Vila Verde

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Vila Verde
Biblioteca vila verde.jpg
Biblioteca Municipal, antiga Câmara Municipal de Vila Verde

Brasão de Vila Verde Bandeira de Vila Verde

Localização de Vila Verde
Mapa de Vila Verde
Gentílico vila-verdense[1]
Área 228,67 km²
População 46 446 hab. (2021)
Densidade populacional 203,1  hab./km²
N.º de freguesias 33
Presidente da
câmara municipal
Júlia Maria Caridade Rodrigues Fernandes (PSD, 2021-2025)
Fundação do município
(ou foral)
1855
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Cávado
Distrito Braga
Província Minho
Orago Santo António
Feriado municipal 13 de Junho
Código postal 4730
Sítio oficial cm-vilaverde.pt
Município de Portugal Flag of Portugal.svg

Vila Verde é uma vila portuguesa, fazendo parte da sub-região do Cávado, pertencendo à Região do Norte e ao Distrito de Braga. Tem uma área urbana de 8,02 km2, 7.047 habitantes em 2021[2] e uma densidade populacional de 897 habitantes por km2.

É sede do município de Vila Verde, tendo uma área total de 228,67 km2 [3], 46.446 habitantes[4] em 2021 e uma densidade populacional de 203,1 habitantes por km2, subdividido em 33 freguesias.[5] O município é limitado a norte pelo município de Ponte da Barca, a leste por Terras de Bouro, a sudeste por Amares, a sul por Braga, a oeste por Barcelos e a noroeste por Ponte de Lima.

O ponto mais elevado do município situa-se no Alto do Galinheiro, a 808 metros de altitude, na freguesia de Valdreu.

Também se destacam outras elevações, como o Castelo de Aboim (771 metros), o Barrete (741 metros) e o Oural (722 metros).

História[editar | editar código-fonte]

Vila Verde é um município com pouco mais de 160 anos de existência e um dos maiores do baixo Minho. Foi fundado em 24 de Outubro de 1855, com a extinção dos concelhos de Prado, Penela e Pico de Regalados.

Já em 1836, por decreto de 6 de novembro,[6] foram extintos os concelhos de Aboim da Nóbrega, Vila Chã e Larim, e os coutos de Gomide, Sabariz, e Valdreu passando a fazer parte do concelho de Pico de Regalados, os coutos de Cervães e Freiriz passando a fazer parte do concelho de Prado e o couto de Moure incluído no novo concelho de Penela (em vez de Portela de Penela), cujas origens remontam aos tempos da Idade Média.

Durante a pré-historia, a presença humana no concelho de Vila Verde é mais evidente na zona Norte do concelho, mais montanhosa, com numerosos vestígios, gravuras, monumentos funerários (mamoas, menires[7]), em particular o conjunto de mamoas nos montes do Borrelho e do Moinho Velho (Necrópole Megalítica do Bustelo), a citânia de São Julião, em Ponte São Vicente, e o castro de Barbudo, no monte do Castelo.

A presença romana é mais discreta, com alguns tesouros encontrados em Barbudo e Gondiães, vestígios de pedreiras e minas de ouro[8] e obviamente vestígios da via romana XIX que ligava Braga a Lugo, passando pelo concelho, pela Vila de Prado (Milha IV) até Rio Mau (15,4 Km).[9] Na falta de vestígios materiais, podemos adivinhar que durante esse período de aproximadamente 400 anos, a ocupação do território foi profundamente alterada, com a presença de núcleos habitacionais a volta de quintas (Villae romana) nos vales e na zona Sul do concelho. Em particular, nas imediações da Vila de Prado, zona rica em barro já intensamente explorado para fornecer as olarias de Bracara Augusta, mas que podia já ser um importante centro de produção.[10]

Antiga mina de ouro romana em Marrancos

O período que se segue, o Reino Suevo, é mais discreto em termos de vestígios materiais, mas não deixa de ser extremamente importante principalmente para o concelho de Vila Verde, porque quase metade, 26 das 58 antigas freguesias do concelho tem um nome de origem sueva (sem contar com os inúmeros lugares com nomes de origem germânica). Por isso a presença sueva foi numerosa e determinante na configuração do território como o comprova a toponímia.[11]

Freguesias com um nome de origem sueva

Com a chegada de São Martinho de Dume, e a reorganização da diocese de Braga o arianismo e o priscilianismo, ainda bem presentes na região, desapareceram a favor do catolicismo. Um dos focos da religião católica no município, foi a Igreja paleocristã de Santo Adriano, descoberta pelo padre Freitas na Citânia de São Julião.[12][13] Do fim do reino suevo (585) até a chegada dos Mouros (716, no Norte), também não temos vestígios, mas tudo indique que não houve grandes transformações e que a presença dos Visigodos foi certamente discreta deixando a posse da terra aos senhores suevos. E claro, a curta presença Moura também não alterou grande coisa, embora recentes estudos de genética comprovam um numero bastante importante de linhagens de origem norte-africanas na população atual do Norte de Portugal (9%), (possivelmente explicado pela escravatura dos Mouros capturados no Sul) [14] Só que esse incessante clima de guerra originou outro tipo de ocupação do território com a formação de núcleos habitacionais a volta dos paços construidos no alto duma pequena eminência e fortemente fortificados (muitos deles ainda bem visíveis).

