Veranópolis

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Veranópolis
  Município do Brasil  
BR-470, trevo de Veranópolis
BR-470, trevo de Veranópolis
Símbolos
Bandeira de Veranópolis
Bandeira
Brasão de armas de Veranópolis
Brasão de armas
Hino
Lema Cidade amiga das pessoas
Gentílico veranense
Localização
Localização de Veranópolis no Rio Grande do Sul
Localização de Veranópolis no Rio Grande do Sul
Veranópolis está localizado em: Brasil
Veranópolis
Localização de Veranópolis no Brasil
Mapa de Veranópolis
Coordenadas 28° 56' 09" S 51° 32' 56" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Municípios limítrofes Fagundes Varela, Vila Flores, Cotiporã, Antônio Prado, Nova Roma do Sul e Bento Gonçalves
Distância até a capital 170 km
História
Fundação 15 de janeiro de 1898 (124 anos)
Administração
Prefeito(a) Waldemar de Carli[1] (MDB, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [2] 289,432 km²
População total (est. IBGE/2018[3]) 25 936 hab.
Densidade 89,6 hab./km²
Clima subtropical
Altitude 705 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 95330-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,773 alto
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 538 377,998 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 21 095,49

Veranópolis é um município brasileiro da região Sul, no estado do Rio Grande do Sul. É considerada a capital brasileira da longevidade e a terceira cidade com maior longevidade média da população no mundo.[6] Também é conhecida como a "Princesa dos Vales".

História[editar | editar código-fonte]

Até o século XIX, a região da Serra Gaúcha era território tradicional dos índios caingangues. Nesse século, os caingangues que habitavam as áreas montanhosas da Região Sul do Brasil foram desalojados violentamente por ação de matadores de indígenas, os chamados "bugreiros". Estes haviam sido contratados para abrir espaço para a instalação, por parte do governo imperial brasileiro, de imigrantes europeus na região, visando a um "embranquecimento" da população brasileira, até então majoritariamente negra e mestiça.[7]

Veranópolis teve sua colonização iniciada em 1884, quando os primeiros imigrantes italianos aqui chegaram. Antes, já a partir de 1830, todo o território desta região pertencia ao município de Santo Antônio da Patrulha, e as freguesias mais próximas eram Lagoa Vermelha e Vacaria.

Com o tempo, os fazendeiros de Lagoa Vermelha foram abrindo picadas e penetrando na região da futura colônia Alfredo Chaves. Tomavam posse da terra das matas do rio das Antas para o cultivo de milho e extração de erva-mate. No local mais aprazível daquela gleba de terra, havia um ponto de encontro de tropeiros que, periodicamente, se aventuravam a passar por ali, com destino a Montenegro. Este lugar preferido para repouso e encontro neste longo caminho, com uma elevação rochosa e ótima vertente de água recebeu o nome de Roça Reúna.

O excesso de pretendentes aos terrenos nas antigas colônias obrigou à Inspetoria Geral de Colonização a planejar e a concretizar a criação de uma nova colônia, para onde seriam encaminhados os excedentes populacionais. No local conhecido como Roça Reúna, foi instalada em 1884 a Colônia Alfredo Chaves, nome em homenagem ao engenheiro e político Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves, tendo como primeiro diretor, Júlio da Silva Oliveira, Foi após esta decisão que começaram a chegar os primeiros imigrantes italianos advindos principalmente das províncias de Treviso, Pádua, Cremona, Mântua, Belluno, Tirol e Vicenza. Pouco tempo depois, os primeiros poloneses chegavam ao município. A primeira igreja em alvenaria foi construída pela Diretoria da Colônia em 1887.

O Distrito foi criado com a denominação de Colônia Alfredo Chaves, por Decreto Estadual de 31-05-1892 e Ato Municipal de 17-08-1898, subordinado ao município de Lagoa Vermelha. Elevado à categoria de vila com a denominação de Benjamin Constant, desmembrado de Lagoa Vermelha e instalado em 04-03-1898.

Por Decreto Estadual nº 232, de 05-07-1892, o município de Benjamin Constant é extinto, passando a condição de distrito do município de Lagoa Vermelha com a denominação de Alfredo Chaves. Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de Alfredo Chaves, por Decreto Estadual nº 124–B, de 15-01-1898, desmembrado de Lagoa Vermelha.

Até 31 de dezembro de 1943, a cidade manteve seu primitivo nome, quando em virtude de existir outro município mais antigo no Estado do Espírito Santo e com a mesma denominação, passou a chamar-se Veranópolis, que vem da junção de "veraneio" com o termo grego pólis, que significa "cidade". Portanto, Veranópolis significa "cidade de veraneio".

