Viseu (Pará)

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Município de Viseu - Pará
"Pérola do Gurupi"
Bandeira de Viseu - Pará
Bandeira Brasão
Hino
Fundação abril de 1627
Gentílico viseuense
Localização
Localização de Viseu - Pará
Localização de Viseu - Pará no Pará
Viseu - Pará está localizado em: Brasil
Viseu - Pará
Localização de Viseu - Pará no Brasil
01° 11' 49" S 46° 08' 24" O01° 11' 49" S 46° 08' 24" O
Unidade federativa Pará Pará
Mesorregião Nordeste Paraense IBGE/2008 [1]
Microrregião Guamá IBGE/2008 [1]
Distância até a capital Não disponível
Características geográficas
Área 4 904,138 km² [2]
População 56 681 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 11,56 hab./km²
Altitude 15 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,515 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 238 874,882 mil IBGE/2012[5]
PIB per capita R$ 4 149,58 IBGE/2012[5]
Página oficial

Viseu é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º11'48" sul e a uma longitude 46º08'24" oeste, estando a uma altitude de 15 metros. Sua população estimada em 2015 era de 59.054 habitantes segundo o IBGE. Possui uma área de 4.915,073 km² e, portanto, densidade demográfica de 12,01 hab./km². A maioria da sua população (45.582 pessoas) é adepta da religião Católica, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IDH municipal é de 0,515. As terras viseuenses foram descobertas por volta de 24 de junho de 1531 pelo navegador Diogo Leite.

História[editar | editar código-fonte]

Situado na zona do Gurupi, foi habitado primitivamente, pelos índios Tupinambás, Tremembés e Apotiangas. No século XIX, migrou para o Gurupi os índios Urubus-Kaapor, considerados uma nação bélica e violenta.

O primeiro navegador que chegou às terras viseuenses foi o português Diogo Leite, em 1531, a rogo de Martim Afonso de Sousa, que adentrou até a barra dos rios Gurupi e Turiaçu, comandando duas embarcações de nomes Princesa e Rosa, como nos informa vários autores como Francisco Adolfo de Varnhagen e Mário Martins Meireles. O Diário de Navegação de Pero Lopes de Sousa (irmão de Martim Afonso de Sousa), de 1530 a 1532, afirma que Diogo Leite comandou as duas embarcações, navegando além do rio Maranhão e chegando até o rio Pará e Amazonas. O mapa de Gaspar de Viégas de 1534 já apresenta os contornos das reentrâncias maranhenses e do Gurupi.

Os franceses começaram a se fixar no Maranhão por volta de 1594 e lá permaneceram até serem expulsos e saírem definitivamente em 3 de novembro de 1615, após serem cercados pelas tropas sob o comando de Alexandre de Moura. Antes, em 1613, o então Governador-Geral Gaspar de Sousa enviou para a região uma expedição sob o comando de Diogo de Campos, que convenceu Jerônimo de Albuquerque a construir um forte no rio Piriá para assim estabelecer alianças com os índios Tremembés (lembrando que os franceses estabeleceram aliança com os índios Tupinambás, inimigos dos Tremembés). Daniel de La Touche, senhor de La Revardiére, que fora nomeado pelo rei Henrique IV, rei da França, como Governador do Maranhão em 1605, deixou o Maranhão em 8 de julho de 1613 com uma força de 40 praças, dez marinheiros e 20 principais tupinambás, sob  artilharia do pequeno navio sob o comando de Charles des Vaux, para fundar uma colônia no Pará. La Revardiére percorreu as aldeias margeadas nos rios Cumã (no Maranhão), Gurupi e Caeté, passando cerca de 1 mês na região. Após lutas, as tropas brasileiras saíram vitoriosas em 1614, mas Jerônimo de Albuquerque ainda cedeu um prazo para os franceses se retirarem da região. Porém, Jerônimo de Albuquerque teve sua decisão de conceder este prazo revogada, cabendo, posteriormente, a Alexandre de Moura a expulsão definitiva dos franceses do Maranhão, ocorrida, como vimos, em 1615.

