Vieira Portuense

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Vieira Portuense

Francisco Vieira, que escolheu o nome artístico de Vieira Portuense (Porto, 13 de Maio de 1765 - Funchal, 2 de maio de 1805 (39 anos)) foi um pintor português, um dos introdutores do neoclassicismo na pintura portuguesa.

Um dos maiores pintores da sua geração, ocupando lugar destacado juntamente com Domingos Sequeira, Francisco Vieira Portuense, terá aprendido a pintar com o pai, dedicado à pintura de paisagens a par do ofício como drogueiro, e com os pintores João Glama Strobërle (1708-1792) e Jean Pillment (1728-1808). Presume-se ainda que terá frequentado a Aula de Debuxo e Desenho do Porto, antes de rumar a Lisboa, onde frequentou a Casa Pia[1] e a Aula Régia de Desenho[2]. A seguir prosseguiu os estudos em Roma, financiado pela família e pela Feitoria Inglesa ou, muito provavelmente, pela Companhia Geral de Agricultura e das Vinhas do Alto Douro[3]. Viajou por Itália, Alemanha, Áustria e Inglaterra antes de regressar a Portugal em 1800.

Nos anos que passou em Roma foi discípulo de Domenico Corvi (1721-1803) e obteve o 1.º prémio de Desenho no concurso da Academia do Nu do Capitólio (1789). Trocou inúmeras cartas com o seu patrono, D. João de Mello e Castro, embaixador português em Roma, e com o secretário deste, Augusto Molloy. Através desta correspondência ficámos a saber, por exemplo, que auferiu de uma pensão régia de 8 escudos romanos, aumentada em quatro escudos a partir de 1791 e que deu aulas a D. Isabel Juliana de Sousa Coutinho Monteiro Paim, esposa do embaixador português[4].

Contraiu tuberculose e mudou-se para a Madeira, onde morreu com apenas 39 anos.

Está representado no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa e Museu Nacional de Soares dos Reis no Porto.

Não confundir este pintor com o maior nome da pintura barroca setecentista portuguesa, Francisco Vieira de Matos, mais conhecido como Vieira Lusitano ou Apeles Lusitano.

Obras[editar | editar código-fonte]

Súplica de D. Inês de Castro[editar | editar código-fonte]

Obra de 196 por 150 cm, executada para o Palácio da Ajuda em 1802, o seu rasto perdeu-se desde 1807, altura em que foi levada para o Brasil pela Corte Portuguesa, tendo permanecido no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, até à proclamação da república no país, altura em que regressou à Europa.

Reapareceu em 2008 em Paris, sendo vendido em leilão por Pierre Bergé & Associes.

Foi comprado pelo estado português e por um empresário português, em 25 de Junho de 2008 por 210 mil euros.

Vai ser exposto no Museu de Arte Antiga, em Lisboa, podendo ao fim de um ano ser comprado pelo estado português.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Neoclassicismo em Portugal

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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