Vilar Formoso

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 Portugal Vilar Formoso  
—  Freguesia  —
Estação dos Caminhos-de-Ferro, lado virado para Espanha
Estação dos Caminhos-de-Ferro, lado virado para Espanha
Bandeira de Vilar Formoso
Bandeira
Brasão de armas de Vilar Formoso
Brasão de armas
Vilar Formoso está localizado em: Portugal Continental
Vilar Formoso
Localização de Vilar Formoso em Portugal
40° 36' 48" N 6° 50' 05" O
País  Portugal
Concelho ALD.png Almeida
 - Tipo Junta de freguesia
Área
 - Total 15,14 km²
População (2011)
 - Total 2 219
    • Densidade 146,6/km2 
Gentílico: Vilarformosense
Código postal 6355
Orago São João Batista
Correio electrónico mail@jf-vilarformoso.pt
Sítio http://www.jf-vilarformoso.pt/

Vilar Formoso é uma vila raiana portuguesa, do concelho de Almeida, sede de freguesia com 15,14 km² de área e 2 219 habitantes (2011). Densidade: 146,6 hab/km². Vilar Formoso é o principal ponto de entrada por via terrestre em Portugal. Utilizam este ponto de passagem mais de cinco milhões de pessoas por ano, através da rodovia e da ferrovia. Através da fronteira de Vilar Formoso passam a maior parte das Importações/Exportações realizadas via terrestre, de e para o território português.

A freguesia é um aglomerado populacional constituído por dois núcleos separados pela ribeira de Tourões. O núcleo situado mais a sul é o mais recente e desenvolveu-se a partir do século XIX com a construção em 1892 da Linha da Beira Alta que inicialmente ligava a fronteira à Figueira da Foz, mas que actualmente liga a fronteira à Pampilhosa.

Possui inúmeros acessos rodoviários tais como: a A25 que liga Vilar Formoso - Guarda - Viseu - Aveiro; a N16 que serve de alternativa à auto-estrada A25; e a N332 que liga Vila Nova de Foz Côa - Figueira de Castelo Rodrigo - Almeida - Vilar Formoso -Sabugal - Penamacor - Idanha-a-Nova. Todavia, através da geminada vila espanhola de Fuentes de Oñoro dispõe dos seguintes acessos rodoviários: a A62 que liga Fuentes de Oñoro - Ciudad Rodrigo - Salamanca - Valladolid - Palencia - Burgos; e da N620 que serve de alternativa à auto-estrada A62.

O entorno paisagístico de Vilar Formoso é marcado pela típica paisagem da Meseta Central é a unidade de relevo mais antiga da Península Ibérica e ocupa a maior parte da sua superfície. Esta é marcada pelo granito, pelo clima contrastado de montanha e pelo seu ar puro e frio que permite a cura e manufactura de fumeiro. A nível hidrográfico insere-se na bacia hidrográfica do Douro, cujo afluente mais próximo é o Rio Côa, que dista apenas a 7 km. Pelo interior da vila passa a Ribeira de Tourões, que desagua no Rio Águeda.

Contudo, é também uma zona que historicamente tem sido aproveitada para a mineração, testemunhada pela presença das designadas Minas de S. João, de onde se procedia à extracção de volfrâmio e estanho, que foram intensamente exploradas durante a Segunda Guerra Mundial, para a extracção e exportação do minério de volfrâmio para as potências beligerantes (Alemanha Nazi e Reino Unido). Actualmente encontram-se desactivadas e votadas ao abandono, pelo que constituem um perigo ambiental, de saúde pública e de segurança pública.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A evolução demográfica de Vilar Formoso, demonstra que a população residente tem vindo a decair, contrariando assim o que acontecia no passado. O decréscimo prende-se sobretudo pela quebra registada na economia local desencadeada inicialmente pela a adesão de Portugal à época da CEE e ao Espaço Schengen, que implicou a abertura das fronteiras. Desencadeado assim o desmantelamento da grande rede de serviços de que dispunha Vilar Formoso, sobretudo ligado aos despachos aduaneiros de Importação/Exportação.

A vasta rede de serviços aduaneiros de que Vilar Formoso dispunha era um óptimo incentivo para o incentivo à fixação de famílias e indivíduos na vila fronteiriça, mas também o eram outros serviços, como as operações de câmbio, quer legal ou ilegal, mas também ao comércio variado e restauração.

O último abalo demográfico que a vila sofre deve-se à introdução da moeda única (euro), que implicou o desmantelamento da rede de serviços cambiais que subsistiam, o implicou o encerramento de algumas agências bancárias, que por sua vez conduziu ao êxodo de alguma população residente.

Veja também: A Evolução da População do Concelho de Almeida de 1864 a 2011 A Evolução da População do Distrito da Guarda de 1864 a 2011 A Evolução da População Portuguesa de 1864 a 2011

História Breve[editar | editar código-fonte]

Terra grande[editar | editar código-fonte]

Em 1758, dizia o pároco de então que Vilar Formoso já fora “terra grande” a avaliar por algumas ruínas. Hoje, por tudo o que se vê de pé, nota-se que Vilar Formoso é “terra grande”, sendo a maior vila do concelho com uma população quase duplicando a da própria sede.

Vilar Formoso é um aglomerado populacional constituído por dois núcleos separados pela ribeira de Tourões. O núcleo situado mais a sul é o mais recente e desenvolveu-se a partir do século XIX com a construção em 1892 do caminho de ferro que vai da Figueira da Foz até à fronteira Portugal-Espanha.

A Linha da Beira Alta[editar | editar código-fonte]

A zona hoje conhecida pelo nome de Estação quase que ainda não existia quando em 1886 o abade de Miragaia fez a premonição do seu breve aparecimento: “Esta freguesia compreende apenas a aldeia de Vilar Formoso e agora tende a desenvolver-se em volta da sua estação, que é elegante e espaçosa, com todas as dependências próprias dela e da delegação da alfândega, um bom restaurante (…) e junto da estação também uma hospedaria, o que representa uma população importante, pululando de um momento para o outro”. Propriamente de Vilar Formoso diz aquele autor: “Prospera a olhos vistos desde que principiou a construção da linha férrea da Beira Alta (…) e mais deve prosperar agora, depois que se abriu à circulação em 23 de Maio último (1886) a continuação da mencionada linha até Salamanca, entroncando nas linhas férreas de Salamanca a Madrid e Paris (…). Está pois Vilar Formoso em óptimas condições de prosperidade”.

O povoado[editar | editar código-fonte]

O povoamento no território desta freguesia deve ser anterior ao século XII, embora isso não possa afirmar-se positivamente da povoação sede da freguesia, e, claro está, da Estação, que é, da actualidade, a bem dizer. A toponímia é um cicerone óptimo nesta viagem aos primórdios da freguesia. A norte da povoação de Vilar Formoso fica o sítio chamado Tegril, que parece ser, sem qualquer dúvida, um genitivo de nome pessoal de origem germânica, Trasigildus, aludindo a uma “villa” Trasigildi organizada pelo século IX ou X, na margem da ribeira de Tourões. Sendo assim, a conservação deste topónimo prova a persistência de população que o conservaram até ao povoamento de Vilar Formo-so que pode ter tido o princípio nessa “villa” ou numa fracção dela, o velho “villar” que, despovoado, veio a repovoar-se no século XII a partir de Castelo Bom. É provável que a primitiva localização da actual povoação tivesse sido nas imediações da vetusta Capela da Senhora da Paz, pois na primeira metade deste século foram aí encontrados vestígios de construções antigas: alicerces de casas, soleiras de portas, alicerces de azulejos, tijolos de pavimentos, etc. Sinal de um povoamento local antiquíssimo são as sepulturas abertas na rocha, as quais têm sido consideradas proto-cristãs, se não mais antigas.