Ainda em 1613, houve uma expedição ao rio Gurupi comandada pelo francês monsieur Pezieux com a intenção de encontrar ouro e uma tribo indígena na região, conforme consta nas descrições do padre Yves D'Evreux, que acompanhou a viagem de Daniel de La Touche, como se explana abaixo:

“Primeiro: para descobrir uma mina de oiro e prata na distancia de 100 legoas acima do rio, d'onde os selvagens nos trouxeram enxofre mineral, muito bom, e por tanto havia esperança de serem as minas boas e abundantes. Tem me esquecido dizer, que ha em toda esta terra grande numero de minas de oiro, misturado com cobre, de prata misturada com chumbo, 65 o que provam as agoas mineraes que descem dos montes.

Segundo: para traser comsigo uma nação de Tabajares, habitante das margens do Rio.

Terceiro: para procurar uma nação de cabellos compridos por ahi errante, os quaes são doceis, faceis de serem civilisados, e que negociam com os Tupinambás.

Se se realisarem estas coisas, como creio, a Ilha será em pouco tempo rica de géneros cultivados por todos estes selvagens reunidos, e tornar-se-ha forte contra a invasão dos portuguezes, e descançando n'esta esperança vou fallar de algumas raridades, que notei ahi, cortando as difficuldades que se apresentam á primeira vista por meio de razões boas e naturaes.” (Yves D’Evreux)

O primeiro povoado na margem do rio Gurupi, que recebeu o nome de Vera Cruz (que deu origem à atual Viseu), só foi definitivamente fundado em 1627, por ordens de Francisco de Albuquerque Coelho de Carvalho (então Governador do Maranhão, tendo sido nomeado em 1623 mas tomado posse somente em 8 de setembro de 1626, por ter ficado em Pernambuco auxiliando Duarte Coelho, e terminado o governo em 1636, após falecer nos Camutás), sendo composta de índios Apotiangas e moradores que foram levados do Pará e Maranhão.

A cidade de Viseu foi a terceira povoação a ser fundada no Pará (depois da Vigia e Belém). Essa informação é corroborada por diversos autores, como o bragantino Bolívar Bordallo, na sua Cronologia Bragantina: um capítulo na história da Amazônia e Moraes (1859) com a sua Corographia historica, chronographica, genealogica, mobiliaria e politica do Império do Brasil. Assim nos descreve Moraes (1859), quando fala das capitanias.

“A primeira e mais antiga depois da do Maranhão, e Pará, foi a do rio Gurupi, porque às expensas do primeiro governador do Estado Francisco Coelho de Carvalho, se tinha fundado nelle uma povoação, em que estava também a grandiosa aldêa, de que forão seus primeiros missionários os religiosos da Companhia de Jesus, que nella tinhão igreja e residência [...]. Depois que seus moradores, pouco agradados da extensão, e qualidades das terras, se mudaram para o bello sítio do Caeté, aonde fundaram a nova villa, de quem a Capitania tomou o nome, extinto o antigo que antes tinha [...]. No Gurupi, porém, se conservou sempre a mesma aldêa, que por muitos annos foi da obrigação da companhia, que depois a largou por justa causa” (Moraes, 1859).

Em 1655, o padre Antônio Vieira fundou no rio Gurupi a missão jesuíta de São João Batista, que ficou naquela rio até 1672, quando foi transferida para o Caeté.

