Vila Verde

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Vila Verde
Município de Portugal
Biblioteca vila verde.jpg
Biblioteca Municipal, antiga Câmara Municipal de Vila Verde

Brasão de Vila Verde Bandeira de Vila Verde

Localização de Vila Verde

Gentílico vila-verdense[1]
Área 228,67 km²
População 47 888 hab. (2011)
Densidade populacional 209,4  hab./km²
N.º de freguesias 33
Presidente da
câmara municipal
António Vilela (PPD/PSD)
Fundação do município
(ou foral)
1855
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Cávado
Distrito Braga
Província Minho
Orago Santo António
Feriado municipal 13 de Junho
Código postal 4730
Sítio oficial cm-vilaverde.pt

Vila Verde é uma vila portuguesa pertencente ao distrito de Braga, região do Norte e sub-região do Cávado, com cerca de 5 786 habitantes.

É sede do município de Vila Verde com 228,67 km² de área[2] e 47 888 habitantes (2011[3]), subdividido em 33 freguesias.[4] O município é limitado a norte pelo município de Ponte da Barca, a leste por Terras de Bouro, a sudeste por Amares, a sul por Braga, a oeste por Barcelos e a noroeste por Ponte de Lima.

História[editar | editar código-fonte]

Vila Verde é um município com pouco mais de 150 anos de existência e um dos maiores do baixo Minho. Foi fundado em 24 de Outubro de 1855, com a extinção dos concelhos de Prado, Penela e Pico de Regalados.
Já em 1836, por decreto de 6 de novembro[5], foram extintos os concelhos de Aboim da Nóbrega, Vila Chã e Larim, e os coutos de Gomide, Sabariz, e Valdreu passando a fazer parte do concelho de Pico de Regalados, os coutos de Cervães e freiriz passando a fazer parte do concelho de Prado e o couto de Moure incluido no novo concelho de Penela (em vez de Portela de Penela), cujas origens remontam aos tempos da Idade Média.
Durante a pré-historia, a presença humana no concelho de Vila Verde é mais evidente na zona Norte do concelho, mais montanhosa, com numerosos vestígios, gravuras, monumentos funerários (mamoas, menires[6]), com em particular o conjunto de mamoas do monte do Borrelho e do Moinho Velho (Necrópole Megalítica do Bustelo), a citânia de São Julião, no monte S. Julião, e o castro de Barbudo, no monte do Castelo.
A presença romana é mais discreta, com alguns tesouros encontrados em Barbudo e Gondiães (2000 moedas de bronze em Gondiães), vestígios de pedreiras e minas de ouro[7] e obviamente vestígios da via romana XIX que ligava Braga a Lugo, passando pelo concelho, da Vila de Prado (Milha IV) até Rio Mau (15,4 Km)[8]. Na falta de vestígios materiais, podemos adivinhar que durante esse período de aproximadamente 400 anos, a ocupação do território foi profundamente alterada, com a presença de núcleos habitacionais a volta de quintas (Villae romana) nos vales e na zona Sul do concelho.
O período que se segue, o Reino Suevo, ainda é mais discreto em termos de vestígios materiais, mas não deixa de ser extremamente importante principalmente para o concelho de Vila Verde, porque quase metade, 26 das 58 antigas freguesias do concelho tem um nome de origem sueva (sem contar com os inúmeros lugares com nomes de origem germânica). Por isso a presença sueva foi numerosa e determinante na configuração do território como o comprova a toponímia[9].

Freguesias com um nome de origem sueva

Com a chegada de São Martinho de Dume, e a reorganização da diocese de Braga o arianismo e o priscilianismo, ainda bem presentes na região, desapareceram a favor do catolicismo. Um dos focos da religião católica no município, foi a Igreja paleocristã de Santo Adriano, descoberta pelo padre Freitas na Citânia de São Julião[10][11]. Do fim do reino suevo (585) até a chegada dos Mouros (716, no Norte), também não temos vestígios, más tudo indique que não houve grandes transformações e que a presença dos Visigodos foi certamente discreta deixando a posse da terra aos senhores suevos. E claro, a curta presença Moura também não alterou grande coisa, embora recentes estudos de genética comprovam um numero bastante importante de linhagens de origem norte-africanas na população atual do Norte de Portugal (9%), (possivelmente explicado pela escravatura dos Mouros capturados no Sul) [12] Só que esse incessante clima de guerra originou outro tipo de ocupação do território com a formação de núcleos habitacionais a volta dos paços construidos no alto duma pequena eminência e fortemente fortificados (muitos deles ainda bem visíveis).
A primeira divisão administrativa medieval organizada do território local dá-se no tempo do Rei Garcia de Portugal e Galiza, que divide o Condado em pequenas tenências depois da revolta, e morte do Conde de Portugal Nuno Mendes[nota 1] na batalha de Pedroso em 1071, ficando o futuro concelho de Vila Verde entregue ao Senhor de Penegate, senhor das terras do Cávado até ao Neiva[13].

