Viação Itapemirim

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Disambig grey.svg Nota: Para a companhia aérea brasileira, veja ITA Transportes Aéreos.
Itapemirim
Itapemirim em Capitão de Campos.JPG
Marcopolo Paradiso G7 da Viação Itapemirim passando pela cidade de Capitão de Campos, no Piauí.
Razão social Viação Itapemirim S.A.
Empresa de capital fechado
Slogan Viva o Brasil com a Itapemirim!
Atividade Transportes
Gênero Privada
Fundação 4 de julho de 1953 (69 anos)
Cachoeiro de Itapemirim, ES, Brasil
Fundador(es) Camilo Cola
Encerramento 21 de setembro de 2022[1][2]
Sede São Paulo, SP, Brasil
Área(s) servida(s)
Proprietário(s) Grupo Itapemirim
Pessoas-chave Sidnei Piva
Empregados 1.600
Produtos
  • Transporte rodoviário de passageiros
  • Transporte de cargas
  • Turismo
Website oficial www.itapemirim.com.br

A Viação Itapemirim, ou simplesmente ITA, foi uma empresa de transporte rodoviário de passageiros brasileira, tendo sido considerada como uma das mais tradicionais do ramo no país e também na América Latina.

Fundada em 4 de julho de 1953, no município de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo por Camilo Cola, a Itapemirim se consolidou por ser uma das viações mais utilizadas por passageiros que viajam pelo Brasil, sobretudo na região do Nordeste.

Na década de 1960 a sede administrativa da viação Itapemirim foi transferida para a cidade de São Paulo no Terminal Tietê. Ficando a base de Cachoeiro de Itapemirim como sendo filial e o principal centro de manutenção da frota e treinamento.

Foi pioneira na utilização de ônibus de 3 eixos no Brasil, o que a própria empresa chamaria mais tarde de Tribus. A Itapemirim também se destaca por ter sido uma das primeiras do ramo de transporte no país a equipar seus veículos com tacógrafos.

Atuou em diversas capitais do país tendo também como principais destinos as cidades de Campina Grande, Feira de Santana, Alagoinhas, Campos dos Goytacazes, Niterói, Carangola, Caratinga, São Paulo, além de sua própria cidade de origem Cachoeiro de Itapemirim.[3]

História[editar | editar código-fonte]

A Fundação[editar | editar código-fonte]

A Jardineira Grassi "15" foi o primeiro ônibus a operar com o nome Viação Itapemirim, em 1958.

Numa época em que o Brasil de Getúlio Vargas vivia fissurado pelo petróleo por conta da recém descoberta do produto no Estado da Bahia, dando origem posteriormente à Campanha do Petróleo, o empresário capixaba Camilo Cola (já dono da ETA - Empresa de Transporte Autos Ltda.)[4] decide impulsionar seus negócios e funda, em 4 de julho de 1953 a Viação Itapemirim Ltda. Inicialmente, com 70 funcionários e 16 ônibus, a nova empresa era reservada apenas a fazer viagens pelo Espírito Santo, considerando que na época a situação das estradas brasileiras era bastante precária, onde muitos brasileiros ainda estavam acostumados a viajar para outros estados nos chamados paus-de-arara.[carece de fontes?]

Os primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Antigos monoblocos O321 perfilados em um pátio da Itapemirim. Nessa época, os ônibus da empresa possuíam as cores cinza metálico e azul.

No ano de 1954, Camilo Cola vê o seu novo empreendimento crescer bem aos poucos quando a Itapemirim consegue aumentar sua frota para 22 veículos e com a empresa já ganhando condições de fazer viagens interestaduais tendo como seus primeiros destinos algumas cidades do Rio de Janeiro.

Durante toda a década de 50, a empresa cresceu cada vez mais: das simples jardineiras que a Itapemirim oferecia aos seus passageiros, a Viação começou a adquirir seus primeiros novos ônibus da General Motors, todavia, a manutenção e os reparos dos veículos eram feitos exclusivamente na oficina mecânica da empresa, que funcionava num barracão alugado.

Para garantir a expansão da empresa, a Itapemirim começa a oferecer destinos também para a região Norte do estado do Espírito Santo. Posteriormente, a viação começou a oferecer também, outros destinos como Campos dos Goytacazes (RJ), Niterói (RJ) até finalmente atender a então capital federal na época, o Rio de Janeiro. Nessa mesma época, é iniciada a construção de uma oficina de manutenção própria da Itapemirim na cidade natal da empresa.

Já no fim da década, a Itapemirim consegue incorporar um expressivo contingente de ônibus Alfa-Romeo. Dois anos depois, a viação começa a substituir toda a sua frota por novíssimos carros da Mercedes-Benz, tendo como principal vantagem de que os novos modelos da empresa alemã eram entregues já encarroçados, encurtando-se em meses o intervalo entre a compra do chassi e o recebimento do ônibus pronto.[5]

Expansão[editar | editar código-fonte]

Monobloco Mercedes-Benz O326, um dos primeiros modelos a utilizar a nova pintura da Itapemirim, o amarelo.