A cidade de Viseu, já no século XIX, foi palco de uma batalha durante a Guerra da Cabanagem. O século XIX, aliás, foi bastante agitado em Viseu. Devido ao quilombo do Turiaçu-Gurupi, a cidade recebia muitas embarcações e expedições, tanto de reconhecimento aurífero, quanto de combate aos negros fugitivos e mais tarde de pacificação dos índios Urubus-Kaapor. Guilherme von Dodt, Miguel Arrojado Lisboa, Pedro Moura, Henrique Jorge Hurley, Darcy Ribeiro foram apenas alguns dos ilustres cidadãos que visitaram Viseu nos séculos XIX e XX, tendo deixado importantes registros a cerca da situação do município de Viseu, através de livros e relatórios.

Lei n° 301 de 22 de Dezembro de 1856 - Eleva à categoria de Villa a Freguesia de Vizêo.

Portaria de 22 de junho de 1857 - Marca os limites da Villa de Vizeo.

Lei n° 328 de 15 de novembro de 1859 - Dá nova invocação à Villa de Vizêo.

Lei n° 28 de 30 de julho de 1892 - Eleva à comarca o município de Viseu, com seus actuaes limites.

Lei n° 324 e 6 de julho de 1895 - Elevou Viseu à categoria de Cidade.

Decreto n° 6 de 4 de novembro de 1930 - Anexou Viseu à administração estadual.

Lei estadual nº 8 de 31 de outubro de 1935 - Restaurou a condição de Município.

Viseu é um dos do municípios com a maior extensão em área do noroeste paraense. Sua beleza natural é bastante apreciada pelos visitantes. Dentre os lugares mais visitados encontram-se a praia de Apeú Salvador, Serra do Piriá; São José do Gurupi e de Santo Antônio. Em relação ao rio Gurupi, de maior destaque, é possível afirmarmos que sua bacia hidrográfica estende-se da nascente, na Serra do Gurupi, um prolongamento da Serra da Desordem, no Maranhão, até a foz do Oceano Atlântico, ocupado grande faixa de terra do Pará e Maranhão. Viseu foi o ponto de irradiação para conquistar o rio Gurupi, quando foi dada a notícia da descoberta do ouro, cuja data precisa desse descobrimento é incerto, sendo possível que ainda no século XVII já se soubesse da existência de ouro na região. O rio Gurupi possui aproximadamente 720 km de extensão ocupando uma área cerca de 12.128 km2, sendo de domínio da União, tendo 70 % de sua bacia no estado do Maranhão e 30% no Pará. Quando recebe as águas do Gurupi-Mirim, sua largura passa de 40 m para 250 m, podendo atingir cerca de 2 km antes de São José do Gurupi (Ministério do Meio Ambiente, 2006).

Alguns dos filhos de Viseu de maior vulto foram Mariano Antunes de Souza, que ocupou entre as décadas de 1920 e 1930 importantes cargos no Pará, como juiz em Belém e no interior e Chefe de Polícia Civil do Estado, recebendo inúmeros elogios pelo seu trabalho. Mariano Antunes era filho do português José Antunes de Souza Júnior e da senhora Maria de Oliveira Pantoja, tendo nascido em 1º de dezembro de 1876, em Viseu. Aloysio da Costa Chaves, também nasceu em Viseu em 25 de novembro de 1920, tendo ocupado o cargo de Reitor da UFPA, professor, Deputado Federal, Senador e Governador do Pará (1974 - 1978). Também ocupou o cargo de juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª região, tendo sido o Vice Presidente e o Presidente deste Tribunal. Recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFPA. José Ubiratan da Silva Rosário nasceu em Viseu no dia 7 de junho de 1938 e faleceu em Belém em 24 de outubro de 2009. Foi escritor, professor e jornalista. Estudou no Colégio Paes de Carvalho e graduou-se em História, pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Na Academia Paraense de Letras, onde ocupava a cadeira 28, cujo patrono é Leopoldo Sousa, conquistou o prêmio “Samuel MacDowell” e o “José Veríssimo”, da Academia Brasileira de Letras, com a obra “Amazônia - processo civilizatório: Apogeu do Grão-Pará” (1986). Escreveu muitas outras obras, como “Belém Urbe Amazônia: seu destino, evolução e perspectivas” (1980). Odete Nogueira Pereira Ferreira, também nascida em Viseu, no dia 22 de fevereiro de 1935, constitui uma das maiores referências no estudo histórico e cultural de Viseu. Escreveu importantes livros, como O Município de Viseu e seus Administradores (1995). Foi professora, vereadora, Vice-Prefeita do município, Secretária de Cultura, e publicou em 1997 o livro de poemas O Retrato da Saudade.