Batalhas por aqui passadas[editar | editar código-fonte]

Disposição dos exércitos anglo-lusos, espanhol e francês na Batalha de Fuentes de Oñoro.

Pela sua situação em plena raia, sofreu esta freguesia, desde a Nacionalidade, e por várias vezes, toda a sorte de assaltos, cercos e devastações. E tornou a sofrer muito por ocasião da Guerra Peninsular. No termo da povoação, no sítio do Chão dos Mortos, desenrolou-se em 1811 a famosa batalha conhecida por Fuentes de Oñoro entre Massena e o exército anglo-luso, “cobrindo as tropas literalmente esta freguesia e todas as circunvizinhas, tanto portuguesas como espanholas, na distância de léguas”, como disse o abade de Miragaia.

Esta batalha, que devia antes chamar-se de Vilar Formoso e não de Fuentes de Oñoro, apesar de ganha pelos defensores da independência nacional, valeu muitos prejuízos à freguesia, como já tinha acontecido com a devastação provocada em 1808 por Loison e por Massena que, para se vingar dos desastres de Junot e Soult, invadiu Portugal pelo Cimo Côa, e mais tarde, quando da retirada das linhas de Torres Vedras, saqueando, devastando e incendiando. Foi perto de Vilar Formoso, na localidade de Freineda, que Lorde Wellington estabeleceu o seu quartel general, centro das evoluções estratégicas de Riba-Côa.

A expansão da povoação[editar | editar código-fonte]

A zona é hoje conhecida pelo nome de “Estação” quase que ainda não existia quando em 1886 o abade de Miragaia fez a premonição do seu breve aparecimento: “Esta freguesia compreende apenas a aldeia de Vilar Formoso e agora tende a desenvolver-se em volta da sua estação, que é elegante e espaçosa, com todas as dependências próprias dela e da delegação da alfândega, um bom restaurante (...) e junto da estação também uma hospedaria, o que representa uma população importante, pulando de um momento para o outro”.

Propriamente de Vilar Formoso diz aquele autor: “Prospera a olhos vistos desde que principiou a construção da linha férrea da Beira Alta (...) e mais deve prosperar agora, depois que se abriu à circulação em 23 de Maio último (1886) a continuação da mencionada linha até Salamanca, entroncando nas linhas férreas de Salamanca a Madrid e Paris (...). Está pois Vilar Formoso em óptimas condições de prosperidade”. Em 1896 a Rainha D. Amélia acompanhada de todo o seu séquito visita Vilar Formoso durante a viagem pela Linha da Beira Alta. Contudo, A nossa estação terá recebido em 3 de Agosto de 1882 a visita do rei D. Luís, da rainha D. Maria Pia e do príncipe D. Carlos.

Na rota de fuga dos judeus ao holocausto[editar | editar código-fonte]

Dada a sua neutralidade, Portugal teve, durante o conflito mundial um papel crucial, tendo-se tornado Lisboa, entre a queda de Paris e o fim da Guerra, o centro da Europa. Por aqui passaram milhares de pessoas na sua rota de fuga. Se Vilar Formoso foi a principal porta de entrada para quem, vindo da Europa, queria entrar em Portugal, Lisboa era o grande objectivo a alcançar. Com o visto na mão, os refugiados em fuga tinham 48 horas para atravessar a Espanha de Franco. Chegados a Vilar Formoso, na fronteira portuguesa, os refugiados eram questionados pela PVDE e recebiam instruções relativamente ao seu destino final. A maioria das pessoas eram encaminhadas para Residências Fixas em zonas balneares, estando no entanto impedidos de trabalhar e sem permissão para sair do perímetro da vila. E assim se passavam os dias num país neutro em tempo de Guerra, um país de brandos costumes pouco habituado a receber estrangeiros. Um período único na história recente de Portugal que contactou nesses meses de 1940 com o cosmopolitismo europeu de então. Hoje, passados 70 anos do gesto de Sousa Mendes, os ecos da sua acção continuam a fazer-se ouvir. E é aqui mesmo em Montreal, Quebeque, onde se encontra a terceira comunidade mais importante de sobreviventes do Holocausto (30.000) que damos a conhecer através deste documentário a história fascinante da filha de um refugiado judeu salvo graças a um visto do Cônsul de Portugal em Bordéus.[1]

O último vinténio do Século XX[editar | editar código-fonte]

A partir da década de 1980, esta vila sofreu um elevado crescimento a todos os níveis, beneficiando do facto de se situar numa zona fronteiriça e o escudo português ter desvalorizado face à peseta. As melhorias foram notórias. Assim como Lisboa e Porto são as melhores salas de visitas por via aérea e marítima, Vilar Formoso é a sala de visitas por excelência, tanto por via férrea como rodoviária.

O fim do controle das fronteiras (fim das alfândegas) e a introdução do euro (extinção das empresas que trocavam as moedas, em Portugal e Espanha, quando a moeda passou a ser a mesma) lançaram esta localidade em decadência, tendo perdido toda a vitalidade de outrora.

Datas de relevo para a Freguesia[editar | editar código-fonte]

  • 1859 - Inauguração da fronteira automóveis em Vilar Formoso
  • 1882 - Inauguração da Linha de Ferro da Beira Alta.
  • 1940 - Refugiados judeus com vistos de passaporte atribuídos por Sousa Mendes são acolhidos na estação ferroviária de Vilar Formoso.
  • 1943 - Inauguração da electricidade em Vilar Formoso.
  • 1945 - Sua Majestade a Rainha Dona Amélia cruza a fronteira de Vilar Formoso para visitar Portugal, pela primeira vez, após o exílio.
  • 1961 - Inauguração das novas infra-estruturas aduaneiras pelo Presidente da República, Almirante Américo Tomaz.
  • 1965 - Inauguração do Externato Liceal de Vilar Formoso.
  • 1975 - Ocupação da Fronteira de Vilar Formoso pelas tropas do Movimento das Forças Armadas, na sequência do Golpe de Estado de 25 de Abril de 1975.
  • 1979 - Inicio da actividade do Núcleo da Cruz Vermelha.
  • 1984 - 1º. número do "Boletim Vilar Formoso" propriedade da Fábrica da Igreja Paroquial.
  • 1987 - Vilar Formoso é elevada à categoria oficial de vila.
  • 1987 - Inauguração do espaço dedicado à Locomotiva BA - 101, pela ocasião do centenário das ligações ferroviárias do Sud-Express.
  • 1993 - Inauguração do edifício da Junta de Freguesia.
  • 1994 - Passagem do Externato Liceal de Vilar Formoso para ensino oficial do Estado, cessando o anterior e passando a designar-se de Escola Básica e Secundária de Vilar Formoso.
  • 1999 - Inauguração do Lar de Idosos da Vilar Formoso.
  • 2001 - lª. Exposição Comercial Transfronteiriça "Raia Seca".
  • 2002 - Visita do Sr. Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio- "Presidência Aberta".
  • 2002 - Início das emissões regulares da Rádio Fronteira 106.9 FM.
  • 2002 - Inauguração das novas instalações da Escola Básica e Secundária de Vilar Formoso.
  • 2004 - Inauguração do Monumento ao Emigrante e à Família, da autoria  do artista escultórico Fernando Pedro.
  • 2004 - Foi decidido alterar o nome de Largo da Estação para Largo Manuel Fernandes Monteiro e o nome de Via Estruturante para AV. dos Combatentes da Guerra Colonial.
  • 2007 - Comemoração dos 125 anos da Linha da Beira Alta, esteve patente na Estação  da C.P. de Vilar Formoso, uma exposição fotográfica e documental.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Paisagem típica do entorno de Vilar Formoso