A primeira divisão administrativa medieval organizada do território local dá-se no tempo do Rei Garcia de Portugal e Galiza, que divide o Condado em pequenas tenências depois da revolta, e morte do Conde de Portugal Nuno Mendes[nota 1] na batalha de Pedroso em 1071, ficando o futuro concelho de Vila Verde entregue ao Senhor de Penegate, senhor das terras do Cávado até ao Neiva.[15]

Bula de Inocencio III, confirmando a criação da comenda de Oriz

Em antes de 1146, na freguesia de Aboim da Nóbrega, foi fundada a primeira comenda de Portugal, trata-se da comenda de Aboim da Ordem do Hospital,[16] pouco depois em 1187 é oficializada pelo Papa a primeira comenda da futura Ordem de São Bento de Avis, a comenda de Oriz.[17] Nas inquirições de 1220 o concelho de Vila Verde é dividido entre as Terras de Prado, de Penela e da Nóbrega o resto fazendo parte do Julgado de Bouro (entre Homem e Cavado).[18] Já em 1258 nas inquirições de Afonso III, o concelho é dividido entre os Julgados de Prado (com freguesias dos atuais concelhos de Barcelos), Penela (com freguesias dos atuais concelhos de Ponte de Lima e Ponte da Barca) da Nóbrega (com freguesias dos atuais concelhos Ponte da Barca), de Larim (Soutelo e Turiz), de Vila Chã e de Regalados.[19]

  • Pico de Regalados,[nota 2] primitivamente, foi couto doado por D. Afonso Henriques ao Arcebispo de Braga, D. Paio Mendes, em 20 de Julho de 1130, por motivos religiosos, e em agradecimento pela oferta de cinquenta marcas de prata e dum cavalo.[20] Foi tido como um dos mais antigos e aristocráticos do país. Com o conde D. Henrique, veio para a Espanha em 1089, e depois, para Portugal em 1093, Gonçalo Martins de Abreu, da familia dos condes normandos de Évreux (França), segundo o chronista D. Antonio de Lima. Rico-homem, mordomo-mór, amigo e um dos mais bravos guerreiros de D. Afonso Henriques, de onde derivaram muitas nobres famílias Portuguesas. Pedro Gomes d'Abreu, vivia em Coucieiro e foi senhor do couto e casa de Abreu, e dos direitos reais de Vilas-Boas e alcaide-mor de Lapela, teve o senhorio da vila e concelho de Pico de Regalados. D. Manuel I concedeu foral a Pico de Regalados em 13 de Novembro de 1513.
  • Vila Chã[nota 3] teve foral velho no século XIII e teve foral novo, dado por D. Manuel a 6 de outubro de 1514. Vila Chã teve a sua sede primitiva no lugar com o mesmo nome da atual freguesia de Carreiras S. Tiago. Mais tarde mudou a sua sede para o lugar de Revenda da freguesia de Travassós, transitando, posteriormente, para a freguesia de S. Paio de Vila Verde.
  • Larim, foi um pequeno concelho constituído por duas freguesias Soutelo, Turiz e uma parte pequena da Lage, com sede na freguesia de Soutelo. Aqui vivia, e era senhora desta vila de Larim, a riquíssima D. Flâmula (ou Chama) senhora também de outras muitas vilas e castelos. Era sobrinha da celebre condessa Mumadona Dias, senhora de Guimarães e fundadora do mosteiro de S. Mamede e tia de D. Ramiro II de Leão. Teve foral em 1514 e foi extinto no início do século XIX, sendo integrado no concelho de Vila Chã e Larim. Tinha, em 1801, 1 261 habitantes. Outrora Vila Chã e Larim pertenceram à Comarca de Barcelos, em 1836 à de Pico de Regalados e por último se fundiram no Concelho e Comarca de Vila Verde.
  • Prado,[nota 4] recebeu foral de D. Afonso III, concedido em 1260. D. Manuel I confirmá-lo-ia no primeiro dia de julho de 1510. Teve a sua sede na freguesia do mesmo nome.
  • Aboim da Nóbrega[nota 5] D. Manuel deu foral a Aboim em 24 de Outubro de 1513. Em 1836 foi integrado no concelho do Pico de Regalados.
  • Penela (ou Portela de Penela até 1836)[nota 6] era constituído pelas freguesias de Portela (de Penela), Arcozelo, Goães, Godinhaços, Marrancos, Pedregais, Rio Mau, Vilar das Almas e Escariz São Mamede e São Martinho. Após as reformas administrativas do início do liberalismo foram-lhe anexadas as freguesias de Azões, Anais (uma parte) e Duas Igrejas (uma parte), do extinto concelho de Albergaria de Penela, Nevogilde, Carreiras São Miguel e São Tiago, Dossãos do extinto concelho de Vila Chã e o couto de Moure, perdendo em 1836, Escariz São Mamede e São Martinho par o concelho de Prado. Tinha, em 1849, 7 950 habitantes e 60 km². Teve foral concedido por D. Manuel I a 6 de Outubro de 1514 e tinha sede na freguesia de Portela das Cabras.