Aloysio Chaves

CRONOLOGIA VISEUENSE[editar | editar código-fonte]

1500 – Abril, 22 – Descobrimento do Brasil por Pedro Álvares Cabral.

1531 – Descobrimento do rio Gurupi pelo navegador português Diogo Leite, tendo fundado a Abra de Diogo Leite. Há uma discussão a respeito da localização da Abra de Diogo Leite. Alguns afirmam que seria o rio Turiaçu enquanto outros pesquisadores defendem que se trata do rio Gurupi. A verdade indiscutível é que Diogo Leite adentrou as terras viseuenses em 1531, sendo portanto o marco inicial da contagem da descoberta do atual município de Viseu pelos europeus.

1535 ­– março, 11 – Concessão a João de Barros e Aires da Cunha a Capitania do Maranhão, tendo 50 léguas, pelo litoral, desde o Cabo de Todos os Santos, a leste do rio Maranhão, até a Abra de Diogo Leite.

1612 – setembro 8 – Fundação de São Luís, no Maranhão.

1616 – janeiro, 12 – Fundação de Belém.

1613 – Julho, 8 – Partida de Daniel de La Touche de São Luís em direção ao Pará para exploração da costa maranhense e paraense. La Touche passou cerca de 1 mês na região do Caeté, travando relações com os índios.

1613 – Agosto, 7 – Daniel de La Touche partiu do rio Caeté em direção da aldeia Meron, levando com ele alguns indígenas. Os franceses travaram importantes relações com os índios Tupinambás.

1613 – Expedição comandada por Diogo de Campos que convenceu Jerônimo de Albuquerque a fundar um forte no rio Piriá e travar relações com os índios Tremembés, inimigo dos Tupinambás, que eram amigos dos franceses.

1615 – novembro, 3 – Expulsão dos franceses pelas tropas de Alexandre de Moura.

1621 - Separação do Brasil entre dois estados: Estado do Brasil e Estado do Maranhão.

1622 – fevereiro, 9 – Doação da Capitania do Gurupi a Gaspar de Sousa, que ia do rio  Caeté ao rio Turiaçu, com 20 léguas de fundo, como recompensa pelos seus esforços na conquistas do Maranhão contra os franceses.

1623 – Nomeação de Francisco Coelho de Carvalho como Governador do Maranhão.

1624 – março, 19 – Alvará do rei Felipe III ordenando a Francisco Coelho de Carvalho que ele repartisse as terras do Maranhão aos povoadores e cultivadores que as quisessem.

1624 – agosto, 22 – Portaria dada a Gaspar de Sousa para que ele escolhesse o sítio onde iria beneficiar e povoar.

1626 – setembro, 8 – Posse de Francisco Coelho de Carvalho como Governador do Maranhão.

1627 – abril – Fundação da povoação de Vera Cruz, que deu origem à atual cidade de Viseu, terceira povoação a ser fundada no Pará, depois da Vigia e Belém. Vera Cruz e a capitania do Gurupi foram doadas por Francisco Coelho a seu filho Feliciano Coelho de Carvalho ainda em 1627.

1627- novembro – Os moradores de Vera Cruz pedem à Câmara do Pará a criação de um Convento dos Carmelitas, o que foi indeferido.

1633 – Confirmação pela Corte de Madri de Álvaro de Sousa como verdadeiro herdeiro da Capitania do Gurupi, tendo o mesmo extinguido esta Capitania. A Feliciano Coelho, foram doadas as terras dos Camutás, onde ele fundou a atual cidade de Cametá.

