Vissungo

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Vissungo, em etnografia, se refere a música de caráter responsorial praticada por escravos africanos utilizados não só nas lavras de diamantes e ouro na região compreendida, entre outras, pelas periferias das cidades brasileiras de Diamantina, São João da Chapada e Serro, no estado de Minas Gerais. Mas também em todas as outras práticas do cotidiano dessas pessoas. Havia vissungos para o amanhecer, para a hora de comer, para o momento de desejo, para os enterros, entre outras atividades cotidianas.

Tal música era entoada raramente em português, prevalecendo línguas africanas, principalmente o kimbundo e o Nbundo (chamadas de língua benguela pela população local) e relacionadas a idiomas até hoje falados na atual República Popular de Angola.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Mata Machado Filho, Aires da. O negro e o garimpo em Minas Gerais. Belo Horizonte: Itatiaia, 1985
  • Kubik, Gerhard. Extensionen afrikanischer Kulturen in Brasilien, Aachen: Alano Verlag, 1991
  • Nascimento, Lúcia Valéria do. A África no Serro-Frio – Vissungos: uma prática social em extinção. Tese de Mestrado, Belo Horizonte: UFMG, Faculdade de Letras, 2003
  • Camp, Marc-Antoine: Gesungene Busse: Praxis und Valorisierung der afro-brasiianischen Vissungo in der Region von Diamantina, Minas Gerais. Tese de Dotourado, Zurique: Universidade de Zurique, Suíça, 2006
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