A partir da década de 60, num país ainda carente de infraestrutura em suas rodovias, a Itapemirim começa a atender também as regiões Norte e Nordeste, sendo que nesta última a empresa se consolida de vez no transporte de passageiros, mantendo esse sucesso até os dias atuais.

Em 1962, a viação deixa de ser uma sociedade limitada para virar uma sociedade anônima

No ano de 1967, a Itapemirim adota em seus veículos a cor que seria um dos maiores símbolos da empresa até hoje: o amarelo. Ao mesmo tempo, a viação começa a adquirir seus primeiros Monoblocos modelos O-326 da Mercedes-Benz, cuja primeira linha a utilizá-los é a VitóriaRio, já contando com asfalto por todo o trajeto desse itinerário.[6]

Consolidação em outras áreas[editar | editar código-fonte]

A Itapemirim foi a primeira viação a operar ônibus de 3 eixos no Brasil.

Durante uma viagem aos Estados Unidos nos anos 1960, Camilo Cola conheceu alguns modelos de ônibus que possuíam três eixos e que eram bastante comuns nas linhas rodoviárias estadunidenses, isso acabou por impressionar o patrono da Itapemirim a ponto de querer introduzir esse tipo de modelo em sua empresa. Naquela época nenhuma outra empresa brasileira do ramo de transportes usara o modelo de três eixos e Camilo quis trazer a novidade ao Brasil aproveitando o gigantesco crescimento da Itapemirim.[7] Com isso, no ano de 1971, a Itapemirim começa a operar seus novos veículos de 3 eixos sob uma forte propaganda, investindo fortemente no conforto dos passageiros.

Também era bastante comum de se ver as chamadas Rodonaves fabricadas pela Mercedes-Benz e encarroçadas pela Ciferal, que também conquistou gosto de seus usuários. A Itapemirim começa a prestar serviços também na cidade de São Paulo. Ainda nesse período, a Itapemirim passa a oferecer linhas que interligavam diretamente a Região Sudeste do Brasil ao Nordeste, consolidando ainda mais a participação da firma no ramo de transportes.[8]

Em 1973, a Itapemirim adquire a [[Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha

|Empresa Nossa Senhora da Penha]], de Curitiba. Com isso, a empresa de Camilo Cola passou a atuar ativamente também no Sul do país. Pegando carona no chamado milagre econômico brasileiro, as empresas de Camilo Cola (que mais tarde passariam a originar o Grupo Itapemirim) começavam a intensificar suas atividades passando a abranger segmentos de turismo, agropecuária e mineração.

Fundação da Tecnobus[editar | editar código-fonte]

Ônibus da segunda geração do Tribus, lançado no final de 1984. Adentrando na década de 1980 com uma frota de aproximadamente 1500 ônibus, a Itapemirim começar a operar a rota Rio/SP/Rio,[9] paralelo a isso, a empresa lança em 1981 com bastante publicidade a primeira geração do Tribus, baseando-se no pioneirismo dos já citados ônibus de 3 eixos lançados na década anterior. A viação aproveitara um período de grande euforia econômica no país, embalado pelo fim do Regime Militar, no qual os transportes rodoviários cresciam a índices altíssimos.

A empresa inaugura sua própria fábrica de ônibus, a Tecnobus, que seria responsável, no final de 1984, pelo lançamento da segunda geração do Tribus, gerando muito sucesso (há indícios de que esta carroceria foi inspirada nos modelos Marcopolo III, naquela altura não mais produzidos). No auge de sua linha de produção, ainda em meados da década de 1980, a Tecnobus chegou a fabricar um ônibus por dia. Na mesma década, adquire junto a Mercedes-Benz vários monoblocos O370 e O371 equipados com ar-condicionado para o serviço leito Rodonave.

Estabilização[editar | editar código-fonte]

No final de 1989, a empresa lança o Tribus 3 e em 1995 a Itapemirim adquire junto a Mercedes-Benz mais monoblocos O400 com ar condicionado para a inauguração de um novo serviço, o Starbus: o primeiro ônibus executivo rodoviário de três eixos do país. Em 1999, o serviço foi reforçado com aquisições de veículos da marca Busscar e de alguns exemplares do Tribus 4 (lançado em 1997) equipados com ar condicionado. O serviço convencional também foi reforçado pelo modelo Tribus 4 sem ar.

Nessa época, Camilo Cola, também já sendo proprietário de outras empresas, decide incorporar a viação ao Grupo Itapemirim, englobando-se a mais 30 empresas do empresário a qual empregavam quase 20 mil pessoas na época.

