Vedetas (Carbonária)

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Vedetas foi o nome dado a um grupo não superior a dois carbonários em pequenas terras de província, aldeias e lugares (onde se tornava impossível constituir núcleos) da organização secreta de carácter político-religioso Carbonária Portuguesa.

História[editar | editar código-fonte]

O termo foi uma invenção da Carbonária Portuguesa ou de Luz de Almeida, não se encontrando noutras carbonárias termo semelhante designativo de alguma organização interna, embora se saiba que desde o inicio foi necessário utilizar esta figura e denominação organizacional.[1]. O nome provêm de um destes três sentidos a que se aplica na perfeição o termo e a função destes[2]: "guarita de sentinela em sítio alto"; "pequeno barco de guerra"; "indivíduo mais importante ou mais em evidência num agrupamento político, literário, desportivo, etc..."[3], se bem que a denominação por aproximação ao termo marítimo tenha mais lógica pois muitos membros da Carbonária Portuguesa eram da Marinha bem como vários dos membros da Alta-Venda o foram, como o Almirante Cândido dos Reis ou Machado Santos.

Na Carbonária Portuguesa[editar | editar código-fonte]

Segundo Luz de Almeida[1]: (..) pequenas terras de província, aldeias e lugares, onde se torna impossível constituir núcleos, são iniciados um ou dois indivíduos, que se chamam Vedetas. Ainda segundo o mesmo[4], estes grupos de Vedetas eram muito númerosos e constituiam, embora autónomos, uma parte significativa dos grupos carbonários no interior e nos arrabaldes das grandes cidades integrando as organizações clandestinas da carbonária e sendo elementos activos na promoção e constituição de Canteiros numa primeira fase de implantação desta organização.

Referências

  1. a b Entrevista a Luz de Almeida, Jornal República de 29 de Setembro de 1911
  2. Jornal República nº 5 de Julho de 2000 - Vedetas por Liberto Cruz
  3. [Vedetas por Liberto Cruz, Jornal República
  4. MONTALVOR, Luís de (direcção),História do Regime Republicano em Portugal, Capítulo: A obra revolucionária da propaganda: as sociedades secretas (pp. 202-56, Vol II), p. 242 (nota), Lisboa, 1932

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MONTALVOR, Luís de (direcção),História do Regime Republicano em Portugal, Capítulo: A obra revolucionária da propaganda: as sociedades secretas (pp. 202–56, Vol II), Lisboa, 1932
  • Entrevista a Luz de Almeida, Jornal República de 29 de Setembro de 1911
  • VENTURA, António, A Carbonária em Portugal 1897-1910, Livros Horizonte, 2008 (2.ª Ed.), ISBN 978-972-24-1587-3
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