Bula de Inocencio III, confirmando a criação da comenda de Oriz

Em antes de 1146, na freguesia de Aboim da Nóbrega, foi fundada a primeira comenda de Portugal, trata-se da comenda de Aboim da Ordem do Hospital[14], pouco depois em 1187 é oficializada pelo Papa a primeira comenda da futura Ordem de São Bento de Avis, a comenda de Oriz[15]. Nas inquirições de 1220 o concelho de Vila Verde é dividido entre as Terras de Prado, de Penela e da Nóbrega o resto fazendo parte do Julgado de Bouro (entre Homem e Cavado)[16]. Já em 1258 nas inquirições de Afonso III, o concelho é dividido entre os Julgados de Prado (com freguesias dos atuais concelhos de Barcelos), Penela (com freguesias dos atuais concelhos de Ponte de Lima e Ponte da Barca) da Nóbrega (com freguesias dos atuais concelhos Ponte da Barca), de Larim (Soutelo e Turiz), de Vila Chã e de Regalados[17].

  • Pico de Regalados[nota 2], primitivamente, foi couto doado por D. Afonso Henriques ao Arcebispo de Braga, D. Paio Mendes, em 20 de Julho de 1130, por motivos religiosos, e em agradecimento pela oferta de cinquenta marcas de prata e dum cavalo[18]. Foi tido como um dos mais antigos e aristocráticos do país. Com o conde D. Henrique, veio para a Espanha em 1089, e depois, para Portugal em 1093, Gonçalo Martins de Abreu, da familia dos condes normandos de Évreux (França), segundo o chronista D. Antonio de Lima. Rico-homem, mordomo-mór, amigo e um dos mais bravos guerreiros de D. Afonso Henriques, de onde derivaram muitas nobres famílias Portuguesas. Pedro Gomes d'Abreu, vivia em Coucieiro e foi senhor do couto e casa de Abreu, e dos direitos reais de Vilas-Boas e alcaide-mor de Lapela, teve o senhorio da vila e concelho de Pico de Regalados. D. Manuel I concedeu foral a Pico de Regalados em 13 de Novembro de 1513.
  • Vila Chã[nota 3] teve foral velho no século XIII e teve foral novo, dado por D. Manuel a 6 de outubro de 1514. Vila Chã teve a sua sede primitiva no lugar com o mesmo nome da atual freguesia de Carreiras S. Tiago. Mais tarde mudou a sua sede para o lugar de Revenda da freguesia de Travassós, transitando, posteriormente, para a freguesia de S. Paio de Vila Verde.
  • Larim, foi um pequeno concelho constituído por duas freguesias Soutelo, Turiz e uma parte pequena da Lage, com sede na freguesia de Soutelo. Aqui vivia, e era senhora desta vila de Larim, a riquíssima D. Flâmula (ou Chama) senhora também de outras muitas vilas e castelos. Era sobrinha da celebre condessa Mumadona Dias, senhora de Guimarães e fundadora do mosteiro de S. Mamede e tia de D. Ramiro II de Leão. Teve foral em 1514 e foi extinto no início do século XIX, sendo integrado no concelho de Vila Chã e Larim. Tinha, em 1801, 1 261 habitantes. Outrora Vila Chã e Larim pertenceram à Comarca de Barcelos, em 1836 à de Pico de Regalados e por último se fundiram no Concelho e Comarca de Vila Verde.
  • Prado[nota 4], recebeu foral de D. Afonso III, concedido em 1260. D. Manuel I confirmá-lo-ia no primeiro dia de julho de 1510. Teve a sua sede na freguesia do mesmo nome.
  • Aboim da Nóbrega[nota 5] D. Manuel deu foral a Aboim em 24 de Outubro de 1513. Em 1836 foi integrado no concelho do Pico de Regalados.
  • Penela (ou Portela de Penela até 1836)[nota 6] era constituído pelas freguesias de Portela (de Penela), Arcozelo, Goães, Godinhaços, Marrancos, Pedregais, Rio Mau, Vilar das Almas e Escariz São Mamede e São Martinho. Após as reformas administrativas do início do liberalismo foram-lhe anexadas as freguesias de Azões, Anais (uma parte) e Duas Igrejas (uma parte), do extinto concelho de Albergaria de Penela, Nevogilde, Carreiras São Miguel e São Tiago, Dossãos do extinto concelho de Vila Chã e o couto de Moure, perdendo em 1836, Escariz São Mamede e São Martinho par o concelho de Prado. Tinha, em 1849, 7 950 habitantes e 60 km². Teve foral concedido por D. Manuel I a 6 de Outubro de 1514 e tinha sede na freguesia de Portela das Cabras.


