Vintage (moda)

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Modelo, atriz, bailarina e popular artista burlesca Dita Von Teese, conhecida por usar vestuários que remetem à moda vintage.

Vintage |vintâdje| (palavra inglesa), significa algo clássico, antigo e que ainda possui excelente qualidade, segundo o dicionário. É remetido aos anos 1920, 1930, 1940, 1950 e 1960. São roupas, objetos, acessórios, etc., originais de uma determinada época, especificamente do século XX. Refere-se à uma peça de vestuário com mais de 20 anos, duas décadas, pelo menos. O termo também é usado para os automóveis antigos, charmosos e muito requisitados para as cerimônias de casamento.

Alguns estilistas atribuem ao retorno das modas setentistas, oitentistas e noventistas um certo teor "vintage", mas, por serem relativamente recentes, o termo não é devidamente atribuído a estas décadas. As camisetas e shorts de rock dos anos 80 e 90, por exemplo, podem se enquadrar no conceito de moda vintage, por fazerem parte de um estilo considerado ultrapassado.

Atualmente, peças vintage se referem ao estilo retrô ou clássico. As criações retrô procuram recriar ou imitar produtos antigos que continuam a ter valor e qualidade. Entretanto, ainda existem produtos verdadeiramente antigos (como vestidos de coleções de anos anteriores, sapatilhas de segunda mão, etc.) Segundo jornalistas de moda e stylists, roupas com tecidos propositadamente desgastados também são chamados vintage, justamente por terem uma aparência de usados, antigo e de pertencerem a outra época.

Atualmente, é tendência, e ícone, no universo Retrô, as pin-ups. Estas eram mulheres voluptuosas da década de 50, com ar clássico, pele alva, lábios vermelhos e postura provocante. A atriz e modelo norte-americana Marilyn Monroe um dos sex symbols mais populares da década de 50, é um exemplo da moda pin-ups.

A modelo, atriz e bailarina Dita Von Teese é um dos grandes ícones da moda vintage. Von Teese costuma usar corpetes, espartilhos e outras indumentárias que caracterizam épocas passadas.

Vintage, Retrô e Antiguidade[editar | editar código-fonte]

Apesar desses termos serem referências da estética de tempos antigos, há diferenças entre eles.

Marilyn Monroe, era conhecida por seu estilo provocante, estilo qual, atualmente, é tendência retrô.

Vintage é tudo o que é antigo de fato. Onde as peças possuem entre 20 à 100 anos. As roupas vendidas em brechós, loja ou estabelecimento para venda de artigos usados, por exemplo, resguardam peças de vestuário de épocas passadas que ainda permanecem em ótimo estado de conservação e presentes no estilo atual. Objetos como os telefones de disco, videocassetes, máquinas de escrever, fitas K7, walkman, fitas VHS, por exemplo, também são considerados antigos, adequando-se ao termo vintage, pois retratam uma época passada.

O Retrô é apenas uma referência. São peças de vestuário, objetos, acessórios ou tendências inspiradas em épocas antigas sem serem antigas de fato. Podendo, inclusive, abranger tendências modernas com tendências antigas, criando-se o “fashion retrô” ou “new old” (novo velho). Quaisquer peças semelhantes a alguma moda anterior, novas, são retrôs. Em qualquer setor, desde a moda até acessórios, tais como, caixas decorativas, etc. Sendo assim, Retrô é apenas algo novo que possui características de algo velho (antigo).

Antiguidade se refere às peças que possuam, no mínimo, mais de 100 anos. São peças raras; encontradas, normalmente, em antiquários. São geralmente objetos que apresentam algum grau de história ou alguma atenção para a época, como livros, esculturas, quadros, artigos. Os Museus, estabelecimento ou instituição que se dedica à preservação, à analise e à procura de objetos valiosos artisticamente, fazem uso considerável das antiguidades para ilustrar eventos históricos e dar-lhes contexto.

A moda nos anos 20, 30, 40, 50 e 60[editar | editar código-fonte]

Anos 20 - Na década conhecida como "os anos loucos", os vestidos variavam entre o tornozelo e a batata da perna. Leves, brilhantes (seda), nas cores bege, creme e branco, com texturas e padrões, podendo usar-se meias devido às pernas levemente à mostra. Os sapatos tornaram-se acessórios ainda mais importantes; bicos arredondados, saltos, fivelas, tiras no tornozelo. Colares compridos (principalmente de pérolas) ajudavam a compor os vestidos soltos, retos ou com cintura baixa. Chapéu também era uma tendência e o modelo mais clássico desse período é o crochê. Maquiagem composta de olhos esfumados com tons escuros, sobrancelha marcada com lápis e lábios vermelhos ou vinhos em formato de coração. Neste século a moda masculina desenvolveu peças para as práticas esportivas, para as forças armadas, elegendo a underwear (roupa de baixo) como peça básica. As calças eram de cintura alta e os paletós mais curtos com ombros menos acolchoados. O século XX se caracterizou pelo uso da alfaiataria clássica, sapatos bicolores, cartola, bengala e lenço. Nas primeiras décadas do século, paletós e calças bem cortados, ajustados ao corpo.