A primeira notícia sobre Vila Verde remonta ao século X e constitui, talvez, a mais antiga documentação do topónimo Vila Verde.[carece de fontes?]

Nessa altura, boa parte do território do atual município aparece na posse da poderosa família da condessa Vilela da Motan, tanto por si própria como pela do marido desta, o conde Hermenegildo Gonçalves, cujo pai, o conde Gonçalo Afonso Betote era já muito herdado no século IX desde o Douro ao Minho.[carece de fontes?]

Durante o século XI nota-se no território do atual município uma espécie de logradouro da alta nobreza portucalense, na correspondência da estirpe da condessa Mumadona, no século anterior.

Relativamente à atual vila, sede de município, há um documento pré-nacional de 1089 que diz respeito à venda, que fez à igreja de Santo António, uma dama de nome Eldara Eriz. Outro documento dos princípios da nacionalidade, de 1120, fala da doação que D. Maior Mides faz à Sé bracarense de herdamentos eclesiásticos e laicos herdados por ela de seus pais, Mido Vermudes e «donna» Godo Pais e outros por ela adquiridos.

O mais relevante da vida documentada nos séculos X a XII no território do atual município concentra-se à roda do velho castro ou «civitas» originária, o mesmo é dizer-se nas imediações de Vila Verde dos nossos dias.

Orago S. Paio, em 1706 era abadia da apresentação do conde de Figueiró, descendente de Mem Rodrigues de Vasconcelos, senhor do antigo concelho de Vila Chã, ao qual pertencia esta paroquia.

Houve em tempos muito remotos e não sabemos se haverá ainda hoje nesta freguesia de S. Paio de Vila Verde uma casa e torre nobilíssimas, denominadas Casa e Torre de Alvim. Foi herdeira da principal Casa d'Alvim a condessa D. Leonor de Alvim, mulher do santo Condestável D. Nuno Alvares Pereira, cuja filha única e sucessora D. Beatriz casou com o 1.° Duque de Bragança, levando em dote a grande fortuna de seus pais e com ela a dita Casa d'Alvim, que desta forma passou para a sereníssima Casa de Bragança.

Vila Verde em 1887
Vila Verde em 2021

Até ao século XVII a freguesia de Vila Verde não se distinguiu das outras do concelho a que pertencia. Porém, nos princípios do século XVIII parece que estava já nela a sede do concelho de Vila Chã, com uma importante feira mensal e, desde aí, em progresso contínuo, veio mesmo a adquirir, em 1855, com os governos liberais, o estatuto de sede de um populoso e vasto concelho.

O concelho de Vila Verde, pela antiguidade e riqueza cultural, é detentor de um vasto património, traduzido nos vestígios arqueológicos, na arquitetura civil e religiosa, nos conjuntos rurais típicos, nos aspetos etnográficos da cultura popular, no artesanato, na gastronomia tradicional, na paisagem verdejante e nos rios que o atravessam.[carece de fontes?]

As festas e romarias constituem uma das múltiplas expressões da religiosidade dos seus habitantes. Caracterizam-nas as manifestações religiosas e pagãs, que convivem em comunhão e se complementam. Cerca de centena e meia desses eventos festivos e religiosos ocorrem ao longo de todo o ano nas Capelas e Igrejas do concelho e revelam, por si só, a dinâmica e a religiosidade de um povo empenhado em preservar a sua herança cultural e transmitir às novas gerações formas de viver e sentir.[carece de fontes?]