A vila está implantada na Meseta Central, sendo esta a unidade mais antiga da Península Ibérica ocupa a maior parte da sua superfície. Tem origem no Maciço Hespérico e com aorogenia hercínica durante o Paleozoico. Este maciço foi aplanado pela erosão durante o Mesozoico transformando-o num pianoro ondulado que constitui a base da atual Meseta, posteriormente alterado durante o Cenozoico por causa da orogenia alpina e da erosão e sedimentação ocorrida durante o Quaternário. Durante o Cenozoico a orogenia alpina afetou o antigo Maciço Hespérico alterando os seus contornos, produzindo o Maciço Galaico, os Montes de Leão e osMontes Vascos e o enrugamento dos seus contornos como a Cordilheira Cantábrica, a norte, o Sistema Ibérico, a nordeste, e a falha da Sierra Morena a sul. Esta orogénese teve come consequência o choque entre a placa tectónica africana e a europeia, comprimindo no meio o resto do maciço hespérico, produzindo a fratura do zócalo que deu lugar aos Montes de Toledo e ao Sistema Central. Os restos do Maciço, tombaram para oeste sendo mais tarde submetidos a um processo de sedimentação que está mais presente no lado oriental Sul do Sistema Central , o nível planalto cai para valores em torno de 500-600 metros. em média, dividida pelo Montes de Toledo formando duas bacias hidrográficas, o rio Tejo e o rio Guadiana.

Vilar Formoso é rodeado por vários maciços montanhosos, dos quais se destacam no território português a Serra da Estrela a Sudoeste, a Serra Marofa a Norte e a Sul a Serra da Malcata. Em território espanhol destacam-se as cordilheiras montanhosas da Serra da Peña de Francia e a Serra de Gata.

Está inserido na Bacia Hidrográfica do Douro, distando a apenas 7 km do seu afluente Rio Côa, curso de água que marca aquela unidade de paisagem, num vale muito cavado com uma paisagem granítica, tipicamente beirã. Tem ainda a escassos quilómetros o Rio Águeda já em território espanhol, que também é um afluente do Rio Douro.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é temperado mediterrânico continental, visto que no verão há uma curta estação seca. O mês mais quente é Julho, com temperatura média de 19,7 °C, e o mês mais frio é Janeiro, com média de 4 °C. O mês mais chuvoso é Dezembro, com pluviosidade média de 150,6 mm, e o mês mais seco é Agosto, com média de escassos 10,4 mm. A temperatura média anual é de 11,1 °C e a pluviosidade média anual é de 914,2 mm. Vilar Formoso situa-se numa das regiões mais frias de Portugal, experimentando algumas vezes por ano precipitações de neve.

As temperaturas inferiores a -10°C ocorrem com alguma frequência, havendo inclusivamente registos históricos datados de Janeiro de 1829 que parecem indicar temperaturas inferiores a -20°C.

Património arquitectónico e arqueológico[editar | editar código-fonte]

Sepulturas antropomórficas da Pedra Libreira

Sepulturas antropomórficas[editar | editar código-fonte]

  • Caminho de Galhegos

LOCALIZAÇÃO: No limite leste da povoação a 20 mt

do início do acesso TIR, em direcção à Quinta do Prado.

DESCRIÇÃO DO LOCAL: Mistura de zona granítica com boas faixas de lameiros

para pastagem.

SÍTIO: Trata-se de três sepulturas, duas com

configuração antropomórficas. A 300 metros para NW,

existia uma pequena necrópole destruída pela

construção do itinerário IP5.

CLASSIFICAÇÃO CRONOLOCICO-CULTURAL: Alta

Idade Média.

  • Pedra Libreira

LOCALIZAÇÃO: A cerca de 300 metros para Oeste da

Estação de Caminho de Galhegos, em pleno centro de

Vilar Formoso.

DESCRIÇÃO DO LOCAL: Actualmente, próximo do

pavilhão Multiusos, no topo da encosta, já em zona habitacional.

Em parte algumas sepulturas foram destruidas

devido ao local ter sido uma pedreira. O resto do terreno

era um bom lameiro para pastagem situado junto ao

caminho antigo caminho velho que, hoje se chama via

estruturante.

SÍTIO: Provável necrópole, trata-se de 4 sepulturas,

duas delas com configuração antropomórfica. Três estão

praticamente juntas, a outra no local que antigamente era

uma pedreira.

CLASSIFICAÇÃO CRONOLOCICO-CULTURAL: Alta Idade Média.

Igreja Matriz de São João Baptista[2] [editar | editar código-fonte]

Igreja Matriz de São João Baptista

A organização paroquial de Vilar Formoso é seguramente anterior ao século XIII, pois a sua igreja já é citada e taxada (15 libras) no arrolamento de 1320. A igreja matriz e a Capela da Senhora da Paz são obra dos Templários que D. Dinis substituiu pela Ordem de Cristo. Foi uma abadia da mitra e do papa, tendo o abade uma renda que rondava os 600 mil réis. Dava a terça e a dízima, mas ao contrário da maior parte das igrejas do bispado não dava cera, nem censória e mortalhas, nem procuração.