Anos 30 - Foi inspirado na Antiguidade Clássica. Os vestidos eram estruturados, justos e retos. A novidade na época foi o corte enviesado em godê ou evasê das saias que eram combinadas com casacos, boleros ou capinhas e coordenadas com chapéu, luvas e bolsas. As saias justas nos quadris revelavam a forma das nádegas. Os ombros eram destacados e a cintura marcada. Os cabelos, antes curtíssimos nos anos 20, eram mais longos e ondulados, usava-se boinas de lado como acessório. Os decotes nas costas dos vestidos de noite faziam da área a zona erógena. Os sapatos comuns eram sapatilhas, tiras no tornozelo, saltos em tamanho médio, pontas arredondas, modelos pump. Na moda masculina, os ombros dos paletós eram largos e quadrados. As calças eram largas e retas. O terno com fechamento duplo se popularizou, sendo precursor do terno moderno atual. Os tecidos eram de cor escura com listras ou xadrezes. O chapéu usado na época era o modelo Fedora. Materiais mais baratos como algodão e casimira, surgiram. Os primeiros tecidos sintéticos como o cetim e o nylon, foram novidades da época.

Anos 40 - No cenário da Segunda Guerra Mundial, vestidos envelopes, ombros marcados e acolchoados eram tendências. Os tecidos eram pesados e resistentes, com cores e estampas mais sóbrias. As meias não eram tão usadas devido à escassez de material, então usava-se as soquetes ou pintava-se artificialmente a costura na parte de trás como uma linha reta. Os cabelos, desta vez maiores, eram presos com grampos formando charmosos cachos na ponta. A dificuldade gerou versatilidade e assim surgiram modelos de acessórios como o casquete (pequeno chapéu preso de lado) e o fascinator (adorno feito de pedras, pedrarias e plumas). O voilette (véu que cobre o rosto acompanhado de chapéu ou acessório) muito usado na Era Eduardiana. A maquiagem era mais suave com destaque para os longos cílios e batons de cores discretas. Durante a guerra a alta-costura ficou restrita às mulheres de comandantes alemães e embaixadores. Marcel Rochas foi o primeiro estilista a colocar bolsos em saias, outro estilista a se destacar foi Charles James que criou peças que antecipariam o "new look" da Dior. Louis Reard lançou uma novidade: o biquíni. Na moda masculina, os paletós eram compridos, justos e abotoados até o pescoço. As calças eram apertadas e usava-se o chapéu coco (estilo que Charles Chaplin usava) com as abas viradas.

James Dean, ícone dos rebeldes, conhecidos pelo estilo rocker, da década de 50.

Anos 50 - Influência da Era Elizabetana. Nesta época uma grande casa de costura poderia ter entre 500 e 800 funcionários que trabalhavam em diferentes departamentos. As costureiras trabalham nos tecidos finos e delicados à mão, criando peças exclusivas. Vestidos de seda com bordões, ternos de lã, foram as primeiras peças. Os vestidos eram divididos em: vestido dia a dia, vestido de tarde formal, vestidos de coquetéis, vestidos de semi-noite e vestidos de noite. Um atributo comum dessa época era a transparência. As calças eram justas e coladas. As saias agora eram godê, plissadas, pregueadas ou franzidas. As blusas, vestidos e conjuntos de tricô eram comuns. A silhueta ampulheta era valorizada com os espartilhos/corseletes de barbatana de aço com fechos ou zíperes. Começou-se o uso da lingerie, graças ao nylon os tecidos eram leves, bonitos e fáceis de lavar. Os vestidos na altura da metade da panturrilha ganharam aspecto super rodado e cintura marcada graças ao New Look lançado por Christian Dior em 1947. Estampas coloridas, listradas, xadrez, floridas e poás, meias calças inteiras, ganharam espaço. A tendência de combinar conjunto de saias e blusas com mesma estampa estava em alta. Os cabelos eram maiores e os fios ondulados em evidência. Os sapatos seguiam a linha pump para manter a harmonia da silhueta, peep toe ou scarpin. Nos anos 50 surgem as pin-ups, mulheres voluptuosas, femininas e com sensualidade. Até hoje é uma das principais influências quando se fala em moda vintage/retrô. A marca Max Fator, inventou o pancake, além de uma gama de sombras, batons, esmaltes foscos e produtos para olhos. A maquiagem da época era como uma máscara. Na moda masculina, as cores eram sóbrias, girando em torno do cinza escuro, azul e marrom. Os tecidos eram de algodão, lã, flanela, xadrez e tweed. Camisas de estampa listrada, calças estreitas e curtas e gravata com nó mais fino eram peças chaves. O colete foi substituído por cardigãs e blusas de lã e casacos de veludo. Smoking e camisas pólo, eram populares e usadas com jaqueta esporte. As bermudas eram usadas com meias na maioria das vezes. As camisetas t-shirts eram peças de underwear. Os jovens rebeldes da época adotaram o jeans como peça de rebeldia, assim como as calças justas e jaqueta de couro. A camiseta t-shirt era usada como peça externa. James Dean e Marlon Brando são ícones desse estilo que passou a ser conhecido como "rocker". Os sapatos comuns eram mocassins, oxfords, converse e os sapatos de camurça com sola grossa chamados de "creepers". O cabelo masculino tinha corte militar, escovinha, pompadour e flat-top, mantidos com pomada e penteados para trás. Os rebeldes usavam o corte "rabo de pato" onde o cabelo era penteado para trás e no topo da cabeça um grande topete.