A primeira notícia sobre Vila Verde remonta ao século X e constitui, talvez, a mais antiga documentação do topónimo Vila Verde, ou um dos raríssimos casos em que este topónimo surge antes da nacionalidade, pois quase na totalidade dos casos revela-se posterior ao século XI.

Nessa altura, boa parte do território do actual município aparece na posse da poderosa família da condessa Vilela da Motan, tanto por si própria como pela do marido desta, o conde Hermenegildo Gonçalves, cujo pai, o conde Gonçalo Afonso Betote era já muito herdado no século IX desde o Douro ao Minho.

Durante o século XI nota-se no território do atual município uma espécie de logradouro da alta nobreza portucalense, na correspondência da estirpe da condessa Mumadona, no século anterior.

Relativamente à actual vila, sede de município, há um documento pré-nacional de 1089 que diz respeito à venda, que fez à igreja de Santo António, uma dama de nome Eldara Eriz. Outro documento dos princípios da nacionalidade, de 1120, fala da doação que D. Maior Mides faz à Sé bracarense de herdamentos eclesiásticos e laicos herdados por ela de seus pais, Mido Vermudes e «donna» Godo Pais e outros por ela adquiridos.

O mais relevante da vida documentada nos séculos X a XII no território do actual município concentra-se à roda do velho castro ou «civitas» originária, o mesmo é dizer-se nas imediações de Vila Verde dos nossos dias.

Orago S. Paio, em 1706 era abadia da apresentação do conde de Figueiró, descendente de Mem Rodrigues de Vasconcelos, senhor do antigo concelho de Vila Chã, ao qual pertencia esta paroquia. Entre as pessoas mais notáveis que esta freguesia e este concelho tem produzido, avulta o Conde do Casal, que nasceu, ou pelo menos viveu anos, na sua Quinta das Torres, sita nesta freguesia, e que depois pertenceu a Gregório Machado, escrivão de direito desta comarca. José de Barros Abreu Sousa e Alvim, Barão e depois Conde do Casal, nasceu em 3 de Novembro de 1796 e assentou praça no regimento de cavalaria de Chaves em Fevereiro de 1806, durante a invasão de Junot. Foi feito Barão do Casal em 1 de Dezembro de 1836 e conde do mesmo titulo em 20 de Janeiro de 1847. Houve em tempos muito remotos e não sabemos se haverá ainda hoje nesta freguesia de S. Paio de Vila Verde uma casa e torre nobilíssimas, denominadas Casa e Torre de Alvim. Foi herdeira da principal Casa d'Alvim a condessa D. Leonor de Alvim, mulher do santo Condestável D. Nuno Alvares Pereira, cuja filha única e sucessora D. Beatriz casou com o 1.° Duque de Bragança, levando em dote a grande fortuna de seus pais e com ela a dita Casa d'Alvim, que desta forma passou para a sereníssima Casa de Bragança.

Vila Verde em 1887
Vila Verde em 2021

Até ao século XVII a freguesia de Vila Verde não se distinguiu das outras do concelho a que pertencia. Porém, nos princípios do século XVIII parece que estava já nela a sede do concelho de Vila Chã, com uma importante feira mensal e, desde aí, em progresso contínuo, veio mesmo a adquirir, em 1855, com os governos liberais, o estatuto de sede de um populoso e vasto concelho.

