Vigilância em massa

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Vigilância em massa é a vigilância generalizada de toda ou de parte substancial da população.[1]. Geralmente feita por governos, podendo também ser feita por empresas a pedido de governos ou por iniciativa própria, podendo ou não exigir a autorização de um tribunal ou outro órgão independente. Pode ser feita abertamente ou de maneira subrepticia.

Camera de Vigilancia London (Heathrow) Airport

Geralmente, os governos justificam a vigilância em massa sob alegações de ameaças eminentes à segurança da população como para combater terrorismo, ou para combater pornografia infantil ou crime ou por segurança nacional.[2].

A vigilância em massa atinge profundamente o direito à privacidade [3] , sendo usada também para limitar direitos políticos[4] e liberdades individuais, limitando a liberdade de expressão.[5]

A vigilância em massa tende a levar ao totalitarismo, como no caso dos regimes de Stalin, Hitler e da Stasi da Alemanha Oriental [6].

Revelações da Vigilância Global (2013–presente)[editar | editar código-fonte]

As revelações feitas por Edward Snowden em junho de 2013 e publicadas por Glenn Greenwald através dos jornais The Guardian e The Washington Post, dando detalhes da vigilância de comunicações e tráfego de informações executada pelo programa de vigilância PRISM dos Estados Unidos em conjunto com os países signatários do Tratado de Segurança UK-USA[7], trouxeram a tona o sistema de vigilância global que vem sendo executado pelos Estados Unidos através da NSA e com a participação do CSEC do Canadá além dos dos serviços de inteligência da Austrália, da Nova Zelândia e do GCHQ do Reino Unido.[8][9][10] .[11][12]

Na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Vigilância em massa tem sido destaque em uma grande variedade de livros, filmes e outras mídias. Uma das obras mais emblemáticas sobre o tema da vigilância em massa é o romance de George Orwell 1984, tambem adaptado para o cinema e que retrata um Estado de vigilância em massa totalmente distópico.

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [1] Tecnologias de Vigilancia em Massa (em inglês -Mass Surveillance Technologies) pela Electronic Frontier Foundation
  2. Chomsky, Noam. América Rebelde - Entrevista à Daniel Mermet. Le Monde Diplomatique Brasil. 19 de julho de 2010.
  3. Ver o artigo de Warren e Brandeis: The Right to Privacy, originalmente publicado na Harvard Law Review, vol. IV, 15 de dezembro de 1890, n° 51890.
  4. «Declaração de direitos do homem e do cidadão - 1789». Universidade de São Paulo. Biblioteca Virtual de Direitos Humanos. 1978. Consultado em 16 de marco de 2014  Verifique data em: |access-date= (ajuda)
  5. «Proposta do Brasil e da Alemanha à ONU associa espionagem à violação de direitos humanos». Carta Capital. 01 de novembro de 2013. Consultado em 17 de março de 2014  Verifique data em: |date= (ajuda)
  6. Rosenfield, Denis Lerrer. Democracia totalitária Estadão.com.br. 03 de agosto de 2009.
  7. Folha de S.Paulo: Cinco olhos, todos em você - 09/07/2013 - Clóvis Rossi - Colunistas - Folha de S.Paulo
  8. INFO: Brasil sabia sobre espionagem dos EUA desde 2001, diz jornal | INFO
  9. «Os "Cinco Olhos" e os cegos». Carta Capital. 11 de novembro de 2013. Consultado em 17 de março de 2014 
  10. ECHELON: America's Secret Global Surveillance Network. Por Patrick S. Poole.
  11. «Brasil é um grande alvo. Documentos revelados neste fim de semana mostram que o governo dos Estados Unidos espionou milhões de telefonemas e e-mails de brasileiros». G1. 07 de julho de 2013. Consultado em 14 de março de 2014  Verifique data em: |date= (ajuda)
  12. «Brasil é um grande alvo. Documentos revelados neste fim de semana mostram que o governo dos Estados Unidos espionou milhões de telefonemas e e-mails de brasileiros». G1. 07 de julho de 2013. Consultado em 14 de março de 2014  Verifique data em: |date= (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]