Valdir Moysés Simão

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Valdir Moysés Simão
Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão do Brasil Brasil
Período 21 de dezembro de 2015[1]
até 12 de maio de 2016
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Nelson Barbosa
Sucessor(a) Romero Jucá
Ministro-chefe da Controladoria-Geral da União do Brasil Brasil
Período 1 de janeiro de 2015
até 21 de dezembro de 2015[2][3]
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Jorge Hage
Sucessor(a) Carlos Higino Ribeiro de Alencar (interino)
Dados pessoais
Nascimento 1960 (57 anos)
São Paulo, SP
Profissão Advogado
linkWP:PPO#Brasil

Valdir Moysés Simão, nascido em São Paulo, em 18 de agosto de 1960, é advogado, pós-graduado em Direito Empresarial e em Direção e Gestão de Sistemas de Seguridade Social e tem ampla experiência em gestão pública.

Auditor fiscal da Receita Federal por 29 anos, ocupou vários cargos na administração pública, como Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão da Controladoria-Geral da União, onde regulamentou a Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013) e definiu os procedimentos para a responsabilização administrativa de pessoas jurídicas, para os programas de compliance e para os acordos de leniência. É coautor do livro “O acordo de leniência na lei anticorrupção: histórico, desafios e perspectivas” (2017).

Realizações[editar | editar código-fonte]

Valdir Simão é advogado com especialização em Direito Empresarial e em Gestão da Arrecadação de Recursos da Seguridade Social. É Master em Direção e Gestão de Sistemas de Seguridade Social pela Universidade de Alcalá, Espanha. Foi auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil por 29 anos (20 deles na Previdência Social), atualmente aposentado. De perfil técnico, sem vinculação partidária, especializou-se como gestor público com trajetória reconhecida pelos resultados alcançados nos vários cargos que exerceu, em diversos governos. No INSS, foi Chefe da Fiscalização e Superintendente no Estado de São Paulo, Diretor Nacional da Receita Previdenciária e, por duas vezes, Presidente. Profissionalizou a autarquia com a adoção de modelo de gestão baseado na contratualização de resultados e na meritocracia. Com a utilização intensiva de tecnologia, modernizou o processo de atendimento para a eliminação das filas nas agências e implantou controles para combater as fraudes. Como Secretário Adjunto da Receita Federal do Brasil, atuou na fusão das extintas secretarias da Receita Federal e da Receita Previdenciária e na integração dos cadastros com Secretarias de Fazenda estaduais e Secretarias de Finanças municipais para agilizar o processo de constituição de empresas. Modernizou o procedimento administrativo fiscal na Secretaria de Fazenda do Distrito Federal, onde foi Secretário. Como Secretário Executivo do Ministério do Turismo, reorganizou a gestão do órgão após a operação voucher da Polícia Federal, introduziu ferramentas tecnológicas para monitoramento de obras executadas por estados e municípios com recursos federais e implementou uma agenda de competitividade para a indústria do setor. Implantou o Gabinete Digital da Presidência da República, com a integração de serviços eletrônicos do governo federal, e coordenação das ações de divulgação e transparência pública por meio do Portal Brasil. Na Casa Civil, como Secretário Executivo, gerenciou as demandas dos ministérios submetidas à aprovação presidencial. Como Ministro da CGU, regulamentou a Lei Anticorrupção e definiu os procedimentos para os processos de responsabilização das empresas, para os programas de compliance e para os acordos de leniência. Também modernizou e digitalizou as rotinas da área de controle interno. No Ministério do Planejamento, aprovou a Política de Governança Digital do Governo Federal, estabeleceu modelo de monitoramento e avaliação de políticas públicas e implementou a Política de Gestão de Riscos do Poder Executivo Federal. Tem formação e experiência em gestão pública, em governo digital, em conselhos de administração e fiscal de empresas e em gestão corporativa da ética e compliance.

Trajetória na Gestão Pública[editar | editar código-fonte]

Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão – 12/2015 a 05/2016.[editar | editar código-fonte]

Em 18 de dezembro de 2015 foi anunciado oficialmente como Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão do Segundo Gabinete Dilma Rousseff, no lugar de Nelson Barbosa que assumiu o Ministério da Fazenda. Seu sucessor na CGU foi Carlos Higino Ribeiro de Alencar.[4] Foi alvo da demissão coletiva do governo Dilma que ocorreu em 12 de maio de 2016, logo após o senado afastar a mandatária por causa do processo de Impeachment que tramitava conta ela.[5]

Ministro de Estado Chefe da Controladoria-Geral da União – 01/2015 a 12/2015.[editar | editar código-fonte]

Em 23 de dezembro de 2014 foi anunciado como ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, escolhido pela então presidente Dilma Rousseff para substituir Jorge Hage no comando da CGU.[6] Valdir Simão é Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, mas nos últimos anos ocupou posições estratégicas em ministérios, secretarias e na Previdência Social.