Pormenor do tecto Mudéjar do altar-mor da Igreja Matriz

Igreja de planta longitudinal composta por nave única de quatro tramos, capela-mor mais estreita e sacristias adossadas no flanco N., formando um volume de massas de volumes simples unificados pela mesma cobertura em telhado de duas águas assente sobre cornija. A fachada principal, voltada a O., é flanqueada pela torre campanário e remata em empena com cornija e beiral, apresentando cruz no vértice. Tem um só pano com o eixo marcado por portal em arco de volta perfeita e fresta rectangular capialçada. Torre campanário de planta quadrangular, adossada à fachada principal. O alçado estrutura-se em dois registos divididos por cimalha de faixa lisa e cornija saliente e coroamento em coruchéu piramidal. Nos ângulos é rematada por pin culos e por g rgulas de canhão. O primeiro registo tem acesso por porta que mostra a inscrição "ANNO DE 1740" epigrafada no lintel recto; o segundo registo abre-se em quatro sineiras de edícula vazada. A cornija da fachada S. encurva-se em círculo para albergar um relógio. A fachada lateral S. divide-se em quatro panos entre contrafortes de esbarro escalonado, tendo, o primeiro parcialmente coberto pela torre, o segundo cego, o terceiro rasgado por porta em arco de volta perfeita, com acesso por um degrau, e o quarto apresenta janela rectangular capialçada. Sobre o portal lateral, registo de azulejo com motivo hagiográfico. A capela-mor tem a lateral marcada por fresta do mesmo tipo das desta fachada. A testeira é cega, enquadrada por pilastras angulares. No volume da sacristia, duas janelas simétricas, rectangulares de lintel recto e molduras lisas. A fachada lateral, a N., mostra três panos entre contrafortes de esbarro oblíquo, rasgado por portal em arco de volta perfeita. No volume das sacristias, acesso à mesma, por portal rectilíneo. Janela rasga o volume da capela lateral na face virada a O.. INTERIOR protegido por guarda-vento e pavimento em granito polido. Divide-se em quatro tramos separados por arcos de diafragma de volta perfeita, cada um deles coberto por forro de madeira de duas guas, com travejamento à vista. Do lado do Evangelho, conserva duas portas e um arco de volta perfeita a enquadrar a capela do Senhor dos Passos, escavada na profundidade do paramento, ladeado por duas mísulas. Perfil interno do portal lateral em arco abatido. Porta de verga recta, mas com marcação do primitivo vão a pleno centro, de acesso à sacristia. No lado do Evangelho, mísulas com imagens de madeira e pia baptismal com taça hemisférica monolítica, sobre pequena coluna. A capela-mor, mais estreita, está separada da nave por arco triunfal em volta perfeita repousando sobre impostas salientes. Conserva a sua cobertura em tecto de alfarje pintado, com motivos volutados e a parede testeira totalmente preenchida por retábulo de talha dourada. É iluminada por uma janela aberta do lado da Epístola e, do lado do Evangelho, tem acesso à sacristia, surgindo, sobre a porta, um Cristo crucificado. Retábulo com ampla tribuna com trono e baldaquino para a custódia, ladeado por dois painéis pintados, inscritos por colunas coríntias com o terço inferior revestido por acantos. Ático composto pelas arquivoltas que prolongam as colunas, unidas no sentido do raio, formando apainelados com rosetas. Inferiormente, sacrário, ladeado por colunas torsas e com São João Baptista em relevo, na porta, ladeado por dois painéis pintados. Lateralmente, painéis em ponta de diamante.

No que respeita à sua cronologia, data do Séc. 13 / 14 - data provável da edificação do imóvel, pelos Templários; 1321 - segundo o Catálogo de todas as igrejas, comendas e mosteiros que havia nos reinos de Portugal e Algarve pelos anos de 1320 e 1321, pertence ao Bispado de Ciudad Rodrigo ( CASTRO, 1902 e GOMES, 1981 ); 1403 - a paróquia é integrada no denominado "Bispado Novo" de Lamego, que incorporou as paróquias anteriormente sob a jurisdição da mitra de Ciudad Rodrigo; séc. 16, 1º quartel - cobertura da capela-mor com tecto de alfarje; séc. 17 - feitura do retábulo; 1740 - cronograma epigrafado no lintel da porta da torre campanário, indiciando uma intervenção; 1769 - a paróquia é integrada no Bispado de Pinhel; séc. 19 - feitura de várias imagens, sendo alterados os oragos dos retábulos da Igreja; 1882, 14 de Setembro - com a extinção do Bispado de Pinhel, a paróquia é integrada no Bispado da Guarda; séc. 20, década de 90 - obras de conservação geral.

Capela Nª. Senhora da Paz[3] [editar | editar código-fonte]

Capela de Nossa Senhora da Paz, erigida pela Ordem de Cristo

Capela de planta longitudinal composta pelo corpo das naves e pela capela-mor mais estreita, com cobertura uniforme em telhado de duas águas assente directamente sobre o paramento mural na zona da nave e sobre cornija de granito na zona da capela-mor. Alçados principal e laterais com embasamento cinzento. A fachada principal, voltada a O., tem remate em empena coroada por cruz latina de hastes em flor-de-lis, na cúspide, mostra portal em arco de volta perfeita aberto no eixo, ladeado por duas pequenas janelas quadradas, estas com molduras lisas em granito. No corpo da capela, a fachada lateral S. divide-se em quatro panos separados por contrafortes de esbarro escalonado, o segundo rasgado por portal em arco de volta perfeita e, no quarto pano, apresenta uma fresta rectangular capialçada. Na zona da capela-mor, fresta semelhante à anterior. A fachada lateral N. também se divide em quatro panos separados por contrafortes de esbarro escalonado, todos eles cegos, havendo uma fresta na zona da capela-mor. Fachada tardoz cega, com pilastras com base e capitéis ligeiramente recortados, colocadas nos cunhais, mostrando faixa estreita de granito no embasamento. O INTERIOR é desnivelado, com acesso por um degrau. No corpo principal, dois pilares laterais criam três tramos, dando origem a um estreito corredor no lado do Evangelho, tendo, no topo, pequena capela. Separada da capela-mor por arco triunfal de volta perfeita. Na testeira desta, observa-se um arco ogival recortado, enquadrando a imagem do orago e o altar com fundo pintado a azul. Esta zona é iluminada por duas frestas laterais.

A sua cronologia situa-se entre os Séc. 13 - 16 - apesar da tradição a considerar edificada pela Ordem do Templo ( BIGOTTE, 1948 ), a documentação mostra-o como pertencendo ao mosteiro cisterciense de Santa Maria de Aguiar; séc. 17 / 18 - reconstrução da capela medieval, mantendo a estrutura da nave e transformação da capela-mor; séc. 20 - várias obras de conservação.

Capela do Santo Cristo da Cruz[4] [editar | editar código-fonte]

Ermida do Santo Cristo da Cruz, pertencente à Irmandade de Santo Cristo

Capela de planta longitudinal composta por alpendre, nave e capela-mor ligeiramente mais estreita, com cobertura homogénea de três águas. Na capela-mor e na nave, o telhado assenta directamente sobre o paramento mural e no alpendre sobre viga caiada. Formam massa de volumes simples e de expressão horizontalizante. Paredes rebocadas e caiadas, tendo os cunhais, em cantaria, perpianhos. Corpo da capela com fachada principal voltada a NE., de um só pano, de aparelho isódomo com as juntas pintadas de branco, onde se abre uma porta de lintel recto ladeada por duas frestas rectangulares. As fachadas posterior e a lateral NO. são cegas. Na fachada lateral SE., abre-se uma fresta rectangular com moldura de granito. O alpendre, de planta rectangular, pavimentado com lajes, prolonga as fachadas da capela através de guardas de granito, suportando o telhado através de quatro colunas com embasamento paralelepipédico, base, fuste liso e capitéis jónicos. Internamente, o alpendre apresenta cobertura de forro de madeira com travejamento à vista. A articulação entre o alpendre e o INTERIOR da capela é nivelada, acedendo-se directamente à nave única, cuja iluminação se faz através das duas frestas rasgadas na fachada e uma do lado do Evangelho. No que concerne à sua cronologia esta situa-se no Séc. 17 - provável construção do imóvel; séc. 20 - várias obras de conservação.