As feiras, de periodicidade semanal, quinzenal, mensal e anual, os eventos culturais e as várias exposições temáticas revelam o forte empenho no desenvolvimento cultural, social e económico da região. O artesanato ocupa cada vez mais um lugar de destaque no município; pela importância económica crescente, pela preservação de técnicas de fabrico ancestrais e pela inovação na conceção de outros produtos.

Os Lenços de Namorados, verdadeiros ex-libris desta terra, os artigos em linho, a tecelagem em trapos, as miniaturas e brinquedos em madeira, as cangas e jugos de bois, os instrumentos musicais, a olaria, a cerâmica pintada à mão e as peças em granito são alguns dos produtos de forte pendor artesanal.[carece de fontes?]

Indicadores[editar | editar código-fonte]

  • Em 2012 Vila Verde foi considerado o município Europeu com mais buracos na estrada por km2.[carece de fontes?]
  • Em 2019, o município, tinha mais uma vez uma das mais baixas taxas de população servida por sistemas públicos de abastecimento de água do continente, com 73%, ficando à 4 lugares do fim da tabela dos 278 municípios do continente, pior Vale de Cambra com uma taxa de 65%, Cinfães e Marco de Canaveses com 47% para ambos, Terras de Bouro tendo uma taxa de 93% e Amares 99%.[21]
  • Em 2019, o município tinha uma das mais baixas taxas de população servida por sistemas de drenagem de águas residuais (esgotos) do continente, com 42%. Trinta municípios são piores classificados, como Terras de Bouro com 33%, Amares tendo 43%.[22]
  • Evolução da dívida do concelho de Vila Verde:

Em 2019, o município apresentava uma dívida total de 15.123.385 € contra 30.943.000 € em 2008, mesmo assim superior a dívida de Barcelos (116 000 habitantes) de 10.796.230 €, ou de Fafe (48 000 habitantes) com 5.965.310 €.[23]

Referências: 1997 e 2008,[24] 2013-2018,[23] 2019[25]

Indicadores
2010 2018[26] 2019[27]
Despesas da Câmara Municipal em cultura e desporto (%) 6,6 8,1 7,4
Despesas da Câmara Municipal em ambiente (%) 5 4 4
Trabalhadores da Administração Pública Local 416 400 396
Crimes registados pelas polícias por mil habitantes 34,7 26,4 (32,4 no país) 25,8 (32,6 no país)
Resíduos urbanos recolhidos selectivamente por habitante (kg) 29,6 50,3 (103,5 no país) 59,1 (109,6 no país)
Empresas não financeiras 4 117 5 006 5140
Desempregados em % da população 7 4 (5 no país) 4 (5 no país)
Nascimentos 443 369 391
Taxa de mortalidade infantil (‰) 2,3 5,4 (3,3 no país) 0 (2,8 no país)
População estrangeira em % da população residente 0,5 0,7 (4,6 no país) 1 (5,7 no país)
Casamentos 222 182 172
Salário médio mensal 750€ (1075€ no país) 893€ (1206€ no país)
Alojamentos servidos por sistemas públicos de abastecimento de água (%) 62(2012) 65 73
Alojamentos servidos por sistemas de drenagem de águas residuais (%) 23(2011) 38 42

Património[editar | editar código-fonte]

Por classificar[editar | editar código-fonte]

Museus[editar | editar código-fonte]

Museu das Terras de Regalados
Museu do linho de Marrancos
  • Museu Terras de Regalados: Em Pico de Regalados, há um pequeno museu de arte sacra, o Museu das Terras de Regalados com cerca de uma centena de peças de culto e uso religioso. O seu espólio, datado entre o século XVI e o século XX, varia entre a estatuária, os paramentos, a talha, os metais, a bibliografia e documentos.[28]
  • Museu do Linho: Situado na antiga Escola EB de Marrancos, o museu foi criado em 2013, pelo Sr. Abílio Soares Ferreira, que doou todos os artefactos do espólio do museu permitindo ao visitante conhecer as 16 fases do ciclo do linho, da planta ao bordado.[29]

Vila-Verdenses ilustres[editar | editar código-fonte]