O município de Vila Verde na atualidade[editar | editar código-fonte]

Vila Verde mantém os seus traços eminentemente agrícolas, para cuja irrigação contribuem, de maneira decisiva, os muitos cursos de água que o atravessam em todas as direções. À atividade agrícola anda associada a exploração pecuária, pelo que uma e outra marcam lugar de relevo na economia regional.

Dos seus produtos se abastece a população, sendo os restantes comercializados nas feiras do município ou canalizados para os mercados de Braga. De entre esses produtos merece especial destaque o vinho verde que beneficia das excelentes condições para o seu cultivo.

A parte industrial é reduzida mas, ainda assim, a especificidade de uma cultura técnica, acumulada ao longo dos tempos, evidencia-se na produção do mais variado artesanato de elevada qualidade.

Indicadores[editar | editar código-fonte]

  • Em 2012 Vila Verde foi considerado o município Europeu com mais buracos na estrada por km2[carece de fontes?].
  • Em 2017, o município tinha uma das mais baixas taxas de população servida por sistemas públicos de abastecimento de água do continente, com 64%, ficando à 3 lugares do fim da tabela dos 278 municípios do continente, pior Marco de Canaveses e Cinfães com respetivamente 43% e 42%, Terras de Bouro tendo uma taxa de 93% e Amares 99%[19]. Todavia, a qualidade da água é segura em Vila Verde com uma taxa de 99,2%, resultado superiores aos de Terras de Bouro com 95,7% e Amares com 97,1%[20]
  • Em 2017, o município tinha uma das mais baixas taxas de população servida por sistemas de drenagem de águas residuais (esgotos) do continente, com 32%. Uma dúzia de municípios são piores classificados como Terras de Bouro com 27%, Amares tendo 40%[21]
  • Em 2018, o município apresentava uma dívida total de 16.571.126 € contra 25.796.077 € em 2014, mesmo assim superior a dívida de Barcelos (116 000 habitantes) de 13.593.401 €, ou de Fafe (48 000 habitantes) com 4.872.411 €.[22]
Indicadores [23]
2010 2018
Despesas da Câmara Municipal em cultura e desporto (%) 6,6 8,1
Despesas da Câmara Municipal em ambiente (%) 5 4
Trabalhadores da Administração Pública Local 416 400
Crimes registados pelas polícias por mil habitantes 34,7 26,4 (32,4 no país)
Resíduos urbanos recolhidos selectivamente por habitante (kg) 29,6 50,3 (103,5 no país)
Empresas não financeiras 4 117 5 006
Desempregados em % da população 7 4 (5 no país)
Nascimentos 443 369
Taxa de mortalidade infantil (‰) 2,3 5,4 (3,3 no país)
População estrangeira em % da população residente 0,5 0,7 (4,6 no país)
Casamentos 222 182

Património[editar | editar código-fonte]

Por classificar[editar | editar código-fonte]

Museus[editar | editar código-fonte]

Museu das Terras de Regalados
  • Museu Terras de Regalados: Em Pico de Regalados, há um pequeno museu de arte sacra, o Museu das Terras de Regalados com cerca de uma centena de peças de culto e uso religioso. O seu espólio, datado entre o século XVI e o século XX, varia entre a estatuária, os paramentos, a talha, os metais, a bibliografia e documentos[24].
  • Museu do Linho

Vila-Verdenses ilustres[editar | editar código-fonte]