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

Está localizada na Serra Nordeste do estado do Rio Grande do Sul, tendo limite com os municípios de Bento Gonçalves ao sul, Cotiporã a oeste, Antônio Prado e Nova Roma do Sul a leste e, ao norte, com Vila Flores e Fagundes Varela.

Aeroclube[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Aeroclube de Veranópolis

Veranópolis desfruta de um aeroclube, fundado em 1948. Possui uma pista, 11/29, com 900 metros de comprimento, piso de grama, dois hangares e cinco aeronaves.

O aeroclube administra cursos de piloto privado, piloto comercial, instrutor de voo, piloto privado de planador, instrutor de planador e piloto rebocador de planador.

Há também a possibilidade de realizar voos panorâmicos sobre a cidade, a bordo de uma aeronave para até três pessoas, a fim de conhecer a região.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Pórtico de Entrada - Monumento ao Imigrante
Ponte Ernesto Dornelles, sobre o Rio das Antas
Gruta Nossa Senhora de Lurdes
Ficheiro:Cascatamonges.jpg
Cascata dos Três Monges
Mirante Da Serra
  • Parque Cascata dos Monges, onde estão os mirantes para a cascata e para o vale;
  • Igreja Matriz e Gruta de Nossa Senhora de Lourdes;
  • Gruta Selvagem, que abrigou tribos caingangues e o Paco Sanches;
  • Espigão do Belvedere, com vista para o Rio das Antas;
  • Ponte Ernesto Dornelles;
  • Vila Bernardi, onde viveu o poeta e escritor veranense Mansueto Bernardi;
  • Usina Velha;
  • Casa da Cultura, onde estão o Museu Histórico Interativo e a Biblioteca Pública;
  • Casa onde nasceu o ator José Lewgoy, que abriga um pequeno museu que conta sua história através de imagens e objetos pessoais.

Rota dos vinhos e da longevidade[editar | editar código-fonte]

  • Vinícola Simonetto
  • Vinícola Antônio Bin
  • Vinícola da Paz
  • Vinícola Barbarano
  • Vinícola Mazzarollo
  • Vinícola Noé - Cooperativa Alfredochavense
  • Union Distillery

Turismo cultural e religioso[editar | editar código-fonte]

  • Casa da Cultura Frei Rovilio Costa. O espaço é composto pelo Salão Nobre Silvio Pellico, Sala de Oficinas Matilde Cerveira Cagliari, Museu Municipal, Memorial José Lewgoy, Vila Ricordi, Galeria para exposições fotográficas, entre outras atrações.
  • Vila Bernardi: foi o local onde viveu, por duas décadas, o poeta, escritor e presidente da Casa da Moeda do Brasil, Mansueto Bernardi. O mesmo possui uma biblioteca com grande acervo de obras, clássicos franceses, formação histórica do Rio Grande do Sul r poetas italianos e rio-grandenses.
  • Igreja Matriz São Luís Gonzaga: foi a primeira de Veranópolis construída pelo governo imperial. Em estilo gótico, projetada pelo arquiteto Vitorino Zani.
  • Gruta Nossa Senhora de Lourdes, na Rua São Francisco de Assis, 112. Horário: das 07 às 19h. Fone: (54) 3441-1604.
  • Casa Saretta, que abriga a Central de Informações Turísticas, a Secretaria de Turismo e Desporto e comércio de produtos confeccionados pelos artesãos do município.

Turismo rural[editar | editar código-fonte]

  • Tedesco, Villa d'Asolo
  • Trilha da Caverna Indígena
  • Vinícolas

Energia[editar | editar código-fonte]

A cidade de Veranópolis conta com uma grande plataforma energética. Destaca-se a produção de combustível renovável pela empresa Oleoplan S/A, uma das maiores produtoras brasileiras de biodisel. Veranópolis conta ainda com um expressivo parque gerador de energia hidrelétrica, condição proporcionada pelo seu relevo acidentado. O município conta com duas usinas hidrelétricas:

  • PCH Jararaca, operada pela Hidrotérmica S/A, possui capacidade de 28 megawatts.[9]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Galeria de fotos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Prefeito e vereadores de Veranópolis tomam posse; veja lista de eleitos em g1.globo.com
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rs/veranopolis/panorama
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. a b «VERANÓPOLIS». Consultado em 21 de novembro de 2008. Cópia arquivada em 21 de novembro de 2008 
  7. BUENO, E. Brasil: uma história. Segunda edição revista. São Paulo. Ática. 2003. p. 267.
  8. http://www.ceran.com.br/session/viewPage/pageId/61/language/pt_BR/
  9. http://www.ht-hidrotermica.com.br/phcs
  10. Veranópolis, Prefeitura de. «Gemellaggio». www.veranopolis.rs.gov.br. Consultado em 31 de maio de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Veranópolis

Ver também[editar | editar código-fonte]