O irreverente Abade de Priscos
Dom António Vitalino Fernandes Dantas
  • João de Aboim trovador e uma das figuras de maior relevo político na época de D. Afonso III de quem foi seu valido. Foi sub-signifer de 1250 a 1255, mordomo da rainha em 1254 a 1259, mordomo-mor entre 1264 e 1279, tenente de Ponte de Lima em 1259, e de Évora ou do Alentejo de 1270 até 1284.
  • Egas Gomes Pais de Penegate (vivia na Torre de Penegate no lugar do mesmo nome, em Carreiras de S. Miguel), fundador do Mosteiro de Santo André de Rendufe. Foi nomeado Tenente das terras entre "Neiva e Cávado" pelo Rei D. Garcia depois da derrota do conde de Portucale Nuno Mendes, na batalha de Pedroso em 1071.
  • Egas Fafes de Lanhoso (chamado localmente: Egas Fafias, deu seu nome a um antigo lugar de Vila Verde, hoje rua de Fafias). Neto materno do precedente, Rico-homem e confirmante de diplomas régios entre 1146 e 1160 de D. Afonso I.
  • Gonçalo Viegas (falecido em 1195) filho do precedente, e primeiro Grão Mestre da Ordem de São Bento de Avis.
  • Estêvão Soares da Silva neto materno de Egas Fafes (filho de Dona Froilhe Viegas Senhora do couto de Loureira e Vila Verde), e arcebispo de Braga.
  • Gonçalo Martins de Abreu fundador da casa dos Abreus, e general na batalha dos Arcos de Valdevez em 1140.
  • Mem Rodrigues de Vasconcelos (1275-1330/1339), senhor dos coutos de Freiriz e Penegate, da Torre de Vasconcelos e de Penela, exerceu o cargo de meirinho-mor da região de Entre Douro e Minho entre 1321 e 1324 e foi também alcaide-mor do Castelo de Guimarães.
  • D. José António Barbosa Soares, (nasceu no Lugar de Lordelo, Valdreu, em 22 de setembro de 1718.[30] - Castelões (Tondela) 25 de novembro de 1782). Foi bispo de Viseu de 1779/1782.
  • José de Barros Abreu Sousa e Alvim, Conde do Casal, (nasceu em 7 de novembro de 1791 na Quinta e lugar do Casal em S. Paio de Vila Verde - Lisboa, 16 de outubro de 1857). Foi um nobre e militar liberal português, participou na guerra Peninsular em campanhas na América do Sul, na guerra civil de 1832-34 e na "Patuleia" guerra civil de 1846-47. Além de ter sido governador de Trás os Montes, deputado pela Estremadura em 1836. Tomou posse na Câmara dos Digníssimos Pares do Reino em 13 de maio de 1850. Foi feito Barão do Casal em 1 de Dezembro de 1836 e conde do mesmo titulo em 20 de Janeiro de 1847.
  • Francisco de Campos de Azevedo Soares, 1º Conde de Carcavelos, Presidente da Câmara Municipal do Pico de Regalados, Presidente da Câmara Municipal de Braga, Governador Civil do Distrito de Braga.
  • Manuel Joaquim Machado Rebelo, mais conhecido por Abade de Priscos, (29 de Março de 1834 (Turiz) - 24 de Setembro de 1930 (Vila Verde)) Abade católico e Gastrónomo português que se destacou pelas suas famosas receitas de culinária, especialmente a do Pudim abade de Priscos. Foi, segundo vários cozinheiros, um dos maiores cozinheiros portugueses do século XIX.
  • D. António Vitalino Fernandes Dantas, ((Barros, Vila Verde, 3 de novembro de 1941) antigo bispo auxiliar de Lisboa e bispo emérito de Beja.

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do município de Vila Verde
Aldeia de Santo António de Mixões da Serra com neve, em Valdreu.

O município de Vila Verde está dividido em 33 freguesias:

População[editar | editar código-fonte]

População do concelho de Vila Verde[31]
AnoPop.±%
1864 31 442—    
1878 31 330−0.4%
1890 31 014−1.0%
1900 32 053+3.4%
1911 33 719+5.2%
1920 33 661−0.2%
1930 36 990+9.9%
1940 39 809+7.6%
1950 42 797+7.5%
1960 42 256−1.3%
1970 40 028−5.3%
1981 44 432+11.0%
1991 44 056−0.8%
2001 46 579+5.7%
2011 47 888+2.8%
2021[2]46 446−3.0%

(Número de habitantes que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.)
Densidade populacional (número médio de indivíduos por km² em 2021): 203,1

Resultados do censo de 2021 por freguesias (variação da população em comparação com o censo de 2011):[2][editar | editar código-fonte]