1634 – Fundação de Sousa do Caeté, por Álvaro de Sousa, atual cidade de Bragança.

1663 – Transferência da sede da Capitania do Gurupi de Vera Cruz para Sousa do Caeté.

1753 – Mudança de nome de Vera Cruz para Nossa Senhora da Conceição.

1756 – Mudança de nome para Vera Cruz do Gurupi.

1758 – Criação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Viseu (e posteriormente Freguesia de Nossa Senhora de Nazareth de Viseu), permanecendo desta forma até a independência.

1833 a 1856 – Viseu ficou pertencendo ao município de Bragança.

1856 – dezembro, 22 – Através da Lei Provincial n° 301 de 22 de dezembro, a freguesia foi elevada à categoria de Vila e em seguida Município.

1857 – junho, 22 – Portaria demarcando os limites entre Viseu e Bragança.

1859 – janeiro, 7 – Instalação do município de Viseu.

1859 – novembro, 15 – Lei n° 328 de 15 de novembro de 1859 dá nova inovação à vila de Viseu, modificando a Lei Provincial n° 301 de 22 de dezembro de 1856, corrigindo o nome da freguesia (Art. 1° - A invocação da Villa de Vizêo é de Nossa Senhora de Nazareth, e não de Nossa Senhora do Rosário, como vem mencionada na Lei n° 301 de 22 de dezembro de 1856).

1880 – abril, 30 – Lei n° 1021, que permitia à Província do Pará a contratação por dez anos de uma empresa de navegação a vapor, que deveria fazer duas viagens mensais entre Viseu e Belém.

1881 – outubro – Contratação da Companhia de Navegação a Vapor do Maranhão para fazer uma viagem de ida e volta ao porto de Viseu.

1882 – maio, 6 – Decreto n° 8516 do Ministério da Agricultura que concedia ao francês Jules Blanc a permissão para explorar ouro, prata e outros metais na Província do Maranhão.

1885 – dezembro, 30 – O delegado de Viseu (Antônio Pedro de Oliveira), emite formalmente uma acusação conta o francês Jules Blanc, acusado de usufruir dos serviços dos quilombolas em trocas de alforrias.

1890 – março, 26 ­– O Decreto nº 16 dissolveu a Câmara de Viseu.

1890 – março, 26 ­– O Decreto nº 17 criou um Conselho de Intendência Municipal em Viseu.

1892 – janeiro, 13 ­– Lei n°14 faz a concessão a Manoel João Gonçalves para a exploração por 10 anos do fabrico e montagem de salinas na costa do Pará, entre Viseu e Salinas.

1892 – julho, 30 – A Lei n° 28 de 30 de julho de 1892 criou a Comarca do município de Viseu, ordenando seus limites e a Portaria de 9 de dezembro de 1892 mandou instalar dia 10 do mesmo mês.

1895 – julho, 6 – A Lei n° 324 de 6 de julho de 1895, elevou a Vila de Viseu á categoria de cidade e foi instalada em 16 de novembro de 1895.

1896 – outubro, 6 – O Decreto n° 337 divide em circunscrições o único distrito judiciário da Comarca de Viseu.

1897 – Nomeação de Ulysses José Tavares para o cargo de 2° Suplente do juízo municipal do Termo de Viseu, em substituição a Raymundo Fortunato Maia.

1898 – julho, 26 ­– Chegada do Governador Paes de Carvalho e sua comitiva a Viseu.

1899 – junho, 17 – A Lei n° 660 autoriza o Governador do Estado a contratar uma linha de navegação a vapor entre Belém e Viseu, com escalas na Vigia, Maracanã e Bragança.

1901 – janeiro, 12 – Decreto n° 937 criou uma circunscrição judiciária na Comarca de Viseu com a denominação Povoação de São José do Gurupi.

