Via Light

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RJ-081.svg
RJ-081
Via Light
(nome oficial)
"Via Light"
VIALIGHT.JPG
Extensão 10,65 km
Limite sul Av. Chrisóstomo Pimentel de Oliveira (futuramente Avenida Brasil) no Rio de Janeiro
Interseções

RJ-105.svg RJ-105 Estrada Dr. Plínio Casado

Limite norte Av. Ministro Lafayete de Andrade em Nova Iguaçu
Concessão Governo do Estado do Rio de Janeiro
Rodovias Estaduais do Rio de Janeiro

A RJ-081, oficialmente denominada e popularmente conhecida como Via Light é uma via expressa da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, que liga os municípios do Rio de Janeiro a Nova Iguaçu, atravessando os municípios de São João de Meriti, Nilópolis e Mesquita. Levando este nome porque beira as torres de alta tensão da concessionária de energia que abastece o Rio.

História[editar | editar código-fonte]

Via Light no centro de Nova Iguaçu.

Construída na gestão do então governador Marcello Alencar, no ano de 1998, no intuito de desafogar o trânsito da Rodovia Presidente Dutra e com intenção de ser uma importante ligação viária do Grande Rio, a Via Light não conseguiu emplacar como uma alternativa à Dutra, só servindo de integração ao metrô ou avenida principal do município de Nova Iguaçu.

Em 2005, foi inaugurado o trecho até o Viaduto Dom Adriano Hipólito, aumentando sua extensão para 10,5 km. sendo que no dia 27 de setembro de 2010, o trecho de 3,5 km do viaduto Dom Adriano Hipólito à Avenida Ministro Lafayete de Andrade, no bairro Marco II[1] , foi aberto ao trânsito. tendo sido feito pela Prefeitura de Nova Iguaçu. sendo que a mesma Prefeitura de Nova Iguaçu, abriu mais um trecho, indo dessa vez ao bairro de Ouro Preto[2] . Existem 11 passarelas para pedestres na Via Light. sendo muitas delas, em péssimo estado e servindo de passagem de cavalos e motos[3] .

Extensão[editar | editar código-fonte]

No final de 2010, o então governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, anunciou a licitação de obras de ampliação da Via Light. O projeto consistia em ligar o centro de Nova Iguaçu à Madureira, em dois trechos: o primeiro, através da Estrada Rio do Pau, na Pavuna, até a Avenida Brasil, em Guadalupe (trecho A, de 3,2km); e o segundo trecho entre a Av.Brasil e os bairros de Acari, Honório Gurgel, Rocha Miranda e Madureira (trecho B, com mais 6km). Avaliada em R$ 314 milhões, a obra serviria para desafogar a Rodovia Presidente Dutra. Em março de 2012, porém, a obra sequer havia sido iniciada. Problemas com as licenças ambientais e desapropriações seriam os obstáculos alegados pelo Departamento de Estrada de Rodagem (DER) para o início das obras. De acordo com o órgão, equipe técnica deveria terminar o parecer final do projeto até o fim de abril, e anunciou para o segundo semestre de 2012 o início das obras do primeiro trecho.[4] O projeto, porém, continuou no papel.

Em abril de 2014, a expansão foi novamente prometida, sem efeitos práticos até o momento. [5] [6] [7] .

Planejada para absorver tráfego de 45 mil veículos por dia, a Via Light tinha, em 2012, somente cerca de 13 mil motoristas transitando nela diariamente. A extensão seria vista como a solução para a maior utilização da via[4] .

Municípios por onde passa[editar | editar código-fonte]

Município Extensão (km)
Rio de Janeiro 0,35
Nilópolis / São João de Meriti 3,2
Mesquita 3,6
Nova Iguaçu 3,5
Total 10,65

Bairros e Demais Localidades[editar | editar código-fonte]

Centro de Nova Iguaçu

Moquetá

Chacrinha

Califórnia

Presidente Juscelino

Santo Elias

Banco de Areia

Vila Emil

Cruzeiro do Sul

Centro de Mesquita

Cosmorama

Vila Norma

Nova Cidade

Vila Norma

Novo Horizonte

Éden

Tomazinho

Bairro da Mina

Paiol da Pólvora

São Mateus

Anchieta

Pavuna


A Via Light tem 10,60 km de extensão e corta 22 bairros. Sub-bairros desses bairros acima não consta na lista.