Secretário-Executivo da Casa Civil da Presidência da República – 02/2014 a 12/2014.[editar | editar código-fonte]

Em 2014, assumiu como o cargo de Secretário-Executivo da Casa Civil da Presidência da República. Nesse período, gerenciou as demandas dos ministérios submetidas à aprovação presidencial.

Assessor Especial para o Gabinete Digital da Presidência da República – 07/2013 a 01/2014.[editar | editar código-fonte]

Valdir Simão implantou o Gabinete Digital da Presidência da República, com a integração de serviços eletrônicos do governo federal, e coordenação das ações de divulgação e transparência pública por meio do Portal Brasil.

Secretário-Executivo do Ministério do Turismo – 11/2012 a 07/2013.[editar | editar código-fonte]

Como Secretário-Executivo do Ministério do Turismo, reorganizou a gestão do órgão após a Operação Voucher da Polícia Federal, introduziu ferramentas tecnológicas para monitoramento de obras executadas por estados e municípios com recursos federais e implementou uma agenda de competitividade para a indústria do setor. 

Secretário de Estado de Fazenda do Distrito Federal – 01/2011 a 10/2011.[editar | editar código-fonte]

No período em que atuou como Secretário de Estado de Fazenda do Distrito Federal, modernizou o procedimento administrativo fiscal na Secretaria.

Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – 12/2008 a 12/2010.[editar | editar código-fonte]

No INSS, foi Chefe da Fiscalização e Superintendente no Estado de São Paulo, Diretor Nacional da Receita Previdenciária e, por duas vezes, Presidente (conforme cargos abaixo). Profissionalizou a autarquia com a adoção de modelo de gestão baseado na contratualização de resultados e na meritocracia. Com a utilização intensiva de tecnologia, modernizou o processo de atendimento para a eliminação das filas nas agências e implantou controles para combater as fraudes. 

Assessor Especial do Ministro de Estado de Previdência Social (INSS) – 08/2008 a 12/2008. [editar | editar código-fonte]

Secretário-Adjunto da Receita Federal do Brasil – 05/2007 a 07/2008.[editar | editar código-fonte]

Como Secretário Adjunto da Receita Federal do Brasil, atuou na fusão das extintas secretarias da Receita Federal e da Receita Previdenciária e na integração dos cadastros com Secretarias de Fazenda estaduais e Secretarias de Finanças municipais para agilizar o processo de constituição de empresas.

Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – 08/2005 a 04/2007.[editar | editar código-fonte]

Diretor da Receita Previdenciária do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – 08/2000 a 03/2003.[editar | editar código-fonte]

Superintendente do Instituto Nacional do Seguro Social no Estado de São Paulo (INSS) – de 03/2000 a 07/2000.[editar | editar código-fonte]

Chefe da Divisão de Fiscalização do Instituto Nacional do Seguro Social no Estado de São Paulo (INSS) – de 12/1993 a 06/1995.[editar | editar código-fonte]

Artigos e publicações[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Valdir Simão é o novo ministro do Planejamento». JC Concursos. 21 de dezembro de 2015. Consultado em 1 de junho de 2016 
  2. «Valdir Simão deixa Controladoria-Geral da União e assume Ministério do Planejamento». Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. 21 de dezembro de 2015. Consultado em 1º de junho de 2016 
  3. «'Governo não quer se vingar de empreiteira' diz ministro da CGU». Estadão. 2 de janeiro de 2016. Consultado em 1 de junho de 2016 
  4. «Valdir Simão sai da CGU e assume Planejamento». Valor Econômico. 27 de novembro de 2014 
  5. «Ministros acertam demissão após impeachment de Dilma - Agência Estado - UOL Notícias». UOL Notícias. Consultado em 14 de maio de 2016 
  6. «Dilma anuncia 13 novos nomes da reforma ministerial». Correio do Povo. Consultado em 11 de fevereiro de 2017 


Precedido por
Jorge Hage
Ministro-chefe da Controladoria-Geral da União
2014 — 2015
Sucedido por
Luiz Navarro de Brito
Precedido por
Nelson Barbosa
Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão do Brasil
2015 — 2016
Sucedido por
Romero Jucá
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