O cantor, músico e ator norte-americano Elvis Presley, era um dos ícones de moda na década de 60.

Anos 60 - Em 1960, Mary Quant iniciou a produção em massa dos modelos de saias e vestidos curtos. Na época, o espírito libertário estava no ar. As mulheres revelavam seus joelhos e coxas, o que era considerado rebeldia e emancipação. Nesse período, foram desenvolvidos os modelos scarpin (sapato feminino). As calças cigarretes ganharam evidência entre as mulheres. Os vestidos ficaram retos, mais justos, com estampas ou com padrões geométricos e cores fortes. As roupas no estilo indiano começavam a entrar no mercado. A manifestação dos hippies tomava grandes proporções. Os tecidos de algodão com estampas florais, a coloração bem viva, presentes o azul, amarelo, verde, rosa e outras cores. As calças boca de sino se encontravam no auge. A minissaia combinada com botas de cano longo, principalmente nas cores branca e preta, deu ar futurista influenciado pela cultura POP. A alta-costura estava perdendo espaço e dando lugar à confecção, que por sua vez necessitava de criatividade para suprir a necessidade e ansiedade dos consumidores pelo diferente e inédito, fazendo com que o típico costureiro passasse a ser chamado de estilista, e priorizasse o estilo e não os conceitos. Em Londres, a modelo, atriz e cantora, Twiggy Lawson, marcou a década de 60. Seus cílios chamavam a atenção. A imagem de uma modelo magra com saia curta fazia parte desse período. Cabelos lisos e curtos entravam em contradição com os paradigmas da década de 1960. O uso dos produtos de beleza, no rosto, era notório. A maquiagem se transformou em tendência e fez parte do cotidiano dos jovens. Olhos marcados com muito delineador e rímel inspirados na expressividade do olhar, cabelos presos com rabos de cavalos e topetes bem altos com muito laquê. A moda masculina nos anos 60 teve como característica principal, os tecidos sintéticos que estavam alta. Paletós sem colarinho, calças justas e japona de pescador eram peças que dominavam o guarda-roupa masculino. Londres era o berço da moda, com a influência dos Beatles difundia um estilo onde se usava principalmente alfaiataria, com ternos e calças justas. O forte uso de jaquetas de couro, calças jeans e mocassins, continua, com o “Beatnik” e “Rockabilly”. Na segunda metade da década, os rapazes começaram a usar roupas mais coloridas e estampadas, buscando inspiração no movimento Pop Art. Nessa época a musica embalava os sonhos e os romances, e dessa forma, interferia no vestuário feminino e masculino e estava na vida dos adolescentes, com a moda jovem, que viveram nessa época, ou melhor, nos anos 60/70. As roupas eram mais românticas e sensuais, sem muitos exageros. Os estilistas mais famosos da época eram Thea Portes, que confeccionava roupas com tecidos árabes e turcos, esses tecidos eram muito sofisticados, e Laura Ashley era considerada a dama das estampas, ambos possuíam lojas em Londres. O que mais influenciou a moda foi a grande campanha “Faça o amor não faça a guerra”.

Origem do termo (Vinho do Porto)[editar | editar código-fonte]

Antigamente, as caves de vinho usavam o termo vintage para fazer alusão aos vinhos que produziam com as suas melhores colheitas e que eram envelhecidos, como se faz, por exemplo, com o Vinho do Porto. A ideia de vintage acabou por se estender a outros produtos, principalmente àqueles relacionados com a moda ou o design. A designação atribuída à palavra vintage tem origem anglo-francesa, e é usada pelos enólogos para designar um ano de boa colheita de uvas, em que as condições climáticas e outros fatores favoreceram a produção de um vinho com qualidade diferenciada. O famoso Vinho do Porto, recebe essa designação quando a colheita é de reconhecida qualidade, também devido à grande capacidade de envelhecimento, o seu preço é bem mais elevado.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

http://historia-da-moda.info/moda-anos-60.html

https://designinnova.blogspot.com.br

http://www.culturamix.com

http://modahistorica.blogspot.com.br

https://teusvestidos.wordpress.com