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Verônica Hipólito

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Verônica Hipólito
Verônica Hipólito
Verônica Hipólito, Rio 2016
Atletismo
Nome completo Verônica Silva Hipólito
Apelido Magrela
Nascimento 2 de junho de 1996 (28 anos)
São Bernardo do Campo, São Paulo
Nacionalidade brasileira
Clube Time Naurú
Conquistas
Recordes das Américas

Classe T38
100m: 0:12s84 - 08/09/2017 - Rio de Janeiro
200m: 0:27.49 - 22/07/2013 - Lyon
400m: 1:03.14 - 14/09/2016 - Rio de Janeiro

Recordes Brasileiros

Classe T38
100m: 0:12s84 - 08/09/2017 - Rio de Janeiro
200m: 0:27.49 - 22/07/2013 - Lyon
400m: 1:03.14 - 14/09/2016 - Rio de Janeiro

Classe T37
100m: 14s17 - 27/08/2019 - Lima
S. Distancia: 3,41m - 16/06/2019 - São Paulo

Medalhas
Jogos Paralímpicos
Prata Rio 2016 100m T38
Bronze Rio 2016 400m T38
Campeonatos Mundiais
Ouro Lyon 2013 200m T38
Prata Lyon 2013 200m T38
Jogos Parapan-Americanos
Ouro Toronto 2015 100m T38
Ouro Toronto 2015 200m T38
Ouro Toronto 2015 400m T38
Prata Toronto 2015 Salto em Distância T38
Prata Lima 2019 100m T37
Prata Lima 2019 200m T37
Prata Lima 2019 Revezamento universal 4x100m misto

Verônica Hipólito (São Bernardo do Campo, 2 de junho de 1996) é uma atleta paralímpica brasileira. Conquistou as medalhas de prata[1] e bronze[2] nos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016 no Rio de Janeiro, representando seu país nas provas de 100 metros e 400m na classe T38. Verônica também foi campeã mundial nos 200m rasos e vice campeã mundial nos 100m rasos no Campeonato Mundial de Para-Atletismo Lyon 2013. Conquistou três medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos Pan-Americanos de 2015 em Toronto e três medalhas de prata nos Jogos Parapan-Americanos de 2019 em Lima.

Além disso possui diversos títulos e recordes brasileiros e sul-americanos das classes T38 e T37.

A busca pela qualidade de vida foi um dos motivos que levou Verônica ao atletismo. Os pais, José Dimas e Josenilda, sempre a incentivaram a prática esportiva para a garota começar a interagir mais, já que era muito tímida. Começou no esporte aos 10 anos no judô, só que uma cirurgia na cabeça para retirar um tumor no cérebro, com 13 anos, a impediu de continuar nos tatames. Em 2011, aos 14 anos, sofreu um AVC que paralisou todo o lado direito do seu corpo. Passou a praticar o Atletismo como forma de reabilitação para voltar a andar.

Em meados de 2012 Verônica começou a competir, e já em 2013 ganhou seu primeiro campeonato mundial adulto, com 17 anos, passando a ser chamada de Garota Prodígio.

No início de 2013 descobriu que o tumor na cabeça havia voltado, e decidiu, juntamente aos médicos, começar um tratamento com remédios. Em 2015, após descobrir que tinha uma anemia forte e fazer tratamentos para repor o ferro, descobriu que tinha uma síndrome rara, chamada Polipose Adenomatosa Familiar, nas vésperas do Jogos Parapanamericanos de Toronto e do campeonato mundial. Mesmo com o diagnóstico participou dos Jogos conquistando 3 medalhas de ouro e uma de prata, se tornando a maior e mais nova medalhista dos Jogos Parapanamericanos. Após os jogos realizou um procedimento cirúrgico para remover 90% do intestino grosso, voltando a treinar somente em Fevereiro de 2016.

Por causa do tumor no cérebro, Verônica seguiu tratamento com forte medicação e mesmo assim conseguiu participar os Jogos Paralímpicos de Verão de 2016 no Rio de Janeiro, onde conquistou uma medalha de Prata e outra de Bronze. Durante os Jogos realizou diversas participações nos Programas da rede de televisão a cabo SPORTV, se tornando uma figura conhecida do público.

Novas cirurgias

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No início de 2017, foi submetida a uma nova cirurgia no cérebro para a retirada de um tumor. Depois de 4 meses voltou aos treinos e retomou a carreira de alto rendimento. Em 2018 precisou refazer a cirurgia para remoção do tumor no cérebro e no final do ano retomou os treinamentos. Dessa vez a recuperação foi mais lenta e complicada, e Verônica enfrentou diversos problemas, como uma pneumonia e ganho de peso devido a forte medicação. Só voltou a competir novamente um ano após a cirurgia.

