Céu - Atlas Cósmico de Valérian e Laureline (1992)

Editados no Brasil[editar | editar código-fonte]

Prosa

Adaptações[editar | editar código-fonte]

Táxi Voador do filme O Quinto Elemento, que foi inspirado pelo álbum de banda desenhada Les Cercles du pouvoirda série Valérian [32]

;Televisão

Entre 2007 e 2008, foi produzida a série de animação franco-japonesa Valérian et Laureline.[27] A série possui 40 episódios com cerca de 25 minutos cada.

Cinema

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Fã de Valerian desde a sua juventude, Luc Besson contratou Jean-Claude Mézières como designer em O Quinto Elemento,[27] durante anos, o cineasta demostrou interesse na adaptação da série nos cinemas. Em junho de 2012, EuropaCorp anunciou que o projeto estava em andamento e que Luc Besson havia escrito um roteiro. A produção é lançada em maio de 2015, Besson anunciou que Dane DeHaan e Cara Delevingne seriam os protagonistas.[33]

Em agosto de 2017, será lançado o filme Valérian et la Cité des mille planètes, escrito, dirigido e produzido por Luc Besson. [28]

Notas

  1. O primeiro numero da revista Pilote, tem no seu índice Asterix o gaulês, Les Aventures de Michel Tanguy, Le Démon des Caraïbes, Le Scout Jacques Le Gall e três histórias baseadas em emissões radiofónicas da Rádio Luxemburgo, patrocinador do jornal, Dix millions d'auditeurs/Guy Lebleu reporter, Bison Noir e Zappy Max, uma história (haverá quatro no total) do agora totalmente esquecido,P'tit Pat, gamin de Paris de Remo Forlani e Jacques Daggers, Le Petit Nicolas, Jacquot le Mousse, Mark Trent e Pistolin [5]
  2. As primeiras história de Linus (Pierre Christin) e de Mezi (Mézières), são duas histórias escritas nos EUA, Le Rhum du Punch e Comment réussir en affaires en se donnant un mal fou e depois de retornarem a França, Le chemin de l'enfer est pavé de bonnes intentions (J.-C. Mézières, Mézi (1981), p. 64).
  3. Semelhante as graphic novels