No ano de 1998, a empresa lança o Golden Service, que oferece o conforto de um ônibus leito por uma tarifa econômica de um executivo. Os primeiros carros que estreariam o novo serviço eram inicialmente do modelo Tribus 4 fabricado pela empresa equipados com ar condicionado e depois vieram os carros da marca Busscar. No ano seguinte, o serviço leito Rodonave também foi reforçado com aquisições de veículos da marca Busscar na configuração leito. Ainda na época, a Itapemirim apresenta o Cinebus, o primeiro ônibus a possuir um telão a bordo, para exibição de dois filmes durante as viagens.[10]

Declínio[editar | editar código-fonte]

Nos anos 2000, a Viação Itapemirim consegue manter um ritmo considerado de crescimento se mantendo firme no mercado de transportes no Brasil. Contudo, a concorrência cresce, com destaque para sua maior rival Gontijo que em 2003, adquire a São Geraldo. A empresa passaria a enfrentar diversas outras dificuldades na segunda metade da década. Apesar disso, a empresa inicia aquisições de veículos da marca Marcopolo modelo Paraíso 1200 G6 com e sem ar condicionado sendo vários com chassis reencarroçado.

Em 2008, morre a esposa de Camilo Cola, Inês Massad Cola, originando uma disputa judicial entre alguns herdeiros.[11] Nessa mesma época, a empresa já acumulava uma dívida de 200 milhões de reais e amargava uma considerável queda nas vendas de suas passagens entre os anos de 2005 e 2006. Com a crise, a empresa não consegue adquirir novos ônibus, chegando a operar veículos com mais de 10 anos de uso na maioria de suas linhas.

Ainda em 2008, a empresa, sob um empréstimo de US$ 33 milhões do BNDES, constrói dois terminais de cargas nas cidades de São Paulo e no Rio, contudo a empresa vê o negócio ir mal quando a demanda cai para muito abaixo do esperado. Buscando se reestruturar, a Itapemirim vende uma garagem em Brasília por R$ 25 milhões. Posteriormente a empresa também decidiu vender mais dois terminais de cargas em São Paulo e no Rio de Janeiro por R$ 72 milhões e ainda se desfez da Empresa Nossa Senhora da Penha, que era pertencente a Camilo Cola desde 1973.[12]

Dias atuais[editar | editar código-fonte]

No ano de 2015, o grupo decide vender 40% de sua frota de veículos e transfere diversas linhas para a Viação Kaissara. Com isso, a Itapemirim passa a operar 50 linhas que equivalem a 43% da fatia de mercado em que atuava antes da venda. Na época, o diretor de operações da empresa, Marcos Poltronieri, negou que a empresa estivesse em um eventual "processo de falência", mas admitiu que o número de passageiros caiu nos últimos anos até então; ele ainda afirmou que a má fase da empresa se devia a crise financeira que o país sofria na época e que outras grandes concorrentes da Itapemirim também estavam sofrendo com a situação.[13]

No dia 7 de março de 2016, a Viação Itapemirim entrou com um pedido de recuperação judicial diante do agravamento de sua crise,[14] com dívidas já ultrapassando R$ 300 milhões onde boa parte incluem-se dívidas trabalhistas.[15] O pedido foi aceito pela 13º Vara Cível Especializada Empresarial de Vitória no dia 21 de março e com isso a empresa recebeu um prazo de 60 dias para apresentar um plano de recuperação.[16] Porém irregularidades apontadas pela justiça, culminaram na inclusão da Viação Kaissara (do mesmo grupo) também no processo. No fim de 2016, é anunciada a venda de sete empresas do grupo a um outro do ramo de transporte de cargas bem como a fusão das viações Itapemirim e Kaissara (também vendida), desta forma retomando as linhas e vários ônibus que foram repassados anteriormente além da aquisição de 50 veículos vindos da Cometa. Em janeiro de 2017, é firmado um consórcio envolvendo as viações Itapemirim, Kaissara, Transbrasiliana e Rápido Marajó visando a competitividade no transporte rodoviário de passageiros. Contudo, o mesmo acabou desfeito com as saídas da Transbrasiliana e da Rápido Marajó. No fim de 2017, a empresa que locava os ônibus pra Itapemirim e Kaissara em ação judicial de reintegração de posse, recolheu grande parte da frota da empresa alegando falta de pagamento do aluguel e com isso acabou recorrendo a veículos de outras empresas para suprir a demanda das festas de fim de ano. No começo de 2018, 5 veículos da frota da empresa foram apreendidos em fiscalizações da PRF por estarem com as documentações vencidas e com isso reativando alguns modelos antigos como os Vissta Buss 1999 para suprir a demanda. Em março, mais 5 veículos foram apreendidos pelo mesmo motivo. No fim de 2018, a empresa recorreu novamente a veículos de outras empresas para suprir a demanda das festas de fim de ano e a alta temporada de janeiro. Em 2019, a linha São Paulo x Curitiba passa a ter veículos da Viação Garcia rodando a serviço da empresa. Em maio, a justiça homologa o plano de recuperação judicial da empresa em que consiste num leilão de bens do grupo - chamados de UPIs (Unidades de Produção Individual) para pagar as dívidas que aproximam se de R$ 400 milhões num prazo de 12 meses. Caso o dinheiro não for o suficiente para quitar essas dívidas, serão leiloadas as linhas de ônibus da empresa, o que representam 50% das operações da empresa. Pela proposta original do novo plano, as linhas seriam divididas em dois lotes de UPIs: Centro-Sul e Complementares. Na modificação que foi aprovada, elas seriam divididas em 4 lotes de UPIs: 3 por região e 1 entre as remanescentes. As aquisições das linhas teriam de obedecer os critérios da ANTT. Ainda em maio, dois DDs 0km da Marcopolo (new G7) começaram a rodar na linha São Paulo x Rio sendo os primeiros equipados com acessibilidade na empresa. No segundo semestre, a empresa encerra a parceria com a Garcia e retoma as operações da linha São Paulo x Curitiba e mais veículos são integrados a empresa, entre eles dois Busscar Vissta Buss DD com chassi Mercedes-Benz O500RSDD 8x2.