O irreverente Abade de Priscos
  • João de Aboim trovador e uma das figuras de maior relevo político na época de D. Afonso III de quem foi seu valido. Foi sub-signifer de 1250 a 1255, mordomo da rainha em 1254 a 1259, mordomo-mor entre 1264 e 1279, tenente de Ponte de Lima em 1259, e de Évora ou do Alentejo de 1270 até 1284.
  • Egas Fafes de Lanhoso (chamado localmente: Egas Fafias, deu seu nome a um antigo lugar de Vila Verde, hoje rua de Fafias) Rico-Homem e confirmante de diplomas régios entre 1146 e 1160 de Dom Afonso I.
  • Gonçalo Viegas (falecido em 1195) filho do precedente, e primeiro Grão Mestre da Ordem de São Bento de Avis.
  • Estêvão Soares da Silva neto de Egas Fafes (filho de Dona Froilhe Viegas Senhora do couto de Loureira e Vila Verde), e arcebispo de Braga.
  • Gonçalo Martins de Abreu fundador da casa dos Abreus, e general na batalha dos Arcos de Valdevez em 1140.
  • Mem Rodrigues de Vasconcelos (1275-1330/1339), senhor dos coutos de Freiriz e Penegate, da Torre de Vasconcelos e de Penela, exerceu o cargo de meirinho-mor da região de Entre Douro e Minho entre 1321 e 1324 e foi também alcaide-mor do Castelo de Guimarães.
  • Francisco de Campos de Azevedo Soares, 1º Conde de Carcavelos, Presidente da Câmara Municipal do Pico de Regalados, Presidente da Câmara Municipal de Braga, Governador Civil do Distrito de Braga.
  • Manuel Joaquim Machado Rebelo, mais conhecido por Abade de Priscos, (29 de Março de 1834 (Turiz) - 24 de Setembro de 1930 (Vila Verde)) Abade católico e Gastrónomo português que se destacou pelas suas famosas receitas de culinária, especialmente a do Pudim Abade de Priscos. Foi, segundo vários cozinheiros, um dos maiores cozinheiros portugueses do século XIX.

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do município de Vila Verde.
Valdreu, Bezeguimbra

O município de Vila Verde está dividido em 33 freguesias:

População[editar | editar código-fonte]

Número de habitantes [25]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2019 [26]
31 442 31 330 31 014 32 053 33 719 33 661 36 990 39 809 42 797 42 256 40 028 44 432 44 056 46 579 47 888 46 911

(Número de habitantes que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.)
Densidade populacional (número médio de indivíduos por km² em 2018): 205,1

Número de habitantes por Grupo Etário [27]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 10 303 11 481 10 999 11 928 14 093 14 937 15 086 14 875 14 524 11 388 9 161 7 998
15-24 Anos 5 306 5 632 6 089 6 221 6 481 7 199 6 479 6 240 8 130 8 119 7 844 5 994
25-64 Anos 13 980 14 112 13 856 14 675 15 999 17 136 17 317 16 090 16 783 18 780 22 673 25 595
= ou > 65 Anos 2 124 2 300 2 174 2 350 2 521 2 873 3 374 3 855 4 995 5 769 6 901 8 301
> Id. desconh 48 68 256 37 108

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população presente no município à data em que eles se realizaram Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

Política[editar | editar código-fonte]

Eleições autárquicas[editar | editar código-fonte]

Data % V % V % V % V % V
CDS-PP PPD/PSD PS AD IND
1976 38,28 3 29,75 3 18,05 1
1979 48,70 4 24,39 2 17,89 1
1982 AD AD 27,44 2 63,63 5
1985 44,87 4 29,18 2 20,61 1
1989 39,01 3 38,40 3 17,58 1
1993 43,78 3 32,94 3 18,51 1
1997 24,83 2 40,38 3 30,48 2
2001 70,54 5 23,56 2
2005 8,08 - 63,92 6 21,30 1
2009 16,54 1 46,06 4 32,62 2
2013 3,78 - 46,00 4 43,28 3
2017 5,67 - 51,97 4 35,52 3

Eleições legislativas[editar | editar código-fonte]

Ano %
CDS PSD PS PCP UDP AD APU/

CDU

FRS PRD PSN B.E. PAN PàF L CH IL
1976 39,79 31,00 16,87 1,11 0,64
1979 AD AD 19,00 APU 1,67 67,01 3,57
1980 FRS 0,95 71,80 3,70 17,08
1983 31,49 30,85 27,28 0,27 2,77
1985 23,85 38,42 16,71 0,51 3,14 10,83
1987 9,56 64,10 16,31 CDU 0,40 2,30 1,68
1991 7,70 68,62 17,35 1,46 0,39 0,67
1995 17,52 46,66 30,08 0,42 1,59 0,47
1999 10,76 50,07 32,77 2,02 0,66 0,55
2002 11,88 57,12 25,07 2,06 1,05
2005 10,45 45,99 33,33 2,43 2,91
2009 14,63 38,92 32,20 2,63 5,56
2011 13,62 48,64 24,09 2,48 3,04 0,49
2015 PàF PàF 23,72 2,70 6,34 0,65 57,48 0,42
2019 4,94 42,22 31,40 2,28 6,42 2,17 0,50 0,91 0,57

Geminações [28][editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Vila Verde


