Vanessa atalanta

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Vanessa January 2008-2.jpg
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Subordem: Papilionoidea
Família: Nymphalidae
Género: Vanessa
Fabricius, 1807
Espécie: V. atalanta
Nome binomial
Vanessa atalanta
(Linnaeus, 1758)
Subespécies
V. a. atalanta
V. a. rubria (Fruhstorfer, 1909)
Sinónimos
Papilio atalanta Linnaeus, 1758
Pyrameis ammiralis Godart, 1821
Pyrameis atalanta Godman & Salvin, 1882
Vanessa atalanta Dyar, 1903
'Admiral - Vanessa atalanta' 01.JPG
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Vanessa atalanta

O almirante-vermelho[1] ou atalanta[2] (Vanessa atalanta) é uma borboleta da família dos ninfalídeos, encontrada em regiões temperadas da Europa, Ásia e América do Norte.[3]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Com uma envergadura de asas que ronda entre os 55 e os 65 milímetros,[4] esta espécie durante o frio migra para lugares mais agradáveis, chegando a percorrer mais de 2.000 km à procura de um ambiente que lhe ofereça melhores condições de sobrevivência.[5]

De voo enérgico, desloca-se até mesmo durante a noite, sendo uma das poucas espécies que continua a voar mesmo nos dias de Outono e Inverno, mormente quando haja sol.[6]

Caracteriza-se, ainda pelas asas de cor castanho-escura, com padrões brancos e avermelhados ou alaranjados.[6]

Distribuição[editar | editar código-fonte]

Esta é uma das maiores borboletas da América do Norte e Europa. Esta presente na Europa meridional, no Norte de África e na Ásia. Recentemente foi introduzida em várias regiões, desde o Canadá ao Havaí e à Nova Zelândia.

Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal é bastante frequente, podendo ser observada em todo o país.[4] É mais frequente nas zonas baixas, mas pode ser encontrada nas regiões costeiras e no topo da Serra da Estrela.[5]

Ecologia[editar | editar código-fonte]

Os adultos preferem espaços abertos com flores, bosques, prados, jardins e florestas pouco densas.[7]

Comportamento[editar | editar código-fonte]

Esta espécie usa técnicas de camuflagem para escapar dos predadores.[3] Quando pousa em campo aberto ou entre rochas, mantém as asas fechadas, ficando camuflada graças às cores da face inferior das asas, ao passo que, quando pousa em locais floridos, mantém as asas abertas, por molde a confundir os predadores com o colorido da paisagem.[8]

Alimentam-se do néctar de flores, como as das silvas (Rubus fruticosus), da erva-das-disenterias (Pulicaria dysenterica), do trevo-cervino (Eupatorium cannabinum), da hera (Hedera helix), do ligustro (Ligustrum vulgare), do cardo-cardador (Dipsacus fullonum) e dos cardos, bem como ainda se alimenta de partes de fruta em decomposição.[9] Quando ainda são lagartas, as urtigas servem-lhe tanto de abrigo como de alimento.[7]

Reproduz-se durante todo o ano.[9]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A denominação de "almirante vermelho" deve-se às suas cores, que fazem lembrar divisas do uniforme naval americano.

Ao passo que o nome «Atalanta» é uma alusão à personagem mitológica homónima.[2]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Infopédia. «almirante-vermelho | Definição ou significado de almirante-vermelho no Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Infopédia - Dicionários Porto Editora. Consultado em 15 de agosto de 2021 
  2. a b Infopédia. «Atalanta | Definição ou significado de Atalanta no Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Infopédia - Dicionários Porto Editora. Consultado em 15 de agosto de 2021 
  3. a b «Vanessa atalanta». Sistema Global de Informação sobre Biodiversidade (em inglês). Consultado em 18 de agosto de 2019 
  4. a b «Vanessa atalanta / Nymphalidae / Borboletas Diurnas / Lepidoptera / Insetos / Invertebrados / Espécies e habitats / Início - Biodiversidade da Mitra». www.mitra-nature.uevora.pt. Consultado em 15 de agosto de 2021 
  5. a b «Página de Espécie • Naturdata - Biodiversidade em Portugal». Naturdata - Biodiversidade em Portugal. Consultado em 15 de agosto de 2021 
  6. a b «Que espécie é esta: borboleta almirante-vermelho». https://www.wilder.pt/. Consultado em 30 de dezembro de 2020 
  7. a b «Parque Biologico de Gaia - Borboleta Almirante-vermelho». www.parquebiologico.pt. Consultado em 15 de agosto de 2021 
  8. «Borboletas». www.fiocruz.br. Consultado em 15 de agosto de 2021 
  9. a b Seara.com. «Fauna». Serralves - Biodiversidade e Ambiente. Consultado em 15 de agosto de 2021 
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