Segundo seu site oficial, a Itapemirim transporta 3,2 milhões de pessoas por ano, sendo uma das mais usadas pelos brasileiros.[17] Ainda segundo o site, a Viação atende mais de 2 000 localidades pelo país em 22 estados brasileiros, cobrindo 70% do território nacional percorrendo 120 milhões de quilômetros por ano.

Em dezembro de 2021, a ANTT chegou a autorizar o Grupo a suprimir 28 linhas sendo 16 linhas e 73 mercados da Itapemirim e 12 linhas e 52 mercados da Kaissara. Dentre os destinos que a empresa deixaria de atender estavam as ligações de Recife/PE para Barra do Garças/MT, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Curitiba e Foz do Iguaçu no PR, de Maceió/AL para Brasília-DF e Caldas Novas/GO, de Cachoeiro de Itapemirim/ES para Campos dos Goytacazes/RJ, de Feira de Santana/BA para Fortaleza/CE dentre outros destinos. Segundo o Grupo, a medida fazia parte de uma reestruturação em que visava diminuir custos e aumentar resultados em rotas de longa distância. No entanto, no dia 27 de janeiro de 2022, após tratativas com a empresa, a ANTT cancelou o pedido de supressão dessas linhas que vigoraria no dia em questão e as mesmas por ora continuam ativas.

Em 19 de abril de 2022, a Justiça bloqueou bens de Sidnei Piva de Jesus, da esposa dele e de outras pessoas, além de empresas do grupo. A decisão também questiona a venda da ITA Transportes Aéreos a uma empresa de consultoria por simbólicos R$ 30 milhões. A empresa que a adquiriu, possui um capital social declarado de apenas R$ 100 mil. Um prazo de 48 horas foi expedido para que o grupo apresente um aditivo, caso contrário, a empresa pode falir por decisão judicial.[18]

Em 15 julho de 2022, uma petição foi expedida pela EXM, empresa nomeada para recuperação judicial da empresa, pedindo à Justiça que decrete a falência da Viação Itapemirim sob justificativa de que as empresas do grupo não tem condições de se recuperarem, que as atividades existentes não justificam a preservação da empresa e de que não cumprem mais uma função social, visto a saúde financeira debilitada, incluindo a impossibilidade de pagar seus fornecedores, assim como a folha salarial. Na ata a administradora vê como vantajosa as propostas da Ricco Transportes em arrendar linhas e imôveis. Anteriormente a empresa não viu como vantajoso o interesse da Transconsult em retomar as operações do grupo.[19][20] Além da Ricco Transportes, a Viação Garcia e a Suzantur também demonstraram interesse em arrendar linhas e imóveis.[21]

Suspensão das linhas[editar | editar código-fonte]

Em 20 de abril de 2022, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) suspendeu de forma cautelar todas as linhas que pertencem a empresa até que seja cadastrada frota compatível com as linhas a serem reativadas, num prazo de 30 dias. A decisão foi baseada na inadequação da frota, e de seu envelhecimento. Muitos dos veículos que a empresa tinha foram sucateados, vendidos ou devolvidos as empresas de leasing. A decisão não afetou as passagens compradas até 30 dias antes desta data, porém a empresa não poderá vender novos bilhetes.[22][23][24]

Em 28 de julho de 2022, a ANTT suspendeu todas as linhas da Viação Kaissara, empresa do Grupo Itapemirim, a empresa poderá operar por até 30 dias para suprir a demanda das passagens já vendidas.[25]

O fim da empresa[editar | editar código-fonte]

A EXM Partners, que administra a recuperação judicial do Grupo Itapemirim, anunciou que não havia mais condições de a holding retornar as atividades,[19] devido aos escândalos envolvendo a nova sociedade da empresa desde que o empresário Sidnei Piva de Jesus a adquiriu em 2017; quando a família Cola vendeu o grupo. Os supostos desvios do pagamento das dívidas, que chegaram a R$ 40 milhões para a constituição da ITA Transportes Aéreos, culminaram para aumentar ainda mais a crise. O Tribunal de Justiça de São Paulo acatou o pedido em primeira instância e decretou a falência.[1][2][19][26] No entanto, os credores e ex-funcionários da empresa devem recorrer argumentando que ocorreram supostos privilégios para a Suzantur.[27]

Retorno ao setor aéreo[editar | editar código-fonte]