Referências

  1. «Dicionário de Gentílicos e Topónimos». Portal da Língua Portuguesa. Consultado em 23 de junho de 2010 
  2. Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 Arquivado em 9 de dezembro de 2013, no Wayback Machine. (ficheiro Excel zipado). Acedido a 28/11/2013.
  3. INE (2012) – "Censos 2011 (Dados Definitivos)", "Quadros de apuramento por freguesia" (tabelas anexas ao documento: separador "Q101_NORTE"). Acedido a 27/07/2013.
  4. Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I. Acedido a 19/07/2013.
  5. Decreto de 1836 em: http://gisaweb.cm-porto.pt/units-of-description/documents/594204/fullscreen
  6. Menire de Pedrogo (Prado São Miguel) e menire dos Penedos (Portela das Cabras) em Menire dos Penedos em Portela das Cabras, Vila Verde Noroeste de Portugal de Luciano Vilas Boas, Maria João Amorim, Lucínia Oliveira e Ana M.S. Bettencourt, 2019
  7. Amorim Maria João, Levantamento arqueológico do concelho de Vila Verde, Relatório de estágio. Câmara Municipal de Vila Verde 2007
  8. Miliarios e outras inscricións viarias romanas do Noroeste Hispánico,Antonio Rodríguez Colmenero, Santiago Ferrer Sierra, Rubén D. Álvarez Asorey, Consello da Cultura Galega, 2004
  9. Almeida Fernandes. Paróquias suevas e dioceses visigóticas , Arouca 1997 p. 152 (Aboim, Arcozelo, Ataẽs, Atiães, Azões, Cabanelas, Cervães, Escariz – São Mamede, Escariz - S. Martinho, Freiriz, Gême, Goães, Gondiães, Gomide, Godinhaços, Gondomar, Moure, Nevogilde. Oriz – Santa Marinha, Oriz - São Miguel, Parada de Gatim, Sabariz, Sande, Turiz, Valdreu, Valões)
  10. «citânia de São Julião de Caldelas do Rev. Padre João Freitas» (PDF). O_arqueologo portugues,serie3. Consultado em 14 de junho de 2017 
  11. Padre Avelino de Jesus da Costa em "O bispo D. Pedro e a organização da diocese de Braga, Volume 2, 1959
  12. Perspectivas de aplicação histórica dos marcadores genéticos uni e biparentais. Alguns exemplos do Norte de Portugal no contexto Ibérico. António Amorim IPATIMUP (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto) e Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Em : Xornadas xenéticas e historia do noroeste peninsular, 2002, Santiago de Compostela
  13. Serra Nevada, em Terra de Regalados Pergaminhos Históricos, Doc. Medievais II p. 22, Câmara de Vila Verde 2003
  14. COSTA, Paula Maria – “As comendas: enquadramentos e aspetos metodológicos”, Militarium Ordinum Analecta, nº 11, p. 15.
  15. Bula Papal de Gregório VIII de 1187, confirmada pela bula de 1201, Maio 17, Latrão – Bula Religiosam vitam, de Inocêncio III.PORTUGALIAE MONUMENTA MISERICORDIARUM vol. 2 do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, União das Misericórdias Portuguesas, 2003 p.28, ou BULARIO de la Ordem Militar de Calatrava. Reprodução fac-similada da ed. de Madrid (1761). Barcelona: [s.n.], 1981, p. 36 e p. 42
  16. Portugaliae Monumenta Historica, Inquisitiones vol. 1 fas.1e 2 1888
  17. Portugaliae Monumenta Historica, Inquisitiones vol. 1 fas. 3 1888
  18. Bracara Augusta, Revista cultural da Camâra de Braga Vol LVII, 2009/2012, O Liber Fidei da Catedral de Braga e o Norte de Portugal, José Marques, Prof. Catedrático da Faculdade de Letras do Porto ou Liber Fidei II p 307
  19. Pordata, base de dados de Portugal contemporâneo em https://www.pordata.pt/Municipios/Popula%c3%a7%c3%a3o+servida+por+sistemas+p%c3%bablicos+de+abastecimento+de+%c3%a1gua+(percentagem)-4 consultado em 18/08/2020
  20. Pordata, base de dados de Portugal contemporâneo em https://www.pordata.pt/Municipios/Qualidade+da+%c3%a1gua+para+consumo+humano-8 consultado em 18/08/2020
  21. Pordata, base de dados de Portugal contemporâneo em https://www.pordata.pt/Municipios/Popula%c3%a7%c3%a3o+servida+por+sistemas+de+drenagem+de+%c3%a1guas+residuais+(percentagem)-5 consultado em 18/08/2020
  22. Pordata, base de dados de Portugal contemporâneo em https://www.pordata.pt/Municipios/D%c3%advida+total+das+c%c3%a2maras+municipais+total+e+limite+da+d%c3%advida+total-871-6015
  23. Pordata https://www.pordata.pt/Municipios/Quadro+Resumo/Vila+Verde-251929
  24. Página do turimo do Porto e Norte de Portugal
  25. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  26. População residente, estimativas a 31 de Dezembro da Pordata em https://www.pordata.pt/DB/Municipios/Ambiente+de+Consulta/Tabela
  27. INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros
  28. Associação Nacional dos Municípios Portugueses

