Videojogos em Portugal: História, Tecnologia e Arte
| Videojogos em Portugal: História, Tecnologia e Arte | |
|---|---|
| Autor(es) | Nelson Zagalo |
| País | Portugal |
| Assunto | Videojogos |
| Editora | FCA – Editora de Informática (Lisboa) |
| Lançamento | 2013 |
| Páginas | 248 |
| ISBN | 978-972-722-765-5 |
Videojogos em Portugal: História, Tecnologia e Arte é um livro de não-ficção de Nelson Zagalo que analisa a história e evolução da indústria de videojogos em Portugal, cobrindo mais de 30 anos de produção nacional (1982–2012). O livro investiga a origem e o crescimento do setor, respondendo a questões como o número de jogos criados no país, os primeiros títulos portugueses, os que alcançaram sucesso internacional, e os principais desafios económicos e criativos enfrentados pela indústria.[1]
Conteúdo
[editar | editar código]A obra combina pesquisa histórica com entrevistas aos principais criadores de videojogos em Portugal, incluindo vários dos pioneiros da década de 1980. Além de contextualizar a evolução internacional do videojogo, descreve as motivações dos criadores portugueses e as dificuldades de financiamento. Inclui:
- um panorama histórico da produção nacional de 1982 a 2012;
- estudo das tecnologias e plataformas utilizadas;
- discussão das barreiras estruturais da indústria em Portugal;
- um mapa cronológico dos principais marcos;
- e um anexo com a lista de mais de 350 videojogos produzidos no país durante o período analisado.[2]
Receção nos média
[editar | editar código]O livro foi destacado em diversos órgãos de comunicação social portugueses:
- Artigo “Há mais de 200 videojogos made in Portugal”, Jornal de Notícias.[3]
- Entrevista no Eurogamer Portugal sobre o lançamento do livro.[4]
- Notícia no Sapo Tek intitulada “Livro analisa 30 anos da história dos videojogos em Portugal”.[5]
- O livro foi apresentado na Feira do Livro de Braga de 2013, num evento dedicado às novas tecnologias e à leitura digital.[6]
Receção académica
[editar | editar código]A obra recebeu atenção em várias revistas científicas, com recensões que sublinham o seu caráter pioneiro na historiografia do videojogo português:
- Liliana Costa (publicada com erro tipográfico como “Liliana Costa Zagalo”), «Jeux vidéo au Portugal. Lisboa: FCA – Videojogos em Portugal», Communication, technologies et développement, 2 (2015). doi:10.4000/ctd.2070.[7]
- Patrícia Gouveia, «Uma narrativa possível sobre os jogos criados em Portugal nos últimos anos. Reflexão a partir do livro Videojogos em Portugal: História, Tecnologia e Arte», Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento, 1(2), 2014, pp. 369-374. doi:10.14591/aniki.v1n2.69.[8]
- Artur Coelho, «Review of Videojogos em Portugal: História, Tecnologia e Arte», Comunicação e Sociedade, 27 (2015), pp. 483-488. doi:10.17231/comsoc.27(2015).2115.[9]
Impacto
[editar | editar código]- O livro é amplamente utilizado como fonte em estudos sobre a história e produção de jogos em Portugal.
- É citado em múltiplas páginas da Wikipédia, incluindo Lista de jogos eletrónicos desenvolvidos em Portugal.[10]
- Consta no catálogo da editora FCA[11] e na Biblioteca Nacional de Portugal.[12]
- Parte da investigação e da cronologia desenvolvidas em Videojogos em Portugal foi posteriormente vertida no capítulo «Portugal» da coletânea internacional Video Games Around the World, editada por Mark J. P. Wolf e publicada pela MIT Press.[13]
Ver também
[editar | editar código]Referências
[editar | editar código]- ↑ Zagalo, N. (2013). Videojogos em Portugal: História, Tecnologia e Arte. FCA – Editora de Informática. ISBN 978-972-722-765-5.
- ↑ Zagalo, N. (2013). Videojogos em Portugal: História, Tecnologia e Arte. FCA – Editora de Informática, pp. [páginas introdutórias/finais].
- ↑ «Há mais de 200 videojogos made in Portugal». Jornal de Notícias. 16 de novembro de 2013. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ «Entrevista: Nelson Zagalo apresenta o livro "Videojogos em Portugal"». Eurogamer Portugal. 5 de dezembro de 2013. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ «Livro analisa 30 anos da história dos videojogos em Portugal». Sapo Tek. 25 de novembro de 2013. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ «Penúltimo dia da Feira do Livro de Braga 2013 dedicado às novas tecnologias e leitura digital». Correio do Minho. 6 de dezembro de 2013. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ Costa, Liliana (2015). Na edição impressa o nome surge como “Liliana Costa Zagalo”, mas a autora correta é Liliana Costa.. «Jeux vidéo au Portugal. Lisboa: FCA – Videojogos em Portugal». Communication, technologies et développement. 2. doi:10.4000/ctd.2070
- ↑ Gouveia, Patrícia (2014). «Uma narrativa possível sobre os jogos criados em Portugal…». Aniki. 1 (2): 369–374. doi:10.14591/aniki.v1n2.69
- ↑ Coelho, Artur (2015). «Review of Videojogos em Portugal: História, Tecnologia e Arte». Comunicação e Sociedade. 27: 483–488. doi:10.17231/comsoc.27(2015).2115
- ↑ Lista de jogos eletrónicos desenvolvidos em Portugal, Wikipédia.
- ↑ «Catálogo FCA – Videojogos em Portugal». FCA Editora. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ «Bibliografia BNP – Registo Videojogos em Portugal». Biblioteca Nacional de Portugal. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ Zagalo, Nelson (2015). MIT Press, ed. «Video Games Around the World – Portugal». doi:10.7551/mitpress/9780262527163.003.0028