Visando expandir sua atuação no mercado, a Itapemirim anuncia o retorno ao setor aéreo depois de mais de 20 anos ausente. A primeira tentativa foi na década de 90 com a Itapemirim Cargo, que por uma série de questões teve uma vida curta. A ITA Transportes Aéreos recebeu no dia 30 de abril de 2021 a autorização da ANAC para atuar no mercado de transporte aéreo de passageiros, um tempo curto de menos de 1 ano após anunciar sua volta ao setor. A ANAC suspendeu as operações aéreas da marca em 17 de dezembro de 2021, e depois as cassou em 5 de maio de 2022.[28]

Readequação da marca[editar | editar código-fonte]

Visando torna-se uma marca mais atualizada e aproximar-se cada vez mais da divisão aérea, a Itapemirim ônibus também é chamada de "Ita" constantemente em materiais de divulgação em suas redes sociais.

Frota[editar | editar código-fonte]

Paradiso G6 1200 do Serviço Golden no Terminal Rodoviário de Coronel Fabriciano

Sua frota de ônibus é composta pelos serviços: convencional (Tribus, Climm, Bombon - sendo este um serviço que oferece a qualidade dos serviços da Itapemirim com tarifas até 20% inferiores ao do serviço convencional, criado para competir com os clandestinos - e Starbus - serviço inicialmente executivo da empresa e que atualmente encontra-se extinto e os veículos em operação convencional), Semi-leito (Golden), Rodonave (Leito) e Dreambus (Misto de Executivo com Leito) aproximadamente 1 200 veículos, em carrocerias Busscar, Marcopolo e Tecnobus (esta última pertencente ao próprio Grupo Itapemirim) todos caracterizados pela cor amarela, de fácil identificação.

A viação sempre ficou conhecida pela qualidade de seus serviços prestados. Esse fato passou a ser contestado com o reencarroçamento de vários veículos antigos. Hoje em dia há carros circulando com chassis fabricados há 25 anos. Exemplo disso é o carro 5813, um Marcoplolo Paradiso G6 com chassi O-400RS que pertenceu ao Starbus 40229, fabricado em 1994, que envolveu-se em terrível acidente em 21 de fevereiro de 2004. O ônibus caiu em um açude com a terrível morte de 42 pessoas confinadas e afogadas. Mesmo assim, a Itapemirim diz que sempre vem renovando sua frota de tempos em tempos, com ônibus mais modernos e seguros. O diretor superintendente da companhia, Wilson Taranto, diz que a empresa adquire entre cerca de 100 e 150 ônibus novos todos os anos. No ano de 2014, por exemplo, a Viação realizou uma compra de veículos da encarroçadora Marcopolo - com carroceria modelo G7 1.200 (equipados com 2 banheiros, rede Wi-Fi, 4 tomadas para recarregar celular, tablet e notebook entre outros itens) e além disso ocorreram a locação de carros para atendimento a renovação da frota além de 7 veículos double-decker da Marcopolo modelos G6 e G7 caracterizados com pinturas retrô em homenagem 60 anos da empresa completados em 2013. Em 2017, vários modelos double-decker da Marcopolo foram adquiridos entre modelos 0km e seminovos, além de um DD seminovo da Busscar além de vários veículos seminovos do modelo G6 da Marcopolo do modelo G6 1200 e 1550 LD. Em 2018, veículos G7 1050 e DD 1800 da Marcopolo e o vo Vissta Buss DD da Busscar passaram a integrar a frota da empresa. Em 2019, dois DDs New G7 da Marcopolo também passaram a integrar a frota da empresa na linha São Paulo x Rio, sendo os primeiros da empresa equipados com acessibilidade. Outros DDs também passaram a equipar a frota da empresa entre modelos G7 e New G7 da Marcopolo e Vissta Buss DD da Busscar, um deles equipado com chassi Mercedes Benz O500 RSDD 8x2 de 15 metros. Entre meados e o fim de 2020, a empresa passou a ser equipada com mais veículos DD, entre modelos da Marcopolo (G7 e New G7 - sendo vários na Série Black) e Comil (modelos Campione Invictus DD 6x2 e 8x2 equipados com Volvo) e LD (Mercedes e Scania) também da Marcopolo e eles passaram a levar a nomenclatura "Grupo Itapemirim".

Seus clássicos veículos Tribus Séries I, II e III foram aposentados e os da série IV, juntamente com os monobloco 0400 estão em fase de desativação gradual e posteriormente serão vendidos.[29]