Mudança de classe

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Em 2019, antes de voltar a competir oficialmente, precisou passar por novo processo de qualificação funcional. Devido a uma menor mobilidade do seu lado direito do corpo, foi reclassifica em uma nova classe, a T37, destinada a atletas com um comprometimento físico um pouco maior do que sua classe anterior.

Já em sua segunda competição na classe T37, fez o tempo de 14s44, batendo o recorde brasileiro da classe.

Mesmo com poucos meses de treino após a última cirurgia, Verônica conquistou tempos significativos e foi convocada para participar dos Jogos Parapan-Americanos de 2019 em Lima[3]. Apesar de ainda estar longe de sua forma ideal, Verônica surpreendeu[4] a todos e conseguiu conquistar três medalhas de prata, nos 100m e 200m da classe T37 e revezamento universal 4x100m.

Em 2021 Verônica anunciou que o tumor no seu cérebro tinha voltado[5]. Por isso não conseguiu alcançar o índice necessário para representar Brasil nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, e não foi convocada. Entretanto foi contratada para ser a comentarista do SporTV para as provas de atletismo dos jogos[6]. Foi considerada um dos destaques das transmissões, onde pôde colocar em pauta para o grande público o capacitismo[7].

Atividades fora das pistas

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Gestão Esportiva

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No final de 2019 Verônica criou o Time Naurú, uma equipe de atletismo paralímpico para disputar as competições regionais e nacionais organizadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. Além de competir pela a equipe, a atleta assumiu a função de principal gestora da equipe, com apenas 24 anos. Além da própria atleta, fazem parte da equipe outros atletas paralímpicos brasileiros, como Felipe Gomes, Viviane Ferreira Soares, Fabrício Junior Barros, Davi Wilker de Souza, entre outros[8]. Em 2022, a Naurú criou sua primeira escolinha de atletismo em Santo André, passando a atender crianças e jovens da região[9].

Atividades cívico-políticas

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Em 14 de novembro de 2022, Berônica foi uma das especialistas designadas para integrar o Grupo Técnico de Esporte do Gabinete de Transição Governamental[10], grupo responsável por avaliar a situação das políticas públicas no país e, então, propor soluções para eventuais problemas identificados e aperfeiçoamentos das ações existentes ao subsidiar o relatório final da Equipe de Transição Governamental 2022-2023[11].

Referências

  1. «A ilimitada persistência de Verônica Hipólito se transforma em prata no Engenhão». Portal Brasil 2016 
  2. «Verônica Hipólito e revezamento 4 x 100m fazem o "dia das mulheres" no Engenhão». Portal Brasil 2016 
  3. «Depois de 203 tumores e AVC, Verônica Hipólito disputa mais um Parapan: "O importante é que estou aqui"». Razões para Acreditar. 25 de agosto de 2019. Consultado em 12 de setembro de 2019 
  4. Poltronieri, Giovana Pinheiro e Caio (27 de agosto de 2019). «Nem ela acreditava na medalha, mas correu e conquistou a prata». Olimpíada Todo Dia. Consultado em 12 de setembro de 2019 
  5. «Reportagem: Olhar Olímpico - Estrela paraolímpica, Verônica Hipólito revela retorno de tumor no cérebro». www.uol.com.br. Consultado em 17 de setembro de 2021 
  6. «Com programa diário, TV Globo/SporTV anunciam como será a transmissão dos Jogos Paralímpicos - Surto Olímpico». www.surtoolimpico.com.br. Consultado em 17 de setembro de 2021 
  7. «Verônica Hipólito se destaca como comentarista dos Jogos Paralímpicos de Tóquio: 'Quero quebrar preconceitos'». Extra Online. Consultado em 17 de setembro de 2021 
  8. «Verônica Hipólito, multicampeã paralímpica, lança projeto Naurú». Agência Brasil. 1 de junho de 2020. Consultado em 13 de janeiro de 2021 
  9. «Verônica Hipólito lança Instituto Naurú para levar o esporte para crianças com deficiência na região do ABC». Naurú - Equipe de Atletismo Paralímpico. Consultado em 6 de dezembro de 2022 
  10. «Documentos». Gabinete de Transição. Consultado em 6 de dezembro de 2022 
  11. vitor (16 de novembro de 2022). «Grupos Técnicos do Gabinete de Transição». Gabinete de Transição. Consultado em 6 de dezembro de 2022 

Ligações externas

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