Vespasiano Barbosa Martins

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Vespasiano Martins
Vespasiano (à esq) com o General Bertoldo Klinger.
Senador por  Mato Grosso
Período 1946 até 1955
1935 até 1937
33º Prefeito de Campo Grande Bandeira cg ed.jpg
Período 1 de setembro de 1941
até 12 de setembro de 1942
Antecessor(a) Eduardo Olímpio Machado
Sucessor(a) Demóstenes Martins
28º Prefeito de Campo Grande Bandeira cg ed.jpg
Período 1 de novembro de 1934
até 17 de outubro de 1935
Antecessor(a) Pacífico Lopes de Siqueira
Sucessor(a) Antônio Luís Almeida Boaventura
Governador do Estado de Maracaju
Período 10 de julho até 2 de outubro de 1932
24º Prefeito de Campo Grande Bandeira cg ed.jpg
Período 25 de junho de 1931
até 11 de julho de 1932
Antecessor(a) Valdomiro Siqueira
Sucessor(a) Arthur Jorge Mendes Sobrinho
11º Intendente de Campo Grande Bandeira cg ed.jpg
Período 20 de março
até 5 de setembro de 1918
Antecessor(a) Leonel Velasco
Sucessor(a) Rosário Congro
Dados pessoais
Nascimento 4 de agosto de 1889
Vacaria, Flag of Empire of Brazil (1870-1889).svg Império do Brasil
Morte 14 de janeiro de 1965 (75 anos)
Campo Grande, Flag of Brazil (1960-1968).svg Brasil
Progenitores Mãe: Marcelina Barbosa Martins
Pai: Henrique José Pires Martins
Partido UDN
Profissão Médico

Vespasiano Barbosa Martins (Campo Grande, então Vacaria, 4 de agosto de 1889Campo Grande, 14 de janeiro de 1965) foi um médico e político brasileiro. Foi intendente uma vez e prefeito de Campo Grande por três vezes, governador revolucionário e foi senador por dois mandatos.

Revolução Constitucionalista de 1932[editar | editar código-fonte]

Vespasiano Martins era o prefeito de Campo Grande à época da Revolução de 1932, que ora ocorria em São Paulo. Uniu-se àquele estado na busca de uma nova Constituição, contra o governo de Getúlio Vargas. Deu apoio ao General Klinger, então comandante do Exército Brasileiro estabelecido em Campo Grande e que mandaria suas tropas em auxílio aos paulistas. Naquela época, então, ocorreu a primeira cisão do estado de Mato Grosso, sendo criado o estado de Maracaju, em referência à Serra que corta o hoje Mato Grosso do Sul. Vespasiano, então, assume a administração do governo do novo Estado, apoiado por São Paulo.[1]

Assume o novo estado em 10 de julho de 1932, um dia após o início oficial da Revolução Constitucionalista em São Paulo. O novo estado durou apenas três meses, mas serviria de embrião para o construção do que é hoje o estado de Mato Grosso do Sul.[1]

Após o fim da Revolução, Vespasiano Martins e companheiros exilam-se na Argentina e depois, no Paraguai.[1]

A volta do exílio[editar | editar código-fonte]

Frente à grande popularidade na época, é nomeado novamente prefeito de Campo Grande em 31 de outubro de 1934, onde permanceu até 17 de setembro de 1935, quando é eleito para seu primeiro mandato como Senador.[1] Permanece como senador até 1937, quando é dissolvido a Assembléia Constituinte.[1]

Atentado[editar | editar código-fonte]

Na época em que era senador, em 1936, Vespasiano Martins foi vítima de um atentado, que o feriu gravemente e ao senador João Vilas Boas. O crime, encomendado por Mário Correia da Costa, então governador do Mato Grosso, incomodado pela crescente oposição da Aliança Mato-Grossense, grupo de políticos de oposição que tinha entre seus líderes justamente os senadores Vespasiano e Vilas Boas.[2]

Foi alvejado por três tiros, um no braço esquerdo, um no ombro direito e outro na coxa, mas sobreviveu.[2]

O fim da carreira política[editar | editar código-fonte]

Em 12 de agosto de 1941 é nomeado novamente prefeito de Campo Grande, a convite de Júlio Müller, governador de Mato Grosso.[1]

Já em 1945, funda no estado a União Democrática Nacional (UDN), partido pelo qual se elegeu novamente senador da República. Teve um infarte em 1952, que compromete grande parte de seu coração. Retira-se da vida pública em 1955, quando acaba seu último mandato como senador.[1]

O legado[editar | editar código-fonte]

Graças aos seus esforços políticos, a idéia da criação de um novo estado, no sul de Mato Grosso, frutificaram e tomaram corpo na década de 1970, quando em 1977, no Governo Ernesto Geisel, foi criado o estado de Mato Grosso do Sul.

Um de seus genros, Wilson Barbosa Martins, foi governador do novo estado por duas vezes.[1]

Também é patrono da cadeira nº 22 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h Martins
  2. a b Rodrigues
  3. Academia Sul-Matogrossense de Letras

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Martins, Nelly (1989). Vespasiano, meu pai. Brasília: Centro Gráfico do Senado 
  • Rodrigues, J. Barbosa (1980). História de Campo Grande. São Paulo: Editora Resenha Tributária 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
João Pedro de Sousa
Prefeito de Campo Grande
29 de Abril de 19186 de Julho de 1918
Sucedido por
João Pedro de Sousa
Precedido por
Leonel Velasco
Intendente de Campo Grande
20 de Março de 19185 de Setembro de 1918
Sucedido por
Rosário Congro
Precedido por
Valdomiro Siqueira
Prefeito de Campo Grande
25 de Junho de 193111 de Julho de 1932
Sucedido por
Arthur Jorge Mendes Sobrinho
Precedido por
Pacífico Lopes de Siqueira
Prefeito de Campo Grande
1º de Novembro de 193417 de Outubro de 1935
Sucedido por
Antônio Luís Almeida Boaventura
Precedido por
Eduardo Olímpio Machado
Prefeito de Campo Grande
1º de Setembro de 194112 de Setembro de 1942
Sucedido por
Demóstenes Martins