Vanitas

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Vanitas, por Pieter Claesz.
Estilo menos óbvio de Vanitas, Johann Friedrich Gruber, 1662-1681.

Vanitas, nas Artes, é um tipo de obra de arte simbólica especialmente associada com o estilo de pintura Still-life, do norte da Europa e dos Países Baixos, nos séculos XVI e XVII, embora também seja comum em outros lugares e períodos. A palavra em latim significa "vacuidade, futilidade"[1] ; na história da Arte é interpretada como "vaidade", e pode ser compreendida como uma alusão à insignificância da vida terrena e à efemeridade da vaidade.

Motivos "Vanitas" foram comuns na arte funerária medieval, com exemplos mais duradouros em esculturas. No século XV os motivos podiam ser mórbidos e explícitos, refletindo uma intensa obsessão pela Morte e pelo apodrecimento, também vista na Ars Moriendi (A arte de morrer), na Danse Macabre (Dança da morte) e no tema superposto do Memento mori (Lembra-te que morrerás). Da Renascença tais motivos tornaram-se gradualmente mais indiretos, e o gênero "Still-life", que se tornou popular, encontrou morada lá. Pinturas feitas no estilo "Vanitas" querem lembrar a efemeridade da vida, da futilidade de agradar, e da certeza da morte. Também forneceram uma justificativa moral para várias pinturas de objetos atrativos.

Símbolos "Vanitas" geralmente incluem caveiras, lembretes da inevitabilidade da morte; frutas apodrecidas, que simbolizam a decadência trazida pelo envelhecimento; bolhas, que simbolizam a brevidade da vida e a subitaneidade da morte; fumaça, relógios e ampulhetas, que simbolizam a brevidade da vida; e instrumentos musicais, que simbolizam a brevidade e a natureza efêmera da vida. Frutas, flores e borboletas podem ser interpretadas da mesma forma, e um limão descascado acompanhado por frutos do mar podem ser, como a vida, atrativos em si quando se olham, mas amargos quando se experimentam. Há um debate entre historiadores sobre quanto e quão sério o tema "Vanitas" é implicado nos "Still-lifes" sem imagens como caveiras. Como em gêneros moralísticos de pintura, o aproveitamento evocado pela descrição sensitiva do objeto está de certa forma em conflito com a mensagem moral.

Usos além da pintura[editar | editar código-fonte]

O primeiro movimento em uma das 5 peças em estilo Folk do compositor Robert Schumann, para Violancello e Piano, Op. 102, é intitulado "Vanitas vanitatum". Há também um oratório escrito pelo compositor barroco Giacomo Carissimi (1604(?)-1674) que se chama, traduzindo-se a grosso modo o seu nome, "Futilidade das futilidades". Uma obra intitulada "Vanitas" também aparece em meio as criações do compositor Salvatore Sciarrino. Portanto, não são incomuns as manifestações no meio musical do movimento "Vanitas". Ap

Notas

  1. HOUAISS. Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro:Objetiva,2001

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Vanitas in contemporary art Uma exibição no "Virginia Museum of Fine Arts" (en Inglês).
  • Vanitas na "London National Gallery" (em Inglês).
  • Vanités Uma exibição no "Musée Maillol" - Paris (em Francês).
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