1904 – fevereiro – Chegada dos Padres Barnabitas a Viseu.

1905 – Chegada do alemão Guilherme von Linde ao Gurupi, onde começou a travar relações de mineração com os negros de Camiranga.

1920 – maio, 10 – Registro feito por Guilherme von Linde de todas as minas descobertas por Agostinho Sá de Caldas, Eusébio Corrêa e outros antigos moradores de Itamaori e Camiranga.

1929 – novembro, 7 – Elevação à categoria de povoação o lugar São Benedito do Pimenta, através da Lei n° 2807 da mesma data.

1930 – novembro, 4 - O decreto estadual n° 6 de 4 de novembro de 1930 extinguiu o município de Viseu, sendo que seu território passou à administração do Estado, o que foi confirmada pelo decreto estadual nº 78, de 27-12-1930.

1930 – dezembro, 4 – O Decreto n° 36 passou a regular a exploração de ouro no território de Viseu.

1931 – abril, 1° – Sequestro dos bens móveis e imóveis de Guilherme von Linde, através do Decreto n° 263 de 1° de abril de 1931.

1931 – abril, 25 – Decreto n° 332 fixa em definitivo os limites entre Viseu – Bragança e Bragança – Ourém.

1932 – Descoberta em Marataúna, por Cândido Paula, um extenso placer aurífero.

1935 – outubro, 31 - A lei estadual nº 8 de 31 de outubro de 1935 reconstituiu Viseu à categoria de Município.

1938 – março, 31 - O decreto-lei estadual n° 2972 de 31 de março de 1938, modificou a nomenclatura do distrito de Emboranunga, o qual passou a ser denominado Fernandes Belo.

1938 – outubro, 31 – O decreto-lei estadual n° 1331, de 31 de outubro criou o distrito de Camiranga, com terras que foram desmembradas de São José do Piriá.

1947 – janeiro, 11 –  Visita do ex intendente Magalhães Barata a Viseu.

1947 – Inauguração da ponte-trapiche da cidade de Viseu, no governo do prefeito Moacir Bogéa.

1949 e 1951 – Expedições do antropólogo Darcy Ribeiro, linguista francês Max Boudin e do cinegrafista Heinz Foertman no rio Gurupi, de onde originou o livro Diário índios: os Urubus-Kaapor.

1957 – Visita do antropólogo inglês Francis Huxley, que publicou o livro Selvagens Amáveis: um antropologista entre os índios Urubu do Brasil.

1965 – Viseu perde território para a formação do município de Paragominas.

1984  - novembro, 15 ­– Visita de Armando Quintino à cidade de Viseu.

1985 – janeiro, 4 – Morte de Armando Quintino da Silva Lira, grande personagem do conflito da Gleba CIDAPAR.

1991 – Viseu perdeu parte do seu território para a constituição do município de Santa Luzia e Nova Esperança do Piriá.

1994 – Início da construção do Hospital das Bem-Aventuranças.

1995 – Viseu perdeu novamente território para a formação do município de Cachoeira do Piriá.

“As eva da minha terra

Não mais engasga os adão!

Não são fruto proibido

As morena do sertão

Minha terra fica longe,

Do Gurupi, no sertão,

Lá onde nunca chegou

Cearense ou regatão.

Tudo ali ainda é selvagem,

Pecado é trabalhar;

A gente, como cigarra,

Desafia a vida a cantar.

No Gurupi, afamado,

Corre o ouro universal;

Balança que pesa ouro

Não pode pesar metal”.

Jorge Hurley, no estudo Yaribes da Amazônia, em torno do livro O Matuto Cearense e o Caboclo do Pará., do poeta José Carvalho, 1930*. *O poema foi feito com ausência de plural em algumas palavras, característica mantida.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 22 de setembro de 2013. 
  5. a b «PIBMunicipal2008-2012». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 19 dez. 2014. 

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