Capela de Santa Bárbara[5] [editar | editar código-fonte]

Capela de Santa Bárbara junto ao Calvário

Capela de planta longitudinal composta por alpendre e corpo correspondente à nave, cobertos por telhado de três águas. No corpo, o telhado assenta directamente sobre o paramento mural e no alpendre sobre viga caiada. Formam massa simples e de expressão horizontalizante. Fachadas principal e tardoz com remate em empena, com cruzes latinas no vértice. Os alçados laterais e tardoz são rebocados e pintados a branco, com os cunhais perpianhos. Fachada principal voltada a SE., de um só pano em cantaria com as juntas pintadas de branco, onde se abre um portal de lintel recto ladeado por duas frestas rectangulares. Sobre o lintel da porta, apresenta uma cartela pintada com o cronograma "8/9/1867" e o monograma "A.F.R.". As fachadas posterior e lateral NE. são cegas, surgindo, na lateral SO., uma fresta rectangular com o interior capialçado. O alpendre, de planta rectangular, pavimentado com lajes de granito, prolonga as fachadas da capela através de guardas, suportando o telhado através de quatro colunas com base, fuste liso e capitéis toscanos. Internamente, o alpendre apresenta cobertura rebocada e pintada, com duas faixas marcando o centro e ligando-se aos ângulos. No interior do alpendre, abaixo das guardas, estão colocados bailéus em granito. A articulação entre o alpendre e o INTERIOR da capela é nivelada, acedendo-se directamente à nave, cuja iluminação se faz através das duas frestas rasgadas na fachada e uma do lado do Evangelho. A sua cronologia situa-se Séc. 17 - provável construção do imóvel; 1867, 8 de Setembro - conclusão das obras, conforme data assinalada na cartela pintada acima da porta de entrada; séc. 20 - obras várias de conservação.

Calvário[editar | editar código-fonte]

Calvário

Conjunto constituído por sete cruzes de tipo latino e hastes lisas colocadas sobre bases paralelepipédicas de planta quadrada distribuídas em T por uma faixa longitudinal pavimentada com paralelos de granito. A cabeça do Calvário compôe-se de uma sequência de três cruzes com duas mais baixas, a enquadrarem a cruz central mais elevada. Esta cruz central, também do tipo latino, tem plinto com base saliente e moldura no topo, apresentando o dado com a face principal ornamentada com uma cabeça e uma cruz em haspa; as suas hastes são molduradas. As três cruzes que formam a haste maior são das mesmas dimensôes, assentes em plintos paralelepipédicos, com as hastes lisas. No que respeita à sua cronologia esta situa-se Séc. 18 - provável construção do conjunto; séc. 20 - várias obras de conservação.

Estação Ferroviária[editar | editar código-fonte]

Em 3 de Agosto de 1873, foi assinado um contrato, para a exploração de uma ligação ferroviária entre Estação de Pampilhosa e Vilar Formoso, tendo o contrato definitivo para a construção sido assinado em 31 de Março de 1880. Tendo este troço entrado ao serviço, de forma provisória, em 1 de Julho de 1882; a Linha da Beira Alta foi inaugurada, na sua totalidade, entre Vilar Formoso e a Figueira da Foz, no dia 3 de Agosto do mesmo ano, pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta. No entanto, só em 24 de Maio de 1886 é que foi inaugurada a Linha de Vilar Formoso a Medina del Campo, estabelecendo a ligação internacional. Em 1932, a Companhia da Beira Alta fez grandes obras de reparação no edifício desta estação, e, no ano seguinte, realizou várias obras no cais coberto, tendo a estrutura de madeira sido substituída por uma alvenaria, e sido instaladas portas de correr e um escritório envidraçado no interior.8 Nos finais desse ano, a Companhia anunciou que iriam ser feitas grandes obras nesta estação, como a instalação de um posto telégrafo postal.[6]

Estação dos Caminhos-de-Ferro de Vilar Formoso ex-libris da vila.

Estar na Guarda e não ir ver os azulejos da estação ferroviária de Vilar Formoso é esquecimento imperdoável. A melhor forma de o fazer é de comboio, podendo, pelo caminho, apreciar tranquilamente os 40 km de planalto granítico que separam a cidade da fronteira. A alta ponte sobre o rio Côa é outro dos momentos altos da viagem. A estação, com a sua decoração a azulejo, é das mais bonitas de Portugal. O autor é João Alves de Sá, também responsável por painéis doutras gares portuguesas como Rio Tinto, Estremoz ou Sul e Sueste (Lisboa). Parece ter havido a preocupação de revestir a azulejo todo o espaço disponível, contando-se meia centena de belos painéis. Estes, na sua maioria, foram concebidos como mostruário das belezas turísticas do Portugal dos anos 30 e 40, da Torre de Belém, ao castelo de Guimarães ou do Mosteiro da Batalha à ermida de São Brás, em Évora.[7]

Esta estação ferroviária desempenhou um papel crucial em 1940 quando por ela entraram milhares de fugidos das garras do III Reich e de Hitler, em plena II Guerra Mundial. Eram Judeus mas também gente de outras raças e credos que mercê dos vistos emitidos pelo Cônsul de Portugal, Aristides Sousa Mendes, conseguiram encaminhar-se através da “ estrada” por ele aberta para Liberdade. O diplomata, que salvou acima de 30 mil almas do sofrimento da perseguição, tortura e morte, acabou por pagar caro a ousadia de desafiar as ordens de Salazar, morrendo pobre mas de consciência leve “ de bem com Deus”. Aristides Sousa Mendes vai ter nesta estação uma lápide evocativa do feito hoje reconhecido pelo mundo mas que lhe valeu então privações, pobreza, perda de património, restando a consciência de diplomata impoluto e humano.[8]

Outros pontos de interesse patrimonial[editar | editar código-fonte]

  • Locomotiva BA - 101:

A locomotiva BA - 101, é possivelmente um dos ex-libris da vila, estando representada no brasão de armas de Vilar Formoso, é uma locomotiva do seu modelo preservada única no mundo. Trata-se de uma locomotiva da Série 801 a 803, igualmente identificada como Série 800, e originalmente classificada como Série BA101 a 103, foi um tipo de locomotiva a tracção a vapor, utilizada pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta desde 1931, e posteriormente, pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses. Esta série foi encomendada pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta à casa Henschel & Sohn para rebocar os seus comboios rápidos, nomeadamente o Sud Expresso; foram entregues em 1931, tendo sido as últimas locomotivas a vapor de via larga adquiridas à Alemanha. Possuíam uma grande potência, sendo indicadas para vencer o difícil traçado da Linha da Beira Alta. Com efeito, foram as mais potentes a vapor em Portugal, contando com cerca de 1700 kW. Encontravam-se entre as locomotivas a vapor mais avançadas no país, utilizando um sistema compound com 4 cilindros em bloco, tendo sido as únicas máquinas portuguesas para expressos equipadas com 4 eixos conjugados. Vilar Formoso está intimamente ligada no seu desenvolvimento como núcleo urbano à Linha da Beira Alta, em torno da qual se fixaram quadros, trabalhadores, actividades comerciais e mercantis.

