Vila Alpina

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Vila Alpina
Bairro de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Dia Oficial: 03 de setembro
Fundação: 3 de setembro de 1921 (94 anos)
Imigração predominante:  Itália  Rússia  Hungria
Distrito: Vila Prudente
Subprefeitura: Vila Prudente
Região Administrativa: Sudeste

Vila Alpina é um bairro no distrito de Vila Prudente, na cidade de São Paulo.[1] O bairro recebeu esta denominação pelo fato de estar situado sobre uma montanha e por ter uma forte predominância de imigrantes europeus, estabelecendo uma relação com os Alpes, a maior cadeia montanhosa da Europa.

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro registro encontrado na Prefeitura do município de São Paulo, sobre o loteamento denominado Vila Alpina, data de 03 de Setembro de 1921. Os imigrantes que chegavam, seguiam direto para as lavouras de café, o chamado ouro verde, fazendo prosperar o interior paulista, mas aos poucos iam retornando a capital tornado ­se operários nas grandes fábricas. A cidade de São Paulo era então o símbolo do progresso. Seu slogan na época era “A Cidade que mais cresce no Mundo.” Vicente Giacagline, homem de visão percebeu que poderia fazer grandes negócios na região e tornou-se proprietário dessa extensa área de terra, resolveu lotear tudo criando um novo bairro, já que não faltariam compradores para uma área tão bem localizada. Pela sua topografia que lembravam os alpes suíços e italianos, resolveu batizá-­lo com o nome de Vila Alpina.

Uma estreita ponte de madeira foi construída na divisa com São Caetano do Sul, sobre o rio Tamanduateí ligando a Rua Dr. Vicente Giacagline na Vila Alpina à Rua Municipal, do outro lado do rio. Ali floresceu o primeiro núcleo comercial de nosso bairro. Mais tarde uma nova ponte de concreto, substituiu a ponte de madeira, em razão do elevado trânsito de pedestres e veículos. A Rua Barão de Tramandaí, era a Avenida Central, idealizada para ser a principal rua de comércio do bairro. De fato no começo havia nesta rua um grande número de estabelecimentos comerciais, com destaque para a Padaria de Dona Esperança, na esquina com a Rua Taicuré, além de diversos bares e armazéns de secos e molhados. Além das olarias destacavam ­se os armazéns que vendiam carvão e querosene, produtos importantes para cozinhar, aquecer e iluminar as residências. A maioria das vendas era na base da caderneta, permitindo a população pagar sua contas com o dinheiro recebido no pagamento.Não seria exagero dizer que esta era a época do pleno emprego. Os nossos logradouros públicos tinham nomes simples, como, por exemplo, a Praça Coronel Mello Gaia, era chamada de Flor do Morro, a maioria das ruas eram designadas por número, era a Rua Oito, Rua Dez e assim por diante.

Como não havia outro meio de transporte a não ser o trem, a estação ferroviária em São Caetano era sempre um mar de gente. As ruas de Vila Alpina eram sempre movimentadas desde a madrugada até altas horas da noite, gente indo e voltando o tempo todo. Pela manhãs o movimento aumentava. As pequenas chaminés das casas simples, a fumaça dos fogões movidos a lenha ou carvão, exalavam o aroma do café forte, sendo preparado, marcando o início de nova jornada de trabalho. As ruas não eram asfaltadas, e não havia calçadas, guias, sarjetas nem iluminação pública. O chão de saibro, espécie de barro branco muito escorregadio. A garoa que caía todas as manhãs, apesar de dar um toque londrino à paisagem, tornavam a caminhada difícil, as pessoas andavam se segurando nos muros de ripa das casas, as moças tiravam seus sapatos e caminhavam descalças até as proximidades da estação, quando então tiravam o barro dos pés e voltavam a calçar os sapatos.

Um detalhe pitoresco na ocasião, quase todas as casas tinham jardim na frente, costume trazido dos países europeus, origem dos imigrantes que aqui aportavam. Era uma razão a mais, para deixar a Vila Alpina, ainda mais parecida com lugarejos da velha Europa. Sotaques carregados e jeito diferente de falar davam a Vila Alpina, um ar cosmopolita. Uma verdadeira mistura de raças. O que mais se ouvia pela ruas eram os carvoeiros com seus pregões, vendendo seu produto em carroças que atolavam pela ruas barrentas. Carro por aqui tinha que usar correntes nos pneus e mesmo assim deslizavam como se estivessem andando sobre neve. Com o passar do tempo, foi possível trazer os ônibus até a Flor do Morro. Ali faziam ponto final, os veículos da Transportadora Paulista que operou em nossa região até os anos setenta.