Alguns dos modelos de ônibus utilizados pela Viação Itapemirim[carece de fontes?]
  • Busscar Elegance 360 / Volvo B12R - serviço Golden
  • Busscar Jum Buss 380 / Volvo B12R - serviço Golden
  • Busscar Panorâmico DD / Volvo B12R
  • Busscar Vissta Buss / Mercedes-Benz O-400RSD - serviços Climm e Goldem
  • Busscar Vissta Buss DD / Mercedes-Benz O-500 RSDD 8x2
  • Busscar Vissta Buss DD / Scania K440IB 6x2
  • Busscar Vissta Buss HI / Mercedes-Benz O-500RSD - serviço Golden
  • Busscar Vissta Buss HI / Tecnobus T.23 - serviço Climm
  • Comil Campione Invictus HD / Scania K400IB
  • Comil Campione Invictus DD / Volvo B420R
  • Comil Campione Invictus DD / Volvo B450R
  • Marcopolo Paradiso G6 1200 / Mercedes-Benz O-400RSD - serviço Golden
  • Marcopolo Paradiso G6 1200 / Mercedes-Benz O-500RS - serviço Climm
  • Marcopolo Paradiso G6 1200 / Mercedes-Benz O-500RSD - serviços Climm, Golden e Rodonave
  • Marcopolo Paradiso G6 1800DD / Scania K420 - serviço Tribus e Rodonave
  • Marcopolo Paradiso G7 1050 / Volvo B340R
  • Marcopolo Paradiso G7 1200 / Mercedes-Benz O-500RSD Euro 5 - serviços Climm, Semileito e Rodonave
  • Marcopolo Paradiso G7 1600LD / Mercedes-Benz O-500RSD Euro 5
  • Marcopolo Paradiso 1600LD / Scania K400IB
  • Marcopolo Paradiso G7 1800DD / Volvo B420R
  • Marcopolo Paradiso G7 1800DD / Volvo B450R
  • Marcopolo Paradiso New G7 1800DD / Volvo B420R
  • Marcopolo Paradiso New G7 1800DD / Volvo B450R
  • Marcopolo Paradiso G7 1800DD / Mercedes Benz O500 RSD Euro 5
  • Marcopolo Paradiso G7 1800DD / Scania K440IB 8x2
  • Marcopolo Paradiso G7 1800DD / Scania K360IB 8x2
  • Marcopolo Paradiso G7 1800DD / Scania K420IB 6x2
  • Marcopolo Paradiso New G7 1800DD / Scania K400IB 6x2
  • Marcopolo Paradiso New G7 1800 DD / Scania K440IB 6x2

Serviços[editar | editar código-fonte]

Entre os serviços prestados pela empresa estão:

  • Itex – É um serviço de Encomendas Expressas, pequenos volumes transportados nos bagageiros dos ônibus. A encomenda é entregue na Rodoviária de origem e retirada na Rodoviária de destino, nas cidades atendidas pela empresa;
  • Fretamento – Com filiais na maior parte do território nacional, a empresa atende várias localidades com o serviço de fretamento;
  • Mídia – O serviço de mídia é apresentado nos próprios veículos, internamente ou externamente, como: nas capas das poltronas, sacolas de bordo, kit lanche, capa de passagem, revista NaPoltrona, vídeo a bordo e o Stand Móvel – ônibus adaptado para reuniões, comemorações e outros eventos, o que possibilita a empresa interessada no serviço contratá-lo de acordo com o público (região) alvo desejado.
  • Transporte de passageiros – O trecho com maior número de viagens que a viação atende é do Rio de Janeiro até São Paulo e vice-versa, operado desde 1980, porém realiza viagens para quase todas as regiões do país.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

A Viação Itapemirim é de propriedade de um grupo homônimo, sendo formado por empresas que atuam em diversos setores, como:

  • Viação Itapemirim
  • ITA Transportes Aéreos
  • Viação Caiçara - posteriormente rebatizada de Kaissara (empresa rodoviária que opera linhas curtas)
  • Rede Flecha (Hotelaria e Alimentação)
  • Imobiliária Bianca
  • Cola Pneus
  • Itapemirim Transportadora
  • Gráfica e editora Itabira

A Viação Itapemirim também já teve em seu grupo algumas empresas, tais como:

  • Tecnobus (fábrica de ônibus própria da Itapemirim)
  • Marbrasa - Mármores e Granitos
  • Fiat Cola (Concessionária Fiat)
  • SAMADISA - o Mateus Diesel Serviços e Autos (Concessionária de caminhões)
  • MC Massad Cola (Marketing e comunicação)
  • Sossai Distribuidora de Veículos (Concessionária Toyota)
  • Itapemirim Informática

Responsabilidade ecológica[editar | editar código-fonte]

Recentemente a empresa também tem investido fortemente em frota ecológica, com carros que reduzem em até 90% a emissão de fumaças, 80% de gases que atingem o meio ambiente e 62% de óxido de nitrogênio, além de ônibus que emitem menos enxofre. A Itapemirim também realizou a plantação de 6 milhões de árvores, compensando a emissão de dióxido de carbono de seus veículos.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Tragédia do Itapemirim 40229 no ano de 2004[editar | editar código-fonte]

O trágico acidente de 2004 envolvendo o ônibus 40229 da Itapemirim foi um dos piores acidentes de ônibus da história do Brasil, vitimando 42 pessoas. Na imagem vemos o ônibus da empresa sendo retirado por guinchos do açude onde o veículo afundou.

