Villa Romana de Miroiços

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Vila Romana de Miroiços são vestígios de uma Vila romana com muros à superfície do terreno, que permitiram a sua datação nos períodos romano e medieval com vestígios no período neolítico.

Está situada no Distrito de Lisboa, Concelho de Cascais, Freguesia de São Domingos de Rana a cerca de um quilómetro a Sul da Localidade de Manique de Baixo, no planalto a Sul do Alto do Barril, sobranceira ao vale da ribeira de Manique,

A essa descoberta deu-se o nome de Villa Romana de Miroiços pois os vestigios encontrados em maior número foram desse período histórico.

Segundo o Decreto n.º 5/2002 de 19 de Fevereiro a estas ruinas foram declaradas como Imóvel de Interesse Público.

Descoberta[editar | editar código-fonte]

Foi no final do século XIX que se deu início ao estudo da romanização desta zona, por mão do geólogo Francisco de Paula Oliveira, o primeiro investigador a reportar a existência das ruínas daquela que viria a ser conhecida por Villa Romana de Miroiço, sobranceira ao vale da ribeira de Manique e a cerca de um quilómetro a Sul de Manique de Baixo.

Distribuindo-se ao longo de cerca de dois hectares, Miroiços teria sido, na origem, a Villa mais extensa do concelho, apesar de se encontrar quase totalmente destruída, como denuncia, ademais, o próprio microtopónimo "Miroiço(s)", que significará "amontoado de pedras".

O arqueólogo Guilherme Cardoso o início do estudo sistemático do arqueosítio, já na década de setenta, após ter recolhido inúmeros materiais à superfície, depositados no "Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Cascais".

Em 1984, descobriram-se algumas sepulturas atribuídas ao período tardo-romano ou à Alta Idade Média.

As ruínas foram estudadas com mais rigor arqueológico em 1999, após algumas escavações efectuadas por arqueólogos da Associação Cultural de Cascais e em colaboração com jovens estudantes dos ensinos secundário e universitário. Estas escavações, que tiveram várias expedições posteriores, permitiram recolher vasta informação sobre a ocupação do local desde os finais da Idade do Ferro até à Idade Média.

Vestigios descobertos[editar | editar código-fonte]

A investigação conduzida no local desde então revelou um considerável conjunto de materiais de superfície, como tegulae, imbrices e vestígios de revestimentos em opus signinum, para além de pesos de tear, de um vasto número de fragmentos de terra sigilatta, ânforas e de cerâmica "grosseira," de machados de pedra polida, de seixos afeiçoados e variados artefactos metálicos, a testemunhar, no fundo, a continuidade ocupacional humana do sítio desde o Neolítico até à Idade Média.

Restam desta villa alguns muros de pedra, tendo sido recolhidos na área diversos fragmentos de cerâmica romana (como pesos de tear e restos de ânforas), foram ainda descobertos materiais líticos pré-históricos (raspadores, núcleos e um machado de pedra polida).

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