Locomotiva BA 101. Ícone da internacionalização do Caminho-de-Ferro português.

Vilar Formoso guarda em si um dos exemplares das locomotivas que transportaram esses fugidos mas também emigrantes e gente anónima: a BA 101, melhor, Beira Alta 101, actualmente resguardada num “palco” junto à fronteira,a terrestre e ferroviária. A BA 101 é uma locomotiva a vapor “Twelve  Wheelel” de quatro cilindros. Segundo reza a legenda é o “último exemplar de uma série de três máquinas, foi adquirida nova com outras duas idênticas, em 1932 pela então Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta, à casa Henschel, de Cassel (Alemanha), sendo um dos últimos desenhos de autoria do engenheiro Georg Heise.  Prestou  diversos serviços rápidos, com destaque para o “Sudexpress” (Lisboa-Hendaye) até a tracção Diesel substituir a partir de 1963 definitivamente o vapor no troço “Guarda-Vilar Formoso”, da Linha da Beira Alta. Renumerada a partir de 1947, como as restantes, na série 801-803 da CP, prestaria ainda serviços  de passageiros e de mercadorias entre o Entroncamento e Gaia (antes da electrificação) e nas linhas do Minho e Douro designadamente Porto/Barca d’Alva (fronteira).

Características gerais

  • Tipo de tracção: Vapor1
  • Potência: 1700 kW2
  • Bitola: Ibérica1
  • Fabricante: Henschel & Sohn1
  • Entrada ao serviço: 19311

Entidades de Carácter Social e Associativo [editar | editar código-fonte]

Vilar Formoso possui inúmeras associações recreativas neste caso as penhas. As afamadas “Penhas” de Vilar Formoso são um fenómeno importado da vizinha Espanha que nos últimos anos proliferou na região raiana. As “Penhas” consistem em grupos de amigos ou clãs que se unem com o objetivo de dar o seu cunho pessoal ao conceito de confraternização das festas. Cada uma das “Penhas” ou Clã tem uma indumentária apropriada, estatutos que os regem e uma sede própria. As “Penhas” dinamizam entre outras, as Festas em louvor de Nossa Senhora da Paz, que decorrem, geralmente na segunda e terceira semanas de agosto, sendo um dos maiores eventos festivos e religiosos da freguesia fronteiriça. Esta festividade é rica em tradições, das quais se destacam as touradas noturnas e o desfile das “Penhas”. Em 2010, as festas em honra de Nossa Senhora da Paz contaram com a participação de mais de duas dezenas de “Penhas”, nomeadamente: Cepa Torta, Krika, Barriguinhas, Borracha, Carroça, Grau, Irak-Unita, Anarkia, Passagem, Povo, Os Enigmas, Pressão, Arrebola Kaixotes, Raianas, Pausa, Mangueira, Tribu, Lusitana, Moral, Colete Encarnado, Contrabandistas, Lenço Encarnado e Repúblika.

A nível desportivo a vila tem um clube de futebol, o Sporting Clube Vilar Formoso. O clube foi fundado em 1966, é filial do Sporting Clube de Portugal com o Nº 55, joga os seus jogos caseiros no Estádio José Júlio Balcão. Disputa a 1ª divisão distrital da Associação de Futebol da Guarda. Possui ainda um Clube Caça e Pesca, que tem sobre a sua alçada um vasto espaço cinegético, com grande variedade de caça.

É de salientar outros grupos e associações de carácter recreativo:

  • Grupo Coral Polifónico de Vilar Formoso
  • Grupo de Cordas de Vilar Formoso
  • Moto Clube Ases da Raia
  • "Las Rayas" Circuito Taurino Rui Bento Vasques
  • Centro de Assistência Social e Infantil de Vilar Formoso
  • Centro de Acolhimento e Integração Social de Vilar Formoso
  • Associação de Pais e Encarregados de Educação de Agrupamentos de Escolas de Vilar Formoso
  • Associação Juvenil Cultural, Social e Desportiva do Grupo de Cordas de Vilar Formoso
  • Associação para o Desenvolvimento Integrado de Riba Côa
  • Centro de Animação Cultural de Vilar Formoso
  • Raia Radical - Associação Desportiva de Vilar Formoso
  • Cruz Vermelha Portuguesa - Delegação de Vilar Formoso

Infra-estruturas e acessibilidades[editar | editar código-fonte]

A vila dispõe de um vasto conjunto de infra-estruturas e acessibilidades o que a torna num centro nevrálgico do concelho de Almeida. Grande parte das infra-estruturas que possui são obra recente fruto do financiamento de fundos comunitários, cujos empreendimentos foram realizados a cargo da autarquia municipal e local.

Infra-estruturas[editar | editar código-fonte]

  • Edifício da Alfândega de Vilar Formoso e sede do CEDET
    Complexo industrial de Vilar Formoso
  • Terminal TIR.
  • Terminal rodoviário.
  • Estádio José Júlio Balcão (campo relvado sintético com uma estrela da FIFA).
  • Pavilhão Gimnodesportivo do Sporting Clube Vilar Formoso.
  • Piscinas Municipais de Vilar Formoso.
  • Pavilhão Multiusos de Vilar Formoso.
  • Espaço Internet de Vilar Formoso.
  • Parque Infantil de Vilar Formoso.
  • Espaço cidadão.
  • CEDET – Centro de Desenvolvimento Transfronteiriço - Edifício da Alfândega de Vilar Formoso.

Acessibilidades[editar | editar código-fonte]

Rodovia[editar | editar código-fonte]

A vila é servida por:

  • A25 (auto-estrada) - Liga a Vilar Formoso a Aveiro.
  • IP5 - Liga o nó da A25 ao centro de Vilar Formoso.
  • EN16 - Liga Vilar Formoso a Aveiro e serve de alternativa à auto-estrada A25.
  • EN332 - Liga Vila Nova de Foz Côa - Figueira de Castelo Rodrigo - Almeida - Vilar Formoso -Sabugal - Penamacor - Idanha-a-Nova.
  • A62 (auto-estrada de Castilla) - Fuentes de Oñoro - Ciudad Rodrigo - Salamanca - Valladolid - Palencia - Burgos.
  • N620 - Serve de alternativa à auto-estrada A62.

Dispõe de agência de venda de bilhetes para serviço de expressos internacionais rodoviários com ligações regulares para vários destinos europeus. Dispondo ainda de ligações diárias para Lisboa via rodoviária.

Distâncias via rodoviária:

Corredor Atlântico com passagem por Vilar Formoso

Ferrovia[editar | editar código-fonte]

A vila é servida pela Linha da Beira Alta,  trata-se da linha ferroviária internacional que liga o entroncamento ferroviário da Pampilhosa (Linha do Norte), perto de Coimbra, à fronteira com Espanha, em Vilar Formoso, com percurso paralelo ao eixo do rio Mondego; inaugurada em 3 de Agosto de 1821 , é a principal ligação ferroviária de Portugal com a Europa.

A estação de Vilar Formoso para além de dispor de varias plataformas para a recepção de comboios de mercadorias, dispões também de serviço de passageiros:

  • Regional - Com ligação a Lisboa através de intercidades a partir da Guarda.
  • Sud Expresso - Destino a Hendaia e ligação a Paris e Londres pelo TGV Atlantique.
  • Lusitânia Comboio Hotel - Destino a Madrid Gare de Chamartín.

