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Valáquios

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Pastor do Banato (1837)
O assentamento dos povos românicos orientais (valáquios)

Valáquios ou Vlacos (em eslavo meridional e em antigo eslavo oriental: волохи; romaniz.: volokhi; em protogermânico: walhos, nome do povo celta dos Volcas, mencionado por César como Volcae; em russo: валахи, transl. Vlachs (arcaico)) o nome de uma categoria de pessoas no sudeste da Europa para as quais é muito discutível se são um grupo étnico ou social.[1][2][3][4] De acordo com o priberam é uma pessoa relativo à região de Valáquia (Romênia).[5]

Existem duas teses principais: de acordo com uma dessas teses, trata-se de um grupo social de pessoas da Idade Média dentro do Estado búlgaro medieval, que subsistia da criação de animais;[6] De acordo com a outra tese principal, esses são os descendentes diretos de povos que ingressaram no Império Romano ou dos colonialistas romanos, apesar da falta de qualquer história romena medieval. Os proponentes desta teoria foram acusados ​​de protocronismo. O principal argumento dos proponentes desta tese é que a língua romena de hoje está incluída nas línguas românicas. Por outro lado, seus oponentes apontam que não apenas a língua oficial na Valáquia e na Moldávia até ao século XVIII era o búlgaro médio, mas também o Usus, ou seja, coloquial.

De acordo com dados históricos, 50-60.000 famílias búlgaras em 1598 mudaram-se para a Valáquia. 160.000 búlgaros emigraram para a Valáquia, Moldávia e Bessarábia em 1774 e outras 7000 a 8000 famílias búlgaras para a Valáquia e Novorossiya no período de 1787-1792 (de acordo com fontes romenas). Outros 40.000 búlgaros da Trácia mudaram-se para a Valáquia e a Bessarábia em 1793-1794 e número desconhecido de Vratsa e Teteven em 1800-1801. 13.000 búlgaros mudaram-se para a Valáquia em 1806-1812 e outros 20.000 para a Valáquia e a Moldávia em 1829-1830.[7]

Um monumento legislativo que esclarece esta categoria de pessoas é o Código de Duxã.

De acordo com Luciano Maia (da Academia Cearense de Letras) eram chamados de vlahi/valáquios os povos: aromeno, megleno-romeno e, istro-romeno; uma denominação do antigo germânico "walh", onde os germanos chamavam os falantes da língua neolatina e celta.[8] As variações: valon (Bélgica); valais (Suíça); velche (França e Suíça); wales (País de Gales); volcae (norte da Itália, Áustria e Suíça).[8]

Ver também

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Referências

  1. «ВЛАХИ • Большая российская энциклопедия - электронная версия». web.archive.org. 19 de agosto de 2025. Consultado em 24 de abril de 2026
  2. Osipov, I︠U︡ S., ed. (2004). Bolʹshai︠a︡ rossiĭskai︠a︡ ėnt︠s︡iklopedii︠a︡. Moskva: Nauchnoe izdatelstvo "Bolʹshai︠a︡ rossiĭskai︠a︡ ėnt︠s︡iklopedii︠a︡". ISBN 978-5-85270-320-0
  3. «Влахи - «Энциклопедия»». web.archive.org. 14 de agosto de 2025. Consultado em 24 de abril de 2026
  4. Os Valáquios são romenos?
  5. S.A, Priberam Informática. «Dicionário Priberam da Língua Portuguesa». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 6 de dezembro de 2023. Cópia arquivada em 9 de julho de 2025
  6. Vŭlchinova, Galina (1999). Знеполски похвали: Локална религия и идентичност в Западна България [Religião e identidade local na Bulgária Ocidental] (em búlgaro). Sofija: Академично издателство "Проф.Марин Дринов" [Editora Acadêmica Prof. Marin Drinov]. ISBN 9789544306441. Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2024
  7. A presença étnica búlgara na Romênia.
  8. 1 2 «Os aromenos ou valáquios». www20.opovo.com.br. Consultado em 6 de dezembro de 2023. Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2024