Começava então a se intensificar o comércio na Rua Costa Barros, tal qual como o conhecemos em nossos dias, com seu movimentado comércio, várias agências bancaria, restaurantes, farmácias, supermercados, magazines, lojas de roupas da moda, e profissionais liberais, como médico, dentistas, e advogados.Hoje nosso bairro mudou muito, para melhor, o Jardim Avelino é uma das áreas nobres da cidade de São Paulo, com edifícios e casas de alto padrão, que abrigam personalidades do campo esportivo, político, artístico e empresários. Aí estão localizados o Centro Educacional de Vila Alpina, o Senai, o Crematório, que foi o primeiro da América Latina, o Cemitério São Pedro, e ainda o Hospital de Vila Alpina, ponto de referência do atendimento médico na Capital, heliponto e em breve o Parque Ecológico de Vila Alpina, extensa área de lazer para a população. Além disso a proximidade da Avenida Luiz Ignácio de Anhaia Mello, oferece a opção de acesso rápido as principais rodovias e várias regiões da cidade.

O jardim da Figueira, outro loteamento novo e moderno, abriga construções de bom padrão e valorizam a região. O novo traçado rio Tamanduateí, acabou com a ponte e o comércio ali existente, desapareceu com as desapropriações. Em contrapartida a Avenida do Estado, que margeia o Tamanduateí e tornou-­se uma via de acesso rápido para o ABC, e o centro da cidade, vai se transformando num corredor de grandes empreendimentos, trazendo comodidade e conforto. [2]

Matriz Paroquial Nossa Senhora do Carmo[editar | editar código-fonte]

No dia 8 de dezembro de 1.946, os padres Oblatos assumem a Paróquia Nossa Senhora do Carmo tendo a presença do Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota. Sob a invocação da padroeira Nossa Senhora do Carmo, pródiga em espalhar bênçãos e graças, teve início a nova paróquia, tendo como seu primeiro vigário o Revmo. Padre João Lyons, O.M.I., que tomando posse a 15 de dezembro de 1.946, iniciou seu apostolado no meio dos habitantes de Vila Alpina. Auxiliaram-no também os Revmos Padres Guilherme Lindekugel e Jaime Nickerson, O.M.I. Batalhadores do amor à Deus e ao próximo, levaram ao povo de Vila Alpina uma vida espiritual intensa. Esta igreja foi erguida graças a uma terra doada pelo Dr. Vicente Giacagline, que era muito devoto a santa. Esta foi benzida pelo Cardeal no dia 13 de março de 1.949.

Paróquia Nossa Senhora do Carmo - Praça Coronel Melo Gaia , s/nº ,Vila Alpina. [1]

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Na imagem, a Praça Coronel Melo Gaia também referida popularmente como Largo de Vila Alpina. Foto de André Luiz Pereira Nunes

No bairro estão localizados o Hospital Estadual de Vila Alpina, o Cemitério da Vila Alpina e o Crematório Municipal Doutor Jayme Augusto Lopes, que é atualmente o único crematório da capital paulista. Apesar de referência, ambos estão situados entre o Jardim Independência, no distrito do São Lucas e o Jardim Avelino, bairros vizinhos. [3]

A Vila Alpina junto à Vila Bela e Vila Zelina formam a maior colônia de imigrantes russos de São Paulo e se tornam perceptíveis esses traços na população local e na arquitetura das residências e igrejas ortodoxas que compõem a paisagem do bairro.

Localização[editar | editar código-fonte]

Faz limite com o distrito de São Lucas, e está situado próximo à cidade de São Caetano do Sul. Seu principal ponto de comércio é a Rua Costa Barros, a qual tem início nos arredores do Largo da Vila Alpina, no alto do bairro, e fim a apenas alguns metros da divisa com São Caetano do Sul, já no bairro Olaria. [4]

Referências

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