Recentemente Vilar Formoso e a Linha da Beira Alta foram contemplados num projecto de elevada importância económica no ramo das Exportações/Importações via ferroviária. O Corredor Atlântico, originalmente denominado como Corredor de Mercadorias, é constituído por troços da infraestrutura ferroviária existente e planeada entre Sines, Setúbal, Lisboa, Aveiro e Leixões; Algeciras, Madrid e Bilbao; Bordéus, Paris, Le Havre e Metz, transpondo as fronteiras em Vilar Formoso e Fuentes de Oñoro, Elvas, Badajoz, Irun e Hendaye. Está também prevista a extensão do Corredor Atlântico até à Alemanha através de dois itinerários, um até Mannheim e outro pela fronteira franco-alemã em Strasbourg. A extensão até à Alemanha deverá estar operacional até Novembro de 2016. A missão do Corredor Atlântico assenta, num primeiro plano, na rentabilização da infraestrutura ferroviária existente, sem investimento adicional, através de uma gestão centralizada da atribuição de capacidade, da gestão de tráfego e do relacionamento com os clientes. Complementarmente, o Corredor Atlântico assume-se também como plataforma privilegiada para a coordenação dos investimentos na infraestrutura ferroviária em Portugal, Espanha e França, no sentido de serem ultrapassadas barreiras técnicas e operacionais, promovendo a interoperabilidade e, consequentemente, fomentando uma maior competitividade do transporte ferroviário de mercadorias.

 Economia[editar | editar código-fonte]

Em termos de estrutura económica pode dizer-se que o Concelho de Almeida é predominantemente rural. A actividade agrícola, por vezes complementada por pequenas explorações agro-pecuárias, desenvolve-se em áreas de pequena dimensão dispersas por todo o Concelho, e assume um carácter predominantemente familiar. É uma actividade importante do ponto de vista da subsistência de um número significativo de famílias deste Concelho, mas que dadas as suas características, aliadas a factores de ordem económica e social, apresenta baixos níveis de produtividade.

O sector secundário caracteriza-se pela existência de algumas pequenas e médias unidades industriais, sendo a sua exploração assegurada na maioria dos casos por uma organização familiar ou através da contratação de um número reduzido de empregados. As indústrias da alimentação, da madeira e de transformação de mármores e granitos são as mais representativas, embora de um modo geral este sector se caracterize por baixas produtividades e ocupe apenas cerca de 5% da população activa do concelho. A estrutura do sector industrial tem-se alterado significativamente, através da dinamização do parque industrial de Vilar Formoso, infra-estrutura constituída por 31 lotes.

O sector terciário assume alguma expressão nas freguesias de Almeida de Vilar Formoso: Almeida, pelo facto de aí se encontrarem sediados os serviços administrativos inerentes a uma sede de concelho, algumas agências bancárias, escritórios de advogados e de contabilidade bem como algum comércio tradicional e pequenas unidades hoteleiras; Vilar Formoso, pela dinâmica que lhe assiste enquanto principal fronteira terrestre, apresenta um número significativo de agências bancárias, unidades hoteleiras e estabelecimentos comerciais.

Os serviços considerados de natureza social adquirem também já alguma relevância nas duas vilas e em várias aldeias, através do trabalho desenvolvido pelas instituições de solidariedade social aí existentes, nas áreas de apoio e acolhimento de idosos e também de apoio à 1ª infância.[9]

Comércio[editar | editar código-fonte]

Vilar Formoso trata-se de uma vila muito ligada ao comércio de venda a retalho, pelo que dispõe várias lojas de venda de atoalhados essenciamente, bem como comércio que se dedica a outras vendas retalhistas. Dispõe ainda do supermercado Intermarché, sendo ainda beneficiado pela comércio da sua vila vizinha de Fuentes de Oñoro.

É de salientar que no 1º Sábado de cada mês se realiza a Feira mensal na Avenida dos Combatentes da Guerra Colonial, onde se congregam um grande número de feirantes. Considerada assim uma das maiores feiras mensais regulares do país, possuindo mais 500 lotes para feirantes.

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

O magusto[editar | editar código-fonte]

Na nossa região, e um pouco por todo o Portugal, no Outono, no mês de Novembro, celebra-se o dia de São Martinho. Conforme a região assim os costumes são respeitados. Comem-se sardinhas, assam-se castanhas, bebe-se o vinho novo água-pé e, em alguns pontos do país, ainda há quem reúna familiares e amigos à volta de uma fogueira ao ar livre... Na nossa região assamos as castanhas à volta de uma fogueira, e com os nossos amigos provamos o vinho, a água-pé, a jeropiga e comemos as castanhas. Mas afinal, qual é o significado do Dia de São Martinho, ou mesmo o que é o águapé... Começando pela história de São Martinho, reza a lenda que, "num dia tempestuoso ia São Martinho, valoroso soldado romano, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante... S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e, em seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo. E, apesar de mal agasalhado e sob chuva intensa, preparava-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade. Mas, subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de estio inundou a terra de luz e calor. Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a bênção dum sol quente e miraculoso." É o chamado Verão de São Martinho!" O costume do Magusto, que tradicionalmente começava no Dia de Todos-os-Santos, é, simultaneamente, uma comemoração da chegada do Outono e um ritual de origem religiosa: o dia do Santo Bispo de Tours (São Martinho) está historicamente associado à abertura e prova do vinho que foi feito em Setembro. A água-pé é o resultado da água lançada sobre o bagaço da uva, donde se retirava o pouco de mosto que aí se mantinha. Esta bebida pode ser consumida em plena fermentação ou, depois disso, adicionandolhe álcool. Assim, diz o ditado popular "No dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho". “No fundo, com o São Martinho e o Magusto comemora-se a proximidade da época natalícia, e mais uma vez, a sabedoria popular é esclarecedora: "Dos Santos até ao Natal, é um saltinho de pardal!"

Omeleta de São Martinho

Ingredientes:

150 gr de castanhas; 1 cebola pequena; 3 colheres de sopa manteiga; 10 ovos; 0,5 dl de vinho branco, 1

pacote de natas; sal q.b.; pimenta q.b.

Preparação:

Descasque as castanhas, escolha as que estiverem em melhores condições e coza-as em água temperada com sal. Escorra-as e deixe-as arrefecer um pouco. Reserve algumas castanhas e pique as restantes na picadora eléctrica. Refogue a cebola às rodelas numa colher de sopa de manteiga. Quando a cebola estiver transparente, junte-lhe as castanhas picadas e deixe refogar um pouco. Noutra frigideira frite os ovos batidos em mais uma colher de sopa de manteiga e, quando estiverem consistentes, junte-lhes o refogado de cebola com castanhas e vire a omeleta, para que coza do outro lado. Retire do lume e reserve quente. Leve ao lume uma frigideira com mais uma colher de sopa de manteiga, deixe ganhar cor e regue com vinho branco. Depois de deixar evaporar um pouco, junte as natas e as castanhas que reservou, cortadas em pedacinhos. Tempere a gosto, deixe apurar uns minutos e regue com este molho a omeleta.