Marcos rodoviários[editar | editar código-fonte]

Consequências da Inauguração da Via Light[editar | editar código-fonte]

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Este artigo ou secção contém informações sobre uma construção futura.
É provável que contenha informações de natureza especulativa, e seu conteúdo pode mudar drasticamente.
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  • Absorção do excesso de tráfego da Via Dutra, por ser uma via paralela a ela, que atualmente se encontra no limite do saturamento;
  • Integração com o metrô por está próximo da estação Pavuna, com linhas para os municípios que margeam a via, mas com o BRT a ser implantado na extensão, deixará de existir.
  • Melhoria na trafegabilidade da Baixada Fluminense, com maior facilidade de acesso a diversos locais e vias, o que não vem sendo feito, sendo que com a extensão colabora com viagens bem mais rápidas da Baixada a Madureira e Barra da Tijuca;
  • Construção da extensão sul, prolongando a Via Light utilizando o terreno da concessionária de energia elétrica Passando pelos bairros cariocas nos bairros de Costa Barros, Guadalupe (onde haveria um entroncamento com a Avenida Brasil), Barros Filho, Honório Gurgel, Rocha Miranda, Turiaçu e Madureira. Contará com a inclusão de dois túneis, 4 pontes e 2 viadutos e, também, a construção do Parque Madureira, além de se estender até a Linha Amarela, porém trata-se de um projeto considerado um pouco mais complicado, pelo fato de ter que entroncar por dentro da montanha. Após o Viaduto Negão de Lima, o terreno faz uma curva acentuada para a direita e após a Rua João Romeiro (próximo a Rua Clarimundo de Melo) o mesmo terreno toma uma proporção acentuada para o lado esquerdo, passa por um lago e entre a favela R Saçu (lado esquerdo) e a favela R Lemos de Brito, o terreno se depara com um morro e aproximadamente 2 kms a frente está a Linha Amarela, próximo ao pedágio e de frente para o Túnel da Covanca. Apesar da obra em grande escala, seriam poucas desapropriações e a Via Light passaria a ser um via de extrema importância para a Região Metropolitana e deixando de ser uma via que "liga o nada a coisa nenhuma".
  • Construção da extensão norte, prolongando a Via Light prolongando até Queimados, passando por bairros periféricos de Nova Iguaçu, sendo que até o bairro iguaçuano de Rosa-dos-Ventos, está sendo feito pela Prefeitura de Nova Iguaçu.

BRT TransLight[editar | editar código-fonte]

O BRT TransLight será o 5º corredor exclusivo para ônibus articulados, que junto com a TransBrasil, TransCarioca, TransOeste e TransOlímpica, fazem parte do conjunto de obras viárias que visa a preparar o Rio para as Olimpíadas de 2016.

Projeto[editar | editar código-fonte]

O Projeto do Corredor Expresso da Via Light foi desenvolvido para operar em sistema BRT, com infraestrutura de vias segregadas, desde o Terminal de Nova Iguaçu na área central do município até o bairro de Guadalupe, na cidade do Rio de Janeiro. Como alternativa, aos ramais da Supervia e integrando-se a TransCarioca e TransBrasil.

Sua implantação proporcionará economia de tempos de viagens, otimização do desempenho do transporte público, redução de custos operacionais, e potencializará a formação de centralidades urbanas, com geração de melhoria na qualidade de vida dos cidadãos da Baixada Fluminense. Embora o BRT seja implantado com a futura extensão da via, ainda não se tem a localização e o nome das estações, que deve ser posto junto com a licitação em junho de 2013[8] .

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Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Prefeitura de Nova Iguaçu (27/09/2010). «Prefeitura inaugura ampliação da Via Light». Consultado em 02/10/2010. 
  2. Prefeitura de Nova Iguaçu (03/10/2012). «Prefeitura inaugura trecho de 1km de extensão da Via Light». Consultado em 30/01/2013. 
  3. O DIA (03.05.2013). «Na Via Light, animais e motos invadem passarelas». 14:22. Consultado em 05.05.2013. 
  4. a b «Ampliação da Via Light caiu no esquecimento». Jornal O DIA. 12 de março de 2012. Consultado em 12 de maio de 2012. 
  5. O Globo (23/03/2013). «De olho em 2014, Pezão tem agenda cheia para firmar imagem». Consultado em 14/12/2013. 
  6. Vale do Café (07/04/2014). «Estado inicia obras de complementação da Via Light». 9:37. Consultado em 08/04/2014. 
  7. Prefeitura do Rio de Janeiro (05/04/2014). «Prefeito participa do lançamento das obras de expansão da Via Light». 16:56:00. Consultado em 08/04/2014. 
  8. O Dia. «O BRT da Baixada». Consultado em 23/05/2013. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]