Referências

  1. a b S. Barets, Intégrale 1 (2007) p. 5
  2. P. Gaumer (2004) p. 822
  3. 2017: O ano da space opera
  4. H. Filippini (1977), p. 15-26 et 140.
  5. P. Gaumer (2004), p. 631).
  6. P. Gaumer (2004), p. 631.
  7. P. Gaumer (2004), p. 355.
  8. H. Filippini (1977), p. 141.
  9. P. Gaumer (2004), p. 366.
  10. P. Gaumer (2004), p. 499.
  11. O. Maltret, DBD (2001), p. 9-10.
  12. a b c O. Maltret, DBD (2001), p. 11.
  13. a b N. Anspach, Auracan (1998), p. 23.
  14. a b c d J. Glénat, Schtroumpf (1973), p. 4.
  15. a b c O. Maltret, DBD (2001), p.18.
  16. S. Barets, Intégrale 2 (2008), p. 6.
  17. Valérian arrive en roman !
  18. http://www.coinbd.com/series-bd/valerian-vu-par/l-armure-du-jakolass/ Valérian vu par ..., tome 1 : L'Armure du Jakolass]
  19. P. Gaumer (2004) p. 546
  20. O. Maltret (2001) p.5
  21. a b N. Anspach et B. Mouchard Auracan (1998) p. 32
  22. P. Gaumer (2004) p. 166
  23. a b O. Maltret (2001) p.20
  24. A. Malherbe (2001)
  25. D. Poncet PLGPPUR (1984) p. 32
  26. HQ francesa Valerian completa 50 anos e ganha adaptação
  27. a b c Valerian - Luc Besson vai dirigir filme baseado na clássica HQ de ficção científica francesa
  28. a b CCXP 2016 Diamond Films levará conteúdo exclusivo de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas ao evento
  29. HQ francesa que teria inspirado 'Star wars' é relançada no Brasil
  30. Evento de lançamento de Valerian, da Sesi-SP Editora
  31. Valérian, a nova coleção ASA/Público
  32. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome afterword
  33. Cara Delevingne estrela nova adaptação sci-fi de Luc Besson
Bibliografia
  • Pierre Christin et Jean-Claude Mézières (1991) Les Habitants du ciel, Atlas cosmique de Valérian et Laureline, Dargaud
  • Pierre Christin et Jean-Claude Mézières (2000) Les Habitants du ciel 2, Atlas cosmique de Valérian et Laureline, Dargaud
  • Collectif Auracan (1998) La BD a son Dieu, Auracan, n°21, avril-juin 1998, éditions Graphic Strip asbl, Jodoigne, Belgique
  • Collectif Schtroumpf (1970) Les cahiers de la bande dessinée - Linus-Mézières, n°7, éditions Jacques Glénat, Grenoble
  • Stan Barets (2007) « Comment tout à commencé » dans Valérian et Laureline, l'intégrale volume 1, Dargaud, Paris
  • Stan Barets (2008) « C'est la Lune final » dans Valérian et Laureline, l'intégrale volume 2, Dargaud, Paris
  • Stan Barets (2009) « Mézières ou l'art de la bande dessinée » dans Valérian et Laureline, l'intégrale volume 3, Dargaud, Paris
  • Henri Filippini (1977) Histoire du journal Pilote et des publications des éditions Dargaud, éditions Jacques Glénat, Grenoble
  • Patrick Gaumer (2004) Larousse de la BD, Larousse, Paris
  • Arnaud Malherbe (2001) « Tu enfanteras dans la couleur », L'Express, n° 2586 du 25 de janeiro de 2001
  • Olivier Maltret (2001) Les dossiers de DBD - Mézières, BFB éditions, Paris
Outros documentos
Dossiers
  • Schtroumpf n° 7, (1970) (réédition 1973)- dossier + couverture et illustrations
  • Documents BD n° 9, (1983) - dossier + couverture et illustrations
  • PLGPPUR n° 15, (1983) - dossier + couverture et illustrations
  • Sapristi n° 18, (1988) - dossier + couverture et illustrations
  • On a marché sur la bulle n° 6, (1995) - dossier et illustrations
  • Les dossiers de DBD, (2001) - dossier + couverture et illustrations
Artigos
  • Nyarlathop n° 3, (1970) - article + couverture
  • Phénix n° 26, (1973) - table ronde sur la science-fiction avec Druillet
  • Ran Tan Plan n° 30, (1974) - article + couverture
  • Phylactères, (1997) - article
Entrevistas
  • Horizons fantastiques n° 30, (1974) - interview
  • Horizons fantastiques n° 32 et 33, (1975) - interview
  • Tresadenn n° 9, (1977) - interview + illustration
  • Neutron n° 3, (1980) - interview
  • Solaris n° 47 et 48, (1982) - interview
  • Auracan n° 11, (1995) - interview
Documentários televisivos
  • 1995 - Valérian et Laureline, entretiens avec Jean-Claude Mézières et Pierre Christin, réalisateur Jean-Loup Martin (26'), le vendredi 14 avril 1995 à 14h40, sur la chaîne de télévision Planète. Producteurs: Cendrane Films / 8 Mont Blanc Télévision / Les Films Grain de Sable.
  • 1996 - Trente ans d'espace-temps, entretiens avec Jean-Claude Mézières et Pierre Christin (23'), réalisation Jean-François Dars et Anne Papillault, production CNRS Images / media FEMIS.
  • 2004 - documentaire Jean-Claude Mézières, L'Ambassadeur des étoiles de Julien Perrin (21')
  • 2007 - interview de Jean-Claude Mézières par Jean-Philippe Lefèvre le vendredi 19 janvier 2007 à 23hoo dans l'émission Un monde de bulles (30') sur la chaîne de télévision Public Sénat.
  • 2007 - interview de Jean-Claude Mézières et Pierre Christin par Geneviève de Cazaux et Jean-Michel Chappes (1'40) pour le 13 heures de TF1 le jeudi 27 janvier 2007.


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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