Valério Máximo (cônsul em 327)

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Valério Máximo
Nacionalidade Império Romano
Ocupação Senador

Valério Máximo foi um oficial romano do século IV, ativo durante o reinado do imperador Constantino I (r. 306–337). Era senador romano e foi nomeado cônsul em 327.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Valério Máximo foi membro da gente Valéria, uma gente patrícia do século IV, e provavelmente era filho de Valério Máximo Basílio. Serviu como vigário do Oriente (em latim: Vicarius Orientis) em 325 antes de ser nomeado como prefeito pretoriano na Diocese do Oriente, provavelmente no final de 326, quando o imperador Constantino (r. 306–337) retornou da Itália. Esse foi uma nomeação incomum uma vez que o cargo de prefeito pretoriano era reservado aos membros da ordem equestre, não senadores, o que expressa a confiança depositada pelo imperador a Valério Máximo o que lhe permitiu exercer o comando sobre os extensivos recursos do leste.[1] Ele continuou a servir Constantino neste papel entre 327-328, abandonando o cargo em 329 logo após Constantino retornar da Gália.[2]

Durante esse período, em 327, Valério Máximo foi nomeado como cônsul posterior ao lado de Flávio Constâncio. No final de 331, foi provavelmente enviado à Gália com o césar Constâncio II, servindo como prefeito pretoriano de Constâncio. Valério Máximo serviu-o até final de 333 ou começo de 334 quando Constâncio retornou à corte de seu pai em Constantinopla. Em torno de 336, Valério Máximo foi nomeado como prefeito pretoriano pela terceira vez, desta vez acompanhando o césar Dalmácio para as províncias ao longo a fronteira do Danúbio. Ele serviu Dalmácio até 337 quando Valério Máximo foi substituído pouco antes do assassinado de Dalmácio na sequência da morte de Constantino.[3]

É especulado que Valério Máximo casou-se duas vezes. Seu primeiro casamento pode ter sido com Septímia, uma filha de Septímio Basso. Eles possivelmente tiveram um filho juntos chamado Lúcio Valério Septímio Basso. Seu segundo casamento foi possivelmente com Vulcácia, supostamente a filha de Nerácio Júnio Flaviano. Tem sido postulado que eles tiveram duas crianças, Valério Máximo Basílio e Valéria, que pode ter se tornado cristã através do possível casamento com Rúfio Mécio Plácido.[4]

Referências

  1. Potter 2004, p. 389.
  2. Martindale 1971, p. 590.
  3. Martindale 1971, p. 591.
  4. Settipani 2000, p. 229.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Martindale, J. R.; A. H. M. Jones (1971). The Prosopography of the Later Roman Empire, Vol. I AD 260-395. Cambridge e Nova Iorque: Cambridge University Press 
  • Potter, David S. (2004). The Roman Empire at Bay: AD 180-395. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 0-203-40117-4 
  • Settipani, Christian (2000). Continuité gentilice et continuité sénatoriale dans les familles sénatoriales romaines à l'époque impériale. Oxford: Linacre College