Vogon

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Vogon, na série O Guia do Mochileiro das Galáxias de Douglas Adams, são o povo conhecido pela sua inteligência, brutalidade, feiura e inaptidão para escrever poesias. Conforme o guia, não chegam a ser malévolos, mas são mal-humorados, burocráticos, intrometidos e insensíveis.

Uma de suas equipes de construção foi responsável pela destruição do planeta Terra sob o pretexto de ser construída uma nova via hiperespacial.

Os vogons são criaturas quase que totalmente adaptadas para uma vida subaquática, dadas as características de seu corpo, que não evoluiu desde que abandonaram o ambiente marítimo de seu planeta.

É comentado que é como se a evolução tivesse dados as costas para eles assim que saíram para a superfície da Vogosfera, como que arrependida de tal abominação. Sua pele é grossa e borrachuda, com um tom verde-acinzentado, e poderiam sobreviver em uma profundidade de cerca de trezentos metros debaixo d'água.

Possuem uma aparência enrugada e rostos disformes, com as narinas acima da linha dos olhos, corpos largos e membros finos em relação ao tronco.

A poesia vogon começou como uma tentativa de se adequarem a uma vida civilizada entre as outras raças do Universo, mas eles nunca foram bons nisso e atualmente não têm pretensão de mudar a fama de sua poesia ser a terceira pior do Universo.

Vogons são criaturas altamente burocráticas; requisitam formulários para praticamente tudo, o que torna muito lenta qualquer tentativa de conseguir algo deles.

Dados gerais dos Vogons[editar | editar código-fonte]

  • Habitat: Vogosfera
  • Hobby: destruir planetas, arrasar a vida de outros seres do planeta e preencher papeladas burocráticas
  • Físico: pele borrachuda, nariz na altura da testa e feiura considerada "arrasadora" pela famosa Enciclopédia Galáctica (dado não-oficial)
  • Alimentação: sopa (ver filme The Hitchhiker's Guide to the Galaxy) e caranguejo-vogon.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Caranguejos-vogons: seres estranhos parecidos com caranguejos terrestres, têm carapaça dura e espinhosa cravejada de ouro e pedras preciosas; servem de bom alimento para os vogons
  • Veados de Vogosfera: seres parecidos com veados, com chifres e quadrúpedes; por maldade, os vogons utilizam os pobrezinhos como banco, apesar deles não aguentarem e sempre acabarem com a espinha quebrada
  • Como os vogons ficaram sem imaginação?: graças às cobras-rasteja-imaginação; elas rastejam no subsolo do planeta, e percebem qualquer raio de imaginação ou ideia até em grandes distâncias.Dão uma pancada no rosto da pessoa que teve qualquer tipo de ideia e, de tanto receber pancadas, os vogons ficaram com o nariz na testa e acharam mais vantajoso não ter ideias
  • Poesia vogon:

"A poesia vogon é, como todos sabem, a terceira pior do Universo. Em segundo lugar vem a dos Azgodos de Kria. Durante um recital em que seu Mestre Poeta, Gruntus, o Flatulento, leu sua 'Ode ao pedacinho de massa de vidraceiro verde que encontrei no meu Sovaco numa manhã de verão', quatro pessoas na plateia morreram de hemorragia interna, e o Presidente do Conselho Centro-Galático de Marmelada Artística só conseguiu sobreviver roendo uma das suas próprias pernas completamente. Consta que Gruntus ficou "decepcionado" com a reação da plateia e já ia começar a ler sua epopeia em 12 tomos intitulada Meus Gargarejos de Banheira Favoritos quando seu próprio intestino grosso, numa tentativa desesperada de salvar a vida e a civilização, pulou para cima, passando pelo pescoço de Gruntus, e estrangulou-lhe o cérebro. A pior poesia de todas desapareceu com sua criadora, Paula Nancy Millstone Jennings, de Cambridge, Essex, Inglaterra, com a destruição da terra." O Guia do Mochileiro das Galáxias

(Na série original de rádio o nome citado era Paul Neil Milne Johnstone, mas Adams foi forçado a mudá-lo para o livro. Johnstone é uma pessoa real, e uma amostra de seus poemas pode ser encontrada em [1].)

Uma amostra de poesia vogon:

"Ó fragúndio bugalhostro, tua micturição é para mim

Qual manchimucos num lúrgido do mastim

Frêmeo implochoro-o, ó meu perlíndromo exangue

Adrede me não apagianaste e crímidos dessartes?

Ter-te-ei rabirrotos, raio que o parte!"