Por volta das 4 horas da manhã do dia 21 de fevereiro de 2004, um ônibus do serviço Starbus modelo Monobloco O-400RSD prefixo 40229 da Itapemirim caiu no Açude Cipó, próximo ao município de Barro, Ceará após o motorista perder o controle em um trecho da BR-116. O veículo realizava a linha Fortaleza-Salvador e levava 42 pessoas, ninguém sobreviveu. O fato de os vidros do ônibus serem lacrados devido o mesmo ser equipado com ar condicionado impediu que as vítimas conseguissem sair do veículo antes dele afundar no lago.

Uma testemunha que dirigia um carro pelo local no momento exato do acidente afirmou que chegou a ver o motorista conseguir quebrar o vidro da cabina do ônibus para sair, mas acabou ficando preso no espelho retrovisor e não conseguiu escapar. Até hoje deve-se mais clareza sobre as causas do acidente, mas a principal hipótese é de que o motorista teria dormido ao volante, uma vez que a mesma testemunha afirmou que o veículo estava trafegando numa velocidade baixa.[30] A Itapemirim, em sua defesa, afirmou que o acidente teria sido causado pelo trecho irregular da estrada, alegando que a mesma estivesse em péssimas condições de tráfego.[31] O episódio marcou negativamente a empresa por ter sido um dos piores acidentes rodoviários da história do país.

O chassi do veículo acabou sendo reaproveitado e reencarroçado no mesmo ano pela Marcopolo com o modelo Paradiso G6 1200 6x2 recebendo o prefixo 5813;[32] o ônibus operou com a nova carroceria por mais de dez anos até ser desmontado e, posteriormente, levado à leilão, sendo comprado em 2020. Algumas pessoas que já viajaram nesse veículo afirmaram terem ouvido vozes, gritos, gemidos e choros como se fossem de pessoas desesperadas, principalmente durante as viagens à noite, o que levou o ônibus a ser conhecido como "Fantasminha" pelos busólogos.[32]

Ataque de 2006[editar | editar código-fonte]

Na madrugada do dia 28 de dezembro de 2006, um ônibus da Viação Itapemirim que partiu da cidade de Cachoeiro de Itapemirim com destino a São Paulo foi incendiado por traficantes na cidade do Rio de Janeiro, quando o carro passava pela Avenida Brasil, na zona norte da cidade. O ônibus transportava 28 passageiros, dos quais 7 foram mortos no ataque.[33] O acontecimento gerou grande repercussão nacional devido à gravidade dos fatos e também pela polêmica causada, pois segundo os parentes das vítimas, a empresa não teria dado a assistência adequada.[34]

Descumprimento de acordo com a Prefeitura de Nova Friburgo[editar | editar código-fonte]

Em 28 de junho de 2021, a empresa assinou um contrato temporário de 12 meses com a prefeitura de Nova Friburgo (RJ) para operar ônibus urbanos,[35] mas desde que o contrato foi assinado, a empresa jamais operou as linhas da Nova Faol, que deixaria o consórcio por decisão da Prefeitura. Com isso, o prefeito Johnny Maycon pediu explicações sobre o não cumprimento do contrato pela Itapemirim. Havia até uma intenção de compra da Nova Faol pela empresa, mas o negócio não foi adiante.[36] Por conta desses problemas, uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) foi instalada na cidade para investigar este contrato.[37]

Recuperação judicial e falência[editar | editar código-fonte]

No dia 7 de março de 2016, a Viação Itapemirim entrou com um pedido de recuperação judicial diante do agravamento de sua crise,[14] com dívidas ultrapassando R$ 300 milhões, boa parte por dívida trabalhista.[15] Com irregularidades apontadas pela justiça, a Viação Kaissara e outras subsidiárias também foram incluídas no processo.

Em 20 de abril de 2022, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) suspendeu de forma cautelar todas as linhas da Itapemirim e em julho suspendeu todas as linhas da Viação Kaissara.[22][25]

Em 15 julho de 2022, a empresa nomeada para recuperação judicial da empresa pediu que Justiça decretasse a falência do grupo sob justificativa de que as empresas não tinham condições de se recuperarem visto sua saúde financeira debilitada e a impossibilidade de pagar seus fornecedores e funcionários.[19]

Em 21 de setembro de 2022, a 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo acatou o pedido em primeira instância e decretou a falência do Grupo Itapemirim.[2][26]