Aboim da Nóbrega e Gondomar: -14,8%, Atiães: 5,2% , Cabanelas: -6%, Carreiras (São Miguel) e Carreiras (Santiago): -10,6%, Cervães: -6,3%, Coucieiro: -0,9%, Dossãos: -15,2%, Escariz (São Mamede) e Escariz (São Martinho):-0,7%, Esqueiros, Nevogilde e Travassós: -10,8%, Freiriz: -3,6%, Gême: -5,4%, Lage: 5,4, Lanhas: 12,4%, Loureira: -4%, Marrancos e Arcozelo: -9,6%, Moure: -3%, Oleiros: 1,7%, Oriz (Santa Marinha) e Oriz (São Miguel): -10,9%, Parada de Gatim: -10,8%, Pico (São Cristóvão): -14,9%, Pico de Regalados, Gondiães e Mós: 2,3%, Ponte (São Vicente): -6,4%, Sabariz: 1,1%, Sande, Vilarinho, Barros e Gomide: -9,8%, São Miguel do Prado: -8,9%, Soutelo: 1,2%, Turiz: 7,2%, Ribeira do Neiva:-11,7%, Vade: -13,4%, Valbom (São Pedro), Passô e Valbom (São Martinho): -7,3%, Valdreu: -15,7%, Vila de Prado: 0,2%, Vila Verde e Barbudo: 4,9%

Vila Verde é um município com baixa densidade populacional na zona norte, principalmente junto do limite entre os concelhos de Ponte da Barca e Terras de Bouro, ao contrário, na zona sul, mais urbana e com maior densidade populacional. Isto reflete-se nos números, com uma descida acentuada da população nas freguesias da zona norte do município, ao contrário da zona sudeste, com um aumento cada vez mais significativo.

Número de habitantes por Grupo Etário[32]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2021 [2]
0-14 Anos 10 303 11 481 10 999 11 928 14 093 14 937 15 086 14 875 14 524 11 388 9 161 7 998 6 129
15-24 Anos 5 306 5 632 6 089 6 221 6 481 7 199 6 479 6 240 8 130 8 119 7 844 5 994 5 389
25-64 Anos 13 980 14 112 13 856 14 675 15 999 17 136 17 317 16 090 16 783 18 780 22 673 25 595 24 790
= ou > 65 Anos 2 124 2 300 2 174 2 350 2 521 2 873 3 374 3 855 4 995 5 769 6 901 8 301 10 138
> Id. desconh 48 68 256 37 108

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população presente no município à data em que eles se realizaram Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

Política[editar | editar código-fonte]

Eleições autárquicas[33][editar | editar código-fonte]

Data % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V % V Participação
CDS-PP PPD/PSD PS FEPU/APU/CDU PPM PCTP/MRPP AD FER IND CH BE
1976 38,28 3 29,75 3 18,05 1 4,08 - 3,10 - 0,70 -
67,84 / 100,00
1979 48,70 4 24,39 2 17,89 1 5,00 -
77,34 / 100,00
1982 AD AD 27,44 2 3,17 - AD 63,63 5
76,56 / 100,00
1985 44,87 4 29,18 2 20,61 1 2,21 -
73,81 / 100,00
1989 39,01 3 38,40 3 17,58 1 1,89 -
73,45 / 100,00
1993 43,78 3 32,94 3 18,51 1 1,72 -
72,11 / 100,00
1997 24,83 2 40,38 3 30,48 2 1,58 - 0,42 -
74,52 / 100,00
2001 (a)[34] 70,54 5 (a)[34] 2,99 - 23,56 2
74,08 / 100,00
2005 8,08 - 63,92 6 21,30 1 2,82 -
70,61 / 100,00
2009 16,54 1 46,06 4 32,62 2 1,82 -
65,68 / 100,00
2013 3,78 - 46,00 4 43,28 3 2,16 -
60,87 / 100,00
2017 5,67 - 51,97 4 35,52 3 2,51 -
63,34 / 100,00
2021 3,71 - 53,77 5 20,27 1 2,09 - 11,88 1 2,65 -
61,02 / 100,00

(a) O CDS-PP e o PS apoiaram a lista independente nas eleições de 2001.

Eleições legislativas[editar | editar código-fonte]

Ano %
CDS PSD PS PCP UDP AD APU/

CDU

FRS PRD PSN B.E. PAN PàF L CH IL Participação
1976 39,79 31,00 16,87 1,11 0,64
1979 AD AD 19,00 APU 1,67 67,01 3,57
1980 FRS 0,95 71,80 3,70 17,08
1983 31,49 30,85 27,28 0,27 2,77
1985 23,85 38,42 16,71 0,51 3,14 10,83
1987 9,56 64,10 16,31 CDU 0,40 2,30 1,68
1991 7,70 68,62 17,35 1,46 0,39 0,67
1995 17,52 46,66 30,08 0,42 1,59 0,47
1999 10,76 50,07 32,77 2,02 0,66 0,55
2002 11,88 57,12 25,07 2,06 1,05
2005 10,45 45,99 33,33 2,43 2,91
2009 14,63 38,92 32,20 2,63 5,56
2011 13,62 48,64 24,09 2,48 3,04 0,49
2015 PàF PàF 23,72 2,70 6,34 0,65 57,48 0,42
2019 4,94 42,22 31,40 2,28 6,42 2,17 0,50 0,91 0,57
2022 2,22 41,1 36,43 1,34 2,6 0,99 0,68 7,78 3,39
59,00 / 100,00