Notas

  1. No dia 17 de Fevereiro de 1071, o conde Nuno Mendes e sua mulher, doaram ao mosteiro de Santo António de Barbudo, uma herdade que possuiam no lugar de Luivão, na freguesia da Laje, "­Ego comes Nunus Menendiz et uxor mea comitissa domna Gon­cina ( ... ) Facta series testamenti XIII Kalendas Marcii Era M." C.' VIIII, Arquivo Distrital de Braga, Liber Fidei, doc. nº 253, Costa, Avelino de Jesus da (1956). «A restauração da diocese de Braga». Revista Lusitania Sacra (1): 17-28. ISSN 0076-1508 .
  2. Pela inquirições de 1258 o Julgado de Regalados era constituído das seguintes freguesias: Ponte São Vicente, Lanhas, Gême, Coucieiro, Sabariz, Atães, Vilarinho, Barros, Sande, São Pedro e São Martinho de Valbom, Mosteiro de Valdreu, Gondoriz, São Cristovão (Pico) ,Ciboẽs (Terras de Bouro), São Miguel (Prado), Gomide, São Paio e Santa Maria de Mós, Gomezende, Oriz São Miguel e Santa Marinha, Passó, Gondiães, São Miguel de Cidadelha (ou Vilela).
  3. Pela inquirições de 1258 o Julgado de Vila Chã era constituído das seguintes freguesias: Esqueiros, Nevogilde, Dossãos, Travassós, São Tiago de Vila Chã, São Miguel de Cristelo (couto de Penegate), Santa Eulalia e São Paio de Vila Verde, São Salvador de Parada, Barbudo e Moure.
  4. Pela inquirições de 1258 o Julgado de Prado era constituído das seguintes freguesias: São Gens, Cabanelas, Santa Marinha de Oleiros, São Tiago de Atães, Francelos, Santa Maria da Igreja Nova, São Salvador de Parada, Freiriz, Cervães, Ucha, Santa Eulalia de Oliveira, Lama, Sandim, São Vicente de Areias, São Martinho e Santa Maria de Galegos, Roriz, Manhete.
  5. Pela inquirições de 1258 o Julgado de Anobrega era constituído das seguintes freguesias: São Thomé, Paço Vedro, Santo Adrião de Oleiros, Bravães, Crasto, Grovelas, São Mamede de Vila Verde, Covas, Santa Maria de Aboim, São Pedro de Vade, Penascais, Valões, Mosteiro de Santa Maria de Vila Nova, São Tiago de São Priz, São Tiago e São João de Vila Chã, Britelo, Lindoso, Santa Azia, Entre Ambos os Rios, Touvedo, São Salvador, Germil, Mosteiro de Santo André de Gondomar.
  6. Pela inquirições de 1258 o Julgado de Penela era constituído das seguintes freguesias: Fornelos, Queijadas, Santa Marinha de Sindy, Rio Mau, São Salvador de Fojo Lobal, Goães, Riba de Neiva, São Lourenço, Sandiães, Cegões, Portela das Cabras, Calvelo, Duas Igrejas, Godinhaços, Arcozelo, Escariz São Martinho e São Mamede, Gaifar, Marrancos, Pedregais, Lamas, Cabaços, Gandara, Gemieira, São João da Ribeira, São Mamede de Arca, lavradas, Gondufe, São João e Santa Marta de Serzedelo, Santo André, Beiral, Boalhosa.