Valor de troca

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O valor de troca é medido pelo tempo de trabalho socialmente necessário, ou seja, o tempo padrão, para produzir uma mercadoria, o que possibilitará a troca por exemplo, de uma mesa por um travesseiro (diferentes quanto ao seu valor de uso) desde que o tempo de trabalho social desses produtos tenha sido o mesmo (equivalentes quanto ao seu valor de troca). Nos processos de troca de mercadorias, podemos observar produtos qualitativamente distintos, ou seja, com utilidades diferentes, sendo trocados; o valor de troca normalmente não é percebido.

Valor de troca e preço de acordo com Marx[editar | editar código-fonte]

Valor de Troca e Comoditização[editar | editar código-fonte]

Nos primeiros capítulos de O Capital (Das Kapital), Marx traça um breve sumário lógico do desenvolvimento das formas de trocas comerciais, começando com escambo e trocas simples, e terminando com commodities capitalisticamente produzidas. Este esboço do processo de "mercantilização" mostra que as formas dos commodities não são fixas de uma vez por todas, mas de fato passam por desenvolvimento enquanto comércio se torna mais sofisticado, com o resultado sendo que o valor de troca dos commodities podem ser expressos simplesmente em quantidade (teórica) de dinheiro (um preço em dinheiro).

Entretanto a transformação de um produto de trabalho em um commodity/mercadoria (sua "mercantilização") não é em realidade um processo simples, mas tem muitas precondições técnicas e socias. Frequentemente isto inclui:

  • a existência de uma oferta confiável de um produto, ou pelo menos um excedente ou excedente de produção.
  • a existência de uma necessidade social para isto (uma demanda de mercado) que precisa ser resolvida através de comércio, ou que de qualquer maneira não possa ser atendida de outra forma.
  • a afirmação legalmente sancionada do direito à propriedade privada da mercadoria.
  • o reforço destes direitos, de tal maneira que a propriedade é assegurada.
  • a possibilidade da transferência destes direitos privados a partir de um dono para outro.
  • o transferabilidade (física) da mercadoria em si, ou seja, a capacidade de armazenamento, embalagem, conservação e transporte, a partir de um dono para outro.
  • a imposição de exclusividade de acesso à mercadoria.
  • a possibilidade de um proprietário usar ou consumir o produto privadamente.
  • garantias quanto à qualidade e à segurança da mercadoria e, possivelmente uma garantia de substituição ou serviço, caso este deixe de funcionar como pretendido.

Assim, a "comoditização" de um bem ou serviço frequentemente envolve uma considerável realização prática em comércio. É um processo que pode ser influenciado não apenas por fatores meramente econômicos ou técnicos, mas também fatores políticos e culturais, na medida em que envolve direitos de propriedade, afirma acessar recursos, e garante qualidade ou segurança de uso.

"Comercializar ou não comercializar" esta pode ser a questão. O debate moderno neste assunto foca frequentemente em direitos de propriedade intelectual porque idéias são cada vez mais se tornando obejtos de troca, e a tecnologia agora existe para transformar idéias em mercadorias muito mais facilmente.

Em termos absolutos, valores de troca podem ser medidos como quantidades de horas de trabalho média. Por contraste, preços são normalmente medidos em unidades monetárias. Para propósitos práticos, preços são normalmente preferíveis ao invés de horas de trabalho, como unidades de contabilidade, apesar de que nos processos de trabalho capitalista os dois são relacionados entre si.

Citações de Marx sobre comodities e suas trocas[editar | editar código-fonte]

Valor de Troca e a transformação de valores em preços[editar | editar código-fonte]

Outras teorias sobre Valor de Troca[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Karl Marx, Das Kapital.
  • Makoto Itoh, The Basic Theory of Capitalism.
  • Alexander Gersch, On the Theory of Exchange Value.
  • David Ricardo, The Principles of Political Economy and Taxation.
  • James Heartfield, The Economy of time [1]
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