Geminações[35][editar | editar código-fonte]

Desporto[editar | editar código-fonte]

Futebol[editar | editar código-fonte]

Canoagem[editar | editar código-fonte]

Ciclismo[editar | editar código-fonte]

Motociclismo[editar | editar código-fonte]

Hipismo[editar | editar código-fonte]

  • Associação Cultural dos Amigos do Cavalo de Passo Travado

Referências

  1. «Dicionário de Gentílicos e Topónimos». Portal da Língua Portuguesa. Consultado em 23 de junho de 2010 
  2. a b c d https://censos.ine.pt/scripts/db_censos_2021.html Censo 2021 INE resultados preliminares
  3. Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 Arquivado em 9 de dezembro de 2013, no Wayback Machine. (ficheiro Excel zipado)
  4. «Conheça o seu Município». www.pordata.pt. Consultado em 29 de janeiro de 2022 
  5. Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I.
  6. Decreto de 1836 em: http://gisaweb.cm-porto.pt/units-of-description/documents/594204/fullscreen
  7. Menire de Pedrogo (Prado São Miguel) e menire dos Penedos (Portela das Cabras) em Menire dos Penedos em Portela das Cabras, Vila Verde Noroeste de Portugal de Luciano Vilas Boas, Maria João Amorim, Lucínia Oliveira e Ana M.S. Bettencourt, 2019
  8. Amorim Maria João, Levantamento arqueológico do concelho de Vila Verde, Relatório de estágio. Câmara Municipal de Vila Verde 2007
  9. Miliarios e outras inscricións viarias romanas do Noroeste Hispánico,Antonio Rodríguez Colmenero, Santiago Ferrer Sierra, Rubén D. Álvarez Asorey, Consello da Cultura Galega, 2004
  10. Rui, Morais (2005). UAUM (Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho) em parceria com o NARQ (Núcleo de Arqueologia da Universidade do Minho), ed. Autarcia e Comércio em Bracara Augusta Contributo para o estudo económico da cidade no período Alto-Imperial. Braga: [s.n.] 
  11. Almeida Fernandes. Paróquias suevas e dioceses visigóticas , Arouca 1997 p. 152 (Aboim, Arcozelo, Ataẽs, Atiães, Azões, Cabanelas, Cervães, Escariz – São Mamede, Escariz - S. Martinho, Freiriz, Gême, Goães, Gondiães, Gomide, Godinhaços, Gondomar, Moure, Nevogilde. Oriz – Santa Marinha, Oriz - São Miguel, Parada de Gatim, Sabariz, Sande, Turiz, Valdreu, Valões)
  12. «citânia de São Julião de Caldelas do Rev. Padre João Freitas» (PDF). O_arqueologo portugues,serie3. Consultado em 14 de junho de 2017 
  13. Padre Avelino de Jesus da Costa em "O bispo D. Pedro e a organização da diocese de Braga, Volume 2, 1959
  14. Perspectivas de aplicação histórica dos marcadores genéticos uni e biparentais. Alguns exemplos do Norte de Portugal no contexto Ibérico. António Amorim IPATIMUP (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto) e Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Em: Xornadas xenéticas e historia do noroeste peninsular, 2002, Santiago de Compostela
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  16. COSTA, Paula Maria – “As comendas: enquadramentos e aspetos metodológicos”, Militarium Ordinum Analecta, nº 11, p. 15.
  17. Bula Papal de Gregório VIII de 1187, confirmada pela bula de 1201, Maio 17, Latrão – Bula Religiosam vitam, de Inocêncio III.PORTUGALIAE MONUMENTA MISERICORDIARUM vol. 2 do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, União das Misericórdias Portuguesas, 2003 p.28, ou BULARIO de la Ordem Militar de Calatrava. Reprodução fac-similada da ed. de Madrid (1761). Barcelona: [s.n.], 1981, p. 36 e p. 42
  18. Portugaliae Monumenta Historica, Inquisitiones vol. 1 fas.1e 2 1888
  19. Portugaliae Monumenta Historica, Inquisitiones vol. 1 fas. 3 1888
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  22. Pordata, base de dados de Portugal contemporâneo em https://www.pordata.pt/Municipios/Popula%c3%a7%c3%a3o+servida+por+sistemas+de+drenagem+de+%c3%a1guas+residuais+(percentagem)-5 consultado em 1/10/2021
  23. a b Pordata, base de dados de Portugal contemporâneo em https://www.pordata.pt/Municipios/D%c3%advida+total+das+c%c3%a2maras+municipais+total+e+limite+da+d%c3%advida+total-871-6015
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  25. Portal Autárquico (DGAL) (ed.). «Evolução do endividamento total 2019». Consultado em 30 de setembro de 2021 
  26. Pordata https://www.pordata.pt/Municipios/Quadro+Resumo/Vila+Verde-251929
  27. Pordata https://www.pordata.pt/Municipios/Quadro+Resumo/Vila+Verde-253087
  28. Página do turimo do Porto e Norte de Portugal
  29. Município de Vila Verde (ed.). «Na rota das colheitas». Consultado em 17 de setembro de 2021 
  30. Arquivo Distrital de Braga (ed.). «Batismos- 1704-1720». Consultado em 12 de abril de 2022 
  31. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  32. INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros
  33. «Concelho de Vila Verde : Autárquicas Resultados 2021 : Dossier : Grupo Marktest - Grupo Marktest - Estudos de Mercado, Audiências, Marketing Research, Media». www.marktest.com. Consultado em 18 de dezembro de 2021 
  34. a b Praça, Alexandre. «"Partido" dos independentes arranca com três presidentes de câmara». PÚBLICO. Consultado em 3 de novembro de 2021 
  35. Associação Nacional dos Municípios Portugueses