Os enchidos[editar | editar código-fonte]

O Bucho[editar | editar código-fonte]

Receita do Bucho

Ingredientes:

1 Bucho de Riba Côa

2 Molhos de grelos de nabo

3 Batatas

Azeite q.b.

Preparação:

Coze-se o Bucho na panela de pressão e de preferência dentro de um saco de pano. (se rebentar não se espalha pela panela). Esta cozedura demora cerca de 3 horas. Arranjam-se e os grelos e cozem-se bem com as batatas. Quando os grelos estiverem cozidos prepara-se um refogado com o azeite e alhos. Deitam-se os grelos dentro deste refogado, enrolando-os bem com a ajuda de uma colher de pau depois salpimenta-se. Juntam-se as batatas previamente cozidas e desfeitas com um garfo ao preparado anterior. Tira-se o bucho do saco de pano, serve-se numa travessa e acompanha-se com os grelos.

Javali[editar | editar código-fonte]

1 dia antes de se cozinhar:

Parte-se o javali aos pedaços e coloca-se num alguidar. Deita-se vinho, limão, laranja, sal, água, loureiro e deixa-se de molho um dia para que a carne possa absorver o sabor.

Preparação:

Tira-se o javali do alguidar e mete-se no tacho, juntamente com o molho onde esteve de repouso.

Leva-se ao lume e provamos de sal. Juntamos um pouco de piripiri.

Quando a carne estiver tenra, servimos numa travessa e acompanhamos a iguaria com batata cozida.

Arroz de Lebre

Mete-se a lebre em de vinha d’alhos de um dia para o outro.

No dia seguinte faz-se o estrugido com cebola, alho, azeite, louro, pimenta e um pouco de piripiri. Quando o estrugido estiver pronto põem-se a lebre cortada no tacho.

Deixamos alourar. A seguir acrescenta-se um pouco de vinho tinto.

Finalmente deitamos água suficiente de forma a que o arroz fique aguado.

Arroz doce[editar | editar código-fonte]

Ingredientes:

Leite

Canela em pau

Casca de limão

Manteiga

Sal (uma pitada de sal)

Açúcar

Arroz

Gemes de ovo

Confecção:

Escolhe-se o arroz, mas não se lava. Leva-se o arroz a abrir com 2,5 dl de água e um pouco de sal. Quando a água do arroz tiver evaporado adiciona-se o leite e deixa-se cozer.

Entretanto, misturam-se as gemas com o açúcar e, fora do lume, juntam-se ao arroz.

Leva-se novamente ao lume só para cozer as gemas.

Enfeita-se com canela, desenhando corações, letras ou traços.

Educação[editar | editar código-fonte]

Escola Básica e Secundária de Vilar Formoso

Em Vilar Formoso existe à disposição da população ensino primário 1º, 2º e 3º ciclos e secundário com diversos cursos que os alunos podem escolher.

A Escola do Ensino Básico do 1º, 2º e 3º ciclos e Secundária de Vilar Formoso, tem à sua disposição modernas instalações inauguradas em 2002 por Sua Excelência o Primeiro-Ministro António Guterres em 2002.

Encerrando-se assim as instalações do onde funcionara o antigo Externato Liceal de Vilar Formoso.

Actualmente como grande parte das escolas no Interior do país, tem vindo a perder alunos devido à desertificação, outrora a instituição que antecedeu à Escola, o Externato Liceal chegara a ter perto de 700 alunos oriundos de várias partes do concelho de Almeida.

A Escola do Ensino Básico do 1º, 2º e 3º ciclos e Secundária de Vilar Formoso integra o mega Agrupamento de Escolas de Almeida, que resultou da fusão dos dois agrupamentos de escolas com a reforma do parque escolar empreendida pelo XIX Governo Constitucional.

No ensino pré-escolar, a vila possui Jardim de Infância em regime semi-privado que é tutelado pela mesma entidade que era detentora do antigo Externato Liceal. Estima-se que possua capacidade para cerca de 130 crianças.

Entidades prestadoras de serviços públicos, segurança e socorro[editar | editar código-fonte]

Serviços públicos[editar | editar código-fonte]

Vilar Formoso ainda dispões de inúmeras entidades prestadoras de serviços tais como:

  • Balcão de atendimento da Segurança Social.
  • Autoridade Tributária e Aduaneira.
  • Serviço de Estrageiros e Fronteiras - Atendimento para emissão de passaporte.
  • Extensão de Saúde de Vilar Formoso - Dispõe de enfermagem e 3 médicos de medicina geral e familiar.
  • Espaço cidadão.
  • Estação de Correios (CTT).
  • Rádio Fronteira - Emissões regulares e boletins informativos.

Segurança[editar | editar código-fonte]

  • Destacamento da Guarda Nacional Republicana - Possui vária unidades especializadas (Unidade Fiscal, Núcleo de Investigação Criminal e SEPNA).
  • Frota de ambulâncias de socorro da Delegação da Cruz Vermelha de Vilar Formoso
    Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
  • Polícia de Segurança Pública.
  • Piquete da Polícia Judiciária.

Prestação de socorro[editar | editar código-fonte]

A prestação de socorro à população em Vilar Formoso e arredores é levado a cabo por duas entidades a Cruz Vermelha Portuguesa - Delegação de Vilar Formoso

e pelos Bombeiros Voluntários de Almeida. Estas duas entidades prestam todo o tipo de socorro em vários tipos de incidentes,

possuindo equipas de emergência altamente capacitadas e com modernos meios à sua disposição.

Destaca-se a Cruz Vermelha Portuguesa que tem uma papel não só a nível de socorro muito activo, mas também a nível social.

Esta distribui vários víveres à população mais carenciada e presta cuidados de enfermagem à população idosa de todo o concelho.

A Cruz Vermelha de Vilar Formoso, dispõe de tripulantes de emergência pré-hospitalar e socorro optimamente preparados,

possuindo os melhores meios existentes para prestarem auxílio à população local e a toda a população que se encontra ao seu alcance.

A delegação possui posto de socorros e corpo de enfermagem, onde se realizam todo o tipo de assistência ao seu alcance.

Galeria fotográfica[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Vilar Formoso
  1. Sousa Mendes. Visitado em 13 de Junho de 2015.
  2. SIPA (27 de Julho de 2011). [www.monumentos.pt Igreja Paroquial de Vilar Formoso / Igreja de São João Baptista] SIPA. Visitado em 13 de Junho de 2015.
  3. SIPA (27 de Julho de 2011). [www.monumentos.pt Ermida de Nossa Senhora da Paz]. Visitado em 13 de Junho de 2015.
  4. SIPA (27 de Julho de 2011). [www.monumentos.pt Capela do Santo Cristo da Cruz]. Visitado em 13 de Junho de 2015.
  5. SIPA (27 de Julho de 2011). [www.monumentos.pt Capela de Santa Bárbara]. Visitado em 13 de Junho de 2015.
  6. Estação Ferroviária de Vilar Formoso.
  7. ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE VILAR FORMOSO.
  8. Damasceno. Vilar Formoso e a BA 101. Visitado em 13 de Junho de 2015.
  9. Economia. Visitado em 13 de Junho de 2015.