Referências

  1. a b «Itapemirim e Kaissara têm falência decretada e Suzantur é autorizada a operar linhas; bloqueio de bens da Piva Consulting». Diário do Transporte. 21 de setembro de 2022. Consultado em 21 de setembro de 2022 
  2. a b c «Justiça de SP decreta falência do Grupo Itapemirim». G1. 21 de setembro de 2022. Consultado em 23 de setembro de 2022 
  3. «Passagens e Destinos». Viação Itapemirim [ligação inativa] 
  4. «Década de 1940». Viação Itapemirim [ligação inativa] 
  5. «Década de 1950». Viação Itapemirim [ligação inativa] 
  6. «Década de 1960». Viação Itapemirim [ligação inativa] 
  7. «O primeiro e verdadeiro tribus da Itapemirim e do Brasil». Ônibus & Transporte - Ônibus Paraibanos [ligação inativa] 
  8. «Década de 1970». Viação Itapemirim [ligação inativa] 
  9. «Década de 1980». Viação Itapemirim [ligação inativa] 
  10. «Itapemirim, 61 anos de muita história pra contar». Ônibus & Transporte - Ônibus Paraibanos. 29 de junho de 2014 
  11. «Família rachada por herança milionária do Grupo Itapemirim». Extra. Editora Globo. 3 de abril de 2011 
  12. «Obstáculos na pista para a Itapemirim». Exame. 22 de julho de 2013 
  13. «Em crise, Itapemirim se desfaz de linhas e vende 40% dos ônibus». Gazeta Online. 12 de junho de 2015 
  14. a b «Itapemirim entra com pedido de recuperação judicial no ES». G1 - Globo. 8 de março de 2016 – via A Gazeta 
  15. a b «Com mais de R$ 300 milhões em dívidas, Itapemirim pede recuperação judicial». VEJA. 8 de março de 2016 
  16. «Viação Itapemirim tem pedido de recuperação judicial aceito no ES». G1 - Globo. 21 de março de 2016 
  17. «Itapemirim em números». Viação Itapemirim [ligação inativa] 
  18. «ITAPEMIRIM: Justiça bloqueia bens de Sidnei Piva, da mulher, de executivos como Adilson Furlan, Jean Carlos Pejo, Rodrigo Vilaça e de empresas». Diário do Transporte. 19 de abril de 2022. Consultado em 20 de abril de 2022 
  19. a b c d «EXM pede na Justiça falência da Itapemirim e Suzantur quer arrendar linhas, imóveis e guichês». Diário do Transporte. 18 de julho de 2022. Consultado em 19 de julho de 2022 
  20. «Processo Nº 0060326-87.2018.8.26.0100 | TJSP». e-SAJ. TJSP 
  21. «ITAPEMIRIM E GARCIA: Viação Garcia apresenta à Justiça proposta para arrendar linhas da Itapemirim e Kaissara». Diário do Transporte. 21 de julho de 2022. Consultado em 23 de julho de 2022 
  22. a b «ANTT suspende todas as linhas de operação da Itapemirim». Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT. 20 de abril de 2022. Consultado em 20 de abril de 2022 
  23. «PORTARIA Nº 36, DE 19 DE ABRIL DE 2022 (Viação Itapemirim Ltda.)». Diário Oficial da União - Imprensa Nacional. 20 de abril de 2022. Consultado em 20 de abril de 2022 
  24. «EM PRIMEIRA MÃO: ANTT suspende todas as linhas da Itapemirim». Diário do Transporte. 20 de abril de 2022. Consultado em 20 de abril de 2022 
  25. a b «ANTT suspende todas as linhas da Kaissara (Itapemirim) e da Paratins». Diário do Transporte. 28 de julho de 2022. Consultado em 28 de julho de 2022 
  26. a b «Com mais de R$ 2 bilhões em dívidas, Justiça decreta falência de Itapemirim». UOL Economia. 21 de setembro de 2022. Consultado em 23 de setembro de 2022 
  27. «Associação de credores vai entrar na Justiça para tentar reverter falência do Grupo Itapemirim». Diário do Transporte. 21 de setembro de 2022. Consultado em 23 de setembro de 2022 
  28. Carlos Ferreira (5 de maio de 2022). «Itapemirim perde definitivamente o certificado de operador aéreo». AEROIN. Consultado em 5 de maio de 2022 
  29. «VIAÇÃO ITAPEMIRIM». Viajante Do Tempo Real. 4 de março de 2016 
  30. «Tragédia com ônibus da Itapemirim em Barro completa 16 anos; 42 morreram no acidente que chocou o Ceará». Ônibus & Transporte. 21 de fevereiro de 2020. Consultado em 20 de abril de 2022 
  31. «Viação Itapemirim é condenada a pagar R$ 200 mil para filha de universitário morto em acidente». TJCE - Tribunal de Justiça do Estado do Ceará. 27 de novembro de 2014 
  32. a b «10 anos do trágico acidente do 40229 da Itapemirim». Ônibus & Transporte - Ônibus Paraibanos. Consultado em 18 de julho de 2018 
  33. «PM prende traficantes que incendiaram ônibus na ultima quarta-feira». Paraná Online. 21 de outubro de 2011 
  34. Alba Valéria Mendonça. «Parentes reclamam na falta de informações sobre vítimas». G1. Consultado em 21 de outubro de 2011 
  35. «Nova Friburgo finalmente assina contrato com Viação Itapemirim para ônibus urbanos » Diário do Transporte». Diário do Transporte. 28 de junho de 2021 
  36. «Prefeitura de Nova Friburgo diz que continua sem resposta da Itapemirim; Expectativa é para audiência com Nova Faol na Justiça». Diário do Transporte. 26 de agosto de 2021 
  37. «CPI que vai investigar contratação da Itapemirim em Nova Friburgo deve começar os trabalhos na quarta (14)». Diário do Transporte. 8 de julho de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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