Vivian Maier

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Vivian Maier
Nome nativo Vivian Maier
Nascimento 1 de fevereiro de 1926
Nova Iorque
Morte 21 de abril de 2009 (83 anos)
Chicago
Residência Estados Unidos, França
Cidadania Estados Unidos, França
Ocupação fotógrafo, Babá
Página oficial
http://www.vivianmaier.com
Exposição em Chicago em 2011

Vivian Dorothea Maier (Nova Iorque, 1 de fevereiro de 1926 - Ilinóis, 21 de abril de 2009) foi uma fotógrafa norte-americana que especializou-se na chamada street photography (fotografia de rua)[1].

Maier passou a sua infância na França e após voltar para os Estados Unidos, trabalhou como babá por mais de 40 anos e durante este período, em seus dias de folga, fotografou a cidade de Nova Iorque, focando nas ruas, nas pessoas e nos edifícios, sempre com a sua câmera Rolleiflex. Foram mais de 150 mil fotografias mostrando as pessoas e a arquitetura da sua cidade natal, além de Los Angeles e Chicago entre as décadas de 1950 e 1960. Vivian também fez viagens internacionais, como para Manila, Bangkok, Pequim, Egito, Itália, sempre registrando, fotograficamente, as ruas das cidades.

Caracterizada como uma mulher inteiramente independente e liberal, Vivian Maier tinha como objectivo transmitir a sua própria visão de mundo, ou seja, uma visão bastante particular -- com estilo. Sendo pessoa pouco materialista, seus pertences passavam por livros ligados à arte, filmes caseiros, revistas, entre outros. Com a fotografia, Vivian conseguiu fascinar o mundo através de seus registos do ambiente urbano.

Apesar de ser responsável por crianças em tempo integeal, Vivian, no seu tempo livre, captava o ambiente urbano da cidade de Nova Iorque através de seus registos fotográficos. Contudo, estas fotografias ficavam guardadas, pois mais ninguém sabia das suas existências, deixando assim um trabalho de aproximadamente 100.000 fotografias.

Vivian viveu uma velhice com dificuldades financeiras, chegando a morar em asilos pagos pelo previdência, até que alguns amigos compraram um apartamento em Chicago e passaram a pagar as suas contas. Entre estes amigos, estavam várias pessoas que Vivian cuidou quando babá. Em 2009, Vivian faleceu em decorrência de lesões decorrentes de um tombo, quando bateu a cabeça.

Por toda a vida, guardou as fotografias, os negativos e fitas de áudio com pequenas entrevistas que fazia com as pessoas que fotografava. Este material só foi descoberto em 2007, por John Maloof, que reconheceu o valor artístico e histórico do material, mas foi somente após a sua morte que houve o reconhecimento de seu trabalho e o material começou a ser reproduzido na internet e em revistas especializadas, além da publicação de livros com o seu acervo e exposições

Actualmente, o trabalho de Vivian Maier vem sendo catalogado e será simultaneamente arquivado para poder ser apreciado futuramente pelos demais. Já com 90% do arquivo construído, o trabalho elegante e preciso de Vivian Maier torna-se um marco na arte da fotografia urbana. [2][3][4][5].

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  1. Vivian Maier: Street Photographer (em inglês). EUA: PowerHouse Books. 2011. ISBN 978-1-57687-577-3 
  2. Vivian Maier: Out of the Shadows (em inglês). EUA: CityFiles Press. 2012. ISBN 978-0978545093 
  3. Vivian Maier: Self-Portraits (em inglês). EUA: PowerHouse Books. 2013. ISBN 978-1-57687-662-6 
  4. Eye to Eye: Photographs by Vivian Maie (em inglês). EUA: CityFiles Press. 2014 

Referências