Notas

  1. No dia 17 de Fevereiro de 1071, o conde Nuno Mendes e sua mulher, doaram ao mosteiro de Santo António de Barbudo, uma herdade que possuiam no lugar de Luivão, na freguesia da Laje, "­Ego comes Nunus Menendiz et uxor mea comitissa domna Gon­cina ( ... ) Facta series testamenti XIII Kalendas Marcii Era M." C.' VIIII, Arquivo Distrital de Braga, Liber Fidei, doc. nº 253, Costa, Avelino de Jesus da (1956). «A restauração da diocese de Braga». Revista Lusitania Sacra (1): 17-28. ISSN 0076-1508 .
  2. Pela inquirições de 1258 o Julgado de Regalados era constituído das seguintes freguesias: Ponte São Vicente, Lanhas, Gême, Coucieiro, Sabariz, Atães, Vilarinho, Barros, Sande, São Pedro e São Martinho de Valbom, Mosteiro de Valdreu, Gondoriz, São Cristovão (Pico) ,Ciboẽs (Terras de Bouro), São Miguel (Prado), Gomide, São Paio e Santa Maria de Mós, Gomezende, Oriz São Miguel e Santa Marinha, Passó, Gondiães, São Miguel de Cidadelha (ou Vilela).
  3. Pela inquirições de 1258 o Julgado de Vila Chã era constituído das seguintes freguesias: Esqueiros, Nevogilde, Dossãos, Travassós, São Tiago de Vila Chã, São Miguel de Cristelo (couto de Penegate), Santa Eulalia e São Paio de Vila Verde, São Salvador de Parada, Barbudo e Moure.
  4. Pela inquirições de 1258 o Julgado de Prado era constituído das seguintes freguesias: São Gens, Cabanelas, Santa Marinha de Oleiros, São Tiago de Atães, Francelos, Santa Maria da Igreja Nova, São Salvador de Parada, Freiriz, Cervães, Ucha, Santa Eulalia de Oliveira, Lama, Sandim, São Vicente de Areias, São Martinho e Santa Maria de Galegos, Roriz, Manhete.
  5. Pela inquirições de 1258 o Julgado de Anobrega era constituído das seguintes freguesias: São Thomé, Paço Vedro, Santo Adrião de Oleiros, Bravães, Crasto, Grovelas, São Mamede de Vila Verde, Covas, Santa Maria de Aboim, São Pedro de Vade, Penascais, Valões, Mosteiro de Santa Maria de Vila Nova, São Tiago de São Priz, São Tiago e São João de Vila Chã, Britelo, Lindoso, Santa Azia, Entre Ambos os Rios, Touvedo, São Salvador, Germil, Mosteiro de Santo André de Gondomar.
  6. Pela inquirições de 1258 o Julgado de Penela era constituído das seguintes freguesias: Fornelos, Queijadas, Santa Marinha de Sindy, Rio Mau, São Salvador de Fojo Lobal, Goães, Riba de Neiva, São Lourenço, Sandiães, Cegões, Portela das Cabras, Calvelo, Duas Igrejas, Godinhaços, Arcozelo, Escariz São Martinho e São Mamede, Gaifar, Marrancos, Pedregais, Lamas, Cabaços, Gandara, Gemieira, São João da Ribeira, São Mamede de Arca, lavradas, Gondufe, São João e Santa Marta de Serzedelo, Santo André, Beiral, Boalhosa.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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